Doença rara autossômica dominante associada a mutações no gene TSHR, manifestando-se como hiperêmese gravídica, bócio difuso e tireotoxicose. Sintomas incluem diarreia, agitação, tremor e hiperatividade, podendo levar à perda de peso.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O hipertireoidismo gestacional familiar é uma condição genética rara que se manifesta durante a gestação, caracterizada por uma produção excessiva de hormônios tireoidianos (tireotoxicose) devido a uma alteração no receptor do hormônio estimulante da tireoide (TSHR). Diferentemente de outras formas de hipertireoidismo, esta condição não é causada por autoanticorpos, mas sim por uma mutação genética que ativa continuamente a tireoide. A doença geralmente se inicia na adolescência ou na idade adulta, coincidindo com o período gestacional.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem hipertireoidismo (tireotoxicose com bócio difuso), taquicardia, perda de peso, diarreia, agitação, tremor nas mãos, hiperatividade e alterações do sono. Durante a gestação, é comum a ocorrência de hiperêmese gravídica (vômitos intensos). Ao exame físico, podem ser observados bócio (aumento da tireoide), proptose (olhos saltados) e hiperplasia da tireoide. Em alguns casos, pode haver atraso motor. Os exames laboratoriais mostram níveis diminuídos do hormônio tireoestimulante (TSH) e aumento dos níveis circulantes de tiroxina (T4).[1][4]
Causas genéticas
A condição é causada por mutações no gene TSHR (receptor do hormônio estimulante da tireoide), localizado no cromossomo 14. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína que regula o crescimento e a função da glândula tireoide. Mutações ativadoras neste gene fazem com que o receptor funcione de forma contínua, mesmo na ausência do hormônio estimulante, levando à produção excessiva de hormônios tireoidianos. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames laboratoriais (TSH baixo, T4 elevado) e confirmação genética. O teste genético molecular para o gene TSHR está disponível e pode identificar mutações ativadoras. Atualmente, existem 167 variantes reportadas no ClinVar e 12 testes genéticos disponíveis para esta condição. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de hipertireoidismo na gestação, como a doença de Graves (que apresenta autoanticorpos positivos).[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo do hipertireoidismo gestacional familiar deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, incluindo endocrinologista e obstetra de alto risco. O tratamento visa controlar a tireotoxicose e proteger a mãe e o feto. Medicamentos antitireoidianos podem ser utilizados durante a gestação, sempre com monitoramento rigoroso. É importante informar que esta condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. O acompanhamento deve incluir avaliação periódica da função tireoidiana e ultrassonografia fetal.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona os seguintes fármacos em associação com esta condição (dados de mineração de texto do PubTator3): carbimazole, methimazole, methylthiouracil, paricalcitol e propylthiouracil. É importante destacar que estas são associações identificadas em publicações científicas e não representam recomendações de tratamento. Consulte sempre seu médico para decisões terapêuticas.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, o prognóstico para a mãe e o bebê é geralmente bom. O controle da tireotoxicose durante a gestação reduz os riscos de complicações como aborto espontâneo, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Após o parto, os sintomas podem melhorar, mas o acompanhamento endocrinológico deve ser mantido. O aconselhamento genético é recomendado para famílias afetadas, devido ao padrão de herança autossômica dominante.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica dominante associada a mutações no gene TSHR, manifestando-se como hiperêmese gravídica, bócio difuso e tireotoxicose. Sintomas incluem diarreia, agitação, tremor e hiperatividade, podendo levar à perda de peso.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
O hipertireoidismo gestacional familiar é uma condição genética rara que se manifesta durante a gestação, caracterizada por uma produção excessiva de hormônios tireoidianos (tireotoxicose) devido a uma alteração no receptor do hormônio estimulante da tireoide (TSHR). Diferentemente de outras formas de hipertireoidismo, esta condição não é causada por autoanticorpos, mas sim por uma mutação genética que ativa continuamente a tireoide. A doença geralmente se inicia na adolescência ou na idade adulta, coincidindo com o período gestacional.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem hipertireoidismo (tireotoxicose com bócio difuso), taquicardia, perda de peso, diarreia, agitação, tremor nas mãos, hiperatividade e alterações do sono. Durante a gestação, é comum a ocorrência de hiperêmese gravídica (vômitos intensos). Ao exame físico, podem ser observados bócio (aumento da tireoide), proptose (olhos saltados) e hiperplasia da tireoide. Em alguns casos, pode haver atraso motor. Os exames laboratoriais mostram níveis diminuídos do hormônio tireoestimulante (TSH) e aumento dos níveis circulantes de tiroxina (T4).[1][4]
Causas genéticas
A condição é causada por mutações no gene TSHR (receptor do hormônio estimulante da tireoide), localizado no cromossomo 14. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína que regula o crescimento e a função da glândula tireoide. Mutações ativadoras neste gene fazem com que o receptor funcione de forma contínua, mesmo na ausência do hormônio estimulante, levando à produção excessiva de hormônios tireoidianos. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames laboratoriais (TSH baixo, T4 elevado) e confirmação genética. O teste genético molecular para o gene TSHR está disponível e pode identificar mutações ativadoras. Atualmente, existem 167 variantes reportadas no ClinVar e 12 testes genéticos disponíveis para esta condição. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de hipertireoidismo na gestação, como a doença de Graves (que apresenta autoanticorpos positivos).[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo do hipertireoidismo gestacional familiar deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, incluindo endocrinologista e obstetra de alto risco. O tratamento visa controlar a tireotoxicose e proteger a mãe e o feto. Medicamentos antitireoidianos podem ser utilizados durante a gestação, sempre com monitoramento rigoroso. É importante informar que esta condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. O acompanhamento deve incluir avaliação periódica da função tireoidiana e ultrassonografia fetal.[1][2]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica menciona os seguintes fármacos em associação com esta condição (dados de mineração de texto do PubTator3): carbimazole, methimazole, methylthiouracil, paricalcitol e propylthiouracil. É importante destacar que estas são associações identificadas em publicações científicas e não representam recomendações de tratamento. Consulte sempre seu médico para decisões terapêuticas.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, o prognóstico para a mãe e o bebê é geralmente bom. O controle da tireotoxicose durante a gestação reduz os riscos de complicações como aborto espontâneo, parto prematuro e baixo peso ao nascer. Após o parto, os sintomas podem melhorar, mas o acompanhamento endocrinológico deve ser mantido. O aconselhamento genético é recomendado para famílias afetadas, devido ao padrão de herança autossômica dominante.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 19 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisReceptor for the thyroid-stimulating hormone (TSH) or thyrotropin (PubMed:11847099, PubMed:12045258). Also acts as a receptor for the heterodimeric glycoprotein hormone (GPHA2:GPHB5) or thyrostimulin (PubMed:12045258). TSHR is coupled to G(s) proteins and mediates the activation of adenylate cyclase (PubMed:11847099, PubMed:35940205, PubMed:35940204). This leads to the generation of cyclic adenosine monophosphate (cAMP), which in turn activates protein kinase A (PKA). PKA subsequently phosphoryl
Cell membraneBasolateral cell membrane
Variantes genéticas (ClinVar)
167 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 36 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hipertireoidismo gestacional familiar
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
New variant (Val597Ile) in transmembrane region of the TSH receptor with human chorionic gonadotropin hypersensitivity in familial gestational hyperthyroidism.
Activating mutations of TSH receptor.
[From gene to disease; thyroid stimulating hormone receptor, hyperthyroidism and hypothyroidism].
Pathology of the TSH receptor.
TSH receptor gene mutations and familial gestational hyperthyroidism.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Hipertireoidismo gestacional familiar.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Hipertireoidismo gestacional familiar
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- New variant (Val597Ile) in transmembrane region of the TSH receptor with human chorionic gonadotropin hypersensitivity in familial gestational hyperthyroidism.
- Activating mutations of TSH receptor.
- [From gene to disease; thyroid stimulating hormone receptor, hyperthyroidism and hypothyroidism].
- Pathology of the TSH receptor.
- TSH receptor gene mutations and familial gestational hyperthyroidism.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:99819(Orphanet)
- OMIM OMIM:603373(OMIM)
- MONDO:0011309(MONDO)
- GARD:16913(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Artigo Wikipedia(Wikipedia)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Hipertireoidismo gestacional familiar
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub