A síndrome de ictiose folicular, alopecia e fotofobia (IFAP) é uma síndrome genética extremamente rara causada por mutações no gene MBTPS2. É extremamente rara: havia apenas 40 casos conhecidos até 2011.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome ictiose folicular-alopecia-fotofobia (IFAP) é uma doença genética rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta desde o período neonatal ou na primeira infância, afetando principalmente a pele, os cabelos e os olhos. O nome da síndrome descreve seus três achados mais característicos: ictiose folicular (pele seca e áspera com pequenas elevações ao redor dos folículos pilosos), alopecia (queda de cabelo) e fotofobia (sensibilidade anormal à luz).[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da IFAP são variados e podem envolver múltiplos sistemas do corpo. Os mais frequentes incluem: hiperceratose folicular (pele áspera com pequenos nódulos), descamação da pele, eritrodermia (vermelhidão generalizada), eritema perioral (vermelhidão ao redor da boca), queilite angular (rachaduras nos cantos da boca), blefarite posterior (inflamação das pálpebras), ceratoconjuntivite seca (olho seco), erosões corneanas recorrentes (feridas na córnea), opacificação do estroma corneano (turvação da córnea), catarata, estrabismo, baixa estatura, escoliose (curvatura anormal da coluna), hérnia umbilical, displasia ungueal (alterações nas unhas) e displasia ectodérmica (alterações em dentes, cabelo e unhas). Em alguns casos, podem ocorrer alterações neurológicas como atrofia cerebral, hipoplasia do corpo caloso, ventriculomegalia e atrofia olivopontocerebelar, além de displasia renal (incluindo displasia renal multicística), oligodramnia (pouco líquido amniótico), atresia de coana (obstrução nasal) e hipoplasia torácica unilateral.[1][3]
Causas genéticas
A Síndrome IFAP é causada por alterações (variantes patogênicas) em dois genes principais: o gene MBTPS2 (que codifica a protease 2 do fator de transcrição ligado à membrana) e o gene SREBF1 (que codifica a proteína 1 de ligação ao elemento regulador de esterol). Esses genes estão envolvidos em processos celulares importantes para o desenvolvimento da pele, cabelo e olhos. A herança pode ser autossômica dominante (quando uma cópia alterada do gene é suficiente para causar a doença), recessiva ligada ao X (quando o gene alterado está no cromossomo X) ou, em alguns casos, não se aplica um padrão claro de herança.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome IFAP é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para o diagnóstico, incluindo os seguintes procedimentos: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 328 variantes patogênicas registradas no ClinVar para essa condição.[1][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a Síndrome IFAP, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O cuidado deve ser multidisciplinar, envolvendo dermatologistas, oftalmologistas, geneticistas e outros especialistas conforme a necessidade. Medidas gerais incluem hidratação intensa da pele, uso de lubrificantes oculares para fotofobia e ressecamento, e acompanhamento de possíveis complicações renais, neurológicas e ortopédicas. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome, e nenhum tratamento foi citado na literatura científica como associado à condição até o momento.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Síndrome IFAP varia amplamente de acordo com a gravidade dos sintomas e o envolvimento de órgãos internos. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar é essencial para monitorar complicações e oferecer suporte adequado, visando melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome de ictiose folicular, alopecia e fotofobia (IFAP) é uma síndrome genética extremamente rara causada por mutações no gene MBTPS2. É extremamente rara: havia apenas 40 casos conhecidos até 2011.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome ictiose folicular-alopecia-fotofobia (IFAP) é uma doença genética rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta desde o período neonatal ou na primeira infância, afetando principalmente a pele, os cabelos e os olhos. O nome da síndrome descreve seus três achados mais característicos: ictiose folicular (pele seca e áspera com pequenas elevações ao redor dos folículos pilosos), alopecia (queda de cabelo) e fotofobia (sensibilidade anormal à luz).[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da IFAP são variados e podem envolver múltiplos sistemas do corpo. Os mais frequentes incluem: hiperceratose folicular (pele áspera com pequenos nódulos), descamação da pele, eritrodermia (vermelhidão generalizada), eritema perioral (vermelhidão ao redor da boca), queilite angular (rachaduras nos cantos da boca), blefarite posterior (inflamação das pálpebras), ceratoconjuntivite seca (olho seco), erosões corneanas recorrentes (feridas na córnea), opacificação do estroma corneano (turvação da córnea), catarata, estrabismo, baixa estatura, escoliose (curvatura anormal da coluna), hérnia umbilical, displasia ungueal (alterações nas unhas) e displasia ectodérmica (alterações em dentes, cabelo e unhas). Em alguns casos, podem ocorrer alterações neurológicas como atrofia cerebral, hipoplasia do corpo caloso, ventriculomegalia e atrofia olivopontocerebelar, além de displasia renal (incluindo displasia renal multicística), oligodramnia (pouco líquido amniótico), atresia de coana (obstrução nasal) e hipoplasia torácica unilateral.[1][3]
Causas genéticas
A Síndrome IFAP é causada por alterações (variantes patogênicas) em dois genes principais: o gene MBTPS2 (que codifica a protease 2 do fator de transcrição ligado à membrana) e o gene SREBF1 (que codifica a proteína 1 de ligação ao elemento regulador de esterol). Esses genes estão envolvidos em processos celulares importantes para o desenvolvimento da pele, cabelo e olhos. A herança pode ser autossômica dominante (quando uma cópia alterada do gene é suficiente para causar a doença), recessiva ligada ao X (quando o gene alterado está no cromossomo X) ou, em alguns casos, não se aplica um padrão claro de herança.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Síndrome IFAP é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura parcial para o diagnóstico, incluindo os seguintes procedimentos: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 328 variantes patogênicas registradas no ClinVar para essa condição.[1][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a Síndrome IFAP, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O cuidado deve ser multidisciplinar, envolvendo dermatologistas, oftalmologistas, geneticistas e outros especialistas conforme a necessidade. Medidas gerais incluem hidratação intensa da pele, uso de lubrificantes oculares para fotofobia e ressecamento, e acompanhamento de possíveis complicações renais, neurológicas e ortopédicas. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome, e nenhum tratamento foi citado na literatura científica como associado à condição até o momento.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Síndrome IFAP varia amplamente de acordo com a gravidade dos sintomas e o envolvimento de órgãos internos. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar é essencial para monitorar complicações e oferecer suporte adequado, visando melhorar a qualidade de vida do paciente e de sua família.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 37 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 131 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
2 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant, Not applicable, X-linked recessive.
Zinc metalloprotease that mediates intramembrane proteolysis of proteins such as ATF6, ATF6B, SREBF1/SREBP1 and SREBF2/SREBP2 (PubMed:10805775, PubMed:11163209). Catalyzes the second step in the proteolytic activation of the sterol regulatory element-binding proteins (SREBPs) SREBF1/SREBP1 and SREBF2/SREBP2: cleaves SREBPs within the first transmembrane segment, thereby releasing the N-terminal segment with a portion of the transmembrane segment attached (PubMed:10805775, PubMed:27380894, PubMed
MembraneCytoplasmGolgi apparatus membrane
IFAP syndrome 1, with or without Bresheck syndrome
An X-linked syndrome characterized by a peculiar triad of follicular ichthyosis, total or subtotal atrichia, and photophobia of varying degree. Histopathologically, the epidermal granular layer is generally well-preserved or thickened at the infundibulum. Hair follicles are poorly developed and tend to be surrounded by an inflammatory infiltrate. A subgroup of patients is described with lamellar rather than follicular ichthyosis. Non-consistent features may include growth and psychomotor retardation, aganglionic megacolon, seizures and nail dystrophy.
Precursor of the transcription factor form (Processed sterol regulatory element-binding protein 1), which is embedded in the endoplasmic reticulum membrane (PubMed:32322062). Low sterol concentrations promote processing of this form, releasing the transcription factor form that translocates into the nucleus and activates transcription of genes involved in cholesterol biosynthesis and lipid homeostasis (By similarity) Key transcription factor that regulates expression of genes involved in cholest
Endoplasmic reticulum membraneGolgi apparatus membraneCytoplasmic vesicle, COPII-coated vesicle membraneNucleus
IFAP syndrome 2
An autosomal dominant form of IFAP syndrome, a disease characterized by a peculiar triad of follicular ichthyosis, total or subtotal atrichia, and photophobia of varying degree. IFAP2 patients manifest ichthyosis follicularis or follicular hyperkeratosis, hyperkeratotic plaques, sparse to no body hair, and photophobia with punctate corneal epithelial defects, corneal pannus, and complicated cataract. Ultrastructural hair analysis shows trichorrhexis nodosa.
Variantes genéticas (ClinVar)
328 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
12 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome ictiose folicular-alopecia-fotofobia
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
A rare case of ichthyosis follicularis, alopecia & photophobia syndrome.
X-chromosome inactivation: role in skin disease expression.
Atrichia, ichthyosis, follicular hyperkeratosis, chronic candidiasis, keratitis, seizures, mental retardation and inguinal hernia: a severe manifestation of IFAP syndrome?
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- A rare case of ichthyosis follicularis, alopecia & photophobia syndrome.
- X-chromosome inactivation: role in skin disease expression.
- Atrichia, ichthyosis, follicular hyperkeratosis, chronic candidiasis, keratitis, seizures, mental retardation and inguinal hernia: a severe manifestation of IFAP syndrome?
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:2273(Orphanet)
- MONDO:0100212(MONDO)
- GARD:2952(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q5986440(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Síndrome ictiose folicular-alopecia-fotofobia
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata