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ORPHA:435934CID-10 · E77.8CID-11 · 5C54.2OMIM 617395DOENÇA RARA
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DigestivoInício infânciaHerança AR

O complexo oligomérico de Golgi conservado, também conhecido como complexo COG, é uma proteína de membrana extrínseca encontrada no aparelho de Golgi em eucariotos. Este complexo é conservado evolutivamente e possui subunidades homólogas encontradas em todas as espécies de eucariotos. O complexo COG foi descoberto pela primeira vez em 1981 em células de ovário de hamster chinês. Essas células de ovário apresentavam mutações nos receptores de lipoproteína de baixa densidade (LDL), o que afetava a função das enzimas de glicosilação do Golgi. No entanto, o complexo COG como um todo não foi totalmente compreendido até 2004, quando uma deficiência em uma das subunidades do COG foi associada a distúrbios congênitos da glicosilação. Essas descobertas levaram à percepção de que o complexo COG desempenha um papel importante na glicosilação e na classificação de proteínas.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

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Visão geral

A COG2-CDG é uma doença genética rara que faz parte do grupo das doenças congênitas da glicosilação (CDG). A glicosilação é um processo essencial para o funcionamento das células, e sua alteração pode afetar diversos órgãos e sistemas. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, e os primeiros sinais geralmente aparecem na infância.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sintomas da COG2-CDG são variados e podem afetar múltiplos sistemas do corpo. Entre os sinais mais comuns estão: atraso global do desenvolvimento, deficiência intelectual, hipotonia (tônus muscular diminuído) e microcefalia secundária (cabeça menor que o esperado, que se desenvolve após o nascimento). Também podem ocorrer tetraplegia espástica (paralisia dos quatro membros com rigidez muscular), crises tônicas generalizadas (um tipo de convulsão) e deterioração psicomotora (perda de habilidades já adquiridas).[1][2]

Sinais e sintomas (continuação)

Alterações neurológicas estruturais são frequentes, como atrofia cerebral difusa (perda de tecido cerebral em várias áreas), hipoplasia do corpo caloso (desenvolvimento incompleto da estrutura que conecta os dois hemisférios cerebrais) e glândula pituitária pequena. Além disso, podem ser observadas anormalidades no formato do rosto, comprometimento da função hepática (com elevação das transaminases hepáticas no sangue), alterações na cascata de coagulação e níveis diminuídos de cobre e ceruloplasmina circulantes. A glicosilação anormal é uma característica laboratorial marcante da doença.[1][2]

Causas genéticas

A COG2-CDG é causada por alterações (mutações) no gene COG2, que fornece instruções para a produção da subunidade 2 do complexo oligomérico conservado do Golgi (COG). Esse complexo é fundamental para o funcionamento adequado do aparelho de Golgi, uma organela celular responsável pela modificação e transporte de proteínas. Mutações nesse gene prejudicam a glicosilação, levando aos sintomas da doença. A herança é autossômica recessiva, e o início dos sintomas ocorre na infância.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico da COG2-CDG é baseado na combinação de achados clínicos, exames laboratoriais e testes genéticos. Exames de sangue podem mostrar alterações como níveis elevados de transaminases hepáticas, diminuição de cobre e ceruloplasmina, e anormalidades na coagulação. A análise da glicosilação de proteínas séricas (como a transferrina) é um exame importante para identificar o padrão característico de glicosilação anormal. O diagnóstico definitivo é confirmado pelo sequenciamento completo do exoma (WES) ou por painel genético que identifique mutações no gene COG2. Atualmente, há 54 variantes reportadas no ClinVar e 8 testes genéticos disponíveis para a condição.[1][3][4]

Diagnóstico (SUS)

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o diagnóstico da COG2-CDG. Entre os procedimentos disponíveis estão: teste do pezinho (triagem neonatal), dosagem de aminoácidos (para erros inatos do metabolismo), dosagem de ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo e sequenciamento completo do exoma (WES). O atendimento em reabilitação para doenças raras também é um recurso disponível.[1][3]

Tratamento e manejo

Atualmente, não há cura para a COG2-CDG, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. A abordagem é multidisciplinar e pode incluir: acompanhamento neurológico para controle de crises convulsivas e espasticidade, suporte nutricional, fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. O monitoramento da função hepática e dos níveis de cobre e ceruloplasmina também é importante. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença, e nenhum fármaco foi listado como tratamento na literatura científica revisada até o momento.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico da COG2-CDG varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a rapidez do diagnóstico e intervenção. Por ser uma doença de início na infância, o acompanhamento precoce com uma equipe multidisciplinar é essencial para maximizar o desenvolvimento e a qualidade de vida. O suporte familiar e o acesso a serviços de reabilitação são fundamentais para lidar com os desafios motores, intelectuais e clínicos ao longo da vida.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A COG2-CDG é uma doença congênita extremamente rara que afeta a forma como as células produzem certas proteínas e açúcares. Os sintomas costumam ter início na infância e causam atraso severo no desenvolvimento, paralisia com rigidez muscular e crises convulsivas. Exames médicos frequentemente apontam alterações no funcionamento do fígado, queda nos níveis de cobre no sangue e anormalidades cerebrais. A enfermidade não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde e não tem cura, sendo o cuidado focado no controle dos sintomas e em terapias de reabilitação.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

O complexo oligomérico de Golgi conservado, também conhecido como complexo COG, é uma proteína de membrana extrínseca encontrada no aparelho de Golgi em eucariotos. Este complexo é conservado evolutivamente e possui subunidades homólogas encontradas em todas as espécies de eucariotos. O complexo COG foi descoberto pela primeira vez em 1981 em células de ovário de hamster chinês. Essas células de ovário apresentavam mutações nos receptores de lipoproteína de baixa densidade (LDL), o que afetava a função das enzimas de glicosilação do Golgi. No entanto, o complexo COG como um todo não foi totalmente compreendido até 2004, quando uma deficiência em uma das subunidades do COG foi associada a distúrbios congênitos da glicosilação. Essas descobertas levaram à percepção de que o complexo COG desempenha um papel importante na glicosilação e na classificação de proteínas.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
1
pacientes catalogados
Início
Infancy
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
6 procedimentos SIGTAPCID-10: E77.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (6)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
8 sintomas
🫃
Digestivo
2 sintomas
🩸
Sangue
1 sintomas
📏
Crescimento
1 sintomas
😀
Face
1 sintomas

+ 6 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Tetraplegia espástica
Frequente (79-30%)
100%prev.
Concentração diminuída de ceruloplasmina circulante
Frequente (79-30%)
100%prev.
Hipoplasia do corpo caloso
Frequente (79-30%)
100%prev.
Crise tônica generalizada
Frequente (79-30%)
100%prev.
Microcefalia secundária
Frequente (79-30%)
100%prev.
Glândula pituitária pequena
Frequente (79-30%)
19sintomas
Muito frequente (12)
Frequente (5)
Muito raro (1)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 19 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Tetraplegia espásticaSpastic tetraplegia
Frequente (79-30%)100%
Concentração diminuída de ceruloplasmina circulanteDecreased circulating ceruloplasmin concentration
Frequente (79-30%)100%
Hipoplasia do corpo calosoHypoplasia of the corpus callosum
Frequente (79-30%)100%
Crise tônica generalizadaGeneralized tonic seizure
Frequente (79-30%)100%
Microcefalia secundáriaSecondary microcephaly
Frequente (79-30%)100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1
Últimos 10 anos5publicações
Pico20265 papers
Linha do tempo
2026Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
COG2
COG2Conserved oligomeric Golgi complex subunit 2Disease-causing germline mutation(s) (loss of function) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (2)
COPI-mediated anterograde transportIntra-Golgi traffic
MECANISMO DE DOENÇA

Congenital disorder of glycosylation 2Q

A form of congenital disorder of glycosylation, a genetically heterogeneous group of autosomal recessive, multisystem disorders caused by a defect in glycoprotein biosynthesis and characterized by under-glycosylated serum glycoproteins. Congenital disorders of glycosylation result in a wide variety of clinical features, such as defects in the nervous system development, psychomotor retardation, dysmorphic features, hypotonia, coagulation disorders, and immunodeficiency. The broad spectrum of features reflects the critical role of N-glycoproteins during embryonic development, differentiation, and maintenance of cell functions. The transmission pattern of CDG2Q is consistent with autosomal recessive inheritance.

OUTRAS DOENÇAS (1)
congenital disorder of glycosylation, type IIq
HGNC:6546UniProt:Q14746

Variantes genéticas (ClinVar)

54 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 COG2: NM_007357.3(COG2):c.1509del (p.Lys503fs) ()
🧬 COG2: NC_000001.10:g.(?_230778226)_(230829729_?)del ()
🧬 COG2: GRCh37/hg19 1q21.1-44(chr1:143932350-249224684)x3 ()
🧬 COG2: NM_007357.3(COG2):c.1794+72G>T ()
🧬 COG2: NM_007357.3(COG2):c.1279AGG[1] (p.Arg428del) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — COG2-CDG

🗺️

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Conselhos e sociedades

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição é causada por alterações no gene COG2, responsável por sintetizar a subunidade 2 do complexo oligomérico de Golgi. Ela segue um padrão de herança autossômica recessiva, em que a criança herda cópias alteradas de ambos os pais.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:17720
    GARD (NIH)
  3. Q60195127
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). COG2-CDG. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/cog2-cdg

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

COG2-CDG

ORPHA:435934 · MONDO:0054559
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
6 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
1 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E77.8 · Outros distúrbios do metabolismo de glicoproteínas
CID-11
Início
Infancy
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4479353
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara