A MELAS é uma das doenças da família das doenças mitocondriais, que também incluem a MIDD, a síndrome de MERRF e a neuropatia óptica hereditária de Leber. Ela foi caracterizada pela primeira vez sob este nome em 1984. Uma característica destas doenças é que elas são causadas por defeitos no genoma mitocondrial, que é herdado puramente da linhagem materna. A mutação mais comum da MELAS é uma no DNA mitocondrial (mtDNA) referida como m.3243A>G.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso central. Ela se caracteriza por espasmos que começam na infância, atraso no desenvolvimento, perda progressiva de tecido cerebral (atrofia cerebral) e alterações em uma região profunda do cérebro chamada gânglios da base. A prevalência estimada é de menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente começam no período neonatal ou na primeira infância. Podem incluir espasmos infantis, convulsões, estado de mal epiléptico, perda de consciência, sonolência, confusão e irritabilidade. Também são comuns atraso global do desenvolvimento, hipotonia (tônus muscular baixo) no lactente, tetraplegia espástica (paralisia dos quatro membros com rigidez), tetraparesia (fraqueza nos quatro membros), distonia (movimentos involuntários e posturas anormais), ataxia (falta de coordenação), hiperreflexia (reflexos exagerados), disartria (dificuldade na fala), fala pobre e choro inapropriado. Pode ocorrer insuficiência respiratória. Exames de imagem podem mostrar anormalidades nos gânglios da base (como gânglios da base pequenos) e intensidade de sinal anormal na ressonância magnética do tronco cerebral. Outros sinais incluem fissuras palpebrais inclinadas para baixo e inquietação.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene SLC19A3, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada transportador de tiamina 2 (Thiamine transporter 2). Esse gene é essencial para o transporte de tiamina (vitamina B1) para dentro das células, especialmente no cérebro. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas, exames de imagem do cérebro (como ressonância magnética) e confirmado por teste genético que identifica mutações no gene SLC19A3. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 188 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
Não há cura conhecida para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e foca no controle dos sintomas, como o uso de medicamentos anticonvulsivantes para as crises epilépticas e terapias de suporte (fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional) para o atraso do desenvolvimento e dificuldades motoras. A suplementação com tiamina (vitamina B1) pode ser considerada em alguns casos, mas não há evidências suficientes para recomendar doses específicas. Não há cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para essa condição no Brasil.[1]
Tratamentos citados na literatura
A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), identificou associações entre esta síndrome e os seguintes fármacos, sem que isso represente recomendação de tratamento: adiphenine, baclofen, chlorphensin-carbamate, cyclobenzaprine, dantrolene, diphemanil, drofenine, eperisone, ethaverine, fenoverine, flopropione, imidafenacin, levomenol, moxaverine, phloroglucin, pipenzolate, piperidolate, tiquizium, tizanidine e vigabatrin. O número de publicações para cada fármaco não foi especificado nas fontes disponíveis.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado devido à natureza progressiva da doença, com atrofia cerebral e comprometimento motor e intelectual. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar e do controle dos sintomas, especialmente das crises epilépticas e das complicações respiratórias. O acompanhamento com neurologista, geneticista e equipe de reabilitação é essencial.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base é uma condição genética rara que afeta o desenvolvimento do cérebro nos primeiros meses de vida. Os pais e cuidadores geralmente notam crises convulsivas, contrações musculares súbitas e dificuldade importante na sustentação do corpo e no aprendizado dos movimentos. A causa está ligada a mutações genéticas no gene SLC19A3, transmitidas de forma recessiva pelo pai e pela mãe. No Brasil, a síndrome não possui um protocolo oficial (PCDT) no Ministério da Saúde, sendo a assistência prestada pelas equipes gerais de neuropediatria e reabilitação do SUS.
A MELAS é uma das doenças da família das doenças mitocondriais, que também incluem a MIDD, a síndrome de MERRF e a neuropatia óptica hereditária de Leber. Ela foi caracterizada pela primeira vez sob este nome em 1984. Uma característica destas doenças é que elas são causadas por defeitos no genoma mitocondrial, que é herdado puramente da linhagem materna. A mutação mais comum da MELAS é uma no DNA mitocondrial (mtDNA) referida como m.3243A>G.
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Sinais e sintomas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 26 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Basal ganglia disease, biotin-thiamine responsive
An autosomal recessive metabolic disorder characterized by episodic encephalopathy, often triggered by febrile illness, presenting as confusion, seizures, external ophthalmoplegia, dysphagia, and sometimes coma and death. If untreated, encephalopathies can result in permanent dystonia. Brain imaging may show characteristic bilateral lesions of the basal ganglia.
Variantes genéticas (ClinVar)
188 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A condição é causada por mutações genéticas com herança autossômica recessiva no gene SLC19A3. Esse gene é responsável por produzir uma proteína transportadora de tiamina no organismo.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-espasmos-infantis-atraso-psicomotor-atrofia-cerebral-progressiva-doenca-dos-ganglios-da-base
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Síndrome de espasmos infantis-atraso psicomotor-atrofia cerebral progressiva-doença dos gânglios da base
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub