A imunodeficiência comum variável (IDCV) é um distúrbio imunológico congênito caracterizado por infecções recorrentes e baixos níveis de anticorpos, especificamente nos tipos de imunoglobulina (Ig) IgG, IgM e IgA. Os sintomas geralmente incluem alta suscetibilidade a patógenos, doença pulmonar crônica, bem como inflamação e infecção do trato gastrointestinal.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência de ICOS (Inducible T-cell COStimulator) é uma doença genética rara que causa imunodeficiência combinada de início tardio. Isso significa que o sistema imunológico da pessoa não funciona corretamente, deixando-a mais vulnerável a infecções, especialmente aquelas causadas por bactérias. A doença é causada por alterações (mutações) no gene ICOS, que é essencial para a comunicação entre as células de defesa do corpo.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da deficiência de ICOS estão relacionados a infecções recorrentes e a problemas no sistema imunológico. As infecções mais comuns incluem pneumonia, bronquite, sinusite e otite média (infecção de ouvido) que voltam com frequência. Também podem ocorrer bronquiectasias (dilatação dos brônquios), diarreia crônica, conjuntivite e aumento do baço (esplenomegalia), do fígado (hepatomegalia) e dos gânglios linfáticos (linfadenopatia).[1][4]
Exames de sangue podem mostrar níveis baixos de anticorpos (imunoglobulinas IgG, IgA e IgM), diminuição da quantidade de linfócitos B (células que produzem anticorpos) e alterações nos linfócitos T (células de defesa). Em alguns casos, pode haver neutropenia (falta de um tipo de glóbulo branco) associada à presença de anticorpos contra os próprios neutrófilos.[1][4]
Causas genéticas
A deficiência de ICOS é causada por mutações no gene ICOS (Inducible T-cell costimulator). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que atua como um “interruptor” nas células T, ajudando-as a se ativar e a coordenar a resposta imunológica. Quando o gene está alterado, essa comunicação falha, prejudicando a produção de anticorpos e a defesa contra infecções.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas de infecções recorrentes e nos exames laboratoriais que mostram baixos níveis de anticorpos e alterações nos linfócitos. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifica mutações no gene ICOS. Atualmente, existem cerca de 50 variantes (mutações) descritas em bancos de dados científicos (ClinVar) e pelo menos 3 tipos de testes genéticos disponíveis para essa condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da deficiência de ICOS é focado no controle das infecções e na reposição de anticorpos. A reposição de imunoglobulina (anticorpos) por via intravenosa ou subcutânea é uma abordagem comum para reduzir a frequência e a gravidade das infecções. Infecções bacterianas agudas são tratadas com antibióticos conforme a necessidade. O acompanhamento com um imunologista é essencial para ajustar o tratamento e monitorar complicações como bronquiectasias.[1][2]
No Brasil, essa condição não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos ou medicamentos listados. O acesso a tratamentos como a reposição de imunoglobulina pode depender de protocolos regionais ou de ações judiciais. É importante que o paciente e sua família busquem orientação com um médico especialista e com serviços de assistência social.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade das infecções e a presença de complicações como bronquiectasias. Com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem controlar as infecções e manter uma qualidade de vida razoável. No entanto, a doença é crônica e requer acompanhamento médico contínuo. O diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar são fundamentais para melhorar os resultados a longo prazo.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A imunodeficiência comum variável (IDCV) é um distúrbio imunológico congênito caracterizado por infecções recorrentes e baixos níveis de anticorpos, especificamente nos tipos de imunoglobulina (Ig) IgG, IgM e IgA. Os sintomas geralmente incluem alta suscetibilidade a patógenos, doença pulmonar crônica, bem como inflamação e infecção do trato gastrointestinal.
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A deficiência de ICOS (Inducible T-cell COStimulator) é uma doença genética rara que causa imunodeficiência combinada de início tardio. Isso significa que o sistema imunológico da pessoa não funciona corretamente, deixando-a mais vulnerável a infecções, especialmente aquelas causadas por bactérias. A doença é causada por alterações (mutações) no gene ICOS, que é essencial para a comunicação entre as células de defesa do corpo.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da deficiência de ICOS estão relacionados a infecções recorrentes e a problemas no sistema imunológico. As infecções mais comuns incluem pneumonia, bronquite, sinusite e otite média (infecção de ouvido) que voltam com frequência. Também podem ocorrer bronquiectasias (dilatação dos brônquios), diarreia crônica, conjuntivite e aumento do baço (esplenomegalia), do fígado (hepatomegalia) e dos gânglios linfáticos (linfadenopatia).[1][4]
Exames de sangue podem mostrar níveis baixos de anticorpos (imunoglobulinas IgG, IgA e IgM), diminuição da quantidade de linfócitos B (células que produzem anticorpos) e alterações nos linfócitos T (células de defesa). Em alguns casos, pode haver neutropenia (falta de um tipo de glóbulo branco) associada à presença de anticorpos contra os próprios neutrófilos.[1][4]
Causas genéticas
A deficiência de ICOS é causada por mutações no gene ICOS (Inducible T-cell costimulator). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que atua como um “interruptor” nas células T, ajudando-as a se ativar e a coordenar a resposta imunológica. Quando o gene está alterado, essa comunicação falha, prejudicando a produção de anticorpos e a defesa contra infecções.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas de infecções recorrentes e nos exames laboratoriais que mostram baixos níveis de anticorpos e alterações nos linfócitos. A confirmação é feita por meio de teste genético que identifica mutações no gene ICOS. Atualmente, existem cerca de 50 variantes (mutações) descritas em bancos de dados científicos (ClinVar) e pelo menos 3 tipos de testes genéticos disponíveis para essa condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da deficiência de ICOS é focado no controle das infecções e na reposição de anticorpos. A reposição de imunoglobulina (anticorpos) por via intravenosa ou subcutânea é uma abordagem comum para reduzir a frequência e a gravidade das infecções. Infecções bacterianas agudas são tratadas com antibióticos conforme a necessidade. O acompanhamento com um imunologista é essencial para ajustar o tratamento e monitorar complicações como bronquiectasias.[1][2]
No Brasil, essa condição não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos ou medicamentos listados. O acesso a tratamentos como a reposição de imunoglobulina pode depender de protocolos regionais ou de ações judiciais. É importante que o paciente e sua família busquem orientação com um médico especialista e com serviços de assistência social.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade das infecções e a presença de complicações como bronquiectasias. Com o tratamento adequado, muitas pessoas conseguem controlar as infecções e manter uma qualidade de vida razoável. No entanto, a doença é crônica e requer acompanhamento médico contínuo. O diagnóstico precoce e o manejo multidisciplinar são fundamentais para melhorar os resultados a longo prazo.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 21 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisStimulatory receptor expressed in activated or antigen-experienced T-cells that plays an important role in the immune response (PubMed:9930702). Upon binding to its ligand ICOSL expressed on antigen presenting cells (APCs), delivers costimulatory signals that enhances all basic T-cell responses to a foreign antigen, namely proliferation, secretion of lymphokines including IL10, up-regulation of molecules that mediate cell-cell interaction, and effective help for antibody secretion by B-cells (Pu
Cell membraneSecreted
Immunodeficiency, common variable, 1
A primary immunodeficiency characterized by antibody deficiency, hypogammaglobulinemia, recurrent bacterial infections and an inability to mount an antibody response to antigen. The defect results from a failure of B-cell differentiation and impaired secretion of immunoglobulins; the numbers of circulating B-cells is usually in the normal range, but can be low.
Variantes genéticas (ClinVar)
50 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
5 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Late-onset combined immunodeficiency due to ICOS deficiency
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:695183(Orphanet)
- MONDO:0011864(MONDO)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Late-onset combined immunodeficiency due to ICOS deficiency
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM