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Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base
ORPHA:263410CID-10 · E88.8DOENÇA RARA
neuroInício neonatalHerança AR

A MELAS é uma das doenças da família das doenças mitocondriais, que também incluem a MIDD, a síndrome de MERRF e a neuropatia óptica hereditária de Leber. Ela foi caracterizada pela primeira vez sob este nome em 1984. Uma característica destas doenças é que elas são causadas por defeitos no genoma mitocondrial, que é herdado puramente da linhagem materna. A mutação mais comum da MELAS é uma no DNA mitocondrial (mtDNA) referida como m.3243A>G.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 07/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso central. Ela se caracteriza por espasmos que começam na infância, atraso no desenvolvimento, perda progressiva de tecido cerebral (atrofia cerebral) e alterações em uma região profunda do cérebro chamada gânglios da base. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][3]

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente começam no período neonatal ou na primeira infância. Podem incluir espasmos infantis, convulsões, estado de mal epiléptico, perda de consciência, sonolência, confusão e irritabilidade. Também são comuns atraso global do desenvolvimento, hipotonia (tônus muscular baixo) no lactente, tetraplegia espástica (paralisia dos quatro membros com rigidez), tetraparesia (fraqueza nos quatro membros), distonia (movimentos involuntários e posturas anormais), ataxia (falta de coordenação), hiperreflexia (reflexos exagerados), disartria (dificuldade na fala), fala pobre e choro inapropriado. Pode ocorrer insuficiência respiratória. Exames de imagem podem mostrar anormalidades nos gânglios da base (como gânglios da base pequenos) e intensidade de sinal anormal na ressonância magnética do tronco cerebral. Outros sinais incluem fissuras palpebrais inclinadas para baixo e inquietação.[1][3]

Causas genéticas

A síndrome é causada por mutações no gene SLC19A3, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada transportador de tiamina 2 (Thiamine transporter 2). Esse gene é essencial para o transporte de tiamina (vitamina B1) para dentro das células, especialmente no cérebro. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames de imagem do cérebro (como ressonância magnética) e confirmado por teste genético que identifica mutações no gene SLC19A3. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 188 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][4]

Tratamento e manejo

Não há cura conhecida para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e foca no controle dos sintomas, como o uso de medicamentos anticonvulsivantes para as crises epilépticas e terapias de suporte (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional) para o atraso do desenvolvimento e dificuldades motoras. A suplementação com tiamina (vitamina B1) pode ser considerada em alguns casos, mas não há evidências suficientes para recomendar doses específicas. Não há cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para essa condição no Brasil.[1]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), identificou associações entre esta síndrome e os seguintes fármacos, sem que isso represente recomendação de tratamento: adiphenine, baclofen, chlorphensin-carbamate, cyclobenzaprine, dantrolene, diphemanil, drofenine, eperisone, ethaverine, fenoverine, flopropione, imidafenacin, levomenol, moxaverine, phloroglucin, pipenzolate, piperidolate, tiquizium, tizanidine e vigabatrin. O número de publicações para cada fármaco não foi especificado nas fontes disponíveis.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é reservado devido à natureza progressiva da doença, com atrofia cerebral e comprometimento motor e intelectual. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar e do controle dos sintomas, especialmente das crises epilépticas e das complicações respiratórias. O acompanhamento com neurologista, geneticista e equipe de reabilitação é essencial.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

📋
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A MELAS é uma das doenças da família das doenças mitocondriais, que também incluem a MIDD, a síndrome de MERRF e a neuropatia óptica hereditária de Leber. Ela foi caracterizada pela primeira vez sob este nome em 1984. Uma característica destas doenças é que elas são causadas por defeitos no genoma mitocondrial, que é herdado puramente da linhagem materna. A mutação mais comum da MELAS é uma no DNA mitocondrial (mtDNA) referida como m.3243A>G.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
4
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 0%
CID-10: E88.8
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 07/06/2026
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Visão geral

A Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso central. Ela se caracteriza por espasmos que começam na infância, atraso no desenvolvimento, perda progressiva de tecido cerebral (atrofia cerebral) e alterações em uma região profunda do cérebro chamada gânglios da base. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][3]

Sinais e sintomas

Os sintomas geralmente começam no período neonatal ou na primeira infância. Podem incluir espasmos infantis, convulsões, estado de mal epiléptico, perda de consciência, sonolência, confusão e irritabilidade. Também são comuns atraso global do desenvolvimento, hipotonia (tônus muscular baixo) no lactente, tetraplegia espástica (paralisia dos quatro membros com rigidez), tetraparesia (fraqueza nos quatro membros), distonia (movimentos involuntários e posturas anormais), ataxia (falta de coordenação), hiperreflexia (reflexos exagerados), disartria (dificuldade na fala), fala pobre e choro inapropriado. Pode ocorrer insuficiência respiratória. Exames de imagem podem mostrar anormalidades nos gânglios da base (como gânglios da base pequenos) e intensidade de sinal anormal na ressonância magnética do tronco cerebral. Outros sinais incluem fissuras palpebrais inclinadas para baixo e inquietação.[1][3]

Causas genéticas

A síndrome é causada por mutações no gene SLC19A3, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada transportador de tiamina 2 (Thiamine transporter 2). Esse gene é essencial para o transporte de tiamina (vitamina B1) para dentro das células, especialmente no cérebro. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames de imagem do cérebro (como ressonância magnética) e confirmado por teste genético que identifica mutações no gene SLC19A3. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 188 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][4]

Tratamento e manejo

Não há cura conhecida para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e foca no controle dos sintomas, como o uso de medicamentos anticonvulsivantes para as crises epilépticas e terapias de suporte (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional) para o atraso do desenvolvimento e dificuldades motoras. A suplementação com tiamina (vitamina B1) pode ser considerada em alguns casos, mas não há evidências suficientes para recomendar doses específicas. Não há cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para essa condição no Brasil.[1]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), identificou associações entre esta síndrome e os seguintes fármacos, sem que isso represente recomendação de tratamento: adiphenine, baclofen, chlorphensin-carbamate, cyclobenzaprine, dantrolene, diphemanil, drofenine, eperisone, ethaverine, fenoverine, flopropione, imidafenacin, levomenol, moxaverine, phloroglucin, pipenzolate, piperidolate, tiquizium, tizanidine e vigabatrin. O número de publicações para cada fármaco não foi especificado nas fontes disponíveis.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é reservado devido à natureza progressiva da doença, com atrofia cerebral e comprometimento motor e intelectual. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar e do controle dos sintomas, especialmente das crises epilépticas e das complicações respiratórias. O acompanhamento com neurologista, geneticista e equipe de reabilitação é essencial.[1][3]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
8 sintomas
💪
Músculos
1 sintomas
🫁
Pulmão
1 sintomas

+ 16 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Atraso global do desenvolvimento
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Anormalidade dos gânglios da base
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Gânglios da base pequenos
Muito frequente (99-80%)
55%prev.
Intensidade de sinal anormal na ressonância magnética do tronco cerebral
Frequente (79-30%)
55%prev.
Encefalopatia infantil
Frequente (79-30%)
55%prev.
Disartria
Frequente (79-30%)
26sintomas
Muito frequente (3)
Frequente (15)
Ocasional (7)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 26 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Atraso global do desenvolvimentoGlobal developmental delay
Muito frequente (99-80%)90%
Anormalidade dos gânglios da baseAbnormality of the basal ganglia
Muito frequente (99-80%)90%
Gânglios da base pequenosSmall basal ganglia
Muito frequente (99-80%)90%
Intensidade de sinal anormal na ressonância magnética do tronco cerebralAbnormal brainstem MRI signal intensity
Frequente (79-30%)55%
Encefalopatia infantilInfantile encephalopathy
Frequente (79-30%)55%

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

SLC19A3Thiamine transporter 2Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
FUNÇÃO

Mediates high affinity thiamine uptake, probably via a proton anti-port mechanism (PubMed:11731220, PubMed:33008889, PubMed:35512554, PubMed:35724964). Has no folate transport activity (PubMed:11731220). Mediates H(+)-dependent pyridoxine transport (PubMed:33008889, PubMed:35512554, PubMed:35724964, PubMed:36456177)

LOCALIZAÇÃO

Membrane

VIAS BIOLÓGICAS (1)
Vitamin B1 (thiamin) metabolism
MECANISMO DE DOENÇA

Basal ganglia disease, biotin-thiamine responsive

An autosomal recessive metabolic disorder characterized by episodic encephalopathy, often triggered by febrile illness, presenting as confusion, seizures, external ophthalmoplegia, dysphagia, and sometimes coma and death. If untreated, encephalopathies can result in permanent dystonia. Brain imaging may show characteristic bilateral lesions of the basal ganglia.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Tecido adiposo
62.5 TPM
Adipose Visceral Omentum
43.5 TPM
Mama
25.4 TPM
Fígado
8.4 TPM
Pulmão
7.4 TPM
INTERAÇÕES PROTEICAS (4)
OUTRAS DOENÇAS (2)
biotin-responsive basal ganglia diseaseinfantile spams-psychomotor retardation-progressive brain atrophy-basal ganglia disease syndrome
HGNC:16266UniProt:Q9BZV2

Variantes genéticas (ClinVar)

188 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 SLC19A3: NM_025243.4(SLC19A3):c.236_237delinsTT (p.Tyr79Phe) ()
🧬 SLC19A3: NM_025243.4(SLC19A3):c.149del (p.Glu50fs) ()
🧬 SLC19A3: NM_025243.4(SLC19A3):c.151-1G>A ()
🧬 SLC19A3: GRCh37/hg19 2q33.3-37.3(chr2:206965837-242783384)x3 ()
🧬 SLC19A3: NM_025243.4(SLC19A3):c.958G>T (p.Glu320Ter) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base.

É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:263410(Orphanet)
  2. MONDO:0016981(MONDO)
  3. GARD:20899(GARD (NIH))
  4. Variantes catalogadas(ClinVar)
  5. Q55786704(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

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Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base
Compêndio · Raras BR

Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base

ORPHA:263410 · MONDO:0016981
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
4 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E88.8 · Outros distúrbios especificados do metabolismo
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5190692
Repurposing
20 candidatos
adiphenineacetylcholine receptor antagonist
baclofenbenzodiazepine receptor agonist
chlorphensin-carbamatemuscle relaxant
+17 outros
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DiscussaoAtiva

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📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata