Síndrome rara ligada ao X, caracterizada por deficiência intelectual, psicose e macroorquidismo. Apresenta-se com início na infância, podendo incluir catarata juvenil, Babinski, fala ausente e contraturas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de perturbação do desenvolvimento intelectual-psicose-macroorquidismo ligada ao X é uma condição genética rara que afeta principalmente o sexo masculino. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais e sintomas geralmente aparecem na infância.[1][4]
Sinais e sintomas
A síndrome se manifesta por uma combinação de comprometimento intelectual, alterações psiquiátricas (como psicose e labilidade emocional) e aumento dos testículos (macroorquidismo). Outros sinais frequentes incluem atraso no desenvolvimento motor (como habilidade atrasada para sentar), ausência de fala, apraxia (dificuldade em realizar movimentos intencionais), distonia (contrações musculares involuntárias), coreoatetose (movimentos involuntários lentos e contorcidos), bradicinesia (lentidão dos movimentos), marcha espástica e paraplegia espástica. Também podem ocorrer contratura em flexão, hipotonia axial (tônus muscular baixo no tronco), sinal de Babinski (reflexo anormal do pé), salivação excessiva, irritabilidade, anorexia e insuficiência cardíaca congestiva. Algumas características físicas incluem palato ogival (céu da boca alto e estreito), macrotia (orelhas grandes), mão pequena, pescoço curto e catarata juvenil.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene MECP2 (do inglês Methyl-CpG-binding protein 2), localizado no cromossomo X. Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para o funcionamento normal dos neurônios. O padrão de herança é ligado ao X dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene em cada célula é suficiente para causar a doença. Como os homens têm apenas um cromossomo X, eles geralmente são mais gravemente afetados.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e é confirmado por meio de testes genéticos. Atualmente, existem 62 testes genéticos disponíveis para identificar variantes patogênicas no gene MECP2. O banco de dados ClinVar já registrou 1.419 variantes associadas a esta condição. O código CID-10 correspondente é F71.1.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia para distúrbios motores, terapia ocupacional, fonoaudiologia, acompanhamento psiquiátrico para psicose e labilidade emocional, e suporte cardiológico para insuficiência cardíaca congestiva. O nível de cobertura pelo SUS é mínimo, e não há procedimentos específicos listados na base de dados consultada.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona alguns fármacos que foram associados a esta condição em estudos de mineração de dados (PubTator3). É importante destacar que estas são associações exploratórias, e não recomendações de tratamento. Os fármacos listados são: acetophenazine, amisulpride, amperozide, clorotepine, clotiapine, hematoporphyrin, levomepromazine, levosulpiride, melperone, tiapride e triflupromazine. Nenhum deles possui aprovação formal para esta síndrome.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como insuficiência cardíaca congestiva. O comprometimento intelectual e motor costuma ser significativo, exigindo cuidados contínuos. O suporte familiar e o acesso a terapias multidisciplinares são fundamentais para melhorar a qualidade de vida do paciente.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara ligada ao X, caracterizada por deficiência intelectual, psicose e macroorquidismo. Apresenta-se com início na infância, podendo incluir catarata juvenil, Babinski, fala ausente e contraturas.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de perturbação do desenvolvimento intelectual-psicose-macroorquidismo ligada ao X é uma condição genética rara que afeta principalmente o sexo masculino. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. Os primeiros sinais e sintomas geralmente aparecem na infância.[1][4]
Sinais e sintomas
A síndrome se manifesta por uma combinação de comprometimento intelectual, alterações psiquiátricas (como psicose e labilidade emocional) e aumento dos testículos (macroorquidismo). Outros sinais frequentes incluem atraso no desenvolvimento motor (como habilidade atrasada para sentar), ausência de fala, apraxia (dificuldade em realizar movimentos intencionais), distonia (contrações musculares involuntárias), coreoatetose (movimentos involuntários lentos e contorcidos), bradicinesia (lentidão dos movimentos), marcha espástica e paraplegia espástica. Também podem ocorrer contratura em flexão, hipotonia axial (tônus muscular baixo no tronco), sinal de Babinski (reflexo anormal do pé), salivação excessiva, irritabilidade, anorexia e insuficiência cardíaca congestiva. Algumas características físicas incluem palato ogival (céu da boca alto e estreito), macrotia (orelhas grandes), mão pequena, pescoço curto e catarata juvenil.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene MECP2 (do inglês Methyl-CpG-binding protein 2), localizado no cromossomo X. Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para o funcionamento normal dos neurônios. O padrão de herança é ligado ao X dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene em cada célula é suficiente para causar a doença. Como os homens têm apenas um cromossomo X, eles geralmente são mais gravemente afetados.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e é confirmado por meio de testes genéticos. Atualmente, existem 62 testes genéticos disponíveis para identificar variantes patogênicas no gene MECP2. O banco de dados ClinVar já registrou 1.419 variantes associadas a esta condição. O código CID-10 correspondente é F71.1.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia para distúrbios motores, terapia ocupacional, fonoaudiologia, acompanhamento psiquiátrico para psicose e labilidade emocional, e suporte cardiológico para insuficiência cardíaca congestiva. O nível de cobertura pelo SUS é mínimo, e não há procedimentos específicos listados na base de dados consultada.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona alguns fármacos que foram associados a esta condição em estudos de mineração de dados (PubTator3). É importante destacar que estas são associações exploratórias, e não recomendações de tratamento. Os fármacos listados são: acetophenazine, amisulpride, amperozide, clorotepine, clotiapine, hematoporphyrin, levomepromazine, levosulpiride, melperone, tiapride e triflupromazine. Nenhum deles possui aprovação formal para esta síndrome.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como insuficiência cardíaca congestiva. O comprometimento intelectual e motor costuma ser significativo, exigindo cuidados contínuos. O suporte familiar e o acesso a terapias multidisciplinares são fundamentais para melhorar a qualidade de vida do paciente.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 35 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 71 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: X-linked dominant.
Chromosomal protein that binds to methylated DNA. It can bind specifically to a single methyl-CpG pair. It is not influenced by sequences flanking the methyl-CpGs. Mediates transcriptional repression through interaction with histone deacetylase and the corepressor SIN3A. Binds both 5-methylcytosine (5mC) and 5-hydroxymethylcytosine (5hmC)-containing DNA, with a preference for 5-methylcytosine (5mC)
Nucleus
Angelman syndrome
A neurodevelopmental disorder characterized by severe motor and intellectual retardation, ataxia, frequent jerky limb movements and flapping of the arms and hands, hypotonia, seizures, absence of speech, frequent smiling and episodes of paroxysmal laughter, open-mouthed expression revealing the tongue.
Variantes genéticas (ClinVar)
1.419 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 111 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
11 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de perturbação do desenvolvimento intelectual-psicose-macroorquidismo ligada ao X
Centros de Referência SUS
13 centros habilitados pelo SUS para Síndrome de perturbação do desenvolvimento intelectual-psicose-macroorquidismo ligada ao X
Centros para Síndrome de perturbação do desenvolvimento intelectual-psicose-macroorquidismo ligada ao X
Detalhes dos centros
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Ver todas no PubMedAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome de perturbação do desenvolvimento intelectual-psicose-macroorquidismo ligada ao X
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:3077(Orphanet)
- OMIM OMIM:300055(OMIM)
- MONDO:0010235(MONDO)
- GARD:3506(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q28065631(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Síndrome de perturbação do desenvolvimento intelectual-psicose-macroorquidismo ligada ao X
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub