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Displasia espondilometafisária regressiva
ORPHA:448267CID-10 · Q77.8CID-11 · LD24.4OMIM 618019DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
CrescimentoInício neonatalHerança AR

Displasia espondilometafisária regressiva é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por baixa estatura desproporcional, encurvamento femoral, cifose e macrocefalia relativa. A hipoplasia torácica e a hipossegmentação de neutrófilos também podem estar presentes.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 12/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A displasia espondilometafisária regressiva é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos, principalmente da coluna vertebral (platispôndilo) e das extremidades dos ossos longos (metáfises). A condição está presente desde o nascimento (início neonatal) e, ao longo do tempo, pode apresentar melhora espontânea de alguns sinais, o que justifica o termo "regressiva". A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem: irregularidade e alargamento das metáfises (região de crescimento dos ossos longos), encurtamento dos ossos longos, úmero arqueado, genu valgum (joelhos voltados para dentro), contratura em flexão do joelho, luxação articular, hipermobilidade articular, hipotonia (tônus muscular reduzido) e atraso na habilidade de andar. Na coluna, observa-se platispondilia (vértebras achatadas), corpos vertebrais ovoides, hiperlordose (curvatura excessiva da coluna lombar) e costelas horizontais. Na face, podem ocorrer retrusão médio-facial, ponte nasal deprimida e nevo flammeus (mancha avermelhada) na testa. Outros achados incluem abdome protuberante, distância intermamilar ampla, hálux largo e encurtamento do quarto e quinto metacarpos.[1][2]

Causas genéticas

A displasia espondilometafisária regressiva é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene LBR, que fornece instruções para a produção da enzima Delta(14)-esterol redutase LBR. Essa enzima participa da síntese do colesterol e da formação da membrana nuclear. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para manifestar a doença.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, nos achados radiológicos (como irregularidade metafisária e platispondilia) e na confirmação genética. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 87 variantes patogênicas descritas no ClinVar para essa condição, e 7 tipos de testes genéticos estão disponíveis.[1][3][4]

Tratamento e manejo

Não há tratamento curativo específico para a displasia espondilometafisária regressiva. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhamento ortopédico para correção de deformidades (como genu valgum e contraturas) e suporte para atrasos motores. A cobertura pelo SUS é considerada mínima, com procedimentos como atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é variável. Alguns sinais podem melhorar espontaneamente com o crescimento (daí o termo "regressiva"), mas deformidades ósseas e articulares podem persistir e exigir intervenções. O acompanhamento regular com equipe multidisciplinar é importante para otimizar a função motora e prevenir complicações.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A displasia espondilometafisária regressiva é uma condição genética rara que altera o desenvolvimento dos ossos e das articulações desde o nascimento. Ela costuma provocar alterações no formato dos ossos dos membros, da coluna e atraso na fase em que a criança começa a andar. Não existem remédios específicos para curar a doença, e o cuidado é focado em suporte clínico e acompanhamento motor. No SUS, o paciente pode realizar exames como o sequenciamento do exoma para diagnóstico e contar com atendimento em reabilitação para doenças raras.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Displasia espondilometafisária regressiva é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por baixa estatura desproporcional, encurvamento femoral, cifose e macrocefalia relativa. A hipoplasia torácica e a hipossegmentação de neutrófilos também podem estar presentes.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
2
pacientes catalogados
Início
Neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q77.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🦴
Ossos e articulações
17 sintomas
😀
Face
2 sintomas
🧠
Neurológico
2 sintomas
🫃
Digestivo
1 sintomas
💪
Músculos
1 sintomas
🧬
Pele e cabelo
1 sintomas

+ 22 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Irregularidade metafisária
Obrigatório (100%)
100%prev.
Genu valgum
Obrigatório (100%)
100%prev.
Displasia metafisária
Obrigatório (100%)
100%prev.
Úmero arqueado
Frequência: 2/2
100%prev.
Osso longo curto
Obrigatório (100%)
100%prev.
Hiperlordose
Frequência: 2/2
47sintomas
Muito frequente (28)
Frequente (18)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 47 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Irregularidade metafisáriaMetaphyseal irregularity
Obrigatório (100%)100%
Obrigatório (100%)100%
Displasia metafisáriaMetaphyseal dysplasia
Obrigatório (100%)100%
Úmero arqueadoBowed humerus
Frequência: 2/2100%
Osso longo curtoShort long bone
Obrigatório (100%)100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa4desde 2022
Últimos 10 anos1publicações
Pico20221 papers
Linha do tempo
2022Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
LBR
LBRDelta(14)-sterol reductase LBRDisease-causing germline mutation(s) inRestrito
VIAS BIOLÓGICAS (3)
Initiation of Nuclear Envelope (NE) ReformationCholesterol biosynthesis via desmosterol (Bloch pathway)Regulation of MECP2 expression and activity
MECANISMO DE DOENÇA

Pelger-Huet anomaly

An autosomal dominant inherited abnormality of granulocytes, characterized by abnormal ovoid shape, reduced nuclear segmentation and an apparently looser chromatin structure.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Cólon sigmoide
89.3 TPM
Linfócitos
88.9 TPM
Útero
68.5 TPM
Esôfago - Muscular
63.1 TPM
Cervix Ectocervix
54.0 TPM
OUTRAS DOENÇAS (4)
Greenberg dysplasiaregressive spondylometaphyseal dysplasiaPelger-Huet anomalyReynolds syndrome
HGNC:6518UniProt:Q14739

Variantes genéticas (ClinVar)

87 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 LBR: NM_002296.4(LBR):c.265C>T (p.Arg89Ter) ()
🧬 LBR: NM_002296.4(LBR):c.1483+2T>A ()
🧬 LBR: GRCh37/hg19 1q21.1-44(chr1:143932350-249224684)x3 ()
🧬 LBR: NM_002296.4(LBR):c.48G>A (p.Trp16Ter) ()
🧬 LBR: NM_002296.4(LBR):c.1350T>A (p.Asp450Glu) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 15 variantes classificadas pelo ClinVar.

5
8
2
Patogênica (33.3%)
VUS (53.3%)
Benigna (13.3%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
LBR: NM_002296.4(LBR):c.271C>T (p.Pro91Ser) [Conflicting classifications of pathogenicity]
LBR: NM_002296.4(LBR):c.1757G>A (p.Arg586His) [Pathogenic/Likely pathogenic]
LBR: NM_002296.4(LBR):c.1366C>G (p.Leu456Val) [Conflicting classifications of pathogenicity]
LBR: NM_002296.4(LBR):c.1535G>A (p.Arg512Gln) [Pathogenic/Likely pathogenic]
LBR: NM_002296.4(LBR):c.1114C>T (p.Arg372Cys) [Conflicting classifications of pathogenicity]

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Displasia espondilometafisária regressiva

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Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

🥉Melhor nível de evidência: Relato de caso
Timeline de publicações
0 papers (10 anos)

Publicações recentes

Ver todas no PubMed

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Não existe cura conhecida ou medicamento específico aprovado para a displasia espondilometafisária regressiva. O acompanhamento médico é voltado para o suporte das alterações articulares, posturais e do desenvolvimento motor.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:17782
    GARD (NIH)
  3. Q55788245
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Displasia espondilometafisária regressiva. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/displasia-espondilometafisaria-regressiva

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Displasia espondilometafisária regressiva

ORPHA:448267 · MONDO:0018663
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
2 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
Q77.8 · Outras osteocondrodisplasias com anomalias do crescimento dos ossos longos e da coluna vertebral
CID-11
Início
Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4747922
Testes
7 disponíveis
EuropePMC
Wikidata
Evidência
🥉 Relato de caso

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara