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Síndrome de neurodegenerescência progressiva de início na infância-neuropatia periférica CLCN6-relacionada
ORPHA:610573CID-10 · G93.8OMIM 619173DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
neuroInício infânciaHerança AD

Doença neurodegenerativa genética rara caracterizada por atraso grave no desenvolvimento com regressão, déficit no desenvolvimento motor, comprometimento da fala e hipotonia de início na infância devido a mutações no gene CLCN6. A maioria dos pacientes apresenta anomalias na visão, anomalias no sistema respiratório (incluindo insuficiências respiratórias crónicas que podem levar à dependência do ventilador e/ou traqueostomia) e dificuldades de alimentação (gastronomia endoscópica percutânea). Alterações acústicas, incluindo hiperidrose, podem estar presentes.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 17/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Síndrome de neurodegenerescência progressiva de início na infância-neuropatia periférica CLCN6-relacionada é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela se caracteriza por uma deterioração neurológica progressiva que começa na infância, acompanhada de neuropatia periférica. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas podem incluir hipotonia generalizada (tônus muscular baixo), atraso motor, hipotonia axial (fraqueza dos músculos do tronco), insuficiência respiratória, neuropatia sensorial, nistagmo (movimentos oculares involuntários), deficiência visual cerebral, convulsões e atraso global do desenvolvimento. Outras características possíveis são hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), sobrancelhas muito arqueadas, filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio superior), vermelhão do lábio superior fino, hiperidrose (suor excessivo), anormalidade auditiva, anormalidade no EEG, anormalidade da regulação da temperatura, bexiga neurogênica, morfologia anormal do sistema cardiovascular, tricorrexe nodosa (fragilidade do cabelo), anormalidade do movimento, ambliopia (olho preguiçoso) e necessidade de alimentação por gastrostomia na infância. Exames de biópsia muscular podem mostrar predominância de fibras musculares tipo 2 e aumento da variabilidade no diâmetro da fibra muscular.[1][2]

Causas genéticas

A síndrome é causada por variantes (mutações) no gene CLCN6. Este gene fornece instruções para a produção da proteína H(+)/Cl(-) exchange transporter 6, que atua como um trocador de íons hidrogênio e cloro. O padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene é suficiente para causar a doença.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis para identificar variantes no gene CLCN6. Atualmente, 67 variantes patogênicas estão registradas no ClinVar para este gene.[1][3][4]

Tratamento e manejo

Não há cura para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, suporte respiratório, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento nutricional (incluindo gastrostomia, se necessário). O tratamento de convulsões e outras complicações deve ser individualizado. A cobertura pelo SUS é considerada mínima para esta condição.[1][3]

Tratamentos citados na literatura

Não há tratamentos específicos listados na literatura para esta síndrome. As informações sobre medicamentos em reuso (repurposing) como duloxetina e levocarnitina-propionato são associações mineradas da literatura científica, mas não representam recomendações de tratamento.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é reservado devido à natureza progressiva da neurodegeneração. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar e do manejo precoce dos sintomas. A insuficiência respiratória e as complicações neurológicas são as principais preocupações clínicas.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A síndrome de neurodegenerescência progressiva CLCN6-relacionada é uma condição genética ultrarrara que afeta o cérebro e os nervos desde os primeiros meses de vida. A criança costuma apresentar atraso importante para se movimentar, fraqueza muscular, problemas respiratórios e dificuldades graves para engolir os alimentos. Não existe um remédio que cure a condição, mas cuidados com respiração, alimentação por sonda e reabilitação ajudam a manter a qualidade de vida. No SUS, não há medicamentos específicos cadastrados para essa doença, mas procedimentos de reabilitação e sequenciamento de exoma integram a rede pública.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença neurodegenerativa genética rara caracterizada por atraso grave no desenvolvimento com regressão, déficit no desenvolvimento motor, comprometimento da fala e hipotonia de início na infância devido a mutações no gene CLCN6. A maioria dos pacientes apresenta anomalias na visão, anomalias no sistema respiratório (incluindo insuficiências respiratórias crónicas que podem levar à dependência do ventilador e/ou traqueostomia) e dificuldades de alimentação (gastronomia endoscópica percutânea). Alterações acústicas, incluindo hiperidrose, podem estar presentes.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
3
pacientes catalogados
Início
Infancy
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
2 procedimentos SIGTAPCID-10: G93.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (2)
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
7 sintomas
👁️
Olhos
3 sintomas
💪
Músculos
2 sintomas
😀
Face
2 sintomas
📏
Crescimento
2 sintomas
🫁
Pulmão
1 sintomas

+ 8 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Atraso motor
Frequência: 3/3
100%prev.
Insuficiência respiratória
Frequência: 3/3
100%prev.
Atraso global do desenvolvimento
Frequência: 3/3
100%prev.
Alimentação por gastrostomia na infância
Frequência: 3/3
67%prev.
Hipotonia generalizada
Frequência: 2/3
67%prev.
Neuropatia sensorial
Frequência: 2/3
27sintomas
Muito frequente (4)
Frequente (19)
Muito raro (3)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 27 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Atraso motorMotor delay
Frequência: 3/3100%
Insuficiência respiratóriaRespiratory insufficiency
Frequência: 3/3100%
Atraso global do desenvolvimentoGlobal developmental delay
Frequência: 3/3100%
Alimentação por gastrostomia na infânciaGastrostomy tube feeding in infancy
Frequência: 3/3100%
Hipotonia generalizadaGeneralized hypotonia
Frequência: 2/367%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2026
Últimos 10 anos1publicações
Pico20181 papers
Linha do tempo
2026Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
CLCN6
CLCN6H(+)/Cl(-) exchange transporter 6Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Stimuli-sensing channels
MECANISMO DE DOENÇA

Ceroid lipofuscinosis, neuronal, 15

An autosomal dominant, progressive, neurodegenerative disorder characterized by severe global developmental delay, impaired intellectual development, poor or absent speech, hypotonia, impaired motor development, respiratory insufficiency, and feeding difficulties. Most patients have visual defects, including cortical visual blindness, nystagmus, and esotropia. Brain imaging shows abnormalities affecting the brainstem, cerebellum, and corticospinal tracts. Disease onset is in infancy or early childhood.

OUTRAS DOENÇAS (1)
neurodegeneration, childhood-onset, with hypotonia, respiratory insufficiency, and brain imaging abnormalities
HGNC:2024UniProt:P51797

Variantes genéticas (ClinVar)

67 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 CLCN6: NM_001286.5(CLCN6):c.1319C>T (p.Thr440Ile) ()
🧬 CLCN6: NM_001286.5(CLCN6):c.453G>T (p.Glu151Asp) ()
🧬 CLCN6: NM_001286.5(CLCN6):c.205G>A (p.Asp69Asn) ()
🧬 CLCN6: NM_001286.5(CLCN6):c.148-1G>A ()
🧬 CLCN6: NM_001286.5(CLCN6):c.1805G>T (p.Ser602Ile) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de neurodegenerescência progressiva de início na infância-neuropatia periférica CLCN6-relacionada

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)

Publicações recentes

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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Não há cura conhecida ou terapia direcionada aprovada no momento para essa condição. O cuidado médico se concentra em medidas de suporte respiratório, nutricional e reabilitação física.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:18023
    GARD (NIH)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Síndrome de neurodegenerescência progressiva de início na infância-neuropatia periférica CLCN6-relacionada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-neurodegenerescencia-progressiva-de-inicio-na-infancia-neuropatia-periferica-clcn6-relacionada

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Síndrome de neurodegenerescência progressiva de início na infância-neuropatia periférica CLCN6-relacionada

ORPHA:610573 · MONDO:0030947
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
2 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
3 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
G93.8 · Outros transtornos especificados do encéfalo
Início
Infancy
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5543020
Repurposing
2 candidatos
duloxetine — norepinephrine reuptake inhibitor|serotonin–norepinephrine reuptake inhibitor (SNRI)
levocarnitine-propionate — carnitine palmitoyltransferase inhibitor

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Rara