Transcetolase é uma enzima que, em humanos, é codificada pelo gene TKT. Ela participa tanto da via das pentoses-fosfato em todos os organismos quanto do ciclo de Calvin da fotossíntese. A transcetolase catalisa duas reações importantes, que operam em direções opostas nessas duas vias. Na primeira reação da via das pentoses-fosfato não oxidativa, o cofator tiamina difosfato aceita um fragmento de 2 carbonos de uma cetose de 5 carbonos (D-xilulose-5-P) e, então, transfere esse fragmento para uma aldose de 5 carbonos (D-ribose-5-P) para formar uma cetose de 7 carbonos (sedoeptulose-7-P). A abstração de dois carbonos da D-xilulose-5-P resulta na aldose de 3 carbonos gliceraldeído-3-P.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência de transcetolase (código OMIM:617044, MONDO:0014881, CID-10 E88.8) é uma condição genética de herança autossômica recessiva extremamente rara, com prevalência estimada inferior a 1 por 1.000.000. Os sinais clínicos e metabólicos têm início precoce, manifestando-se nos períodos neonatal ou na infância.[1][2]
Sinais e sintomas
As manifestações neurológicas e do desenvolvimento associadas à condição compreendem atraso global do desenvolvimento, hipotonia, deficiência intelectual leve, atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem ou fala ausente, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, comportamentos compulsivos, maneirismos repetitivos anormais e comportamento autolesivo.[1][2]
No sistema cardiovascular, podem ser observados defeito do septo atrial, persistência do canal arterial, forame oval patente, defeito do septo ventricular e trajeto anormal da artéria coronária. Alterações oftalmológicas e sensoriais incluem catarata, uveíte, conjuntivite e deficiência auditiva.[1][2]
Entre outros achados clínicos e metabólicos relatados, encontram-se baixa estatura proporcional, hepatomegalia, cisto renal, dermatite seborreica, diabetes mellitus tipo 1, além de marcadores laboratoriais característicos como concentração elevada de ribitol circulante e aumento do nível de ribose na urina.[1][2]
Causas genéticas
Diagnóstico
A identificação diagnóstica envolve a avaliação dos achados clínicos e metabólicos característicos, podendo ser confirmada por investigação molecular. Estão catalogadas 24 variantes no banco de dados ClinVar e existem 5 opções de testes genéticos voltados à avaliação do gene relacionado à condição.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A deficiência de transcetolase é uma síndrome genética muito rara que se manifesta desde os primeiros meses de vida. Ela costuma causar baixa estatura, atraso no desenvolvimento global e da linguagem, além de possíveis alterações no coração como o defeito do septo ventricular. A doença é causada por mutações herdadas no gene TKT e pode ser confirmada por exames genéticos moleculares. No Brasil, a condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do SUS e não tem remédio curativo específico, focando o cuidado no apoio aos sintomas.
Transcetolase é uma enzima que, em humanos, é codificada pelo gene TKT. Ela participa tanto da via das pentoses-fosfato em todos os organismos quanto do ciclo de Calvin da fotossíntese. A transcetolase catalisa duas reações importantes, que operam em direções opostas nessas duas vias. Na primeira reação da via das pentoses-fosfato não oxidativa, o cofator tiamina difosfato aceita um fragmento de 2 carbonos de uma cetose de 5 carbonos (D-xilulose-5-P) e, então, transfere esse fragmento para uma aldose de 5 carbonos (D-ribose-5-P) para formar uma cetose de 7 carbonos (sedoeptulose-7-P). A abstração de dois carbonos da D-xilulose-5-P resulta na aldose de 3 carbonos gliceraldeído-3-P.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 10 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 32 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisSpondyloepimetaphyseal dysplasia, short limb-hand type
A bone disease characterized by short-limbed dwarfism, a narrow chest with pectus excavatum, brachydactyly in the hands and feet, a characteristic craniofacial appearance and premature calcifications. The radiological findings are distinctive and comprise short long bones throughout the skeleton with striking epiphyses that are stippled, flattened and fragmented and flared, irregular metaphyses. Platyspondyly in the spine with wide intervertebral spaces is observed and some vertebral bodies are pear-shaped with central humps, anterior protrusions and posterior scalloping.
Variantes genéticas (ClinVar)
24 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 20 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência de transcetolase
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
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Publicações mais relevantes
Cutaneous Squamous Cell Carcinoma in Transketolase Deficiency.
This case report describes a patient in their late 30s with a history of transketolase deficiency who presented with a new diagnosis of squamous cell carcinoma.
TKT maintains intestinal ATP production and inhibits apoptosis-induced colitis.
Inflammatory bowel disease (IBD) has a close association with transketolase (TKT) that links glycolysis and the pentose phosphate pathway (PPP). However, how TKT functions in the intestinal epithelium remains to be elucidated. To address this question, we specifically delete TKT in intestinal epithelial cells (IECs). IEC TKT-deficient mice are growth retarded and suffer from spontaneous colitis. TKT ablation brings about striking alterations of the intestine, including extensive mucosal erosion, aberrant tight junctions, impaired barrier function, and increased inflammatory cell infiltration. Mechanistically, TKT deficiency significantly accumulates PPP metabolites and decreases glycolytic metabolites, thereby reducing ATP production, which results in excessive apoptosis and defective intestinal barrier. Therefore, our data demonstrate that TKT serves as an essential guardian of intestinal integrity and barrier function as well as a potential therapeutic target for intestinal disorders.
The nuclear translocation of transketolase inhibits the farnesoid receptor expression by promoting the binding of HDAC3 to FXR promoter in hepatocellular carcinoma cell lines.
Transketolase (TKT), which is a metabolic enzyme in the nonoxidative phase of the pentose phosphate pathway (PPP), plays an important role in providing cancer cells with raw materials for macromolecular biosynthesis. The ectopic expression of TKT in hepatocellular carcinoma (HCC) was reported previously. However, the role of TKT in the initiation of liver cancer is still obscure. In our previous study, we found that TKT deficiency protects the liver from DNA damage by increasing levels of ribose 5-phosphate and nucleotides. What's more interesting is that we found TKT deficiency reduced bile acids and loss of TKT promoted the farnesoid receptor (FXR) expression. We further showed that TKT translocated into the nucleus of HCC cell lines through interacting with the signal transducer and activator of transcription 1 (STAT1), and then the complex inhibited FXR expression by promoting the binding of histone deacetylase 3 (HDAC3) to FXR promoter.
Untargeted metabolomics as an unbiased approach to the diagnosis of inborn errors of metabolism of the non-oxidative branch of the pentose phosphate pathway.
Inborn errors of metabolism (IEM) involving the non-oxidative pentose phosphate pathway (PPP) include the two relatively rare conditions, transketolase deficiency and transaldolase deficiency, both of which can be difficult to diagnosis given their non-specific clinical presentations. Current biochemical testing approaches require an index of suspicion to consider targeted urine polyol testing. To determine whether a broad-spectrum biochemical test could accurately identify a specific metabolic pattern defining IEMs of the non-oxidative PPP, we employed the use of clinical metabolomic profiling as an unbiased novel approach to diagnosis. Subjects with molecularly confirmed IEMs of the PPP were included in this study. Targeted quantitative analysis of polyols in urine and plasma samples was accomplished with chromatography and mass spectrometry. Semi-quantitative unbiased metabolomic analysis of urine and plasma samples was achieved by assessing small molecules via liquid chromatography and high-resolution mass spectrometry. Results from untargeted and targeted analyses were then compared and analyzed for diagnostic acuity. Two siblings with transketolase (TKT) deficiency and three unrelated individuals with transaldolase (TALDO) deficiency were identified for inclusion in the study. For both IEMs, targeted polyol testing and untargeted metabolomic testing on urine and/or plasma samples identified typical perturbations of the respective disorder. Additionally, untargeted metabolomic testing revealed elevations in other PPP metabolites not typically measured with targeted polyol testing, including ribonate, ribose, and erythronate for TKT deficiency and ribonate, erythronate, and sedoheptulose 7-phosphate in TALDO deficiency. Non-PPP alternations were also noted involving tryptophan, purine, and pyrimidine metabolism for both TKT and TALDO deficient patients. Targeted polyol testing and untargeted metabolomic testing methods were both able to identify specific biochemical patterns indicative of TKT and TALDO deficiency in both plasma and urine samples. In addition, untargeted metabolomics was able to identify novel biomarkers, thereby expanding the current knowledge of both conditions and providing further insight into potential underlying pathophysiological mechanisms. Furthermore, untargeted metabolomic testing offers the advantage of having a single effective biochemical screening test for identification of rare IEMs, like TKT and TALDO deficiencies, that may otherwise go undiagnosed due to their generally non-specific clinical presentations.
Transketolase Deficiency in Adipose Tissues Protects Mice From Diet-Induced Obesity by Promoting Lipolysis.
Obesity has recently become a prevalent health threat worldwide. Although emerging evidence has suggested a strong link between the pentose phosphate pathway (PPP) and obesity, the role of transketolase (TKT), an enzyme in the nonoxidative branch of the PPP that connects PPP and glycolysis, remains obscure in adipose tissues. In this study, we specifically deleted TKT in mouse adipocytes and found no obvious phenotype upon normal diet feeding. However, adipocyte TKT abrogation attenuated high-fat diet-induced obesity, reduced hepatic steatosis, improved glucose tolerance, alleviated insulin resistance, and increased energy expenditure. Mechanistically, TKT deficiency accumulated nonoxidative PPP metabolites and decreased glycolysis and pyruvate input into the mitochondria, leading to increased lipolytic enzyme gene expression and enhanced lipolysis, fatty acid oxidation, and mitochondrial respiration. Therefore, our data not only identify a novel role of TKT in regulating lipolysis and obesity but also suggest that limiting glucose-derived carbon into the mitochondria induces lipid catabolism and energy expenditure.
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Erythrocyte transketolase deficiency in patients suffering from Crohn's disease.
Transketolase Deficiency Protects the Liver from DNA Damage by Increasing Levels of Ribose 5-Phosphate and Nucleotides.
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European review for medical and pharmacological sciencesTransketolase Deficiency Protects the Liver from DNA Damage by Increasing Levels of Ribose 5-Phosphate and Nucleotides.
Cancer researchEfficient biosynthesis of d-ribose using a novel co-feeding strategy in Bacillus subtilis without acid formation.
Letters in applied microbiologyMutations in TKT Are the Cause of a Syndrome Including Short Stature, Developmental Delay, and Congenital Heart Defects.
American journal of human geneticsAssociações
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Doença com base genética
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O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A deficiência de transcetolase é causada por mutações genéticas com herança autossômica recessiva no gene TKT. Esse gene é responsável pela produção da enzima transcetolase no organismo.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 7 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Deficiência de transcetolase. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-transcetolase
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Deficiência de transcetolase
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata