Doença mitocondrial rara caracterizada por início de regressão do desenvolvimento episódica no primeiro ano de vida, frequentemente no contexto de doenças febris, bem como hipotonia e convulsões ou encefalopatia epilética refratária. Outras características observadas incluem ataxia, distonia ou atrofia óptica, entre outras. Os doentes não deambulam autonomamente nem adquirem linguagem significativa. Os exames de neuroimagem cerebral podem demonstrar atrofia cerebelosa progressiva ou difusa e alterações de sinal dos gânglios da base. O lactato sérico está frequentemente elevado.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 6 é uma doença genética rara que afeta o funcionamento das mitocôndrias — as estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. Essa condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da síndrome são variados e afetam múltiplos sistemas do corpo. Entre os mais frequentes estão: atraso global do desenvolvimento, dificuldade para controlar a cabeça (pobre controle cefálico), incapacidade de andar, fala ausente e regressão do desenvolvimento. Também podem ocorrer convulsões (encefalopatia epiléptica), hipotonia (tônus muscular baixo), distonia (movimentos involuntários), ataxia (falta de coordenação), dismetria (dificuldade em medir distâncias nos movimentos) e espasticidade (rigidez muscular).[1][4]
Outros sinais incluem deficiência intelectual, perda visual (atrofia óptica), deficiência auditiva, microcefalia secundária (cabeça menor que o esperado, que surge após o nascimento), déficit de crescimento, dificuldades alimentares e aumento da concentração de lactato no sangue. Exames de imagem do cérebro podem mostrar atrofia cerebelar, atrofia ou degeneração do tronco cerebral e leucoencefalopatia (alterações na substância branca do cérebro).[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene PMPCB, que fornece instruções para a produção da subunidade beta da enzima mitocondrial processing peptidase. Essa enzima é essencial para o processamento de proteínas dentro das mitocôndrias. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a criança precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene PMPCB. Atualmente, existem cerca de 30 testes genéticos disponíveis para essa condição, e mais de 40 variantes patogênicas estão registradas no banco de dados ClinVar. O código CID-10 associado é E88.8 (outros transtornos do metabolismo mitocondrial).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há cura para a Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 6. O tratamento é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, suporte nutricional para as dificuldades alimentares, medicamentos anticonvulsivantes para controle das crises epilépticas e acompanhamento oftalmológico e auditivo. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado, pois a doença causa comprometimento neurológico progressivo e grave. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar e do manejo dos sintomas. O acompanhamento regular com uma equipe especializada (neurologista, geneticista, fisiatra, nutricionista) é fundamental para oferecer o melhor cuidado possível.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença mitocondrial rara caracterizada por início de regressão do desenvolvimento episódica no primeiro ano de vida, frequentemente no contexto de doenças febris, bem como hipotonia e convulsões ou encefalopatia epilética refratária. Outras características observadas incluem ataxia, distonia ou atrofia óptica, entre outras. Os doentes não deambulam autonomamente nem adquirem linguagem significativa. Os exames de neuroimagem cerebral podem demonstrar atrofia cerebelosa progressiva ou difusa e alterações de sinal dos gânglios da base. O lactato sérico está frequentemente elevado.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 6 é uma doença genética rara que afeta o funcionamento das mitocôndrias — as estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. Essa condição tem prevalência estimada em menos de 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada extremamente rara. Os primeiros sinais geralmente aparecem ainda na primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sintomas da síndrome são variados e afetam múltiplos sistemas do corpo. Entre os mais frequentes estão: atraso global do desenvolvimento, dificuldade para controlar a cabeça (pobre controle cefálico), incapacidade de andar, fala ausente e regressão do desenvolvimento. Também podem ocorrer convulsões (encefalopatia epiléptica), hipotonia (tônus muscular baixo), distonia (movimentos involuntários), ataxia (falta de coordenação), dismetria (dificuldade em medir distâncias nos movimentos) e espasticidade (rigidez muscular).[1][4]
Outros sinais incluem deficiência intelectual, perda visual (atrofia óptica), deficiência auditiva, microcefalia secundária (cabeça menor que o esperado, que surge após o nascimento), déficit de crescimento, dificuldades alimentares e aumento da concentração de lactato no sangue. Exames de imagem do cérebro podem mostrar atrofia cerebelar, atrofia ou degeneração do tronco cerebral e leucoencefalopatia (alterações na substância branca do cérebro).[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por mutações no gene PMPCB, que fornece instruções para a produção da subunidade beta da enzima mitocondrial processing peptidase. Essa enzima é essencial para o processamento de proteínas dentro das mitocôndrias. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a criança precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas e confirmado por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene PMPCB. Atualmente, existem cerca de 30 testes genéticos disponíveis para essa condição, e mais de 40 variantes patogênicas estão registradas no banco de dados ClinVar. O código CID-10 associado é E88.8 (outros transtornos do metabolismo mitocondrial).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há cura para a Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 6. O tratamento é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, suporte nutricional para as dificuldades alimentares, medicamentos anticonvulsivantes para controle das crises epilépticas e acompanhamento oftalmológico e auditivo. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico é reservado, pois a doença causa comprometimento neurológico progressivo e grave. A qualidade de vida depende do suporte multidisciplinar e do manejo dos sintomas. O acompanhamento regular com uma equipe especializada (neurologista, geneticista, fisiatra, nutricionista) é fundamental para oferecer o melhor cuidado possível.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 27 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisCatalytic subunit of the essential mitochondrial processing protease (MPP), which cleaves the mitochondrial sequence off newly imported precursors proteins (Probable) (PubMed:29576218). Preferentially, cleaves after an arginine at position P2 (By similarity). Required for PINK1 turnover by coupling PINK1 mitochondrial import and cleavage, which results in subsequent PINK1 proteolysis (PubMed:22354088)
Mitochondrion matrix
Multiple mitochondrial dysfunctions syndrome 6
An autosomal recessive, neurodegenerative disorder characterized by basal ganglia lesions, cerebellar atrophy, and neurologic regression in the first year of life. Common features include truncal hypotonia, lack of independent ambulation, poor speech, intellectual disability, and motor abnormalities, such as ataxia, dystonia, and spasticity.
Variantes genéticas (ClinVar)
41 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 451 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 6
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
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Publicações recentes
BOLA3 as a key protein for the treatment of diabetic skeletal muscle atrophy.
Role of BOLA3 in the mitochondrial Fe-S cluster clarified by metabolomic analysis.
A novel missense mutation in ISCA2 causes aberrant splicing and leads to multiple mitochondrial dysfunctions syndrome 4.
Defects in the Maturation of Mitochondrial Iron-Sulfur Proteins: Biophysical Investigation of the MMDS3 Causing Gly104Cys Variant of IBA57.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- Clinical characteristics of a case of multiple mitochondrial dysfunction syndrome 3.
- Editorial: Rare genetic disorders associated with intellectual disability.
- BOLA3 as a key protein for the treatment of diabetic skeletal muscle atrophy.
- Role of BOLA3 in the mitochondrial Fe-S cluster clarified by metabolomic analysis.
- A novel missense mutation in ISCA2 causes aberrant splicing and leads to multiple mitochondrial dysfunctions syndrome 4.
- Defects in the Maturation of Mitochondrial Iron-Sulfur Proteins: Biophysical Investigation of the MMDS3 Causing Gly104Cys Variant of IBA57.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:569290(Orphanet)
- OMIM OMIM:617954(OMIM)
- MONDO:0054785(MONDO)
- GARD:18004(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q63859997(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Síndrome de disfunção mitocondrial múltipla tipo 6
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata