Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene FOLR1, resultando em deficiência no transporte de folato para o cérebro. Manifesta-se por deficiência intelectual, regressão do desenvolvimento, neurodegeneração e convulsões.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A síndrome neurodegenerativa devido a deficiência no transporte cerebral de folato é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela é causada por uma alteração no gene FOLR1, que impede o transporte adequado de folato (uma vitamina do complexo B) para o cérebro. A falta de folato no sistema nervoso central leva a problemas neurológicos graves, como convulsões, perda de habilidades já adquiridas (regressão do desenvolvimento) e deficiência intelectual. A doença tem início na infância e é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, ambos os pais precisam ser portadores da alteração genética para que o filho desenvolva a condição.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da doença incluem convulsões, neurodegeneração (deterioração progressiva do tecido nervoso), regressão do desenvolvimento (perda de habilidades motoras, de linguagem ou sociais que já haviam sido adquiridas) e deficiência intelectual. Esses sintomas geralmente aparecem na infância e tendem a piorar com o tempo se não houver intervenção adequada.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene FOLR1, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada receptor de folato alfa. Essa proteína é essencial para transportar o folato do sangue para o cérebro. Quando o gene FOLR1 está alterado, o transporte de folato para o sistema nervoso central fica prejudicado, levando aos sintomas descritos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a criança precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis no SUS para identificar mutações no gene FOLR1. Atualmente, existem 56 testes genéticos registrados para essa condição e 71 variantes descritas no banco ClinVar. O diagnóstico precoce é importante para iniciar o manejo adequado.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da síndrome neurodegenerativa devido a deficiência no transporte cerebral de folato é baseado no manejo dos sintomas e na reposição de folato. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença, mas a suplementação com ácido folínico (uma forma ativa de folato) pode ajudar a melhorar os sintomas neurológicos em alguns casos. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, incluindo neurologista, geneticista e equipe de reabilitação. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade dos sintomas e da precocidade do diagnóstico e do início do tratamento. Sem intervenção, a doença pode levar à neurodegeneração progressiva e comprometimento grave da qualidade de vida. Com o manejo adequado, incluindo suplementação de folato e reabilitação, é possível melhorar alguns sintomas e retardar a progressão da doença, mas a deficiência intelectual e outras sequelas podem persistir.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara autossômica recessiva causada por mutações no gene FOLR1, resultando em deficiência no transporte de folato para o cérebro. Manifesta-se por deficiência intelectual, regressão do desenvolvimento, neurodegeneração e convulsões.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A síndrome neurodegenerativa devido a deficiência no transporte cerebral de folato é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso. Ela é causada por uma alteração no gene FOLR1, que impede o transporte adequado de folato (uma vitamina do complexo B) para o cérebro. A falta de folato no sistema nervoso central leva a problemas neurológicos graves, como convulsões, perda de habilidades já adquiridas (regressão do desenvolvimento) e deficiência intelectual. A doença tem início na infância e é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, ambos os pais precisam ser portadores da alteração genética para que o filho desenvolva a condição.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas da doença incluem convulsões, neurodegeneração (deterioração progressiva do tecido nervoso), regressão do desenvolvimento (perda de habilidades motoras, de linguagem ou sociais que já haviam sido adquiridas) e deficiência intelectual. Esses sintomas geralmente aparecem na infância e tendem a piorar com o tempo se não houver intervenção adequada.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene FOLR1, que fornece instruções para a produção de uma proteína chamada receptor de folato alfa. Essa proteína é essencial para transportar o folato do sangue para o cérebro. Quando o gene FOLR1 está alterado, o transporte de folato para o sistema nervoso central fica prejudicado, levando aos sintomas descritos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a criança precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é um dos procedimentos disponíveis no SUS para identificar mutações no gene FOLR1. Atualmente, existem 56 testes genéticos registrados para essa condição e 71 variantes descritas no banco ClinVar. O diagnóstico precoce é importante para iniciar o manejo adequado.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento da síndrome neurodegenerativa devido a deficiência no transporte cerebral de folato é baseado no manejo dos sintomas e na reposição de folato. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença, mas a suplementação com ácido folínico (uma forma ativa de folato) pode ajudar a melhorar os sintomas neurológicos em alguns casos. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, incluindo neurologista, geneticista e equipe de reabilitação. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para essa condição, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da gravidade dos sintomas e da precocidade do diagnóstico e do início do tratamento. Sem intervenção, a doença pode levar à neurodegeneração progressiva e comprometimento grave da qualidade de vida. Com o manejo adequado, incluindo suplementação de folato e reabilitação, é possível melhorar alguns sintomas e retardar a progressão da doença, mas a deficiência intelectual e outras sequelas podem persistir.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 5 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo
Do mais antigo ao mais recente
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisBinds to folate and reduced folic acid derivatives and mediates delivery of 5-methyltetrahydrofolate and folate analogs into the interior of cells (PubMed:19074442, PubMed:23851396, PubMed:23934049, PubMed:2527252, PubMed:8033114, PubMed:8567728). Has high affinity for folate and folic acid analogs at neutral pH (PubMed:23851396, PubMed:23934049, PubMed:2527252, PubMed:8033114, PubMed:8567728). Exposure to slightly acidic pH after receptor endocytosis triggers a conformation change that strongly
Cell membraneApical cell membraneBasolateral cell membraneSecretedCytoplasmic vesicleCytoplasmic vesicle, clathrin-coated vesicleEndosome
Neurodegeneration due to cerebral folate transport deficiency
An autosomal recessive neurodegenerative disorder resulting from brain-specific folate deficiency early in life. Onset is apparent in late infancy with severe developmental regression, movement disturbances, epilepsy and leukodystrophy.
Variantes genéticas (ClinVar)
71 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome neurodegenerativa devido a deficiência no transporte cerebral de folato
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Ensaios em destaque
Pesquisa e ensaios clínicos
0 ensaios clínicos encontrados.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
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Comunidades
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:217382(Orphanet)
- OMIM OMIM:613068(OMIM)
- MONDO:0013110(MONDO)
- GARD:10594(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q18553424(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Síndrome neurodegenerativa devido a deficiência no transporte cerebral de folato
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata