Doença autoimune multissistêmica rara com início precoce, herdada de forma autossômica dominante, causada por mutações no gene STAT3. Manifesta-se na infância ou adolescência com pneumonite, trombocitopenia, hipotireoidismo, acalasia e insuficiência pancreática.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada é uma condição genética rara que afeta múltiplos órgãos e sistemas do corpo. Ela se caracteriza por uma resposta imunológica desregulada, que leva o sistema de defesa do organismo a atacar tecidos saudáveis. A doença geralmente se manifesta ainda na infância ou mesmo no período neonatal, e sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas são variados e podem incluir diabetes mellitus tipo 1, baixa estatura, atraso na puberdade, aumento do baço e do fígado (hepatoesplenomegalia), infecções recorrentes das vias aéreas superiores e inferiores, e doença celíaca. Também podem ocorrer alterações no intestino, problemas nos dentes, anemia hemolítica autoimune, trombocitopenia autoimune, neutropenia (com anticorpos contra neutrófilos), eosinofilia, hipotireoidismo, artrite poliarticular, dermatite eczematoide, insuficiência pancreática exócrina, acalasia, pneumonite intersticial (incluindo pneumonite intersticial descamativa) e linfoma de Hodgkin. Além disso, é comum observar níveis baixos de anticorpos circulantes e autoimunidade generalizada.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene STAT3, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada Signal transducer and activator of transcription 3. Esse gene é essencial para o funcionamento adequado do sistema imunológico. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença, podendo ser herdada de um dos pais ou surgir de forma espontânea.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, na história familiar e em exames laboratoriais que detectam autoanticorpos e alterações imunológicas. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifique mutações no gene STAT3. Atualmente, há 34 testes genéticos disponíveis e 183 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado e foca no controle dos sintomas e na prevenção de complicações. Pode incluir o uso de medicamentos imunossupressores, reposição hormonal (como insulina para diabetes ou levotiroxina para hipotireoidismo), suporte nutricional e tratamento de infecções. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta doença, e o manejo deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. No Brasil, não há cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos específicos desta condição.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar as manifestações da doença e ajustar as terapias, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações graves, como infecções recorrentes e linfoma.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença autoimune multissistêmica rara com início precoce, herdada de forma autossômica dominante, causada por mutações no gene STAT3. Manifesta-se na infância ou adolescência com pneumonite, trombocitopenia, hipotireoidismo, acalasia e insuficiência pancreática.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada é uma condição genética rara que afeta múltiplos órgãos e sistemas do corpo. Ela se caracteriza por uma resposta imunológica desregulada, que leva o sistema de defesa do organismo a atacar tecidos saudáveis. A doença geralmente se manifesta ainda na infância ou mesmo no período neonatal, e sua prevalência é estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas são variados e podem incluir diabetes mellitus tipo 1, baixa estatura, atraso na puberdade, aumento do baço e do fígado (hepatoesplenomegalia), infecções recorrentes das vias aéreas superiores e inferiores, e doença celíaca. Também podem ocorrer alterações no intestino, problemas nos dentes, anemia hemolítica autoimune, trombocitopenia autoimune, neutropenia (com anticorpos contra neutrófilos), eosinofilia, hipotireoidismo, artrite poliarticular, dermatite eczematoide, insuficiência pancreática exócrina, acalasia, pneumonite intersticial (incluindo pneumonite intersticial descamativa) e linfoma de Hodgkin. Além disso, é comum observar níveis baixos de anticorpos circulantes e autoimunidade generalizada.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) no gene STAT3, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada Signal transducer and activator of transcription 3. Esse gene é essencial para o funcionamento adequado do sistema imunológico. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene já é suficiente para causar a doença, podendo ser herdada de um dos pais ou surgir de forma espontânea.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas, na história familiar e em exames laboratoriais que detectam autoanticorpos e alterações imunológicas. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifique mutações no gene STAT3. Atualmente, há 34 testes genéticos disponíveis e 183 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é individualizado e foca no controle dos sintomas e na prevenção de complicações. Pode incluir o uso de medicamentos imunossupressores, reposição hormonal (como insulina para diabetes ou levotiroxina para hipotireoidismo), suporte nutricional e tratamento de infecções. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta doença, e o manejo deve ser feito por uma equipe multidisciplinar. No Brasil, não há cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos específicos desta condição.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a resposta ao tratamento. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar as manifestações da doença e ajustar as terapias, visando melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações graves, como infecções recorrentes e linfoma.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 28 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisSignal transducer and transcription activator that mediates cellular responses to interleukins, KITLG/SCF, LEP and other growth factors (PubMed:10688651, PubMed:12359225, PubMed:12873986, PubMed:15194700, PubMed:15653507, PubMed:16285960, PubMed:17344214, PubMed:18242580, PubMed:18782771, PubMed:22306293, PubMed:23084476, PubMed:28262505, PubMed:32929201, PubMed:38404237). Once activated, recruits coactivators, such as NCOA1 or MED1, to the promoter region of the target gene (PubMed:15653507, Pu
CytoplasmNucleus
Hyper-IgE syndrome 1, autosomal dominant, with recurrent infections
A rare disorder of immunity and connective tissue characterized by immunodeficiency, chronic eosinophilia, distinctive coarse facial appearance, abnormal dentition, hyperextensibility of the joints, and bone fractures.
Variantes genéticas (ClinVar)
183 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 38 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
30 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:438159(Orphanet)
- OMIM OMIM:615952(OMIM)
- MONDO:0014414(MONDO)
- GARD:17737(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q55784815(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Doença autoimune multissistêmica com início precoce STAT3-relacionada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata