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Doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada
ORPHA:438159CID-10 · M35.8CID-11 · 4A01.22OMIM 615952DOENÇA RARA
Sangue / imuneInício infânciaHerança AD

Doença autoimune multissistêmica rara com início precoce, herdada de forma autossômica dominante, causada por mutações no gene STAT3. Manifesta-se na infância ou adolescência com pneumonite, trombocitopenia, hipotireoidismo, acalasia e insuficiência pancreática.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 13/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada é uma condição genética rara que afeta múltiplos órgãos e sistemas do corpo. Ela se caracteriza por uma resposta imunológica desregulada, que leva o sistema de defesa do organismo a atacar tecidos saudáveis. A doença geralmente se manifesta ainda na infância ou mesmo no período neonatal, e sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][4]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas são variados e podem incluir diabetes mellitus tipo 1, baixa estatura, atraso na puberdade, aumento do baço e do fígado (hepatoesplenomegalia), infecções recorrentes das vias aéreas superiores e inferiores, e doença celíaca. Também podem ocorrer alterações no intestino, problemas nos dentes, anemia hemolítica autoimune, trombocitopenia autoimune, neutropenia (com anticorpos contra neutrófilos), eosinofilia, hipotireoidismo, artrite poliarticular, dermatite eczematoide, insuficiência pancreática exócrina, acalasia, pneumonite intersticial (incluindo pneumonite intersticial descamativa) e linfoma de Hodgkin. Além disso, é comum observar níveis baixos de anticorpos circulantes e autoimunidade generalizada.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (mutações) no gene STAT3, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada Signal transducer and activator of transcription 3. Esse gene é essencial para o funcionamento adequado do sistema imunológico. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença, podendo ser herdada de um dos pais ou surgir de forma espontânea.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, na história familiar e em exames laboratoriais que detectam autoanticorpos e alterações imunológicas. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifique mutações no gene STAT3. Atualmente, há 34 testes genéticos disponíveis e 183 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]

Tratamento e manejo

O tratamento é individualizado e foca no controle dos sintomas e na prevenção de complicações. Pode incluir o uso de medicamentos imunossupressores, reposição hormonal (como insulina para diabetes ou levotiroxina para hipotireoidismo), suporte nutricional e tratamento de infecções. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta doença, e o manejo deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. No Brasil, não há cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos específicos desta condição.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar as manifestações da doença e ajustar as terapias, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações graves, como infecções recorrentes e linfoma.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença autoimune multissistêmica rara com início precoce, herdada de forma autossômica dominante, causada por mutações no gene STAT3. Manifesta-se na infância ou adolescência com pneumonite, trombocitopenia, hipotireoidismo, acalasia e insuficiência pancreática.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
19
pacientes catalogados
Início
Childhood
+ infancy
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: M35.8
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

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Visão geral

A doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada é uma condição genética rara que afeta múltiplos órgãos e sistemas do corpo. Ela se caracteriza por uma resposta imunológica desregulada, que leva o sistema de defesa do organismo a atacar tecidos saudáveis. A doença geralmente se manifesta ainda na infância ou mesmo no período neonatal, e sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][4]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas são variados e podem incluir diabetes mellitus tipo 1, baixa estatura, atraso na puberdade, aumento do baço e do fígado (hepatoesplenomegalia), infecções recorrentes das vias aéreas superiores e inferiores, e doença celíaca. Também podem ocorrer alterações no intestino, problemas nos dentes, anemia hemolítica autoimune, trombocitopenia autoimune, neutropenia (com anticorpos contra neutrófilos), eosinofilia, hipotireoidismo, artrite poliarticular, dermatite eczematoide, insuficiência pancreática exócrina, acalasia, pneumonite intersticial (incluindo pneumonite intersticial descamativa) e linfoma de Hodgkin. Além disso, é comum observar níveis baixos de anticorpos circulantes e autoimunidade generalizada.[1][4]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (mutações) no gene STAT3, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada Signal transducer and activator of transcription 3. Esse gene é essencial para o funcionamento adequado do sistema imunológico. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença, podendo ser herdada de um dos pais ou surgir de forma espontânea.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, na história familiar e em exames laboratoriais que detectam autoanticorpos e alterações imunológicas. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifique mutações no gene STAT3. Atualmente, há 34 testes genéticos disponíveis e 183 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]

Tratamento e manejo

O tratamento é individualizado e foca no controle dos sintomas e na prevenção de complicações. Pode incluir o uso de medicamentos imunossupressores, reposição hormonal (como insulina para diabetes ou levotiroxina para hipotireoidismo), suporte nutricional e tratamento de infecções. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta doença, e o manejo deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. No Brasil, não há cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos específicos desta condição.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar as manifestações da doença e ajustar as terapias, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações graves, como infecções recorrentes e linfoma.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

🩸
Sangue
5 sintomas
🫁
Pulmão
4 sintomas
📏
Crescimento
3 sintomas
🫃
Digestivo
3 sintomas
🦴
Ossos e articulações
2 sintomas
🛡️
Imunológico
1 sintomas

+ 9 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

85%prev.
Anemia hemolítica autoimune
Frequência: 11/13
80%prev.
Diabetes mellitus tipo 1
Frequência: 4/5
75%prev.
Baixa estatura
Frequência: 12/16
69%prev.
Hepatoesplenomegalia
Frequência: 9/13
60%prev.
Início neonatal
Frequência: 3/5
54%prev.
Trombocitopenia autoimune
Frequência: 7/13
28sintomas
Muito frequente (2)
Frequente (14)
Ocasional (9)
Muito raro (1)
Sem dados (2)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 28 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Anemia hemolítica autoimuneAutoimmune hemolytic anemia
Frequência: 11/1385%
Diabetes mellitus tipo 1Type I diabetes mellitus
Frequência: 4/580%
Baixa estaturaShort stature
Frequência: 12/1675%
HepatoesplenomegaliaHepatosplenomegaly
Frequência: 9/1369%
Início neonatalNeonatal onset
Frequência: 3/560%

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
STAT3
STAT3
STAT3Signal transducer and activator of transcription 3Disease-causing germline mutation(s) (gain of function) inAltamente restrito
FUNÇÃO

Signal transducer and transcription activator that mediates cellular responses to interleukins, KITLG/SCF, LEP and other growth factors (PubMed:10688651, PubMed:12359225, PubMed:12873986, PubMed:15194700, PubMed:15653507, PubMed:16285960, PubMed:17344214, PubMed:18242580, PubMed:18782771, PubMed:22306293, PubMed:23084476, PubMed:28262505, PubMed:32929201, PubMed:38404237). Once activated, recruits coactivators, such as NCOA1 or MED1, to the promoter region of the target gene (PubMed:15653507, Pu

LOCALIZAÇÃO

CytoplasmNucleus

VIAS BIOLÓGICAS (10)
Interleukin-20 family signalingDownstream signal transductionInterleukin-15 signalingSignaling by SCF-KITInterleukin-9 signaling
MECANISMO DE DOENÇA

Hyper-IgE syndrome 1, autosomal dominant, with recurrent infections

A rare disorder of immunity and connective tissue characterized by immunodeficiency, chronic eosinophilia, distinctive coarse facial appearance, abnormal dentition, hyperextensibility of the joints, and bone fractures.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Pulmão
173.0 TPM
Artéria tibial
145.7 TPM
Aorta
144.8 TPM
Adipose Visceral Omentum
140.2 TPM
Fallopian Tube
136.9 TPM
OUTRAS DOENÇAS (7)
hyper-IgE recurrent infection syndrome 1, autosomal dominantSTAT3-related early-onset multisystem autoimmune diseasebreast implant-associated anaplastic large cell lymphomaacute promyelocytic leukemia
HGNC:11364UniProt:P40763

Variantes genéticas (ClinVar)

183 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.1397A>T (p.Asn466Ile) ()
🧬 STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.1862T>C (p.Phe621Ser) ()
🧬 STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.1909G>C (p.Val637Leu) ()
🧬 STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.2117T>A (p.Leu706Gln) ()
🧬 STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.338C>T (p.Ser113Leu) ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 38 variantes classificadas pelo ClinVar.

17
19
2
Patogênica (44.7%)
VUS (50.0%)
Benigna (5.3%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.1004G>A (p.Arg335Gln) [Conflicting classifications of pathogenicity]
STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.551-1G>C [Conflicting classifications of pathogenicity]
STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.1974G>T (p.Lys658Asn) [Likely pathogenic]
STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.1310A>T (p.His437Leu) [Likely pathogenic]
STAT3: NM_139276.3(STAT3):c.1973A>G (p.Lys658Arg) [Likely pathogenic]

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:438159(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:615952(OMIM)
  3. MONDO:0014414(MONDO)
  4. GARD:17737(GARD (NIH))
  5. Variantes catalogadas(ClinVar)
  6. Q55784815(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada

ORPHA:438159 · MONDO:0014414
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
19 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
M35.8 · Outro comprometimento sistêmico especificado do tecido conjuntivo
CID-11
Início
Childhood, Infancy
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4014795
Wikidata
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

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0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata