Doença rara autossômica recessiva com início precoce, caracterizada por proteinose alveolar pulmonar grave. Manifesta-se na infância ou neonatologia, com baqueteamento digital, alterações hepáticas (cirrose, fibrose, AST elevada) e aminoacidúria. Causada por deficiência no gene MARS1.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS é uma doença respiratória hereditária extremamente rara, caracterizada pelo acúmulo de material lipoproteico nos alvéolos pulmonares, levando a dificuldade respiratória progressiva. A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas e geralmente se manifesta na infância ou na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem falta de ar (dispneia), tosse, baixa oxigenação no sangue (hipoxemia) e, em casos graves, insuficiência respiratória. Além dos problemas pulmonares, a doença pode afetar outros órgãos, causando aumento do fígado (hepatomegalia), acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), fibrose hepática e cirrose. Outros sinais frequentes são anemia, hipotireoidismo, vômitos, atraso no crescimento, hipotonia (tônus muscular reduzido), atraso motor, acidose láctica, níveis elevados de enzimas hepáticas (ALT, GGT) e de amônia no sangue (hiperamonemia), além de colestase e aminoacidúria.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene MARS1, que fornece instruções para a produção da enzima metionil-tRNA sintetase citoplasmática. Essa enzima é essencial para a síntese de proteínas e o metabolismo da metionina. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de achados clínicos, exames de imagem (como tomografia computadorizada de tórax mostrando padrão intersticial anormal), análise do lavado broncoalveolar (que revela acúmulo intra-alveolar de fosfolipídios) e confirmação por teste genético molecular, identificando mutações bialélicas no gene MARS1. Atualmente, há 15 testes genéticos disponíveis e 80 variantes patogênicas catalogadas no ClinVar. O código CID-10 associado é J84.0.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é multidisciplinar e foca no suporte respiratório, incluindo oxigenoterapia e, em casos avançados, ventilação mecânica. A lavagem pulmonar total pode ser considerada para remover o material acumulado nos alvéolos. O acompanhamento com hepatologista é necessário devido ao risco de insuficiência hepática, fibrose e cirrose. O tratamento do hipotireoidismo, anemia e outras complicações deve ser individualizado. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença até o momento.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável, mas a doença tende a ser grave e progressiva, especialmente quando o início ocorre na infância. A insuficiência respiratória e hepática são as principais causas de morbidade. O acompanhamento regular com equipe especializada (pneumologista, hepatologista, geneticista) é essencial para otimizar a qualidade de vida e o manejo das complicações.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva com início precoce, caracterizada por proteinose alveolar pulmonar grave. Manifesta-se na infância ou neonatologia, com baqueteamento digital, alterações hepáticas (cirrose, fibrose, AST elevada) e aminoacidúria. Causada por deficiência no gene MARS1.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS é uma doença respiratória hereditária extremamente rara, caracterizada pelo acúmulo de material lipoproteico nos alvéolos pulmonares, levando a dificuldade respiratória progressiva. A condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas e geralmente se manifesta na infância ou na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem falta de ar (dispneia), tosse, baixa oxigenação no sangue (hipoxemia) e, em casos graves, insuficiência respiratória. Além dos problemas pulmonares, a doença pode afetar outros órgãos, causando aumento do fígado (hepatomegalia), acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática), fibrose hepática e cirrose. Outros sinais frequentes são anemia, hipotireoidismo, vômitos, atraso no crescimento, hipotonia (tônus muscular reduzido), atraso motor, acidose láctica, níveis elevados de enzimas hepáticas (ALT, GGT) e de amônia no sangue (hiperamonemia), além de colestase e aminoacidúria.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene MARS1, que fornece instruções para a produção da enzima metionil-tRNA sintetase citoplasmática. Essa enzima é essencial para a síntese de proteínas e o metabolismo da metionina. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na combinação de achados clínicos, exames de imagem (como tomografia computadorizada de tórax mostrando padrão intersticial anormal), análise do lavado broncoalveolar (que revela acúmulo intra-alveolar de fosfolipídios) e confirmação por teste genético molecular, identificando mutações bialélicas no gene MARS1. Atualmente, há 15 testes genéticos disponíveis e 80 variantes patogênicas catalogadas no ClinVar. O código CID-10 associado é J84.0.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O manejo da doença é multidisciplinar e foca no suporte respiratório, incluindo oxigenoterapia e, em casos avançados, ventilação mecânica. A lavagem pulmonar total pode ser considerada para remover o material acumulado nos alvéolos. O acompanhamento com hepatologista é necessário devido ao risco de insuficiência hepática, fibrose e cirrose. O tratamento do hipotireoidismo, anemia e outras complicações deve ser individualizado. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença até o momento.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável, mas a doença tende a ser grave e progressiva, especialmente quando o início ocorre na infância. A insuficiência respiratória e hepática são as principais causas de morbidade. O acompanhamento regular com equipe especializada (pneumologista, hepatologista, geneticista) é essencial para otimizar a qualidade de vida e o manejo das complicações.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 14 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 32 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisCatalyzes the specific attachment of an amino acid to its cognate tRNA in a 2 step reaction: the amino acid (AA) is first activated by ATP to form AA-AMP and then transferred to the acceptor end of the tRNA (PubMed:11714285). Plays a role in the synthesis of ribosomal RNA in the nucleolus (PubMed:10791971)
Cytoplasm, cytosolNucleus, nucleolus
Interstitial lung and liver disease
An autosomal recessive, life-threatening disorder characterized by respiratory insufficiency and progressive liver disease with onset in infancy or early childhood. Clinical features include failure to thrive, hypotonia, intermittent lactic acidosis, aminoaciduria, hypothyroidism, interstitial lung disease, pulmonary alveolar proteinosis, anemia, and liver canalicular cholestasis, steatosis, and iron deposition.
Variantes genéticas (ClinVar)
80 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 816 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS.
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:440427(Orphanet)
- OMIM OMIM:615486(OMIM)
- MONDO:0014206(MONDO)
- GARD:17746(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q55784733(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Proteinose alveolar pulmonar grave com início precoce por déficit de MARS
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata