A síndrome tipo Larsen, tipo B3GAT3, é uma doença rara e genética que afeta principalmente o desenvolvimento dos ossos. Ela é caracterizada por articulações muito flexíveis (frouxidão), que saem do lugar facilmente (luxações) e podem ter dificuldade de esticar ou dobrar (contraturas), baixa estatura, deformidades nos pés (por exemplo, pés tortos congênitos), pontas dos dedos das mãos e dos pés largas, pescoço curto e traços faciais incomuns (olhos muito afastados, cantos externos dos olhos caídos, nariz arrebitado com narinas viradas para frente e céu da boca muito alto). Também estão presentes diversas malformações no coração. Em casos mais graves, a doença pode vir acompanhada de muitas fraturas, ossos mais fracos (osteopenia), dedos longos e finos (aracnodactilia) e a parte branca dos olhos azulada. Uma grande variedade de outras características também pode ser observada, incluindo: escoliose (curvatura da coluna), união dos ossos do antebraço (sinostose rádio-ulnar), atraso leve no desenvolvimento e diversas condições nos olhos, como glaucoma, olho preguiçoso (ambliopia), dificuldade para enxergar de perto (hipermetropia), astigmatismo e pálpebra caída (ptose).
Introdução
O que você precisa saber de cara
A Síndrome de Larsen-like, tipo B3GAT3, é uma condição genética muito rara que altera principalmente a formação dos ossos e das articulações. Os sinais mais perceptíveis incluem articulações que se deslocam facilmente (luxações), dedos e pés com formatos diferentes e atraso motor. A doença também pode cursar com quebras repetidas dos ossos (fraturas recorrentes) e malformações estruturais no coração. Ela não possui um PCDT oficial no Ministério da Saúde nem remédios próprios, mas o SUS assegura procedimentos como reabilitação e sequenciamento do exoma.
A síndrome tipo Larsen, tipo B3GAT3, é uma doença rara e genética que afeta principalmente o desenvolvimento dos ossos. Ela é caracterizada por articulações muito flexíveis (frouxidão), que saem do lugar facilmente (luxações) e podem ter dificuldade de esticar ou dobrar (contraturas), baixa estatura, deformidades nos pés (por exemplo, pés tortos congênitos), pontas dos dedos das mãos e dos pés largas, pescoço curto e traços faciais incomuns (olhos muito afastados, cantos externos dos olhos caídos, nariz arrebitado com narinas viradas para frente e céu da boca muito alto). Também estão presentes diversas malformações no coração. Em casos mais graves, a doença pode vir acompanhada de muitas fraturas, ossos mais fracos (osteopenia), dedos longos e finos (aracnodactilia) e a parte branca dos olhos azulada. Uma grande variedade de outras características também pode ser observada, incluindo: escoliose (curvatura da coluna), união dos ossos do antebraço (sinostose rádio-ulnar), atraso leve no desenvolvimento e diversas condições nos olhos, como glaucoma, olho preguiçoso (ambliopia), dificuldade para enxergar de perto (hipermetropia), astigmatismo e pálpebra caída (ptose).
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 82 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
2 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisMultiple joint dislocations, short stature, and craniofacial dysmorphism with or without congenital heart defects
An autosomal recessive disease characterized by dysmorphic facies, bilateral dislocations of the elbows, hips, and knees, clubfeet, and short stature, as well as cardiovascular defects.
Spondyloepiphyseal dysplasia with congenital joint dislocations
A bone dysplasia clinically characterized by dislocation of the knees and/or hips at birth, clubfoot, elbow joint dysplasia with subluxation and limited extension, short stature, and progressive kyphosis developing in late childhood. The disorder is usually evident at birth, with short stature and multiple joint dislocations or subluxations that dominate the neonatal clinical and radiographic picture. During childhood, the dislocations improve, both spontaneously and with surgical treatment, and features of spondyloepiphyseal dysplasia become apparent, leading to arthritis of the hips and spine with intervertebral disk degeneration, rigid kyphoscoliosis, and trunk shortening by late childhood.
Variantes genéticas (ClinVar)
81 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 252 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
5 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de Larsen-like, tipo B3GAT3
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Further Defining the Phenotypic Spectrum of B3GAT3 Mutations and Literature Review on Linkeropathy Syndromes.
The term linkeropathies (LKs) refers to a group of rare heritable connective tissue disorders, characterized by a variable degree of short stature, skeletal dysplasia, joint laxity, cutaneous anomalies, dysmorphism, heart malformation, and developmental delay. The LK genes encode for enzymes that add glycosaminoglycan chains onto proteoglycans via a common tetrasaccharide linker region. Biallelic variants in XYLT1 and XYLT2, encoding xylosyltransferases, are associated with Desbuquois dysplasia type 2 and spondylo-ocular syndrome, respectively. Defects in B4GALT7 and B3GALT6, encoding galactosyltransferases, lead to spondylodysplastic Ehlers-Danlos syndrome (spEDS). Mutations in B3GAT3, encoding a glucuronyltransferase, were described in 25 patients from 12 families with variable phenotypes resembling Larsen, Antley-Bixler, Shprintzen-Goldberg, and Geroderma osteodysplastica syndromes. Herein, we report on a 13-year-old girl with a clinical presentation suggestive of spEDS, according to the 2017 EDS nosology, in whom compound heterozygosity for two B3GAT3 likely pathogenic variants was identified. We review the spectrum of B3GAT3-related disorders and provide a comparison of all LK patients reported up to now, highlighting that LKs are a phenotypic continuum bridging EDS and skeletal disorders, hence offering future nosologic perspectives.
Skeletal dysplasia in a consanguineous clan from the island of Nias/Indonesia is caused by a novel mutation in B3GAT3.
We describe a large family with disproportionate short stature and bone dysplasia from Nias in which we observed differences in severity when comparing the phenotypes of affected individuals from two remote branches. We conducted a linkage scan in the more severely affected family branch and determined a critical interval of 4.7 cM on chromosome 11. Sequencing of the primary candidate gene TBX10 did not reveal a disease-causing variant. When performing whole exome sequencing we noticed a homozygous missense variant in B3GAT3, c.419C>T [p.(Pro140Leu)]. B3GAT3 encodes β-1,3-glucuronyltransferase-I (GlcAT-I). GlcAT-I catalyzes an initial step of proteoglycan synthesis and the mutation p. (Pro140Leu) lies within the donor substrate-binding subdomain of the catalytic domain. In contrast to the previously published mutation in B3GAT3, c.830G>A [p.(Arg277Gln)], no heart phenotype could be detected in our family. Functional studies revealed a markedly reduced GlcAT-I activity in lymphoblastoid cells from patients when compared to matched controls. Moreover, relative numbers of glycosaminoglycan (GAG) side chains were decreased in patient cells. We found that Pro140Leu-mutant GlcAT-I cannot efficiently transfer GlcA to the linker region trisaccharide. This failure results in a partial deficiency of both chondroitin sulfate and heparan sulfate chains. Since the phenotype of the Nias patients differs from the Larsen-like syndrome described for patients with mutation p.(Arg277Gln), we suggest mutation B3GAT3:p.(Pro140Leu) to cause a different type of GAG linkeropathy showing no involvement of the heart.
Associações
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Doença com base genética
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Doenças relacionadas
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
É uma doença genética rara classificada como síndrome malformativa pelo código ORPHA:284139. Ela compromete o esqueleto e provoca luxações em várias articulações, fraturas recorrentes e malformações no coração.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
2 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 6 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Síndrome de Larsen-like, tipo B3GAT3. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-larsen-like-tipo-b3gat3
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Síndrome de Larsen-like, tipo B3GAT3
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata