Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome da hipometilação paterna 14q32.2, também conhecida como Síndrome de Temple por hipometilação paterna 14q32.2, é uma doença genética rara que afeta o crescimento e o desenvolvimento. A condição é causada por uma alteração epigenética em uma região específica do cromossomo 14, levando a uma série de sinais e sintomas que podem variar de pessoa para pessoa. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da síndrome podem se manifestar desde o período neonatal ou na infância. Entre as características mais comuns estão: retardo do crescimento intrauterino e pós-natal, hipotonia (tônus muscular baixo) no lactente, atraso no desenvolvimento motor, coordenação motora fina pobre e deficiência intelectual. Muitas pessoas apresentam obesidade, puberdade precoce e diabetes tipo MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young). Alterações faciais podem incluir testa proeminente, nariz largo, filtro curto, micrognatia (queixo pequeno) e palato ogival (céu da boca alto e estreito). Outros achados frequentes são escoliose, clinodactilia (dedos tortos), hipermobilidade articular, pés curtos, otite média recorrente e hipercolesterolemia. No espectro comportamental, podem ocorrer comportamento autista, responsividade social reduzida, contato visual reduzido e expressão facial diminuída.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por uma perda de metilação (hipometilação) na região 14q32.2 de origem paterna. Essa região contém genes importantes para o crescimento e desenvolvimento, incluindo os genes DLK1 (que codifica a proteína delta homolog 1), RTL1 (que codifica a proteína retrotransposon-like protein 1) e MEG3. A alteração epigenética leva à expressão anormal desses genes. O padrão de herança é descrito como autossômico dominante, embora a maioria dos casos ocorra de forma esporádica (não herdada).[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por testes genéticos. Exames como cariótipo com bandas G, Q ou R, pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH e sequenciamento completo do exoma (WES) podem ser utilizados. A dosagem de alfa-fetoproteína também pode fazer parte da investigação. No Brasil, esses procedimentos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) com cobertura mínima. Atualmente, há 336 testes genéticos disponíveis e 129 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
O tratamento é multidisciplinar e visa abordar os sintomas específicos de cada pessoa. O acompanhamento pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, suporte para atraso motor e de coordenação, manejo da obesidade, da puberdade precoce e do diabetes tipo MODY, além de intervenções para escoliose, otite média e hipercolesterolemia. O suporte educacional e comportamental é importante para pessoas com deficiência intelectual e características do espectro autista. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome; o tratamento é sintomático e de suporte.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a precocidade das intervenções. Com acompanhamento médico adequado e suporte multidisciplinar, muitas pessoas podem ter uma qualidade de vida satisfatória. O manejo das condições associadas, como diabetes e obesidade, é fundamental para a saúde a longo prazo.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A Síndrome da hipometilação paterna 14q32.2 é uma condição genética rara que se manifesta desde os primeiros meses de vida. Ela costuma causar hipotonia (fraqueza no tônus muscular), atraso motor e do crescimento, além de dificuldades para se alimentar na infância. As famílias também podem observar alterações posturais, puberdade precoce e particularidades na face e nas mãos. No SUS, não há medicamento específico dispensado por protocolo clínico próprio, mas há cobertura para exames diagnósticos e atendimento em reabilitação.
Síndrome rara de hipometilação paterna 14q32.2 (Síndrome de Temple) causa dificuldades alimentares, atraso no desenvolvimento da fala, micrognatia, diabetes MODY, obesidade e deficiência intelectual. Afeta genes como MEG3, RTL1 e DLK1.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 28 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
3 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant, Not applicable.
Variantes genéticas (ClinVar)
129 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome da hipometilação paterna 14q32.2
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
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Doença com base genética
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Não há cura descrita para essa condição genética nos registros científicos. O manejo clínico é focado no alívio de sintomas e no acompanhamento do desenvolvimento por meio de reabilitação.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome da hipometilação paterna 14q32.2. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-da-hipometilacao-paterna-14q322
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Síndrome da hipometilação paterna 14q32.2
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata