Microtia é uma deformidade congênita onde o pavilhão auricular é subdesenvolvido. Um pavilhão auricular completamente não desenvolvido é referido como anotia. Como a microtia e a anotia têm a mesma origem, podem ser referidas como microtia-anotia. A microtia pode ser unilateral ou bilateral. A microtia ocorre em 1 a cada 8.000–10.000 nascimentos, aproximadamente. Na microtia unilateral, o ouvido direito é o mais comumente afetado.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de displasia espondiloepimetafisária progressiva-baixa estatura-encurtamento do quarto metatarso-transtorno do desenvolvimento intelectual é uma doença genética rara que afeta o crescimento dos ossos e o desenvolvimento intelectual. Ela se manifesta desde o período neonatal ou na primeira infância, com uma prevalência estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas. A condição é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar duas cópias do gene alterado (uma de cada genitor) para desenvolver a síndrome.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais comuns incluem baixa estatura, escoliose (curvatura anormal da coluna), cifoescoliose (combinação de cifose e escoliose), encurvamento do fêmur, anormalidades nos joelhos (como genu valgum, popularmente conhecido como 'joelhos para dentro'), palmas das mãos curtas e encurtamento do quarto metatarso (osso do pé). Na face, podem ocorrer ptose (pálpebra caída), hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), epicanto (dobra de pele no canto interno do olho), achatamento malar (maçãs do rosto achatadas), orelhas de implantação baixa e microtia (orelha pequena ou malformada). Também são observados assimetria craniana, craniossinostose (fechamento precoce das suturas do crânio) e forame magno pequeno (abertura na base do crânio menor que o normal). No coração, pode haver persistência do canal arterial e forame oval patente. O desenvolvimento intelectual é afetado, com atraso na fala e na linguagem, e algumas pessoas podem apresentar comportamento autista. Além disso, há aumento do tamanho das adenoides nasofaríngeas e, em alguns casos, ruptura prematura de membranas durante a gestação.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene RSPRY1, que fornece instruções para a produção da proteína RING finger and SPRY domain-containing protein 1. Essa proteína está envolvida em processos importantes para o desenvolvimento e a manutenção dos ossos e do sistema nervoso. A herança é autossômica recessiva: para a doença se manifestar, a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais. Os pais, geralmente, são portadores saudáveis (possuem apenas uma cópia alterada).[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. O sequenciamento do gene RSPRY1 é o método mais específico para confirmar a doença. Atualmente, há 30 variantes do gene RSPRY1 registradas no ClinVar (banco de dados de variantes genéticas) e 8 testes genéticos disponíveis para a síndrome.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, incluindo ortopedia (para escoliose, deformidades ósseas e articulares), cardiologia (para alterações cardíacas como persistência do canal arterial e forame oval patente), fonoaudiologia (para atraso na fala e linguagem) e psicologia/psiquiatria (para comportamento autista e transtorno do desenvolvimento intelectual). O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e suporte educacional. Cirurgias ortopédicas podem ser necessárias para correção de deformidades graves. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a presença de complicações, como problemas cardíacos ou respiratórios (devido a escoliose grave ou aumento das adenoides). Com acompanhamento médico adequado e suporte multidisciplinar, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida razoável, embora a baixa estatura e as limitações intelectuais possam persistir. O diagnóstico precoce e o manejo dos sintomas são fundamentais para melhorar o desenvolvimento e o bem-estar.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Esta é uma síndrome genética muito rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e as capacidades de aprendizado e fala desde a infância. As famílias costumam observar que a criança apresenta baixa estatura, alterações na curvatura da coluna vertebral e feições faciais características. A causa decorre de mutações hereditárias no gene RSPRY1, transmitidas com padrão autossômico recessivo pelos pais. Não há um remédio curativo específico, e a condição não consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde. O cuidado no SUS ocorre por meio de acompanhamento clínico geral e de procedimentos de atendimento em reabilitação para doenças raras.
Microtia é uma deformidade congênita onde o pavilhão auricular é subdesenvolvido. Um pavilhão auricular completamente não desenvolvido é referido como anotia. Como a microtia e a anotia têm a mesma origem, podem ser referidas como microtia-anotia. A microtia pode ser unilateral ou bilateral. A microtia ocorre em 1 a cada 8.000–10.000 nascimentos, aproximadamente. Na microtia unilateral, o ouvido direito é o mais comumente afetado.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 35 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 82 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisSpondyloepimetaphyseal dysplasia, Faden-Alkuraya type
An autosomal recessive skeletal disorder characterized by spondyloepimetaphyseal dysplasia, short stature, facial dysmorphism, short fourth metatarsals, and intellectual disability.
Variantes genéticas (ClinVar)
30 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 12 variantes classificadas pelo ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de displasia espondiloepimetafisária progressiva-baixa estatura-encurtamento do quarto metatarso-transtorno do desenvolvimento intelectual
Centros de Referência SUS
13 centros habilitados pelo SUS para Síndrome de displasia espondiloepimetafisária progressiva-baixa estatura-encurtamento do quarto metatarso-transtorno do desenvolvimento intelectual
Centros para Síndrome de displasia espondiloepimetafisária progressiva-baixa estatura-encurtamento do quarto metatarso-transtorno do desenvolvimento intelectual
Detalhes dos centros
Hospital Infantil Albert Sabin
R. Tertuliano Sales, 544 - Vila União, Fortaleza - CE, 60410-794 · CNES 2407876
Serviço de Referência
Hospital de Apoio de Brasília (HAB)
AENW 3 Lote A Setor Noroeste - Plano Piloto, Brasília - DF, 70684-831 · CNES 0010456
Serviço de Referência
Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (HIABA)
Av. Min. Salgado Filho, 918 - Soteco, Vila Velha - ES, 29106-010 · CNES 6631207
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da UFMG
Av. Prof. Alfredo Balena, 110 - Santa Efigênia, Belo Horizonte - MG, 30130-100 · CNES 2280167
Serviço de Referência
Hospital Universitário João de Barros Barreto
R. dos Mundurucus, 4487 - Guamá, Belém - PA, 66073-000 · CNES 2337878
Serviço de Referência
Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP)
R. dos Coelhos, 300 - Boa Vista, Recife - PE, 50070-902 · CNES 0000647
Serviço de Referência
Hospital Pequeno Príncipe
R. Des. Motta, 1070 - Água Verde, Curitiba - PR, 80250-060 · CNES 3143805
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UFPR
R. Gen. Carneiro, 181 - Alto da Glória, Curitiba - PR, 80060-900 · CNES 2364980
Serviço de Referência
Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz)
Av. Rui Barbosa, 716 - Flamengo, Rio de Janeiro - RJ, 22250-020 · CNES 2269988
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA)
Rua Ramiro Barcelos, 2350 Bloco A - Av. Protásio Alves, 211 - Bloco B e C - Santa Cecília, Porto Alegre - RS, 90035-903 · CNES 2237601
Serviço de Referência
Hospital das Clínicas da FMUSP
R. Dr. Ovídio Pires de Campos, 225 - Cerqueira César, São Paulo - SP, 05403-010 · CNES 2077485
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas da UNICAMP
R. Vital Brasil, 251 - Cidade Universitária, Campinas - SP, 13083-888 · CNES 2748223
Serviço de Referência
Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto (HCRP-USP)
R. Ten. Catão Roxo, 3900 - Vila Monte Alegre, Ribeirão Preto - SP, 14015-010 · CNES 2082187
Serviço de Referência
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome de displasia espondiloepimetafisária progressiva-baixa estatura-encurtamento do quarto metatarso-transtorno do desenvolvimento intelectual e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Não existe cura ou medicação específica aprovada para esta síndrome genética na literatura médica. Os cuidados concentram-se no manejo ortopédico e no suporte às necessidades de desenvolvimento de cada paciente.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de displasia espondiloepimetafisária progressiva-baixa estatura-encurtamento do quarto metatarso-transtorno do desenvolvimento intelectual. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-displasia-espondiloepimetafisaria-progressiva-baixa-estatura-encurtamento-do-quarto-metatarso-transtorno-do-desenvolvimento-intelectual
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Síndrome de displasia espondiloepimetafisária progressiva-baixa estatura-encurtamento do quarto metatarso-transtorno do desenvolvimento intelectual
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata