Ceratodermias palmoplantares são um grupo heterogêneo de doenças de pele caracterizadas pelo espessamento anormal do estrato córneo das palmas das mãos e plantas dos pés.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Ceratodermia palmoplantar difusa, tipo Bothniana é uma doença genética rara da pele, caracterizada por espessamento difuso da pele das palmas das mãos e plantas dos pés (hiperceratose palmoplantar difusa). A condição tem início na infância ou na primeira infância e segue um padrão de herança autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene responsável já é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de 1 a 9 casos por 100.000 pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem hiperceratose palmoplantar difusa (espessamento da pele nas palmas e plantas), hiperidrose (suor excessivo), bolhas anormais na pele, eritema (vermelhidão), prurido (coceira), unhas estriadas (com sulcos ou linhas), nódulos nos nós dos dedos, pápulas (pequenas elevações na pele) e úlceras cutâneas. Também pode haver infecção crônica por tinea (fungo) e início dos sintomas na infância.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes (mutações) no gene AQP5, que fornece instruções para a produção da proteína Aquaporina-5. Essa proteína atua como um canal de água nas células, e sua disfunção leva às alterações características da pele. A herança é autossômica dominante, ou seja, o risco de transmitir a condição para cada filho de uma pessoa afetada é de 50%.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e pode ser confirmado por testes genéticos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 14 variantes associadas à doença registradas no ClinVar e 4 tipos de testes genéticos disponíveis.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O manejo da Ceratodermia palmoplantar difusa, tipo Bothniana é focado no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, como infecções secundárias. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Não há cura, mas medidas como hidratação intensa da pele, uso de emolientes e cuidados com as unhas podem ajudar. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do suporte.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
Na literatura científica, duas substâncias foram associadas à doença em estudos minerados: água (1 publicação) e etretinato (1 publicação). É importante destacar que essas são associações encontradas em artigos de pesquisa e não representam recomendações de tratamento. Consulte sempre um médico especialista para orientação terapêutica.[6]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é geralmente favorável para a expectativa de vida, mas a qualidade de vida pode ser impactada pelo desconforto causado pelo espessamento da pele, suor excessivo e risco de infecções. O acompanhamento regular com dermatologista e o suporte psicológico são importantes para lidar com os aspectos físicos e emocionais da condição.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Ceratodermias palmoplantares são um grupo heterogêneo de doenças de pele caracterizadas pelo espessamento anormal do estrato córneo das palmas das mãos e plantas dos pés.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
Preparando trilha educativa...
Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Ceratodermia palmoplantar difusa, tipo Bothniana é uma doença genética rara da pele, caracterizada por espessamento difuso da pele das palmas das mãos e plantas dos pés (hiperceratose palmoplantar difusa). A condição tem início na infância ou na primeira infância e segue um padrão de herança autossômica dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene responsável já é suficiente para causar a doença. A prevalência estimada é de 1 a 9 casos por 100.000 pessoas.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem hiperceratose palmoplantar difusa (espessamento da pele nas palmas e plantas), hiperidrose (suor excessivo), bolhas anormais na pele, eritema (vermelhidão), prurido (coceira), unhas estriadas (com sulcos ou linhas), nódulos nos nós dos dedos, pápulas (pequenas elevações na pele) e úlceras cutâneas. Também pode haver infecção crônica por tinea (fungo) e início dos sintomas na infância.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes (mutações) no gene AQP5, que fornece instruções para a produção da proteína Aquaporina-5. Essa proteína atua como um canal de água nas células, e sua disfunção leva às alterações características da pele. A herança é autossômica dominante, ou seja, o risco de transmitir a condição para cada filho de uma pessoa afetada é de 50%.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e pode ser confirmado por testes genéticos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como cariótipo (bandas G, Q ou R), pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH, sequenciamento completo do exoma (WES), dosagem de alfa-fetoproteína e atendimento em reabilitação para doenças raras. Atualmente, há 14 variantes associadas à doença registradas no ClinVar e 4 tipos de testes genéticos disponíveis.[1][2][5][6]
Tratamento e manejo
O manejo da Ceratodermia palmoplantar difusa, tipo Bothniana é focado no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações, como infecções secundárias. O tratamento deve ser individualizado e acompanhado por uma equipe multidisciplinar. Não há cura, mas medidas como hidratação intensa da pele, uso de emolientes e cuidados com as unhas podem ajudar. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do suporte.[1][2][6]
Tratamentos citados na literatura
Na literatura científica, duas substâncias foram associadas à doença em estudos minerados: água (1 publicação) e etretinato (1 publicação). É importante destacar que essas são associações encontradas em artigos de pesquisa e não representam recomendações de tratamento. Consulte sempre um médico especialista para orientação terapêutica.[6]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é geralmente favorável para a expectativa de vida, mas a qualidade de vida pode ser impactada pelo desconforto causado pelo espessamento da pele, suor excessivo e risco de infecções. O acompanhamento regular com dermatologista e o suporte psicológico são importantes para lidar com os aspectos físicos e emocionais da condição.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 7 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 12 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →
Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisAquaporins form homotetrameric transmembrane channels, with each monomer independently mediating water transport across the plasma membrane along its osmotic gradient (PubMed:18768791, PubMed:8621489). Plays an important role in fluid secretion in salivary glands (By similarity). Required for TRPV4 activation by hypotonicity. Together with TRPV4, controls regulatory volume decrease in salivary epithelial cells (PubMed:16571723). Seems to play a redundant role in water transport in the eye, lung
Apical cell membraneCell membraneCytoplasmic vesicle membrane
Keratoderma, palmoplantar, Bothnian type
A dermatological disorder characterized by diffuse non-epidermolytic hyperkeratosis of the skin of palms and soles. PPKB is frequently complicated by fungal infections.
Variantes genéticas (ClinVar)
14 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Ceratodermia palmoplantar difusa, tipo Bothniana
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Palmoplantar keratoderma Bothnia type with acrokeratoelastoidosis-like features due to AQP5 mutations.
Japanese case of Bothnian-type palmoplantar keratoderma with a novel missense mutation of p.Trp35Ser in extracellular loop A of aquaporin-5.
Publicações recentes
Papillon-Lefèvre syndrome with excellent response to risankizumab.
Sporadic Diffuse Palmoplantar Keratoderma in a Pediatric Patient With Early Onset: A Case Report.
Papillon-Lefèvre Syndrome: Case Report of Two Sisters.
Cutting Through Complexity: Surgical Management of Severe Palmoplantar Keratoderma.
Spontaneous clinical remission of Nagashima-type palmoplantar keratoderma in a patient of Korean descent with a heterozygous SERPINB7 mutation.
📚 EuropePMCmostrando 2
Palmoplantar keratoderma Bothnia type with acrokeratoelastoidosis-like features due to AQP5 mutations.
Clinical and experimental dermatologyJapanese case of Bothnian-type palmoplantar keratoderma with a novel missense mutation of p.Trp35Ser in extracellular loop A of aquaporin-5.
The Journal of dermatologyAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Ceratodermia palmoplantar difusa, tipo Bothniana.
É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →
Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Ceratodermia palmoplantar difusa, tipo Bothniana
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
Tire suas dúvidas
Perguntas, dicas e experiências compartilhadas aqui na página
Participe da discussão
Faça login para postar dúvidas, compartilhar experiências e interagir com especialistas.
Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Palmoplantar keratoderma Bothnia type with acrokeratoelastoidosis-like features due to AQP5 mutations.
- Japanese case of Bothnian-type palmoplantar keratoderma with a novel missense mutation of p.Trp35Ser in extracellular loop A of aquaporin-5.
- Papillon-Lefèvre syndrome with excellent response to risankizumab.
- Sporadic Diffuse Palmoplantar Keratoderma in a Pediatric Patient With Early Onset: A Case Report.
- Papillon-Lefèvre Syndrome: Case Report of Two Sisters.
- Cutting Through Complexity: Surgical Management of Severe Palmoplantar Keratoderma.
- Spontaneous clinical remission of Nagashima-type palmoplantar keratoderma in a patient of Korean descent with a heterozygous SERPINB7 mutation.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:2337(Orphanet)
- OMIM OMIM:600231(OMIM)
- MONDO:0010849(MONDO)
- GARD:1862(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q5275419(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Ceratodermia palmoplantar difusa, tipo Bothniana
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata