A deficiência de GATA2 é um agrupamento de vários distúrbios causados por um defeito comum, nomeadamente, mutações inativadoras familiares ou esporádicas em um dos dois genes GATA2 parentais. Como o gene é haploinsuficiente, as mutações que causam uma redução nos níveis celulares do produto do gene, o GATA2, são autossômicas dominantes. A proteína GATA2 é um fator de transcrição fundamental para o desenvolvimento embrionário, a manutenção e a funcionalidade das células-tronco formadoras de sangue, formadoras de linfa e de outros tecidos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
O espectro clínico de deficiência de GATA2 é uma condição genética rara, caracterizada por uma prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de indivíduos. O quadro tem padrão de herança autossômico dominante ou é classificado como não aplicável em determinadas apresentações, com idade de início típica na fase adulta.[1][2]
Sinais e sintomas
As manifestações clínicas do espectro de deficiência de GATA2 são abrangentes e envolvem múltiplos sistemas. No âmbito hematológico e oncológico, podem ocorrer hipocelularidade da medula óssea, trombocitopenia, leucocitose, tempo de sangramento prolongado, doença mieloproliferativa e leucemia aguda, além de hipercoagulabilidade, palidez e fadiga.[1][2]
Entre os sinais sistêmicos e orgânicos, observam-se febre, perda de peso, linfedema, linfadenopatia, esplenomegalia e hepatomegalia. O acometimento respiratório e neurológico pode se manifestar por insuficiência respiratória, enxaqueca, hemorragia intracraniana, vertigem e anormalidade da fala ou vocalização.[1][2]
Adicionalmente, alterações sensoriais e otorrinolaringológicas incluem deficiência auditiva neurossensorial, otite média crônica, perda visual e morfologia anormal do nervo óptico, podendo também haver episódios de náusea e vômito.[1][2]
Causas genéticas
Diagnóstico
O diagnóstico molecular e genético conta com 8 testes genéticos catalogados para identificação da alteração causal. Existem 391 variantes registradas no banco de dados ClinVar relacionadas a este quadro clínico, auxiliando na confirmação diagnóstica e interpretação clínica das variantes identificadas.[1][3][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
O espectro clínico de deficiência de GATA2 é uma condição genética rara que altera a produção e o equilíbrio das células do sangue e a imunidade. A pessoa afetada pode apresentar infecções repetidas, fadiga intensa, manchas roxas na pele, inchaços linfáticos e alterações na audição. A doença costuma se manifestar na idade adulta e pode ser herdada de forma autossômica dominante. No Brasil, ela não possui um protocolo clínico e diretrizes terapêuticas (PCDT) oficial nem remédios exclusivos dispensados pelo SUS catalogados, sendo o cuidado focado no controle dos sintomas.
A deficiência de GATA2 é um agrupamento de vários distúrbios causados por um defeito comum, nomeadamente, mutações inativadoras familiares ou esporádicas em um dos dois genes GATA2 parentais. Como o gene é haploinsuficiente, as mutações que causam uma redução nos níveis celulares do produto do gene, o GATA2, são autossômicas dominantes. A proteína GATA2 é um fator de transcrição fundamental para o desenvolvimento embrionário, a manutenção e a funcionalidade das células-tronco formadoras de sangue, formadoras de linfa e de outros tecidos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 20 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 46 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant, Not applicable.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisImmunodeficiency 21
An immunodeficiency disease characterized by profoundly decreased or absent monocytes, B-lymphocytes, natural killer lymphocytes, and circulating and tissue dendritic cells, with little or no effect on T-cell numbers. Clinical features of DCML include susceptibility to disseminated non-tuberculous mycobacterial infections, papillomavirus infections, opportunistic fungal infections, and pulmonary alveolar proteinosis. Bone marrow hypocellularity and dysplasia of myeloid, erythroid, and megakaryocytic lineages are present in most patients, as are karyotypic abnormalities, including monosomy 7 and trisomy 8. This syndrome links susceptibility to mycobacterial, viral, and fungal infections with malignancy and can be transmitted in an autosomal dominant pattern.
Variantes genéticas (ClinVar)
391 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Espectro clínico de deficiência de GATA2
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Case Report: GATA2 deficiency in two families with novel frameshift variants highlighting phenotypic diversity and need for early diagnosis.
GATA2 deficiency, a syndrome caused by heterozygous loss-of-function variants in the GATA2 gene, is characterized by immunodeficiency, bone marrow failure, and predisposition to myeloid neoplasms. Its clinical presentation is highly variable, making early diagnosis challenging. Although GATA2 deficiency has been linked to systemic inflammation, gastrointestinal involvement mimicking inflammatory bowel disease (IBD) is extremely rare. This report presented the case of two adolescent boys with no family history of novel heterozygous frameshift GATA2 variants. Notably, Patient 1 initially presented with clinical and endoscopic features strongly suggestive of Crohn's disease, including weight loss, perianal abscess, and characteristic intestinal ulcers, before developing acute myeloid leukemia with monosomy 7. This is a rare presentation of GATA2 deficiency manifesting initially with Crohn's disease-like symptoms. Patient 2 presented with intractable cutaneous warts and pancytopenia, later diagnosed as myelodysplastic syndrome with der(1;7)(q10;p10). Both patients harbored novel GATA2 frameshift variants predicted to eliminate the DNA-binding domain, suggesting a loss-of-function mechanism. These cases expand the phenotypic spectrum of GATA2 deficiency and highlight that atypical IBD-like symptoms, including Crohn's disease-like presentations, may cause an initial manifestation. GATA2 deficiency should be considered in patients with IBD-like symptoms, refractory skin disorders, and hematological abnormalities. Early genetic testing and family screening are essential to ensuring timely diagnosis and curative hematopoietic stem cell transplantation before progression to advanced myeloid disease.
A Case Report of Systemic Lupus Erythematosus in GATA2 Deficiency: Expanding the Spectrum of Rheumatological Features.
Malignant progression of preleukemic disorders.
The spectrum of myeloid disorders ranges from aplastic bone marrow failure characterized by an empty bone marrow completely lacking in hematopoiesis to acute myeloid leukemia in which the marrow space is replaced by undifferentiated leukemic blasts. Recent advances in the capacity to sequence bulk tumor population as well as at a single-cell level has provided significant insight into the stepwise process of transformation to acute myeloid leukemia. Using models of progression in the context of germ line predisposition (trisomy 21, GATA2 deficiency, and SAMD9/9L syndrome), premalignant states (clonal hematopoiesis and clonal cytopenia of unknown significance), and myelodysplastic syndrome, we review the mechanisms of progression focusing on the hierarchy of clonal mutation and potential roles of transcription factor alterations, splicing factor mutations, and the bone marrow environment in progression to acute myeloid leukemia. Despite major advances in our understanding, preventing the progression of these disorders or treating them at the acute leukemia phase remains a major area of unmet medical need.
Rare Case of Germline GATA2-Deficiency With Merkel Cell Carcinoma and Acute Myeloid Leukemia.
Germline GATA2-deficiency usually manifests as immunodeficiencies and myeloid neoplasms and sometimes with dermatological diseases, including warts, panniculitis, and skin cancers. We report a 36-year-old woman with germline GATA2-deficiency who developed Merkel cell carcinoma followed by acute myeloid leukemia. Molecular analysis revealed a germline GATA2 S447R variant, not reported from the previous reported case, suggesting a potential association with Merkel cell carcinoma. This case broadens the spectrum of solid cancers linked to GATA2-deficiency, emphasizing the need for considering primary immunodeficiency in young patients with myeloid neoplasms or rare skin cancers, facilitating early detection and treatments.
GATA2 deficiency and hemophagocytic lymphohistiocytosis (HLH): a systematic review of reported cases.
GATA2 deficiency is an autosomal dominant disease that manifests with a range of clinical symptoms, including increased susceptibility to viral, bacterial, and fungal infections. Furthermore, the increased susceptibility to infections in GATA2 deficiency can trigger hemophagocytic lymphohistiocytosis (HLH) in these patients. Our systematic review evaluates reported cases of GATA2 deficiency and HLH in the literature. A systematic review of case reports was conducted following PRISMA 2020 guidelines, encompassing studies retrieved from Ovid MEDLINE ALL, Embase via Ovid SP, Scopus, Web of Science, and Google Scholar from inception until June 14, 2024. This review included studies reporting patients diagnosed with GATA2 deficiency or having a documented history of the condition, who subsequently developed or were concurrently diagnosed with HLH. Various study types were considered, such as case reports, case series, letters to editors, original articles, correspondences, and commentaries, without any restrictions on language. In our systematic review, 15 studies from 2016 to 2024 were analyzed, encompassing 23 patients with GATA2 deficiency and HLH. the mean (SD) age of patients was 23.48 (10.54) years, ranging from 7 to 57 years. These patients exhibited diverse genetic mutations and a spectrum of infections, particularly Mycobacterium avium (M. avium), Mycobacterium kansasii (M. kansasii), Epstein-Barr virus (EBV), cytomegalovirus (CMV), varicella-zoster virus (VZV), herpes simplex virus (HSV), and influenza A, often leading to HLH. Family histories of GATA2-deficient patients with HLH occasionally reveal confirmed GATA2 mutations or suspicious cases among first-degree relatives. Hematopoietic stem cell transplantation (HSCT) was performed in 8 patients with GATA2 deficiency and HLH. Among them, 6 patients survived post-therapy, while 2 patients died following HSCT. Currently, 1 patient is being considered for HSCT. The overall mortality rate among GATA2 deficiency patients who experienced HLH was 39.13%. This systematic review highlights GATA2 deficiency's association with diverse infections triggering HLH, emphasizing early infection management to mitigate mortality risks. This comprehensive analysis contributes to scientific knowledge, offering important insights for clinicians and researchers in diagnosing and managing this rare condition.
Publicações recentes
GATA2 Deficiency Syndrome: A Case Series and Literature Review.
GATA2 deficiency exacerbates chronic liver injury via disrupting hepatocyte death-regeneration balance: Clinical, histopathological, and molecular evidence.
Clinical relevance of mosaic variants detected by exome sequencing.
IL-1β as Target to Induce Synthetic Lethality in KRAS Mutant Biliary Tract Cancer.
GATA2 controls alveolar macrophage inflammatory gene expression and metabolic function.
📚 EuropePMCmostrando 29
A Case Report of Systemic Lupus Erythematosus in GATA2 Deficiency: Expanding the Spectrum of Rheumatological Features.
International journal of rheumatic diseasesCase Report: GATA2 deficiency in two families with novel frameshift variants highlighting phenotypic diversity and need for early diagnosis.
Frontiers in immunologyRare Case of Germline GATA2-Deficiency With Merkel Cell Carcinoma and Acute Myeloid Leukemia.
Cancer reports (Hoboken, N.J.)GATA2 deficiency and hemophagocytic lymphohistiocytosis (HLH): a systematic review of reported cases.
BMC infectious diseasesThe different faces of GATA2 deficiency: implications for therapy and surveillance.
Frontiers in oncologyMalignant progression of preleukemic disorders.
BloodCase Report: Missing zinc finger domains: hemophagocytic lymphohistiocytosis in a GATA2 deficiency patient triggered by non-tuberculous mycobacteriosis.
Frontiers in immunologyGATA2 Deficiency: Predisposition to Myeloid Malignancy and Hematopoietic Cell Transplantation.
Current hematologic malignancy reportsPrevalence and clinical expression of germ line predisposition to myeloid neoplasms in adults with marrow hypocellularity.
BloodThe Clinical Spectrum, Diagnosis, and Management of GATA2 Deficiency.
CancersSomatic genetic alterations predict hematological progression in GATA2 deficiency.
HaematologicaThe spectrum of GATA2 deficiency syndrome.
Blood[GATA2 gene mutations: 3 cases].
La Revue de medecine interneGATA 2 Deficiency: Focus on Immune System Impairment.
Frontiers in immunologyGATA2 Deficiency in Adult Life Is Characterized by Phenotypic Diversity and Delayed Diagnosis.
Frontiers in immunologyGATA2 and marrow failure.
Best practice & research. Clinical haematologyGermline GATA2 variant disrupting endothelial eNOS function and angiogenesis can be restored by c-Jun/AP-1 upregulation.
HaematologicaDisseminated nontuberculous mycobacteriosis and fungemia after second delivery in a patient with MonoMAC syndrome/GATA2 mutation: a case report.
BMC infectious diseasesA novel germline GATA2 frameshift mutation with a premature stop codon in a family with congenital sensory hearing loss and myelodysplastic syndrome.
International journal of hematologyMany signs, one mutation: Early onset of de novo GATA2 deficiency syndrome. A case report.
Clinical case reportsGermline predisposition in myeloid neoplasms: Unique genetic and clinical features of GATA2 deficiency and SAMD9/SAMD9L syndromes.
Best practice & research. Clinical haematologySequencing of RNA in single cells reveals a distinct transcriptome signature of hematopoiesis in GATA2 deficiency.
Blood advancesA Panoply of Rheumatological Manifestations in Patients with GATA2 Deficiency.
Scientific reportsMDS-associated mutations in germline GATA2 mutated patients with hematologic manifestations.
Leukemia researchAcquired and germline predisposition to bone marrow failure: Diagnostic features and clinical implications.
Seminars in hematologySpectrum of cutaneous manifestations among patients with GATA2 deficiency.
The British journal of dermatologyDiagnosis of GATA2 haplo-insufficiency in a young woman prompted by pancytopenia with deficiencies of B-cell and dendritic cell development.
Biomarker researchPneumocystis jiroveci pneumonia and GATA2 deficiency: Expanding the spectrum of the disease.
The Journal of infectionSpectrum of myeloid neoplasms and immune deficiency associated with germline GATA2 mutations.
Cancer medicineAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Espectro clínico de deficiência de GATA2.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Espectro clínico de deficiência de GATA2 e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada por alterações genéticas no gene GATA2, responsável pela produção da proteína fator de transcrição endotelial GATA-2. Essa proteína desempenha papel essencial no desenvolvimento normal das células sanguíneas e do endotélio.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 10 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Espectro clínico de deficiência de GATA2. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/espectro-clinico-de-deficiencia-de-gata2
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Espectro clínico de deficiência de GATA2
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata