Doença rara autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por acidose láctica, hipotonia, distonia e regressão do desenvolvimento. O diagnóstico é auxiliado pelo aumento de lactato no LCR e sangue, e elevação de alfa-cetoglutarato urinário, associado a mutações no gene TPK1.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A encefalopatia da infância por deficiência de tiamina pirofosfoquinase é uma doença genética raríssima, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta ainda na infância ou no período neonatal, afetando o sistema nervoso central e causando uma série de sintomas neurológicos progressivos. A condição é causada por alterações no gene TPK1, que produz uma enzima essencial para o metabolismo da tiamina (vitamina B1).[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais comuns incluem convulsões (crises clônicas), nistagmo (movimentos oculares involuntários), oftalmoplegia (paralisia dos músculos dos olhos), espasticidade (rigidez muscular), ataxia (falta de coordenação motora), tremor intencional, distúrbios da marcha, disfonia (alteração da voz) e disartria (dificuldade na fala). Muitas crianças apresentam atraso global do desenvolvimento, regressão do desenvolvimento (perda de habilidades já adquiridas), microcefalia (cabeça menor que o esperado) e perda da fala. Também podem ocorrer episódios de vertigem, acidose láctica (acúmulo de ácido lático no sangue) e aumento da concentração urinária de alfa-cetoglutarato. Em alguns casos, há hipertrofia do ventrículo esquerdo do coração e atrofia cerebral global (diminuição do volume do cérebro).[1][2]
Causas genéticas
A doença é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, a criança precisa receber uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição. O gene responsável é o TPK1 (Thiamine pyrophosphokinase 1), que fornece instruções para a produção da enzima tiamina pirofosfoquinase. Essa enzima é fundamental para converter a tiamina (vitamina B1) em sua forma ativa, a tiamina pirofosfato, que participa de reações energéticas importantes no cérebro e em outros tecidos. Mutações no gene TPK1 levam à deficiência dessa enzima, comprometendo o metabolismo energético e causando os sintomas neurológicos.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal exame utilizado para identificar mutações no gene TPK1. Atualmente, há 25 testes genéticos disponíveis para a doença e 119 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados internacional de variantes genéticas. O diagnóstico diferencial inclui outras encefalopatias metabólicas e doenças mitocondriais. No Brasil, o sequenciamento completo do exoma está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com cobertura mínima.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a doença, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, incluindo neurologista, geneticista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS. Embora a suplementação com tiamina (vitamina B1) seja frequentemente considerada em doenças relacionadas ao metabolismo da tiamina, não há dados suficientes na literatura para recomendar doses específicas para esta condição. O tratamento deve ser individualizado e baseado nas necessidades de cada paciente.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade dos sintomas e a precocidade do diagnóstico e do manejo. Muitas crianças apresentam regressão do desenvolvimento e comprometimento neurológico progressivo, o que pode impactar significativamente a qualidade de vida. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar e o suporte familiar são essenciais para maximizar o potencial de desenvolvimento e bem-estar da criança.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A encefalopatia da infância por deficiência de tiamina pirofosfoquinase é uma doença genética rara que começa a se manifestar nos primeiros meses de vida. Ela é causada por alterações no gene TPK1 e costuma provocar atraso no desenvolvimento, rigidez muscular, dificuldades nos movimentos e crises convulsivas. Exames laboratoriais frequentemente mostram acúmulo de ácido láctico no sangue e alterações na urina. Embora a doença não tenha protocolo clínico exclusivo nem remédio específico dispensado pelo SUS, a rede pública oferece exames genéticos e programas de reabilitação multidisciplinar.
Doença rara autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por acidose láctica, hipotonia, distonia e regressão do desenvolvimento. O diagnóstico é auxiliado pelo aumento de lactato no LCR e sangue, e elevação de alfa-cetoglutarato urinário, associado a mutações no gene TPK1.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 12 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 32 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisThiamine metabolism dysfunction syndrome 5, episodic encephalopathy type
An autosomal recessive metabolic disorder due to an inborn error of thiamine metabolism. The phenotype is highly variable, but in general, affected individuals have onset in early childhood of acute encephalopathic episodes associated with increased serum and CSF lactate. These episodes result in progressive neurologic dysfunction manifest as gait disturbances, ataxia, dystonia, and spasticity, which in some cases may result in loss of ability to walk. Cognitive function is usually preserved, although mildly delayed development has been reported. These episodes are usually associated with infection and metabolic decompensation. Some patients may have recovery of some neurologic deficits.
Variantes genéticas (ClinVar)
119 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 260 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Encefalopatia da infância por deficiência de tiamina pirofosfoquinase
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Ver todas no PubMedAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Encefalopatia da infância por deficiência de tiamina pirofosfoquinase.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Encefalopatia da infância por deficiência de tiamina pirofosfoquinase e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada por mutações genéticas no gene TPK1. Ela é transmitida de forma autossômica recessiva, quando a criança herda cópias alteradas de ambos os pais.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Encefalopatia da infância por deficiência de tiamina pirofosfoquinase. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/encefalopatia-da-infancia-por-deficiencia-de-tiamina-pirofosfoquinase
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Encefalopatia da infância por deficiência de tiamina pirofosfoquinase
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata