Condição neurológica rara caracterizada por cavidades císticas (siringes) dentro da medula espinhal, frequentemente associada à malformação de Chiari tipo I. Manifesta-se com dor cervical, fraqueza e espasticidade nos membros, instabilidade da marcha e disfunções autonômicas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A siringomielia primária é uma condição rara caracterizada pela formação de uma cavidade (siringe) dentro da medula espinhal, que pode se expandir ao longo do tempo e causar danos neurológicos progressivos. Essa cavidade geralmente está associada a alterações na base do crânio e na coluna cervical, como a malformação de Chiari tipo I. A doença pode levar a sintomas como fraqueza muscular, alterações de sensibilidade e problemas de coordenação.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da siringomielia primária são variados e dependem da localização e extensão da cavidade na medula espinhal. Entre os mais comuns estão: parestesia (formigamento ou dormência), escoliose (curvatura anormal da coluna), síndrome de Horner (queda da pálpebra, pupila contraída e falta de suor em um lado do rosto), sinal de Babinski (resposta anormal do pé ao estímulo), hiperreflexia dos membros inferiores (reflexos exagerados), disartria (dificuldade para falar), ataxia da marcha (falta de coordenação ao andar), incontinência urinária, espasticidade dos membros inferiores (rigidez muscular), fraqueza muscular de membros, dor no pescoço, arreflexia dos membros superiores (ausência de reflexos), nistagmo (movimentos oculares involuntários), marcha instável, diâmetro sagital aumentado do canal cervical e anormalidade do forame magno.[1][3]
Causas genéticas
Até o momento, não há genes específicos identificados como causa da siringomielia primária. A condição não possui um padrão de herança definido e não está associada a um gene conhecido em bancos de dados genéticos. Acredita-se que fatores mecânicos e de desenvolvimento, como a malformação de Chiari tipo I, desempenhem um papel importante na sua origem.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da siringomielia primária é baseado em exames de imagem, como ressonância magnética da coluna vertebral, que pode mostrar a presença da cavidade (siringe) e alterações associadas, como o aumento do diâmetro sagital do canal cervical ou anormalidades do forame magno. Exames genéticos podem ser solicitados para descartar outras condições, incluindo cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. No Brasil, esses procedimentos estão disponíveis no SUS com cobertura mínima.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da siringomielia primária é focado no manejo dos sintomas e na prevenção da progressão do dano neurológico. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O acompanhamento pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, com fisioterapia, terapia ocupacional e suporte para incontinência urinária e dificuldades de marcha. Em alguns casos, a cirurgia pode ser considerada para descomprimir a medula espinhal ou drenar a cavidade, mas isso deve ser avaliado individualmente por uma equipe médica especializada.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da siringomielia primária varia conforme a progressão da cavidade e a gravidade dos sintomas. Com acompanhamento adequado e reabilitação, muitas pessoas conseguem manter uma qualidade de vida satisfatória, embora possam persistir limitações motoras e sensitivas. O suporte multidisciplinar é essencial para lidar com os desafios diários.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Condição neurológica rara caracterizada por cavidades císticas (siringes) dentro da medula espinhal, frequentemente associada à malformação de Chiari tipo I. Manifesta-se com dor cervical, fraqueza e espasticidade nos membros, instabilidade da marcha e disfunções autonômicas.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A siringomielia primária é uma condição rara caracterizada pela formação de uma cavidade (siringe) dentro da medula espinhal, que pode se expandir ao longo do tempo e causar danos neurológicos progressivos. Essa cavidade geralmente está associada a alterações na base do crânio e na coluna cervical, como a malformação de Chiari tipo I. A doença pode levar a sintomas como fraqueza muscular, alterações de sensibilidade e problemas de coordenação.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da siringomielia primária são variados e dependem da localização e extensão da cavidade na medula espinhal. Entre os mais comuns estão: parestesia (formigamento ou dormência), escoliose (curvatura anormal da coluna), síndrome de Horner (queda da pálpebra, pupila contraída e falta de suor em um lado do rosto), sinal de Babinski (resposta anormal do pé ao estímulo), hiperreflexia dos membros inferiores (reflexos exagerados), disartria (dificuldade para falar), ataxia da marcha (falta de coordenação ao andar), incontinência urinária, espasticidade dos membros inferiores (rigidez muscular), fraqueza muscular de membros, dor no pescoço, arreflexia dos membros superiores (ausência de reflexos), nistagmo (movimentos oculares involuntários), marcha instável, diâmetro sagital aumentado do canal cervical e anormalidade do forame magno.[1][3]
Causas genéticas
Até o momento, não há genes específicos identificados como causa da siringomielia primária. A condição não possui um padrão de herança definido e não está associada a um gene conhecido em bancos de dados genéticos. Acredita-se que fatores mecânicos e de desenvolvimento, como a malformação de Chiari tipo I, desempenhem um papel importante na sua origem.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da siringomielia primária é baseado em exames de imagem, como ressonância magnética da coluna vertebral, que pode mostrar a presença da cavidade (siringe) e alterações associadas, como o aumento do diâmetro sagital do canal cervical ou anormalidades do forame magno. Exames genéticos podem ser solicitados para descartar outras condições, incluindo cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES) e dosagem de alfa-fetoproteína. No Brasil, esses procedimentos estão disponíveis no SUS com cobertura mínima.[1][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da siringomielia primária é focado no manejo dos sintomas e na prevenção da progressão do dano neurológico. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença. O acompanhamento pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, com fisioterapia, terapia ocupacional e suporte para incontinência urinária e dificuldades de marcha. Em alguns casos, a cirurgia pode ser considerada para descomprimir a medula espinhal ou drenar a cavidade, mas isso deve ser avaliado individualmente por uma equipe médica especializada.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da siringomielia primária varia conforme a progressão da cavidade e a gravidade dos sintomas. Com acompanhamento adequado e reabilitação, muitas pessoas conseguem manter uma qualidade de vida satisfatória, embora possam persistir limitações motoras e sensitivas. O suporte multidisciplinar é essencial para lidar com os desafios diários.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 8 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 18 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Siringomielia, primária
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Thecal shunt placement for treatment of obstructive primary syringomyelia.
[Pathogenesis of syringomyelia].
Advances in diagnosis and treatment of spinal hemangioblastomas.
[MRT in primary and tumor-induced syringomyelia].
Primary syringomyelia in a kitten.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:99856(Orphanet)
- MONDO:0020508(MONDO)
- GARD:19691(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q56014448(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Siringomielia, primária
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata