A síndrome de Kindler é um tipo de epidermólise bolhosa, uma doença congênita rara que se manifesta com bolhas na pele, causada por uma mutação no gene KIND1.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Poiquilodermia acroceratótica hereditária é uma doença genética rara da pele, caracterizada por alterações na coloração e textura da pele (poiquilodermia) associadas a lesões elevadas e ásperas (ceratose) nas extremidades (mãos e pés). A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda no período neonatal ou durante a infância.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sintomas da Poiquilodermia acroceratótica hereditária são variados e podem afetar múltiplos sistemas do corpo. Os principais sinais cutâneos incluem: telangiectasias (vasos sanguíneos dilatados visíveis na pele), pele fina, bolhas anormais, úlceras cutâneas, urticária, pápulas (pequenas elevações sólidas) e unhas distróficas (unhas dos pés e das mãos com formato ou espessura alterados). Também podem ocorrer alterações na mucosa oral, como pigmentação anormal, gengivite e xerostomia (boca seca). Em alguns casos, há ectrópio (pálpebra virada para fora) e opacificação do estroma corneano (córnea com aspecto leitoso). Além dos sintomas de pele e mucosas, podem estar presentes: deficiência auditiva, sindactilia dos dedos (dedos unidos), camptodactilia (dedos permanentemente fletidos), anormalidades do prepúcio, trismo (dificuldade para abrir a boca), hipermobilidade articular, anormalidades do sistema esquelético (como morfologia anormal das costelas e do osso do quadril) e anormalidades do túbulo renal. Há relatos de associação com carcinoma de células escamosas e carcinoma de células transicionais da bexiga.[1][3]
Causas genéticas
A Poiquilodermia acroceratótica hereditária é uma condição genética, mas até o momento não foi identificado um gene específico responsável pela doença. As bases genéticas exatas permanecem desconhecidas, e não há informações sobre o padrão de herança (autossômico dominante, recessivo ou ligado ao X) disponíveis nas fontes oficiais consultadas.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Poiquilodermia acroceratótica hereditária é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos, especialmente a combinação de poiquilodermia com lesões ceratóticas nas extremidades. Exames genéticos podem auxiliar no diagnóstico diferencial, excluindo outras condições com apresentação semelhante. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para os seguintes procedimentos relacionados ao diagnóstico: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. Atualmente, há 22 testes genéticos disponíveis comercialmente para essa condição, embora nenhuma variante patogênica específica esteja catalogada no ClinVar.[1][4][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a Poiquilodermia acroceratótica hereditária, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo dermatologista, oftalmologista, otorrinolaringologista, dentista e outros especialistas conforme a necessidade. Medidas gerais incluem proteção solar rigorosa, uso de hidratantes e emolientes para a pele, e tratamento de lesões cutâneas (como úlceras e bolhas) com curativos adequados. Para complicações como deficiência auditiva, podem ser indicados aparelhos auditivos. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do suporte. É importante o monitoramento regular para detecção precoce de neoplasias cutâneas (carcinoma de células escamosas) e de bexiga (carcinoma de células transicionais).[1][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a Poiquilodermia acroceratótica hereditária e algumas substâncias, mas é importante destacar que estas são apenas correlações observadas em publicações e não representam recomendações de tratamento. As substâncias listadas são: peróxido de hidrogênio (Hydrogen Peroxide) — 1 publicação; roscovitina (Roscovitine) — 1 publicação; esteroides (Steroids) — 1 publicação; tramadol (Tramadol) — 1 publicação; sulfametoxazol-trimetoprima (Trimethoprim Sulfamethoxazole Drug Combination) — 1 publicação; e Episalvan (extrato de casca de bétula) — 1 publicação. Nenhum desses fármacos tem indicação formal aprovada para o tratamento da doença.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Poiquilodermia acroceratótica hereditária é variável e depende da gravidade dos sintomas e do desenvolvimento de complicações, como neoplasias. A condição é crônica e geralmente progressiva, mas com acompanhamento médico adequado e manejo dos sintomas, é possível manter uma boa qualidade de vida. O risco aumentado de carcinomas cutâneos e de bexiga exige vigilância oncológica contínua. O suporte psicológico e a reabilitação multidisciplinar são fundamentais para lidar com as limitações funcionais e estéticas impostas pela doença.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome de Kindler é um tipo de epidermólise bolhosa, uma doença congênita rara que se manifesta com bolhas na pele, causada por uma mutação no gene KIND1.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Poiquilodermia acroceratótica hereditária é uma doença genética rara da pele, caracterizada por alterações na coloração e textura da pele (poiquilodermia) associadas a lesões elevadas e ásperas (ceratose) nas extremidades (mãos e pés). A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda no período neonatal ou durante a infância.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sintomas da Poiquilodermia acroceratótica hereditária são variados e podem afetar múltiplos sistemas do corpo. Os principais sinais cutâneos incluem: telangiectasias (vasos sanguíneos dilatados visíveis na pele), pele fina, bolhas anormais, úlceras cutâneas, urticária, pápulas (pequenas elevações sólidas) e unhas distróficas (unhas dos pés e das mãos com formato ou espessura alterados). Também podem ocorrer alterações na mucosa oral, como pigmentação anormal, gengivite e xerostomia (boca seca). Em alguns casos, há ectrópio (pálpebra virada para fora) e opacificação do estroma corneano (córnea com aspecto leitoso). Além dos sintomas de pele e mucosas, podem estar presentes: deficiência auditiva, sindactilia dos dedos (dedos unidos), camptodactilia (dedos permanentemente fletidos), anormalidades do prepúcio, trismo (dificuldade para abrir a boca), hipermobilidade articular, anormalidades do sistema esquelético (como morfologia anormal das costelas e do osso do quadril) e anormalidades do túbulo renal. Há relatos de associação com carcinoma de células escamosas e carcinoma de células transicionais da bexiga.[1][3]
Causas genéticas
A Poiquilodermia acroceratótica hereditária é uma condição genética, mas até o momento não foi identificado um gene específico responsável pela doença. As bases genéticas exatas permanecem desconhecidas, e não há informações sobre o padrão de herança (autossômico dominante, recessivo ou ligado ao X) disponíveis nas fontes oficiais consultadas.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da Poiquilodermia acroceratótica hereditária é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos, especialmente a combinação de poiquilodermia com lesões ceratóticas nas extremidades. Exames genéticos podem auxiliar no diagnóstico diferencial, excluindo outras condições com apresentação semelhante. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para os seguintes procedimentos relacionados ao diagnóstico: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. Atualmente, há 22 testes genéticos disponíveis comercialmente para essa condição, embora nenhuma variante patogênica específica esteja catalogada no ClinVar.[1][4][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a Poiquilodermia acroceratótica hereditária, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo dermatologista, oftalmologista, otorrinolaringologista, dentista e outros especialistas conforme a necessidade. Medidas gerais incluem proteção solar rigorosa, uso de hidratantes e emolientes para a pele, e tratamento de lesões cutâneas (como úlceras e bolhas) com curativos adequados. Para complicações como deficiência auditiva, podem ser indicados aparelhos auditivos. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do suporte. É importante o monitoramento regular para detecção precoce de neoplasias cutâneas (carcinoma de células escamosas) e de bexiga (carcinoma de células transicionais).[1][5]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica (fonte: PubTator3) menciona associações entre a Poiquilodermia acroceratótica hereditária e algumas substâncias, mas é importante destacar que estas são apenas correlações observadas em publicações e não representam recomendações de tratamento. As substâncias listadas são: peróxido de hidrogênio (Hydrogen Peroxide) — 1 publicação; roscovitina (Roscovitine) — 1 publicação; esteroides (Steroids) — 1 publicação; tramadol (Tramadol) — 1 publicação; sulfametoxazol-trimetoprima (Trimethoprim Sulfamethoxazole Drug Combination) — 1 publicação; e Episalvan (extrato de casca de bétula) — 1 publicação. Nenhum desses fármacos tem indicação formal aprovada para o tratamento da doença.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Poiquilodermia acroceratótica hereditária é variável e depende da gravidade dos sintomas e do desenvolvimento de complicações, como neoplasias. A condição é crônica e geralmente progressiva, mas com acompanhamento médico adequado e manejo dos sintomas, é possível manter uma boa qualidade de vida. O risco aumentado de carcinomas cutâneos e de bexiga exige vigilância oncológica contínua. O suporte psicológico e a reabilitação multidisciplinar são fundamentais para lidar com as limitações funcionais e estéticas impostas pela doença.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 20 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 47 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Poiquilodermia acroceratótica hereditária
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Release of acquired syndactylies in Kindler syndrome.
Kindler syndrome: report of two cases and review of the literature.
Congenital poikiloderma with features of hereditary acrokeratotic poikiloderma.
[Hereditary acrokeratotic poikiloderma].
Hereditary acrokeratotic poikiloderma.
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Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:2907(Orphanet)
- MONDO:0017365(MONDO)
- GARD:18781(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q56013981(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Poiquilodermia acroceratótica hereditária
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata