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Disostose óculo-maxilo-facial
ORPHA:1794CID-10 · Q75.1CID-11 · LD25.3DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Visão / ocularInício neonatal
Sinônimos clínicos: Síndrome Richieri-Costa-Gorlin

A disostose oculomaxilofacial é um distúrbio genético raro do desenvolvimento ósseo caracterizado por baixa estatura, região orbital e anormalidades oculares (por exemplo, órbitas assimétricas, anoftalmia, fissuras palpebrais inclinadas para baixo e em forma de S, sobrancelhas / cílios esparsos, pálpebras anormais, ectrópio, simbléfaro, leucoma da córnea), nariz anormal (por exemplo, raiz nasal larga e anormalmente modelada, ponte e ponta, lateral desvio), hipoplasia malar, fissura labiopalatina e fissuras faciais oblíquas. Deficiência intelectual, microcefalia, micrognatia e anomalias dos membros (por exemplo, hemimelia, cintura escapular anormal, braquidactilia, sindactilia, háluces largos) também foram relatadas.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A disostose óculo-maxilo-facial é uma condição genética rara que se manifesta logo ao nascimento, afetando a formação dos ossos do rosto, dos olhos e das extremidades do corpo. A família costuma notar a presença de fendas no rosto ou no lábio e céu da boca, olhos menores ou ausentes, alterações nas pálpebras, queixo pequeno e dedos curvados ou encurtados. Não há um medicamento que cure a condição, e o cuidado é focado em intervenções cirúrgicas reconstrutivas e acompanhamento com diversos especialistas. No Brasil, a doença não conta com um protocolo PCDT próprio no Ministério da Saúde, mas o SUS disponibiliza procedimentos de reabilitação e exames de apoio diagnóstico.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

A disostose oculomaxilofacial é um distúrbio genético raro do desenvolvimento ósseo caracterizado por baixa estatura, região orbital e anormalidades oculares (por exemplo, órbitas assimétricas, anoftalmia, fissuras palpebrais inclinadas para baixo e em forma de S, sobrancelhas / cílios esparsos, pálpebras anormais, ectrópio, simbléfaro, leucoma da córnea), nariz anormal (por exemplo, raiz nasal larga e anormalmente modelada, ponte e ponta, lateral desvio), hipoplasia malar, fissura labiopalatina e fissuras faciais oblíquas. Deficiência intelectual, microcefalia, micrognatia e anomalias dos membros (por exemplo, hemimelia, cintura escapular anormal, braquidactilia, sindactilia, háluces largos) também foram relatadas.

Publicações científicas
1 artigos
Último publicado: 1994 Nov 15

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
4
pacientes catalogados
Início
Neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q75.1
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

😀
Face
10 sintomas
👁️
Olhos
6 sintomas
🦴
Ossos e articulações
4 sintomas
🧠
Neurológico
1 sintomas

+ 6 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

55%prev.
Fenda facial
Frequente (79-30%)
55%prev.
Asas nasais subdesenvolvidas
Frequente (79-30%)
55%prev.
Morfologia anormal do nariz
Frequente (79-30%)
55%prev.
Fissura palatina
Frequente (79-30%)
55%prev.
Opacidade corneana
Frequente (79-30%)
55%prev.
Fissura palpebral ascendente
Frequente (79-30%)
27sintomas
Frequente (13)
Ocasional (8)
Sem dados (6)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 27 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Fenda facialFacial cleft
Frequente (79-30%)55%
Asas nasais subdesenvolvidasUnderdeveloped nasal alae
Frequente (79-30%)55%
Morfologia anormal do narizAbnormality of the nose
Frequente (79-30%)55%
Fissura palatinaCleft palate
Frequente (79-30%)55%
Opacidade corneanaCorneal opacity
Frequente (79-30%)55%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa32desde 1994
Total histórico1PubMed
Últimos 10 anos4publicações
Pico20162 papers
Linha do tempo
2000201020201994Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

SPECC1LCytospin-ADisease-causing germline mutation(s) inAltamente restrito
MECANISMO DE DOENÇA

Facial clefting, oblique, 1

A rare form of facial clefting. A facial cleft is any of the fissures between the embryonic prominences that normally unite to form the face.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Testículo
57.8 TPM
Esôfago - Muscular
43.6 TPM
Artéria tibial
43.1 TPM
Cérebro - Hemisfério cerebelar
41.4 TPM
Útero
41.1 TPM
INTERAÇÕES PROTEICAS (1)
OUTRAS DOENÇAS (3)
Tessier number 4 facial cleftTeebi hypertelorism syndrome 1commissural facial cleft
HGNC:29022UniProt:Q69YQ0

Variantes genéticas (ClinVar)

119 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 SPECC1L: NM_015330.6(SPECC1L):c.1694A>G (p.Tyr565Cys) ()
🧬 SPECC1L: NM_015330.6(SPECC1L):c.2530C>T (p.Leu844Phe) ()
🧬 SPECC1L: NM_015330.6(SPECC1L):c.741_745delinsAA (p.Glu248_Gln249delinsLys) ()
🧬 SPECC1L: NM_015330.6(SPECC1L):c.1341G>C (p.Glu447Asp) ()
🧬 SPECC1L: NM_015330.6(SPECC1L):c.574G>T (p.Ala192Ser) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 16 variantes classificadas pelo ClinVar.

3
5
8
Patogênica (18.8%)
VUS (31.3%)
Benigna (50.0%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
SPECC1L: NM_015330.6(SPECC1L):c.2801C>T (p.Ala934Val) [Conflicting classifications of pathogenicity]
SPECC1L: NM_015330.6(SPECC1L):c.1399C>T (p.Arg467Cys) [Conflicting classifications of pathogenicity]
SPECC1L-ADORA2A: NM_015330.6(SPECC1L):c.1244A>C (p.Gln415Pro) [Pathogenic]
SPECC1L: NM_015330.6(SPECC1L):c.523A>G (p.Ile175Val) [Uncertain significance]
SPECC1L: NM_015330.6(SPECC1L):c.2745G>T (p.Glu915Asp) [Uncertain significance]

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

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Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

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🇧🇷 Atendimento SUS — Disostose óculo-maxilo-facial

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

Bilateral oblique facial clefts, rudimentary eyes and hydrocephalus in an aborted equine foetus.

Reproduction in domestic animals = Zuchthygiene2017 Aug

Knowledge of congenital malformations and their causes in horses is generally sparse. Such conditions require more scientific attention to improve their diagnostics and inform prevention strategies. Here, a unique syndrome of bilateral oblique facial clefts (meloschisis), rudimentary eyes and hydrocephalus is reported in an equine foetus spontaneously aborted at gestation day 224. The cause of abortion was considered to be intrauterine death caused by umbilical cord torsions and subsequent compromised blood flow, but the aetiology of the malformation could not be determined. A detailed history, which includes exposure to a range of pharmaceutical compounds during the early stages of pregnancy, is provided and emphasizes the need for accurate recording of treatments in pregnant animals.

#2

A Novel Single-Staged Technique for the Treatment of Soft Tissue in an Oblique Facial Cleft.

The Journal of craniofacial surgery2016 Sep

Oblique facial clefts are extremely rare and cause significant morbidity. Treatment of these clefts is complex and requires a fundamental understanding of cleft classification and techniques used for treatment of clefts. We describe a novel single-staged technique to repair the Tessier no. 4 soft tissue cleft and reconstruct the buccal sulcus and bilaminar lower eyelid by preserving normally excised tissue combined with standard procedures. We also present a case report demonstrating the technique in an adolescent female. The procedure incorporates turnover flaps from soft tissue preservation within the cleft, a Mustarde cheek advancement flap, an anatomical subunit lip repair, a dorsal nasal Rieger flap for ala repositioning, and a lateral nasal flag flap. The single-staged soft tissue repair eliminated the Tessier no. 4 cleft while simultaneously reconstructing the bilaminar lower eyelid and buccal lining. Our patient had no complications within the perioperative period. This novel single-staged technique for the treatment of the soft tissue Tessier no. 4 cleft not only repairs the cleft but also reconstructs the buccal sulcus and bilaminar lower eyelid with turnover flaps preserved from the normally discarded excess soft tissue within the cleft. The novel repair allows for the creation of a deeper fornix to aid with placement of an orbital prosthesis and is ideal for use in underserved or remote locations.

#3

Oblique facial clefts in Johanson-Blizzard syndrome.

American journal of medical genetics. Part A2016 Jun

Johanson-Blizzard syndrome (JBS) is considered as an infrequent, but clinically easily recognizable autosomal recessive entity by the pathognomonic combination of congenital exocrine pancreatic insufficiency and hypoplastic alae nasi, in addition to other distinctive findings such as scalp defects, hypothyroidism, and rectourogenital malformations. There are few reports of patients with JBS in association with facial clefting, referring all to types 2 to 6 of Tessier's classification that can be characterized properly as oblique facial clefts (OFCs). We describe the clinical aspects in four patients with JBS and extensive OFCs. In all of them, the diagnosis of JBS was confirmed by the demonstration of homozygous or compound-heterozygous mutations in the UBR1 gene. Additionally, we review three previously reported cases of JBS with OFCs. Taking into account a number of approximately 100 individuals affected by JBS that have been published in the literature we estimate that the frequency of OFCs in JBS is between 5% and 10%. This report emphasizes that extensive OFCs may be the severe end of the spectrum of facial malformations occurring in JBS. No obvious genotype phenotype correlation could be identified within this cohort. Thus, UBR1 should be included within the list of contributory genes of OFCs, although the exact mechanism remains unknown. © 2016 Wiley Periodicals, Inc.

#4

Computer-assisted design of sequential surgical procedure for oblique facial clefts with mandibular outer cortex autografts.

The Journal of craniofacial surgery2015 Mar

Oblique facial clefts are congenital craniofacial malformations affecting the paramedian line of facial structures. Correction of these defects involves bone and soft tissue reconstruction. The authors have developed a computer-aided sequential surgical procedure for oblique facial clefts, including mandibular outer cortex autografting, medial canthal ligament reduction and fixation, and fat autografting. From 2004 to 2013, 12 patients (9 women, 3 men) with oblique facial clefts were treated with the 3-step procedure in our clinic. Mean patient age at the first surgery was 18 years (range, 13-25 years). Preoperative three-dimensional surgical simulations assisted the surgeries. A retrospective review of patients' clinical, photographic, and radiographic records was performed. All patients achieved significant treatment effects and high satisfaction. The patients' self-assessed scores on a 10-point scale of deformity severity were lower after surgery (P < 0.001) and remained stable after 6 to 12 months (P = 0.069). Good repositioning of the inner canthus was achieved (P < 0.001) with no significant relapse (P = 0.096). The mean (SD) recovery of mandibular donor sites was 48.44% (16.89%) (range, 11.03%-71.33%). Grafted bone absorption was not significantly different at different recipient sites. Only minor complications occurred in 6 patients. This procedure was an effective treatment for oblique facial clefts, resulting in high satisfaction, remarkable improvements in facial symmetry, little skin scarring, acceptable bone graft resorption, and dramatic recovery of mandibular donor sites. Computer-assisted surgical simulation effectively describes characteristic skeletal deformities and provides a useful guide to surgical reconstruction.

Publicações recentes

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A doença está associada a mutações no gene SPECC1L, responsável por produzir a proteína Cytospin-A, que atua na organização estrutural durante a formação embrionária da face. Embora o gene esteja identificado, o modelo exato de herança genética ainda não foi determinado nos catálogos de doenças raras.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 6 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Oblique facial clefts in Johanson-Blizzard syndrome.
    American journal of medical genetics. Part A2016PMID 26989884
  2. ORPHA:1794
    Orphanet
  3. GARD:4046
    GARD (NIH)
  4. Q56013762
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Disostose óculo-maxilo-facial. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/disostose-oculo-maxilo-facial

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Disostose óculo-maxilo-facial

ORPHA:1794 · MONDO:0015824
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
4 casos conhecidos
CID-10
Q75.1 · Disostose craniofacial
CID-11
Início
Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1838348
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📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara