Síndrome de duplicação contígua PMP22-RAI1 é uma condição autossômica dominante associada a neuropatia periférica desmielinizante, deficiência intelectual e características faciais como fissura palpebral ascendente. Manifesta-se com palato ogival, marcha instável, pé torto equinovalgo, deficiência auditiva e clinodactilia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de duplicação dos genes contíguos PMP22-RAI1 é uma doença genética rara, caracterizada por uma cópia extra (duplicação) de dois genes vizinhos no cromossomo 17: o gene PMP22 e o gene RAI1. Essa duplicação leva a uma combinação de sintomas que afetam principalmente o sistema nervoso periférico (neuropatia), o desenvolvimento intelectual e a formação de algumas estruturas do corpo. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da síndrome são variados e podem incluir: neuropatia periférica desmielinizante (comprometimento dos nervos que leva a fraqueza e alterações de sensibilidade), deficiência intelectual, atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem, marcha instável ou atáxica, arreflexia (ausência de reflexos), déficit de crescimento, dificuldades alimentares, constipação crônica e apneia do sono. Alterações físicas comuns incluem fissura palpebral ascendente (olhos levemente puxados para cima), face triangular, filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio superior alongado), palato ogival (céu da boca alto e estreito), pé torto equinovalgo ou valgo, pé plano, clinodactilia do quinto dedo (dedo mínimo curvado), morfologia anormal do pé e do rim, além de aneurisma da raiz da aorta e deficiência auditiva. Exames de nervos podem mostrar um número diminuído de fibras nervosas mielinizadas periféricas.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por uma duplicação de uma região do cromossomo 17 que contém dois genes: o gene PMP22 e o gene RAI1 (que codifica a proteína induzida por ácido retinoico 1). A herança é descrita como desconhecida, mas a condição geralmente ocorre de forma esporádica (não herdada dos pais) ou, em alguns casos, pode ser herdada de forma autossômica dominante. O padrão de herança autossômica dominante significa que uma cópia da duplicação é suficiente para causar a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no SUS incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada como parte da investigação. No banco de dados ClinVar, há 425 variantes descritas para esta condição. O código CID-10 associado é Q92.3 (duplicação de região autossômica).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura específica para a síndrome. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas. Pode incluir: acompanhamento com neurologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional para neuropatia e atraso no desenvolvimento; suporte nutricional para dificuldades alimentares e déficit de crescimento; tratamento para constipação crônica; avaliação cardiológica para aneurisma da raiz da aorta; e avaliação do sono para apneia. No SUS, o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível. A cobertura pelo SUS é considerada mínima para esta condição.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas, especialmente o grau de neuropatia periférica e deficiência intelectual. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar pode melhorar a qualidade de vida, ajudando a manejar as dificuldades motoras, de aprendizado e as complicações clínicas, como a apneia do sono e problemas cardíacos. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para esta síndrome.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome de duplicação contígua PMP22-RAI1 é uma condição autossômica dominante associada a neuropatia periférica desmielinizante, deficiência intelectual e características faciais como fissura palpebral ascendente. Manifesta-se com palato ogival, marcha instável, pé torto equinovalgo, deficiência auditiva e clinodactilia.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de duplicação dos genes contíguos PMP22-RAI1 é uma doença genética rara, caracterizada por uma cópia extra (duplicação) de dois genes vizinhos no cromossomo 17: o gene PMP22 e o gene RAI1. Essa duplicação leva a uma combinação de sintomas que afetam principalmente o sistema nervoso periférico (neuropatia), o desenvolvimento intelectual e a formação de algumas estruturas do corpo. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma condição ultrarrara. Os primeiros sinais geralmente aparecem na infância ou na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da síndrome são variados e podem incluir: neuropatia periférica desmielinizante (comprometimento dos nervos que leva a fraqueza e alterações de sensibilidade), deficiência intelectual, atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem, marcha instável ou atáxica, arreflexia (ausência de reflexos), déficit de crescimento, dificuldades alimentares, constipação crônica e apneia do sono. Alterações físicas comuns incluem fissura palpebral ascendente (olhos levemente puxados para cima), face triangular, filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio superior alongado), palato ogival (céu da boca alto e estreito), pé torto equinovalgo ou valgo, pé plano, clinodactilia do quinto dedo (dedo mínimo curvado), morfologia anormal do pé e do rim, além de aneurisma da raiz da aorta e deficiência auditiva. Exames de nervos podem mostrar um número diminuído de fibras nervosas mielinizadas periféricas.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por uma duplicação de uma região do cromossomo 17 que contém dois genes: o gene PMP22 e o gene RAI1 (que codifica a proteína induzida por ácido retinoico 1). A herança é descrita como desconhecida, mas a condição geralmente ocorre de forma esporádica (não herdada dos pais) ou, em alguns casos, pode ser herdada de forma autossômica dominante. O padrão de herança autossômica dominante significa que uma cópia da duplicação é suficiente para causar a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no SUS incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada como parte da investigação. No banco de dados ClinVar, há 425 variantes descritas para esta condição. O código CID-10 associado é Q92.3 (duplicação de região autossômica).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não há cura específica para a síndrome. O tratamento é multidisciplinar e focado no manejo dos sintomas. Pode incluir: acompanhamento com neurologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e terapeuta ocupacional para neuropatia e atraso no desenvolvimento; suporte nutricional para dificuldades alimentares e déficit de crescimento; tratamento para constipação crônica; avaliação cardiológica para aneurisma da raiz da aorta; e avaliação do sono para apneia. No SUS, o atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível. A cobertura pelo SUS é considerada mínima para esta condição.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas, especialmente o grau de neuropatia periférica e deficiência intelectual. O acompanhamento regular com uma equipe multidisciplinar pode melhorar a qualidade de vida, ajudando a manejar as dificuldades motoras, de aprendizado e as complicações clínicas, como a apneia do sono e problemas cardíacos. Não há dados específicos sobre expectativa de vida para esta síndrome.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 25 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 66 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Unknown.
Transcriptional regulator of the circadian clock components: CLOCK, BMAL1, BMAL2, PER1/3, CRY1/2, NR1D1/2 and RORA/C. Positively regulates the transcriptional activity of CLOCK a core component of the circadian clock. Regulates transcription through chromatin remodeling by interacting with other proteins in chromatin as well as proteins in the basic transcriptional machinery. May be important for embryonic and postnatal development. May be involved in neuronal differentiation
CytoplasmNucleus
Smith-Magenis syndrome
Characterized by intellectual disability associated with development and growth delays. Affected persons have characteristic behavioral abnormalities, including self-injurious behaviors and sleep disturbance, and distinct craniofacial and skeletal anomalies.
Variantes genéticas (ClinVar)
425 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 3 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:477817(Orphanet)
- OMIM OMIM:616652(OMIM)
- MONDO:0014723(MONDO)
- GARD:17859(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55784958(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Síndrome de duplicação dos genes contíguos PMP22-RAI1
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata