A paraplegia espástica hereditária recessiva tipo 20 (SPG20) é uma doença genética complexa que causa fraqueza e rigidez progressiva nas pernas. Ela se manifesta na primeira infância, com sintomas que pioram com o tempo. Além da fraqueza e rigidez nas pernas, a condição também é associada à perda de massa muscular nas extremidades (mãos e pés), dificuldade para falar e engolir, problemas com os músculos do rosto, e atrasos no desenvolvimento motor (movimentos) e cognitivo (aprendizagem e raciocínio). Pessoas com SPG20 podem apresentar ainda problemas leves de coordenação, como fala arrastada, dificuldade para realizar movimentos rápidos e repetitivos e um tremor leve que acontece ao tentar se mover, além de baixa estatura e algumas alterações leves nos ossos, como pés com o arco muito alto (pé cavo), uma forma leve de pé torto e curvatura da coluna (cifoescoliose). A SPG20 é causada por alterações (mutações) no gene SPG20 (localizado no cromossomo 13q13.1), que é responsável por produzir uma proteína chamada espartina.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 20 (SPG20) é uma doença genética rara que provoca fraqueza muscular e rigidez progressiva nas pernas desde a infância. As famílias costumam notar dificuldades para engatinhar ou andar, além de alterações nos ossos dos pés, dificuldades na fala e lentidão no desenvolvimento. A doença é causada por alterações no gene SPART, herdadas do pai e da mãe, que afetam a produção de uma proteína celular chamada espartina. Embora não haja cura nem remédio específico fornecido pelo SUS, a rede pública disponibiliza exames genéticos e serviços de reabilitação motora para apoiar os pacientes.
A paraplegia espástica hereditária recessiva tipo 20 (SPG20) é uma doença genética complexa que causa fraqueza e rigidez progressiva nas pernas. Ela se manifesta na primeira infância, com sintomas que pioram com o tempo. Além da fraqueza e rigidez nas pernas, a condição também é associada à perda de massa muscular nas extremidades (mãos e pés), dificuldade para falar e engolir, problemas com os músculos do rosto, e atrasos no desenvolvimento motor (movimentos) e cognitivo (aprendizagem e raciocínio). Pessoas com SPG20 podem apresentar ainda problemas leves de coordenação, como fala arrastada, dificuldade para realizar movimentos rápidos e repetitivos e um tremor leve que acontece ao tentar se mover, além de baixa estatura e algumas alterações leves nos ossos, como pés com o arco muito alto (pé cavo), uma forma leve de pé torto e curvatura da coluna (cifoescoliose). A SPG20 é causada por alterações (mutações) no gene SPG20 (localizado no cromossomo 13q13.1), que é responsável por produzir uma proteína chamada espartina.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 77 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisSpastic paraplegia 20, autosomal recessive
A form of spastic paraplegia, a neurodegenerative disorder characterized by a slow, gradual, progressive weakness and spasticity of the lower limbs. Rate of progression and the severity of symptoms are quite variable. Initial symptoms may include difficulty with balance, weakness and stiffness in the legs, muscle spasms, and dragging the toes when walking. In some forms of the disorder, bladder symptoms (such as incontinence) may appear, or the weakness and stiffness may spread to other parts of the body. SPG20 is characterized by dysarthria, distal amyotrophy, mild developmental delay and short stature.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
93 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 1.247 variantes classificadas pelo ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 20
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
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Publicações mais relevantes
Maternal uniparental isodisomy in a patient with autosomal recessive spastic paraplegia type 20.
Spastic paraplegia type 20 (SPG20), also known as Troyer syndrome, is a complex form of hereditary spastic paraplegia (HSP), caused by biallelic deleterious variants in the SPART gene. We performed whole-exome sequencing (WES) in a 10-year-old boy with spastic paraparesis, dyskinesia, intellectual disability, speech delay, congenital anomalies, white matter changes, and sensorimotor neuropathy. WES revealed a homozygous nonsense variant in exon 4 of SPART (Gln374Ter), which was found in a heterozygous state in the mother and absent in the father. Analysis of polymorphisms from WES data indicated maternal uniparental disomy (UPD) of chromosome 13, explaining the observed homozygosity. This case underscores the importance of parental segregation studies when homozygous variants are identified, as UPD significantly impacts genetic counseling and recurrence risk. It also highlights the value of bioinformatics tools in WES trio analysis to detect UPD, improving diagnostic precision in clinical settings.
[Developmental and epileptic encephalopathy produced by the ATP1A2 mutation].
A case of DEE98, a rare developmental and epileptic encephalopathy related to previously reported the de novo missense mutation p.Arg908Gln in the ATP1A2 gene, is described. A girl examined first time in 11 months had microcephaly, severe mental and motor delay, strabismus, spastic paraparesis and pachypolymicrogyria on brain MRI that is atypical for DEE98. Epilepsy with polymorphic seizures started at the age of 15 months. There was a remission lasting 9 months, after which seizures renewed. DEE98 was diagnosed at the age of 2 years 9 months by exome sequencing verified by trio Sanger sequencing. Another finding from high-throughput exome sequencing were two previously undescribed heterozygous variants of uncertain pathogenicity in the SPART gene, which causes autosomal recessive spastic paraplegia type 20 (SPG20); Sanger sequencing confirmed the trans position of the variants. The common clinical sign with typical SPG20 was early spastic paraparesis with contractures; other symptoms did not coincide. Considering the phenotypic diversity of SPG20 and the possibility of a combination of two independent diseases, we performed an additional study of the pathogenicity of SPART variants at the mRNA level: pathogenicity was not confirmed, and there were no grounds to diagnose SPG20. Описан случай редкой энцефалопатии с нарушением развития и эпилепсией (ЭНРЭ), вызванный ранее описанной миссенс-мутацией p.Arg908Gln de novo в гене ATP1A2: ЭНРЭ98. У девочки, впервые обследованной в 11 мес, наблюдались микроцефалия, выраженная задержка психомоторного развития, страбизм, спастический парапарез и нетипичная для ЭНРЭ98 пахиполимикрогирия по МРТ. С 15 мес эпилепсия с полиморфными приступами, 9-месячной ремиссией и возобновлением приступов. ЭНРЭ98 диагностирована в 2 года 9 мес методом высокопроизводительного экзомного секвенирования с последующим семейным секвенированием по Сэнгеру «трио». Другой находкой при высокопроизводительном экзомном секвенировании были два ранее не описанных гетерозиготных варианта неопределенной патогенности в гене SPART, вызывающем аутосомно-рецессивную спастическую параплегию 20-го типа (SPG20); секвенированием по Сэнгеру доказано транс-положение вариантов; общим с типичной SPG20 клиническим признаком был ранний спастический парапарез с контрактурами, другие симптомы не совпадали. Учитывая фенотипическое разнообразие SPG20 и возможность сочетания двух независимых болезней, провели дополнительное исследование патогенности вариантов SPART на уровне мРНК: патогенность не подтвердилась, оснований для диагноза SPG20 не было.
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 20 e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada por mutações genéticas no gene SPART (SPG20), responsável pela síntese da proteína espartina. Ela é herdada de forma autossômica recessiva, quando ambas as cópias do gene contêm alterações.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 20. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/paraplegia-espastica-autossomica-recessiva-tipo-20
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Paraplegia espástica autossômica recessiva tipo 20
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA