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Síndrome de fotossensibilidade neurodegenerativa progressiva PCNA-relacionada
ORPHA:438134CID-10 · G11.3OMIM 615919DOENÇA RARA
AudiçãoInício neonatalHerança AR

Doença rara autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por fotossensibilidade, ataxia, deficiência auditiva neurossensorial, contraturas articulares e fraqueza muscular progressiva. Associada a mutações no gene PCNA.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 13/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome de fotossensibilidade neurodegenerativa progressiva PCNA-relacionada é uma condição genética extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta desde o período neonatal ou na primeira infância, combinando sensibilidade anormal à luz (fotossensibilidade) com degeneração progressiva do sistema nervoso. A doença é causada por alterações no gene PCNA, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a replicação e reparo do DNA.[1][4]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas mais frequentes incluem microcefalia (cabeça menor que o esperado), fotofobia (desconforto ou dor ocular à luz), fotossensibilidade cutânea (pele que queima ou reage exageradamente ao sol), atraso global do desenvolvimento, deficiência intelectual (que pode variar de leve a grave), ataxia da marcha (falta de coordenação ao andar), disartria (dificuldade para articular palavras), disfagia (dificuldade para engolir) e fraqueza muscular progressiva.[1][4]

Outros achados comuns são: atrofia cerebelar (redução do volume do cerebelo), neurodegeneração, baixa estatura, ausência do surto de crescimento puberal, deficiência auditiva, hérnia diafragmática congênita, pé cavo (arco plantar muito elevado), telangiectasias (vasinhos dilatados) na pele, conjuntiva e retina, além de aparência facial progeroide (que lembra envelhecimento precoce). Neoplasias (tumores) também podem ocorrer.[1][4]

Causas genéticas

A síndrome é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene PCNA de cada um dos pais para desenvolver a doença. O gene PCNA (do inglês Proliferating Cell Nuclear Antigen) codifica uma proteína que atua como um grampo deslizante do DNA, fundamental para a replicação e reparo do material genético. Mutações nesse gene comprometem esses processos, levando aos sintomas observados.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal exame capaz de identificar mutações no gene PCNA. Atualmente, há 31 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O código CID-10 associado é G11.3 (Ataxia cerebelar de início precoce com deficiência intelectual).[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não existe cura específica para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e sintomático, com foco em proteger a pele e os olhos da exposição solar (uso de filtros solares, roupas protetoras e óculos escuros), fisioterapia e terapia ocupacional para atraso motor e fraqueza muscular, fonoaudiologia para disartria e disfagia, e suporte educacional para deficiência intelectual. O acompanhamento com neurologista, oftalmologista, dermatologista e geneticista é essencial.[1][2]

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é variável, mas geralmente reservado devido à natureza progressiva da neurodegeneração e ao risco aumentado de neoplasias. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar precoce e do manejo adequado dos sintomas. A expectativa de vida pode ser reduzida, especialmente em casos com comprometimento neurológico grave ou tumores.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por fotossensibilidade, ataxia, deficiência auditiva neurossensorial, contraturas articulares e fraqueza muscular progressiva. Associada a mutações no gene PCNA.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
4
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: G11.3
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (2)
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)genetic_test
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças rarasrehabilitation
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 13/06/2026
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Visão geral

A Síndrome de fotossensibilidade neurodegenerativa progressiva PCNA-relacionada é uma condição genética extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta desde o período neonatal ou na primeira infância, combinando sensibilidade anormal à luz (fotossensibilidade) com degeneração progressiva do sistema nervoso. A doença é causada por alterações no gene PCNA, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a replicação e reparo do DNA.[1][4]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas mais frequentes incluem microcefalia (cabeça menor que o esperado), fotofobia (desconforto ou dor ocular à luz), fotossensibilidade cutânea (pele que queima ou reage exageradamente ao sol), atraso global do desenvolvimento, deficiência intelectual (que pode variar de leve a grave), ataxia da marcha (falta de coordenação ao andar), disartria (dificuldade para articular palavras), disfagia (dificuldade para engolir) e fraqueza muscular progressiva.[1][4]

Outros achados comuns são: atrofia cerebelar (redução do volume do cerebelo), neurodegeneração, baixa estatura, ausência do surto de crescimento puberal, deficiência auditiva, hérnia diafragmática congênita, pé cavo (arco plantar muito elevado), telangiectasias (vasinhos dilatados) na pele, conjuntiva e retina, além de aparência facial progeroide (que lembra envelhecimento precoce). Neoplasias (tumores) também podem ocorrer.[1][4]

Causas genéticas

A síndrome é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene PCNA de cada um dos pais para desenvolver a doença. O gene PCNA (do inglês Proliferating Cell Nuclear Antigen) codifica uma proteína que atua como um grampo deslizante do DNA, fundamental para a replicação e reparo do material genético. Mutações nesse gene comprometem esses processos, levando aos sintomas observados.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal exame capaz de identificar mutações no gene PCNA. Atualmente, há 31 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O código CID-10 associado é G11.3 (Ataxia cerebelar de início precoce com deficiência intelectual).[1][2][5]

Tratamento e manejo

Não existe cura específica para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e sintomático, com foco em proteger a pele e os olhos da exposição solar (uso de filtros solares, roupas protetoras e óculos escuros), fisioterapia e terapia ocupacional para atraso motor e fraqueza muscular, fonoaudiologia para disartria e disfagia, e suporte educacional para deficiência intelectual. O acompanhamento com neurologista, oftalmologista, dermatologista e geneticista é essencial.[1][2]

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é variável, mas geralmente reservado devido à natureza progressiva da neurodegeneração e ao risco aumentado de neoplasias. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar precoce e do manejo adequado dos sintomas. A expectativa de vida pode ser reduzida, especialmente em casos com comprometimento neurológico grave ou tumores.[1][4]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
9 sintomas
👁️
Olhos
3 sintomas
👂
Ouvidos
3 sintomas
🧬
Pele e cabelo
3 sintomas
💪
Músculos
3 sintomas
🫃
Digestivo
2 sintomas

+ 6 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Fotofobia
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Atraso global do desenvolvimento
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Atrofia cerebelar
Ocasional (29-5%)
100%prev.
Baixa estatura
Frequente (79-30%)
100%prev.
Neurodegeneração
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Fotossensibilidade cutânea
Muito frequente (99-80%)
31sintomas
Muito frequente (14)
Frequente (6)
Ocasional (4)
Sem dados (7)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 31 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

FotofobiaPhotophobia
Muito frequente (99-80%)100%
Atraso global do desenvolvimentoGlobal developmental delay
Muito frequente (99-80%)100%
Atrofia cerebelarCerebellar atrophy
Ocasional (29-5%)100%
Baixa estaturaShort stature
Frequente (79-30%)100%
NeurodegeneraçãoNeurodegeneration
Muito frequente (99-80%)100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1
Últimos 10 anos5publicações
Pico20265 papers
Linha do tempo
2026Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

PCNADNA sliding clamp PCNADisease-causing germline mutation(s) inAltamente restrito
FUNÇÃO

Confers DNA tethering and processivity to DNA polymerases and other proteins (PubMed:24695737, PubMed:24939902, PubMed:35585232). Auxiliary protein of DNA polymerase delta and epsilon, is involved in the control of DNA replication by increasing the polymerases' processivity during elongation of the leading strand (PubMed:35585232). Induces a robust stimulatory effect on the 3'-5' exonuclease and 3'-phosphodiesterase, but not apurinic-apyrimidinic (AP) endonuclease, APEX2 activities. Has to be lo

LOCALIZAÇÃO

Nucleus

VIAS BIOLÓGICAS (10)
HDR through Homologous Recombination (HRR)PCNA-Dependent Long Patch Base Excision RepairRecognition of DNA damage by PCNA-containing replication complexTermination of translesion DNA synthesisTelomere C-strand (Lagging Strand) Synthesis
MECANISMO DE DOENÇA

Ataxia-telangiectasia-like disorder 2

A neurodegenerative disorder due to defects in DNA excision repair. ATLD2 is characterized by developmental delay, ataxia, sensorineural hearing loss, short stature, cutaneous and ocular telangiectasia, and photosensitivity.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Linfócitos
459.5 TPM
Fibroblastos
168.1 TPM
Testículo
120.8 TPM
Esôfago - Mucosa
99.4 TPM
Baço
76.5 TPM
OUTRAS DOENÇAS (1)
ataxia-telangiectasia-like disorder 2
HGNC:8729UniProt:P12004

Variantes genéticas (ClinVar)

31 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 PCNA: NC_000020.10:g.(?_3190198)_(6760201_?)del ()
🧬 PCNA: GRCh37/hg19 20p13-11.21(chr20:68351-23860313)x3 ()
🧬 PCNA: GRCh37/hg19 20p13-12.1(chr20:68351-16142323)x3 ()
🧬 PCNA: GRCh37/hg19 20p13-12.2(chr20:61569-9542361)x3 ()
🧬 PCNA: GRCh38/hg38 20p13-11.21(chr20:87153-23635465)x3 ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de fotossensibilidade neurodegenerativa progressiva PCNA-relacionada

🗺️

Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.

Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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É de uma associação que acompanha esta doença? Fale com a gente →

Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Doenças relacionadas

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Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Mast cell mediators in hereditary angioedema.
    Orphanet J Rare Dis· 2026· PMID 41832580recente
  2. Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
    Int J Mol Sci· 2026· PMID 41828453recente
  3. Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
    Orphanet J Rare Dis· 2026· PMID 41827036recente
  4. The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
    Orphanet J Rare Dis· 2026· PMID 41821052recente
  5. Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
    Orphanet J Rare Dis· 2026· PMID 41821046recente

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:438134(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:615919(OMIM)
  3. MONDO:0014399(MONDO)
  4. GARD:17736(GARD (NIH))
  5. Variantes catalogadas(ClinVar)
  6. Busca completa no PubMed(PubMed)
  7. Q55345884(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome de fotossensibilidade neurodegenerativa progressiva PCNA-relacionada

ORPHA:438134 · MONDO:0014399
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
4 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
G11.3 · Ataxia cerebelar com déficit na reparação do DNA
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C4014676
Wikidata
Evidência
🥉 Relato de caso
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Dado público estruturado
fonte: Wikidata