Doença rara autossômica recessiva com início precoce, caracterizada por proteinose alveolar pulmonar grave. Manifesta-se na infância ou neonatologia, com baqueteamento digital, alterações hepáticas (cirrose, fibrose, AST elevada) e aminoacidúria. Causada por deficiência no gene MARS1.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS é uma doença respiratória hereditária extremamente rara, caracterizada pelo acúmulo de material lipoproteico nos alvéolos pulmonares, levando a dificuldade respiratória progressiva. A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas e geralmente se manifesta na infância ou na primeira infância.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem falta de ar (dispneia), tosse, baixa oxigenação no sangue (hipoxemia) e, em casos graves, insuficiência respiratória. Além dos problemas pulmonares, a doença pode afetar outros órgãos, causando aumento do fígado (hepatomegalia), acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), fibrose hepática e cirrose. Outros sinais frequentes são anemia, hipotireoidismo, vômitos, atraso no crescimento, hipotonia (tônus muscular reduzido), atraso motor, acidose láctica, níveis elevados de enzimas hepáticas (ALT, GGT) e de amônia no sangue (hiperamonemia), além de colestase e aminoacidúria.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene MARS1, que fornece instruções para a produção da enzima metionil-tRNA sintetase citoplasmática. Essa enzima é essencial para a síntese de proteínas e o metabolismo da metionina. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de achados clínicos, exames de imagem (como tomografia computadorizada de tórax mostrando padrão intersticial anormal), análise do lavado broncoalveolar (que revela acúmulo intra-alveolar de fosfolipídios) e confirmação por teste genético molecular, identificando mutações bialélicas no gene MARS1. Atualmente, há 15 testes genéticos disponíveis e 80 variantes patogênicas catalogadas no ClinVar. O código CID-10 associado é J84.0.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é multidisciplinar e foca no suporte respiratório, incluindo oxigenoterapia e, em casos avançados, ventilação mecânica. A lavagem pulmonar total pode ser considerada para remover o material acumulado nos alvéolos. O acompanhamento com hepatologista é necessário devido ao risco de insuficiência hepática, fibrose e cirrose. O tratamento do hipotireoidismo, anemia e outras complicações deve ser individualizado. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença até o momento.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável, mas a doença tende a ser grave e progressiva, especialmente quando o início ocorre na infância. A insuficiência respiratória e hepática são as principais causas de morbidade. O acompanhamento regular com equipe especializada (pneumologista, hepatologista, geneticista) é essencial para otimizar a qualidade de vida e o manejo das complicações.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS é uma doença genética muito rara que atinge principalmente os pulmões e o fígado desde a infância. Ela ocorre por alterações no gene MARS1 com herança autossômica recessiva, provocando o acúmulo de substâncias nos pulmões. Os pais e médicos costumam perceber falta de ar importante, tosse, aumento do fígado e dificuldades no ganho de peso e crescimento. No Brasil, a doença ainda não possui um protocolo clínico específico (PCDT) no Ministério da Saúde nem remédios próprios dispensados pelo SUS. O cuidado da criança depende de acompanhamento contínuo de suporte na rede pública de saúde para controlar as manifestações respiratórias e hepáticas.
Doença rara autossômica recessiva com início precoce, caracterizada por proteinose alveolar pulmonar grave. Manifesta-se na infância ou neonatologia, com baqueteamento digital, alterações hepáticas (cirrose, fibrose, AST elevada) e aminoacidúria. Causada por deficiência no gene MARS1.
Tem tratamento?
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 32 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo
Do mais antigo ao mais recente
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisInterstitial lung and liver disease
An autosomal recessive, life-threatening disorder characterized by respiratory insufficiency and progressive liver disease with onset in infancy or early childhood. Clinical features include failure to thrive, hypotonia, intermittent lactic acidosis, aminoaciduria, hypothyroidism, interstitial lung disease, pulmonary alveolar proteinosis, anemia, and liver canalicular cholestasis, steatosis, and iron deposition.
Variantes genéticas (ClinVar)
80 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 816 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS
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Pesquisa ativa
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Ensaios em destaque
Nenhum país com ensaio aberto no momento.
Pesquisa e ensaios clínicos
1 ensaios clínicos encontrados.
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Doença com base genética
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A doença é causada por mutações genéticas no gene MARS1, responsável pela produção da proteína metionina-tRNA ligase citoplasmática. Ela é herdada de forma autossômica recessiva, necessitando de uma cópia alterada vinda do pai e outra da mãe.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/proteinose-alveolar-pulmonar-grave-com-inicio-precoce-por-deficit-de-mars
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Proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata