Doença neurodegenerativa genética rara caracterizada por atraso grave no desenvolvimento com regressão, déficit no desenvolvimento motor, comprometimento da fala e hipotonia de início na infância devido a mutações no gene CLCN6. A maioria dos pacientes apresenta anomalias na visão, anomalias no sistema respiratório (incluindo insuficiências respiratórias crónicas que podem levar à dependência do ventilador e/ou traqueostomia) e dificuldades de alimentação (gastronomia endoscópica percutânea). Alterações acústicas, incluindo hiperidrose, podem estar presentes.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de neurodegenerescência progressiva de início na infância-neuropatia periférica CLCN6-relacionada é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela se caracteriza por uma deterioração neurológica progressiva que começa na infância, acompanhada de neuropatia periférica. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas podem incluir hipotonia generalizada (tônus muscular baixo), atraso motor, hipotonia axial (fraqueza dos músculos do tronco), insuficiência respiratória, neuropatia sensorial, nistagmo (movimentos oculares involuntários), deficiência visual cerebral, convulsões e atraso global do desenvolvimento. Outras características possíveis são hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), sobrancelhas muito arqueadas, filtro longo (espaço entre o nariz e o lábio superior), vermelhão do lábio superior fino, hiperidrose (suor excessivo), anormalidade auditiva, anormalidade no EEG, anormalidade da regulação da temperatura, bexiga neurogênica, morfologia anormal do sistema cardiovascular, tricorrexe nodosa (fragilidade do cabelo), anormalidade do movimento, ambliopia (olho preguiçoso) e necessidade de alimentação por gastrostomia na infância. Exames de biópsia muscular podem mostrar predominância de fibras musculares tipo 2 e aumento da variabilidade no diâmetro da fibra muscular.[1][2]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes (mutações) no gene CLCN6. Este gene fornece instruções para a produção da proteína H(+)/Cl(-) exchange transporter 6, que atua como um trocador de íons hidrogênio e cloro. O padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que uma cópia alterada do gene é suficiente para causar a doença.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis para identificar variantes no gene CLCN6. Atualmente, 67 variantes patogênicas estão registradas no ClinVar para este gene.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a síndrome. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir atendimento em reabilitação para doenças raras, suporte respiratório, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento nutricional (incluindo gastrostomia, se necessário). O tratamento de convulsões e outras complicações deve ser individualizado. A cobertura pelo SUS é considerada mínima para esta condição.[1][3]
Tratamentos citados na literatura
Prognóstico e qualidade de vida
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A síndrome de neurodegenerescência progressiva CLCN6-relacionada é uma condição genética ultrarrara que afeta o cérebro e os nervos desde os primeiros meses de vida. A criança costuma apresentar atraso importante para se movimentar, fraqueza muscular, problemas respiratórios e dificuldades graves para engolir os alimentos. Não existe um remédio que cure a condição, mas cuidados com respiração, alimentação por sonda e reabilitação ajudam a manter a qualidade de vida. No SUS, não há medicamentos específicos cadastrados para essa doença, mas procedimentos de reabilitação e sequenciamento de exoma integram a rede pública.
Doença neurodegenerativa genética rara caracterizada por atraso grave no desenvolvimento com regressão, déficit no desenvolvimento motor, comprometimento da fala e hipotonia de início na infância devido a mutações no gene CLCN6. A maioria dos pacientes apresenta anomalias na visão, anomalias no sistema respiratório (incluindo insuficiências respiratórias crónicas que podem levar à dependência do ventilador e/ou traqueostomia) e dificuldades de alimentação (gastronomia endoscópica percutânea). Alterações acústicas, incluindo hiperidrose, podem estar presentes.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 8 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 27 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisCeroid lipofuscinosis, neuronal, 15
An autosomal dominant, progressive, neurodegenerative disorder characterized by severe global developmental delay, impaired intellectual development, poor or absent speech, hypotonia, impaired motor development, respiratory insufficiency, and feeding difficulties. Most patients have visual defects, including cortical visual blindness, nystagmus, and esotropia. Brain imaging shows abnormalities affecting the brainstem, cerebellum, and corticospinal tracts. Disease onset is in infancy or early childhood.
Variantes genéticas (ClinVar)
67 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Doença com base genética
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Perguntas frequentes
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Não há cura conhecida ou terapia direcionada aprovada no momento para essa condição. O cuidado médico se concentra em medidas de suporte respiratório, nutricional e reabilitação física.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Síndrome de neurodegenerescência progressiva de início na infância-neuropatia periférica CLCN6-relacionada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-neurodegenerescencia-progressiva-de-inicio-na-infancia-neuropatia-periferica-clcn6-relacionada
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Síndrome de neurodegenerescência progressiva de início na infância-neuropatia periférica CLCN6-relacionada
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub