Patologia neurológica genética rara caracterizada pelo início na infância de regressão global do neurodesenvolvimento grave, com eventual perda da marcha autônoma e perda da linguagem e das habilidades motoras finas e grosseiras, desenvolvimento de disfagia grave que requer alimentação por sonda, convulsões, síndrome cerebelosa, distonia e outras manifestações neurológicas. A imagem cerebral demonstra atrofia cerebral e/ou cerebelosa progressiva na maioria dos casos. Um fenótipo menos grave associado a mutações missense demonstra ausência de regressão e de anomalias de movimento, sendo uma marcha preservada e uma imagem cerebral normal.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela é caracterizada por uma perda de habilidades já adquiridas (regressão do neurodesenvolvimento), movimentos involuntários e anormais (distonia) e crises epilépticas (convulsões). A condição tem uma prevalência estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas na população geral.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas geralmente começam na infância, podendo se manifestar desde o período neonatal. A condição envolve uma ampla gama de manifestações neurológicas. Entre os principais sintomas estão: atraso global do desenvolvimento, regressão do desenvolvimento (perda de marcos já alcançados), deficiência intelectual, perda da fala, fala ausente, perda da capacidade de andar (deambulação), ataxia (falta de coordenação dos movimentos), dismetria (dificuldade em medir a distância e força dos movimentos), coreoatetose (movimentos involuntários e contorcidos), distonia, espasticidade (aumento do tônus muscular), fraqueza da musculatura facial, disfagia (dificuldade para engolir), disartria (dificuldade na articulação da fala), nistagmo (movimentos oculares involuntários e rítmicos), esotropia (desvio de um olho para dentro), hiperreflexia (reflexos exagerados), sinal de Babinski (um reflexo anormal no pé), sinal de Romberg positivo (dificuldade em manter o equilíbrio com os olhos fechados) e convulsões. Exames de imagem do cérebro podem mostrar atrofia cerebral, atrofia cerebelar e atrofia do corpo caloso.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene IRF2BPL. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada 'Provável E3 ubiquitina-proteína ligase IRF2BPL', que desempenha funções importantes no sistema nervoso. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do gene alterado é suficiente para causar a doença. Na maioria dos casos, a alteração genética ocorre de forma nova (de novo) na pessoa afetada, sem histórico familiar da condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por meio de testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos principais métodos utilizados para identificar variantes patogênicas no gene IRF2BPL. Atualmente, existem 244 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados público de variações genéticas e sua relação com doenças. O código CID-10 associado a esta condição é G93.8 (Outras doenças especificadas do encéfalo).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O cuidado geralmente envolve uma equipe multidisciplinar. Para as convulsões, diversos medicamentos anticonvulsivantes podem ser utilizados, como carbamazepina, levetiracetam, fenitoína, valproato de sódio e vigabatrina, entre outros. É fundamental que o tratamento medicamentoso seja prescrito e acompanhado por um médico especialista, que definirá a melhor opção para cada caso. O atendimento em reabilitação para doenças raras é um procedimento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no manejo dos sintomas motores e de desenvolvimento.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Patologia neurológica genética rara caracterizada pelo início na infância de regressão global do neurodesenvolvimento grave, com eventual perda da marcha autônoma e perda da linguagem e das habilidades motoras finas e grosseiras, desenvolvimento de disfagia grave que requer alimentação por sonda, convulsões, síndrome cerebelosa, distonia e outras manifestações neurológicas. A imagem cerebral demonstra atrofia cerebral e/ou cerebelosa progressiva na maioria dos casos. Um fenótipo menos grave associado a mutações missense demonstra ausência de regressão e de anomalias de movimento, sendo uma marcha preservada e uma imagem cerebral normal.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela é caracterizada por uma perda de habilidades já adquiridas (regressão do neurodesenvolvimento), movimentos involuntários e anormais (distonia) e crises epilépticas (convulsões). A condição tem uma prevalência estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas na população geral.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas geralmente começam na infância, podendo se manifestar desde o período neonatal. A condição envolve uma ampla gama de manifestações neurológicas. Entre os principais sintomas estão: atraso global do desenvolvimento, regressão do desenvolvimento (perda de marcos já alcançados), deficiência intelectual, perda da fala, fala ausente, perda da capacidade de andar (deambulação), ataxia (falta de coordenação dos movimentos), dismetria (dificuldade em medir a distância e força dos movimentos), coreoatetose (movimentos involuntários e contorcidos), distonia, espasticidade (aumento do tônus muscular), fraqueza da musculatura facial, disfagia (dificuldade para engolir), disartria (dificuldade na articulação da fala), nistagmo (movimentos oculares involuntários e rítmicos), esotropia (desvio de um olho para dentro), hiperreflexia (reflexos exagerados), sinal de Babinski (um reflexo anormal no pé), sinal de Romberg positivo (dificuldade em manter o equilíbrio com os olhos fechados) e convulsões. Exames de imagem do cérebro podem mostrar atrofia cerebral, atrofia cerebelar e atrofia do corpo caloso.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene IRF2BPL. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada 'Provável E3 ubiquitina-proteína ligase IRF2BPL', que desempenha funções importantes no sistema nervoso. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do gene alterado é suficiente para causar a doença. Na maioria dos casos, a alteração genética ocorre de forma nova (de novo) na pessoa afetada, sem histórico familiar da condição.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por meio de testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos principais métodos utilizados para identificar variantes patogênicas no gene IRF2BPL. Atualmente, existem 244 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados público de variações genéticas e sua relação com doenças. O código CID-10 associado a esta condição é G93.8 (Outras doenças especificadas do encéfalo).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O cuidado geralmente envolve uma equipe multidisciplinar. Para as convulsões, diversos medicamentos anticonvulsivantes podem ser utilizados, como carbamazepina, levetiracetam, fenitoína, valproato de sódio e vigabatrina, entre outros. É fundamental que o tratamento medicamentoso seja prescrito e acompanhado por um médico especialista, que definirá a melhor opção para cada caso. O atendimento em reabilitação para doenças raras é um procedimento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no manejo dos sintomas motores e de desenvolvimento.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 15 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 29 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisProbable E3 ubiquitin protein ligase involved in the proteasome-mediated ubiquitin-dependent degradation of target proteins (PubMed:29374064). Through the degradation of CTNNB1, functions downstream of FOXF2 to negatively regulate the Wnt signaling pathway (PubMed:29374064). Probably plays a role in the development of the central nervous system and in neuronal maintenance (Probable). Also acts as a transcriptional regulator of genes controlling female reproductive function. May play a role in ge
Nucleus
Neurodevelopmental disorder with regression, abnormal movements, loss of speech, and seizures
An autosomal dominant disorder characterized by global developmental delay or neurodevelopmental regression, hypotonia, progressive ataxia, intellectual disability, seizures, and abnormal movements.
Variantes genéticas (ClinVar)
244 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada
Selecione um estado ou use sua localização para ver resultados.
Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada.
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:597623(Orphanet)
- OMIM OMIM:618088(OMIM)
- MONDO:0060759(MONDO)
- Distonias e Espasmo Hemifacial(PCDT · Ministério da Saúde)
- GARD:22396(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub