É uma condição genética que causa má formação nos ossos, principalmente nos braços e ombros. É herdada de forma dominante, o que significa que basta a pessoa receber uma cópia do gene alterado (que não está nos cromossomos sexuais) de um dos pais para desenvolver a condição.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A omodisplasia autossômica dominante é uma condição genética rara que afeta a formação dos ossos, provocando principalmente o encurtamento dos braços e alterações nas articulações. Os pais e familiares costumam notar os primeiros sinais logo após o nascimento ou durante os primeiros meses de vida, como braços curtos, traços faciais característicos e dificuldades para alimentar a criança. O quadro está associado a variações genéticas no gene FZD2 e tem transmissão dominante. No Brasil, a doença não conta com remédios específicos nem consta na lista oficial de PCDTs de doenças raras do Ministério da Saúde, sendo os cuidados focados no suporte dos sintomas pela rede pública.
É uma condição genética que causa má formação nos ossos, principalmente nos braços e ombros. É herdada de forma dominante, o que significa que basta a pessoa receber uma cópia do gene alterado (que não está nos cromossomos sexuais) de um dos pais para desenvolver a condição.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 28 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 46 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisOmodysplasia 2
A rare autosomal dominant skeletal dysplasia characterized by short humeri, radial head dislocation, short first metacarpals, facial dysmorphism and genitourinary anomalies.
Variantes genéticas (ClinVar)
23 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 10 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
6 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Omodisplasia autossômica dominante
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Novel Clinical and Radiological Findings in a Family with Autosomal Recessive Omodysplasia.
Este artigo descreve a omodisplasia autossômica recessiva (ligada ao gene GPC6), uma displasia esquelética rara que causa baixa estatura acentuada, mobilidade reduzida em cotovelos e joelhos, e afeta gravemente todos os membros, diferentemente da forma dominante (ligada ao gene FZD2), que apresenta altura normal e encurtamento restrito aos braços. O estudo destaca achados clínicos e radiológicos cruciais para o diagnóstico, como úmeros e fêmures afilados distalmente, uma grave diástase radioulnar proximal e, um padrão anormal ósseo recorrente e inédito em todos os ossos longos. Essas descobertas são vitais para a identificação precisa da doença, permitindo um manejo médico adequado e aconselhamento genético para as famílias.
🇧🇷 traduzidoTwo unrelated patients with autosomal dominant omodysplasia and FRIZZLED2 mutations.
Este artigo relata dois novos pacientes com omodisplasia autossômica dominante, confirmando a associação da condição com mutações no gene FZD2. As mutações encontradas já foram identificadas em outros casos, sugerindo que podem ser recorrentes e reforçando a importância do gene FZD2 para o diagnóstico genético. Embora os sintomas gerais sejam consistentes com o que já era conhecido, a presença de deficiência intelectual em um dos pacientes expande o espectro de manifestações clínicas que médicos e pacientes devem considerar.
🇧🇷 traduzidoNonsense mutations in FZD2 cause autosomal-dominant omodysplasia: Robinow syndrome-like phenotypes.
A Omodisplasia-2 (OMOD2) é uma condição rara e autossômica dominante, caracterizada por baixa estatura (com braços encurtados e metacarpos curtos), características faciais distintivas e anomalias geniturinárias variáveis, com um quadro clínico que se assemelha à Síndrome de Robinow. Este artigo reforça que mutações sem sentido no gene *FZD2* são a causa genética dessa doença, afetando a sinalização Wnt. Essa descoberta é crucial para o diagnóstico preciso, o entendimento da patologia e o aconselhamento genético de pacientes e suas famílias.
🇧🇷 traduzidoA Novel de novo FZD2 Mutation in a Patient with Autosomal Dominant Omodysplasia.
Este artigo confirma que mutações no gene FZD2 podem ser a causa da omodisplasia autossômica dominante (OMOD2), uma displasia esquelética rara. Esta condição se manifesta com características faciais distintas, como fenda labial/palatina e nariz curto, além de encurtamento dos membros superiores e dos primeiros metacarpos. A identificação de uma nova mutação FZD2 em um paciente com esses sintomas reforça a importância do teste genético para o diagnóstico e aconselhamento de pacientes e suas famílias.
🇧🇷 traduzidoA mutation in FRIZZLED2 impairs Wnt signaling and causes autosomal dominant omodysplasia.
Este estudo revelou que a omodisplasia autossômica dominante, uma displasia esquelética rara caracterizada por úmeros curtos, anomalias faciais e geniturinárias, é causada por uma nova mutação *de novo* no gene FRIZZLED2 (FZD2). Essa mutação específica impede que a proteína FRIZZLED2 funcione corretamente, comprometendo a importante via de sinalização Wnt e, consequentemente, o desenvolvimento ósseo e de outros tecidos. Essa descoberta é crucial para o diagnóstico preciso da condição e para entender sua base genética, o que pode guiar futuras abordagens terapêuticas.
🇧🇷 traduzidoPublicações recentes
Novel Clinical and Radiological Findings in a Family with Autosomal Recessive Omodysplasia.
Two unrelated patients with autosomal dominant omodysplasia and FRIZZLED2 mutations.
Nonsense mutations in FZD2 cause autosomal-dominant omodysplasia: Robinow syndrome-like phenotypes.
A Novel de novo FZD2 Mutation in a Patient with Autosomal Dominant Omodysplasia.
A mutation in FRIZZLED2 impairs Wnt signaling and causes autosomal dominant omodysplasia.
📚 EuropePMC4 artigos no totalmostrando 5
Novel Clinical and Radiological Findings in a Family with Autosomal Recessive Omodysplasia.
Molecular syndromologyTwo unrelated patients with autosomal dominant omodysplasia and FRIZZLED2 mutations.
Clinical case reportsNonsense mutations in FZD2 cause autosomal-dominant omodysplasia: Robinow syndrome-like phenotypes.
American journal of medical genetics. Part AA Novel de novo FZD2 Mutation in a Patient with Autosomal Dominant Omodysplasia.
Molecular syndromologyA mutation in FRIZZLED2 impairs Wnt signaling and causes autosomal dominant omodysplasia.
Human molecular geneticsAssociações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Omodisplasia autossômica dominante e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Não existe cura ou tratamento curativo catalogado para esta condição genética rara. As abordagens clínicas disponíveis têm caráter de suporte ortopédico, funcional e de reabilitação.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Omodisplasia autossômica dominante. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/omodisplasia-autossomica-dominante
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Omodisplasia autossômica dominante
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata