Displasia tanatofórica, tipo Glasgow, é uma condição autossômica recessiva fatal na neonatologia, caracterizada por micromelia severa, anemia e hepatoesplenomegalia. Apresenta também anormalidades metabólicas e catarata.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Displasia tanatofórica, tipo Glasgow é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento dos ossos e de outros órgãos. O termo 'tanatofórica' vem do grego e significa 'que causa a morte', refletindo a gravidade da condição, que geralmente leva ao óbito ainda no período neonatal. Esta variante específica, chamada Glasgow, é caracterizada por uma combinação de sinais que incluem ossos dos membros muito curtos (micromelia), anemia, aumento do fígado e do baço (hepatoesplenomegalia), alterações no metabolismo e catarata.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas descritos na literatura incluem: morte neonatal, anemia, hepatoesplenomegalia (aumento do fígado e baço), anormalidades do metabolismo ou homeostase, micromelia (encurtamento severo dos membros) e catarata. A herança é autossômica recessiva, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma cópia alterada do gene para que a criança manifeste a doença.[1][2]
Causas genéticas
A Displasia tanatofórica, tipo Glasgow é uma condição genética com herança autossômica recessiva. Embora o gene específico responsável ainda não tenha sido identificado ou confirmado nas bases de dados consultadas, a doença está catalogada no OMIM (código 273680) e no MONDO (código 0010114), indicando que se trata de uma entidade clínica reconhecida. A ausência de um gene definido não impede o diagnóstico clínico, mas dificulta a confirmação por teste genético direcionado.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais característicos, como a micromelia, anemia, hepatoesplenomegalia e catarata, associados à herança autossômica recessiva. Exames de imagem podem auxiliar na identificação das alterações ósseas. Até o momento, não há informações disponíveis sobre testes genéticos específicos ou variantes no ClinVar para esta variante, o que pode limitar a confirmação molecular. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias.[1][3][4][5]
Tratamento e manejo
Não há tratamento curativo disponível para a Displasia tanatofórica, tipo Glasgow. O manejo é de suporte e visa aliviar os sintomas e proporcionar conforto ao recém-nascido. As intervenções podem incluir suporte respiratório, correção de distúrbios metabólicos, tratamento da anemia e acompanhamento oftalmológico para catarata. A decisão sobre cada intervenção deve ser tomada pela equipe médica em conjunto com a família, respeitando os desejos e o melhor interesse da criança.[1][3][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), identificou associações entre esta doença e os seguintes fármacos, cada um com uma única publicação (1 publicação cada): Alcohols, Dexmedetomidine, Fludrocortisone, Glucose, Hydrocortisone, Tramadol e ruxolitinib. É importante destacar que essas são associações encontradas em artigos científicos e não representam recomendações de tratamento. Consulte sempre um médico especialista antes de considerar qualquer intervenção.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado, com óbito frequentemente ocorrendo no período neonatal, conforme descrito na literatura. A qualidade de vida é limitada pela gravidade dos sintomas e pela ausência de tratamento modificador da doença. O suporte paliativo e o acolhimento familiar são fundamentais para oferecer dignidade e conforto durante o breve curso da doença.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A displasia tanatofórica, tipo Glasgow, é uma condição genética rara caracterizada por alterações esqueléticas graves, como membros muito curtos. O quadro pode envolver outros sinais importantes, como aumento do fígado e do baço, anemia, alterações metabólicas e catarata. Trata-se de uma síndrome de curso muito grave, frequentemente associada à perda do bebê no período neonatal. Esta condição não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde, inexistindo medicamentos específicos fornecidos pelo SUS.
Displasia tanatofórica, tipo Glasgow, é uma condição autossômica recessiva fatal na neonatologia, caracterizada por micromelia severa, anemia e hepatoesplenomegalia. Apresenta também anormalidades metabólicas e catarata.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 4 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 7 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Displasia tanatofórica, tipo Glasgow
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Displasia tanatofórica, tipo Glasgow.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Trata-se de um subtipo clínico raro de displasia óssea catalogado internacionalmente sob o código Orphanet 93275 e OMIM 273680. O quadro é marcado por manifestações ósseas graves e repercussões sistêmicas importantes.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Displasia tanatofórica, tipo Glasgow. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/displasia-tanatoforica-tipo-glasgow
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Displasia tanatofórica, tipo Glasgow
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata