Doença rara autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por fotossensibilidade, ataxia, deficiência auditiva neurossensorial, contraturas articulares e fraqueza muscular progressiva. Associada a mutações no gene PCNA.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de fotossensibilidade neurodegenerativa progressiva PCNA-relacionada é uma condição genética extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta desde o período neonatal ou na primeira infância, combinando sensibilidade anormal à luz (fotossensibilidade) com degeneração progressiva do sistema nervoso. A doença é causada por alterações no gene PCNA, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a replicação e reparo do DNA.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais frequentes incluem microcefalia (cabeça menor que o esperado), fotofobia (desconforto ou dor ocular à luz), fotossensibilidade cutânea (pele que queima ou reage exageradamente ao sol), atraso global do desenvolvimento, deficiência intelectual (que pode variar de leve a grave), ataxia da marcha (falta de coordenação ao andar), disartria (dificuldade para articular palavras), disfagia (dificuldade para engolir) e fraqueza muscular progressiva.[1][4]
Outros achados comuns são: atrofia cerebelar (redução do volume do cerebelo), neurodegeneração, baixa estatura, ausência do surto de crescimento puberal, deficiência auditiva, hérnia diafragmática congênita, pé cavo (arco plantar muito elevado), telangiectasias (vasinhos dilatados) na pele, conjuntiva e retina, além de aparência facial progeroide (que lembra envelhecimento precoce). Neoplasias (tumores) também podem ocorrer.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene PCNA de cada um dos pais para desenvolver a doença. O gene PCNA (do inglês Proliferating Cell Nuclear Antigen) codifica uma proteína que atua como um grampo deslizante do DNA, fundamental para a replicação e reparo do material genético. Mutações nesse gene comprometem esses processos, levando aos sintomas observados.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal exame capaz de identificar mutações no gene PCNA. Atualmente, há 31 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O código CID-10 associado é G11.3 (Ataxia cerebelar de início precoce com deficiência intelectual).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura específica para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e sintomático, com foco em proteger a pele e os olhos da exposição solar (uso de filtros solares, roupas protetoras e óculos escuros), fisioterapia e terapia ocupacional para atraso motor e fraqueza muscular, fonoaudiologia para disartria e disfagia, e suporte educacional para deficiência intelectual. O acompanhamento com neurologista, oftalmologista, dermatologista e geneticista é essencial.[1][2]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável, mas geralmente reservado devido à natureza progressiva da neurodegeneração e ao risco aumentado de neoplasias. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar precoce e do manejo adequado dos sintomas. A expectativa de vida pode ser reduzida, especialmente em casos com comprometimento neurológico grave ou tumores.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por fotossensibilidade, ataxia, deficiência auditiva neurossensorial, contraturas articulares e fraqueza muscular progressiva. Associada a mutações no gene PCNA.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de fotossensibilidade neurodegenerativa progressiva PCNA-relacionada é uma condição genética extremamente rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta desde o período neonatal ou na primeira infância, combinando sensibilidade anormal à luz (fotossensibilidade) com degeneração progressiva do sistema nervoso. A doença é causada por alterações no gene PCNA, que fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a replicação e reparo do DNA.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais frequentes incluem microcefalia (cabeça menor que o esperado), fotofobia (desconforto ou dor ocular à luz), fotossensibilidade cutânea (pele que queima ou reage exageradamente ao sol), atraso global do desenvolvimento, deficiência intelectual (que pode variar de leve a grave), ataxia da marcha (falta de coordenação ao andar), disartria (dificuldade para articular palavras), disfagia (dificuldade para engolir) e fraqueza muscular progressiva.[1][4]
Outros achados comuns são: atrofia cerebelar (redução do volume do cerebelo), neurodegeneração, baixa estatura, ausência do surto de crescimento puberal, deficiência auditiva, hérnia diafragmática congênita, pé cavo (arco plantar muito elevado), telangiectasias (vasinhos dilatados) na pele, conjuntiva e retina, além de aparência facial progeroide (que lembra envelhecimento precoce). Neoplasias (tumores) também podem ocorrer.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia alterada do gene PCNA de cada um dos pais para desenvolver a doença. O gene PCNA (do inglês Proliferating Cell Nuclear Antigen) codifica uma proteína que atua como um grampo deslizante do DNA, fundamental para a replicação e reparo do material genético. Mutações nesse gene comprometem esses processos, levando aos sintomas observados.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal exame capaz de identificar mutações no gene PCNA. Atualmente, há 31 variantes patogênicas registradas no ClinVar para esse gene. O código CID-10 associado é G11.3 (Ataxia cerebelar de início precoce com deficiência intelectual).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura específica para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e sintomático, com foco em proteger a pele e os olhos da exposição solar (uso de filtros solares, roupas protetoras e óculos escuros), fisioterapia e terapia ocupacional para atraso motor e fraqueza muscular, fonoaudiologia para disartria e disfagia, e suporte educacional para deficiência intelectual. O acompanhamento com neurologista, oftalmologista, dermatologista e geneticista é essencial.[1][2]
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo o sequenciamento completo do exoma (WES) e atendimento em reabilitação para doenças raras. Não há medicamentos específicos aprovados para a síndrome.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é variável, mas geralmente reservado devido à natureza progressiva da neurodegeneração e ao risco aumentado de neoplasias. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar precoce e do manejo adequado dos sintomas. A expectativa de vida pode ser reduzida, especialmente em casos com comprometimento neurológico grave ou tumores.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 6 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 31 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Confers DNA tethering and processivity to DNA polymerases and other proteins (PubMed:24695737, PubMed:24939902, PubMed:35585232). Auxiliary protein of DNA polymerase delta and epsilon, is involved in the control of DNA replication by increasing the polymerases' processivity during elongation of the leading strand (PubMed:35585232). Induces a robust stimulatory effect on the 3'-5' exonuclease and 3'-phosphodiesterase, but not apurinic-apyrimidinic (AP) endonuclease, APEX2 activities. Has to be lo
Nucleus
Ataxia-telangiectasia-like disorder 2
A neurodegenerative disorder due to defects in DNA excision repair. ATLD2 is characterized by developmental delay, ataxia, sensorineural hearing loss, short stature, cutaneous and ocular telangiectasia, and photosensitivity.
Variantes genéticas (ClinVar)
31 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
26 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de fotossensibilidade neurodegenerativa progressiva PCNA-relacionada
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Mast cell mediators in hereditary angioedema.
Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
🥉 Relato de casoPlatelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
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Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:438134(Orphanet)
- OMIM OMIM:615919(OMIM)
- MONDO:0014399(MONDO)
- GARD:17736(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55345884(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de fotossensibilidade neurodegenerativa progressiva PCNA-relacionada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata