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Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada
ORPHA:597623CID-10 · G93.8OMIM 618088PCDT · SUSDOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
neuroInício neonatalHerança AD

Patologia neurológica genética rara caracterizada pelo início na infância de regressão global do neurodesenvolvimento grave, com eventual perda da marcha autônoma e perda da linguagem e das habilidades motoras finas e grosseiras, desenvolvimento de disfagia grave que requer alimentação por sonda, convulsões, síndrome cerebelosa, distonia e outras manifestações neurológicas. A imagem cerebral demonstra atrofia cerebral e/ou cerebelosa progressiva na maioria dos casos. Um fenótipo menos grave associado a mutações missense demonstra ausência de regressão e de anomalias de movimento, sendo uma marcha preservada e uma imagem cerebral normal.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin71% com fonte · atualizado 17/06/2026Revisão médica pendente
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela é caracterizada por uma perda de habilidades já adquiridas (regressão do neurodesenvolvimento), movimentos involuntários e anormais (distonia) e crises epilépticas (convulsões). A condição tem uma prevalência estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas na população geral.[1][2]

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas geralmente começam na infância, podendo se manifestar desde o período neonatal. A condição envolve uma ampla gama de manifestações neurológicas. Entre os principais sintomas estão: atraso global do desenvolvimento, regressão do desenvolvimento (perda de marcos já alcançados), deficiência intelectual, perda da fala, fala ausente, perda da capacidade de andar (deambulação), ataxia (falta de coordenação dos movimentos), dismetria (dificuldade em medir a distância e força dos movimentos), coreoatetose (movimentos involuntários e contorcidos), distonia, espasticidade (aumento do tônus muscular), fraqueza da musculatura facial, disfagia (dificuldade para engolir), disartria (dificuldade na articulação da fala), nistagmo (movimentos oculares involuntários e rítmicos), esotropia (desvio de um olho para dentro), hiperreflexia (reflexos exagerados), sinal de Babinski (um reflexo anormal no pé), sinal de Romberg positivo (dificuldade em manter o equilíbrio com os olhos fechados) e convulsões. Exames de imagem do cérebro podem mostrar atrofia cerebral, atrofia cerebelar e atrofia do corpo caloso.[1][2]

Causas genéticas

A síndrome é causada por alterações (variantes patogênicas) no gene IRF2BPL. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada 'Provável E3 ubiquitina-proteína ligase IRF2BPL', que desempenha funções importantes no sistema nervoso. A herança é autossômica dominante, o que significa que uma única cópia do gene alterado é suficiente para causar a doença. Na maioria dos casos, a alteração genética ocorre de forma nova (de novo) na pessoa afetada, sem histórico familiar da condição.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por meio de testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos principais métodos utilizados para identificar variantes patogênicas no gene IRF2BPL. Atualmente, existem 244 variantes descritas no ClinVar, um banco de dados público de variações genéticas e sua relação com doenças. O código CID-10 associado a esta condição é G93.8 (Outras doenças especificadas do encéfalo).[1][3][4]

Tratamento e manejo

Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O cuidado geralmente envolve uma equipe multidisciplinar. Para as convulsões, diversos medicamentos anticonvulsivantes podem ser utilizados, como carbamazepina, levetiracetam, fenitoína, valproato de sódio e vigabatrina, entre outros. É fundamental que o tratamento medicamentoso seja prescrito e acompanhado por um médico especialista, que definirá a melhor opção para cada caso. O atendimento em reabilitação para doenças raras é um procedimento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no manejo dos sintomas motores e de desenvolvimento.[1][3]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada é uma condição genética muito rara que atinge o sistema nervoso. As famílias costumam notar que a criança perde habilidades que já havia adquirido, deixando de falar ou andar, além de apresentar crises convulsivas e contrações musculares involuntárias. A doença é causada por alterações no gene IRF2BPL e seu diagnóstico pode ser confirmado por meio de testes genéticos moleculares. No SUS, não existem remédios específicos dispensados para a doença, mas há previsão de sequenciamento do exoma para o diagnóstico e atendimentos de reabilitação multiprofissional.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Patologia neurológica genética rara caracterizada pelo início na infância de regressão global do neurodesenvolvimento grave, com eventual perda da marcha autônoma e perda da linguagem e das habilidades motoras finas e grosseiras, desenvolvimento de disfagia grave que requer alimentação por sonda, convulsões, síndrome cerebelosa, distonia e outras manifestações neurológicas. A imagem cerebral demonstra atrofia cerebral e/ou cerebelosa progressiva na maioria dos casos. Um fenótipo menos grave associado a mutações missense demonstra ausência de regressão e de anomalias de movimento, sendo uma marcha preservada e uma imagem cerebral normal.

Medicamentos
20 com registro
CARBAMAZEPINA, TEGREZIN, UNI-CARBAMAZ

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CARBAMAZEPINATEGREZINUNI-CARBAMAZTEGRETOLTEGRETARDLEVETIRACETAMLECZA XRANTARA XR

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
19
pacientes catalogados
Início
Childhood
+ infancy, neonatal
🏥
SUS: Cobertura parcialScore: 45%
PCDT disponível2 procedimentos SIGTAPCID-10: G93.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (2)
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
10 sintomas
💪
Músculos
2 sintomas
🫃
Digestivo
1 sintomas
👁️
Olhos
1 sintomas

+ 15 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Fala ausente
Frequência: 5/5
100%prev.
Deficiência intelectual
Frequência: 7/7
100%prev.
Convulsão
Frequência: 7/7
86%prev.
Perda da deambulação
Frequência: 6/7
71%prev.
Regressão do desenvolvimento
Frequência: 5/7
57%prev.
Distonia
Frequência: 4/7
29sintomas
Muito frequente (4)
Frequente (6)
Ocasional (12)
Sem dados (7)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 29 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Fala ausenteAbsent speech
Frequência: 5/5100%
Deficiência intelectualIntellectual disability
Frequência: 7/7100%
ConvulsãoSeizure
Frequência: 7/7100%
Perda da deambulaçãoLoss of ambulation
Frequência: 6/786%
Regressão do desenvolvimentoDevelopmental regression
Frequência: 5/771%

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
IRF2BPL
IRF2BPLProbable E3 ubiquitin-protein ligase IRF2BPLDisease-causing germline mutation(s) inAltamente restrito
MECANISMO DE DOENÇA

Neurodevelopmental disorder with regression, abnormal movements, loss of speech, and seizures

An autosomal dominant disorder characterized by global developmental delay or neurodevelopmental regression, hypotonia, progressive ataxia, intellectual disability, seizures, and abnormal movements.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Fallopian Tube
105.0 TPM
Ovário
75.8 TPM
Artéria tibial
69.3 TPM
Cólon sigmoide
66.0 TPM
Bladder
61.9 TPM
OUTRAS DOENÇAS (1)
neurodevelopmental disorder with regression, abnormal movements, loss of speech, and seizures
HGNC:14282UniProt:Q9H1B7

Variantes genéticas (ClinVar)

244 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 IRF2BPL: NM_024496.4(IRF2BPL):c.1118A>G (p.Lys373Arg) ()
🧬 IRF2BPL: NM_024496.4(IRF2BPL):c.137G>A (p.Arg46His) ()
🧬 IRF2BPL: NM_024496.4(IRF2BPL):c.1414C>T (p.Arg472Cys) ()
🧬 IRF2BPL: NM_024496.4(IRF2BPL):c.1450TTC[1] (p.Phe485del) ()
🧬 IRF2BPL: NM_024496.4(IRF2BPL):c.2296C>A (p.Leu766Ile) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

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Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

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Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Doença com base genética

Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada e no aconselhamento genético da família.

Vai consultar um especialista? Confirme o registro dele no conselho.
Conselhos e sociedades

Doenças relacionadas

Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Protocolo oficial relacionado (Ministério da Saúde)PCDT: Distonias e Espasmo Hemifacial

Existe um documento oficial para "Distonias e Espasmo Hemifacial". Ele pode não cobrir esta forma específica da doença — confira no texto do protocolo antes de contar com ele.

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição é causada por alterações patogênicas no gene IRF2BPL, responsável pela síntese de uma enzima ligase. Seu padrão de herança é autossômico dominante, o que significa que uma única cópia alterada pode ser suficiente para gerar a doença.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. Distonias e Espasmo Hemifacial
    PCDT · Ministério da Saúde
  3. GARD:22396
    GARD (NIH)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-regressao-do-neurodesenvolvimento-distonia-convulsoes-irf2bpl-relacionada

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome de regressão do neurodesenvolvimento-distonia-convulsões IRF2BPL-relacionada

ORPHA:597623 · MONDO:0060759
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
2 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
19 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant
CID-10
G93.8 · Outros transtornos especificados do encéfalo
Início
Childhood, Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5681583
Repurposing
22 candidatos
beclamide — anticonvulsant
carbamazepine — carboxamide antiepileptic
eslicarbazepine-acetate — sodium channel blocker
+17 outros

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Rara