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Síndrome Thakker-Donnai
ORPHA:1780CID-10 · Q87.8OMIM 227255DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Sistema ósseoInício neonatalHerança AR
Sinônimos clínicos: Dismorfias-anomalias múltiplas estruturais

Microftalmia sindrômica é uma classe de anomalias congênitas raras caracterizada por microftalmia juntamente com outras malformações não oculares. A microftalmia sindrômica corresponde a 60 a 80% de todos os casos de microftalmia. As microftalmias sindrômicas são causadas por mutações em genes relacionados ao desenvolvimento craniofacial embrionário e são tipicamente classificadas com base em sua causa genética.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

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Visão geral

A Síndrome Thakker-Donnai é uma condição genética rara, com prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. O padrão de herança é autossômico recessivo, o que significa que ambos os pais precisam ser portadores de uma alteração genética para que a criança manifeste a síndrome. Os primeiros sinais podem ser observados ainda no período pré-natal (antenatal) ou logo após o nascimento (neonatal).[1][2]

Sinais e sintomas

A síndrome pode afetar múltiplos sistemas do corpo. Os sinais e sintomas mais frequentemente descritos incluem: alterações craniofaciais (como fissura palpebral ascendente, hipertelorismo — olhos mais afastados, orelhas com rotação posterior, macrotia — orelhas grandes, nariz bulboso com narinas antevertidas, boca estreita e cantos da boca voltados para baixo); alterações esqueléticas (pescoço curto e alado, fusão das vértebras cervicais C2/C3, hemivértebras); problemas cardíacos congênitos (transposição das grandes artérias, tetralogia de Fallot, defeito do septo ventricular); alterações neurológicas (agenesia do corpo caloso, hidrocefalia comunicante, hipotonia); e outras malformações (hérnia diafragmática congênita, atresia anal, fístula traqueoesofágica, fístula retovaginal, hidronefrose, retardo do crescimento intrauterino).[1][2]

Causas genéticas

A Síndrome Thakker-Donnai é uma condição de herança autossômica recessiva. Até o momento, o gene específico responsável pela síndrome não foi identificado ou não está disponível nas fontes consultadas. A investigação genética continua sendo uma área ativa de pesquisa para esta condição.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e pode ser confirmado por exames genéticos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para os seguintes procedimentos diagnósticos: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); dosagem de alfa-fetoproteína; e atendimento em reabilitação para doenças raras. A síndrome está classificada na CID-10 como Q87.8 (outras síndromes de malformações congênitas especificadas).[1][3][4][5]

Tratamento e manejo

Não existe um tratamento específico ou curativo para a Síndrome Thakker-Donnai. O manejo é multidisciplinar e focado nos sintomas apresentados por cada paciente. O acompanhamento deve incluir avaliações regulares com cardiologista (para as cardiopatias congênitas), neurologista (para alterações do sistema nervoso), cirurgião pediátrico (para correção de malformações como hérnia diafragmática, atresia anal e fístulas), geneticista e equipe de reabilitação. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras como parte do suporte.[1][3][5]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica, por meio de mineração de dados (PubTator3), menciona associações entre a síndrome e algumas substâncias. É importante destacar que estas são apenas correlações observadas em publicações científicas e NÃO representam recomendações de tratamento. As substâncias listadas e o número de publicações associadas são: Metformina (2 publicações), Esteroides (2), 3,4-Metilenodioxianfetamina (1), Álcoois (1), Cálcio (1), Colesterol (1), Glicose (1), Glutationa (1), Glicosilfosfatidilinositóis (1) e Lipídios (1). Consulte sempre seu médico para decisões sobre tratamento.[5]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia amplamente dependendo da gravidade e da combinação das malformações presentes em cada indivíduo. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento da pessoa com a síndrome. Não há dados específicos de sobrevida disponíveis nas fontes consultadas.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A Síndrome Thakker-Donnai é uma condição genética rara caracterizada por um conjunto de malformações presentes desde o nascimento. A criança pode apresentar alterações no formato do rosto, da cabeça e da coluna, além de defeitos graves no coração, rins ou órgãos digestivos. Não há medicamento que cure a doença, e ela não possui um protocolo oficial (PCDT) no Ministério da Saúde. O cuidado pelo SUS envolve o acompanhamento em serviços de reabilitação e cirurgias para corrigir as malformações identificadas.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Microftalmia sindrômica é uma classe de anomalias congênitas raras caracterizada por microftalmia juntamente com outras malformações não oculares. A microftalmia sindrômica corresponde a 60 a 80% de todos os casos de microftalmia. As microftalmias sindrômicas são causadas por mutações em genes relacionados ao desenvolvimento craniofacial embrionário e são tipicamente classificadas com base em sua causa genética.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
2
pacientes catalogados
Início
Antenatal
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q87.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🫃
Digestivo
3 sintomas
😀
Face
2 sintomas
🦴
Ossos e articulações
2 sintomas
🧠
Neurológico
2 sintomas
👂
Ouvidos
1 sintomas
📏
Crescimento
1 sintomas

+ 11 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Fissura palpebral ascendente
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Orelhas com rotação posterior
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Hipertelorismo
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Pescoço curto
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Pescoço alado
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Cantos da boca voltados para baixo
Muito frequente (99-80%)
25sintomas
Muito frequente (13)
Frequente (12)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 25 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Fissura palpebral ascendenteUpslanted palpebral fissure
Muito frequente (99-80%)90%
Orelhas com rotação posteriorPosteriorly rotated ears
Muito frequente (99-80%)90%
HipertelorismoHypertelorism
Muito frequente (99-80%)90%
Pescoço curtoShort neck
Muito frequente (99-80%)90%
Pescoço aladoWebbed neck
Muito frequente (99-80%)90%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa5desde 2021
Últimos 10 anos8publicações
Pico20172 papers
Linha do tempo
2021Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

Nenhum gene associado encontrado

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Diagnóstico

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

SRD5A3-CDG: 3D structure modeling, clinical spectrum, and computer-based dysmorphic facial recognition.

American journal of medical genetics. Part A2021 Apr

Pathogenic variants in Steroid 5 alpha reductase type 3 (SRD5A3) cause rare inherited congenital disorder of glycosylation known as SRD5A3-CDG (MIM# 612379). To date, 43 affected individuals have been reported. Despite the development of various dysmorphic features in significant number of patients, facial recognition entity has not yet been established for SRD5A3-CDG. Herein, we reported a novel SRD5A3 missense pathogenic variant c.460 T > C p.(Ser154Pro). The 3D structural modeling of the SRD5A3 protein revealed additional transmembrane α-helices and predicted that the p.(Ser154Pro) variant is located in a potential active site and is capable of reducing its catalytic efficiency. Based on phenotypes of our patients and all published SRD5A3-CDG cases, we identified the most common clinical features as well as some recurrent dysmorphic features such as arched eyebrows, wide eyes, shallow nasal bridge, short nose, and large mouth. Based on facial digital 2D images, we successfully designed and validated a SRD5A3-CDG computer based dysmorphic facial analysis, which achieved 92.5% accuracy. The current work integrates genotypic, 3D structural modeling and phenotypic characteristics of CDG-SRD5A3 cases with the successful development of computer tool for accurate facial recognition of CDG-SRD5A3 complex cases to assist in the diagnosis of this particular disorder globally.

#2

Variants in NAA15 cause pediatric hypertrophic cardiomyopathy.

American journal of medical genetics. Part A2021 Jan

The NatA N-acetyltransferase complex is important for cotranslational protein modification and regulation of multiple cellular processes. The NatA complex includes the core components of NAA10, the catalytic subunit, and NAA15, the auxiliary component. Both NAA10 and NAA15 have been associated with neurodevelopmental disorders with overlapping clinical features, including variable intellectual disability, dysmorphic facial features, and, less commonly, congenital anomalies such as cleft lip or palate. Cardiac arrhythmias, including long QT syndrome, ventricular tachycardia, and ventricular fibrillation were among the first reported cardiac manifestations in patients with NAA10-related syndrome. Recently, three individuals with NAA10-related syndrome have been reported to also have hypertrophic cardiomyopathy (HCM). The general and cardiac phenotypes of NAA15-related syndrome are not as well described as NAA10-related syndrome. Congenital heart disease, including ventricular septal defects, and arrhythmias, such as ectopic atrial tachycardia, have been reported in a small proportion of patients with NAA15-related syndrome. Given the relationship between NAA10 and NAA15, we propose that HCM is also likely to occur in NAA15-related disorder. We present two patients with pediatric HCM found to have NAA15-related disorder via exome sequencing, providing the first evidence that variants in NAA15 can cause HCM.

#3

The first reported case of Beaulieu-Boycott-Innes syndrome caused by two novel mutations in THOC6 gene in a Chinese infant.

Medicine2020 Apr

This case report expands the mutation and phenotypic spectra of Beaulieu-Boycott-Innes syndrome (BBIS), and will be valuable for mutation-based pre- and post-natal screening of BBIS when conducting a genetic diagnosis. A 4-year old boy from Guilin City, Guangxi Zhuang Autonomous Region, China, was referred to our clinic for clarification of his diagnosis because he showed moderate intellectual disability. Two novel compound heterozygous mutations of THOC6, c.664T>C (p.Trp222Arg) and c.945+1 G>A were identified in this patient by whole exome sequencing. The two mutations were evaluated as pathogenic and likely pathogenic respectively according to the American College of Medical Genetics guidelines. This is the first case displaying the BBIS phenotype reported in the Chinese population. These two mutations have not been reported previously. Symptomatic treatment and rehabilitation training for patients. The genetic cause of the disease was identified. The family received scientific genetic counseling. BBIS is a rare syndromic autosomal recessive disease with intellectual disability and it is normally difficult for clinicians to recognize it. Whole exome sequencing is an efficient way to identify the gene which causes a particular disease in patients.

#4

A child with autism, behavioral issues, and dysmorphic features found to have a tandem duplication within CTNND2 by mate-pair sequencing.

American journal of medical genetics. Part A2020 Mar

We describe a 5-year-old male with developmental delay, behavioral problems, and dysmorphic features who was found by microarray to have a 93-kb duplication of uncertain significance that fully encompasses the third exon of CTNND2 (delta catenin). Mate-pair sequencing was used to determine that the duplication is tandem and is predicted to lead to CTNND2 haploinsufficiency. Haploinsufficiency for CTNND2 has been shown to result in developmental delay and intellectual disability, providing a unifying diagnosis for this patient. His features overlap those associated with the larger cri-du-chat deletion of this region, expanding the clinical phenotype of isolated CTNND2 variants. The use of mate-pair sequencing to determine the orientation of the small duplication was essential to the diagnosis and avoided the use of exome sequencing, which would not have defined the arrangement of the duplication. This is only the second reported patient, to our knowledge, with a single exon duplication of CTNND2.

#5

Prematurity, ventricular septal defect and dysmorphisms are independent predictors of pathogenic copy number variants: a retrospective study on array-CGH results and phenotypical features of 293 children with neurodevelopmental disorders and/or multiple congenital anomalies.

Italian journal of pediatrics2018 Mar 09

Since 2010, array-CGH (aCGH) has been the first-tier test in the diagnostic approach of children with neurodevelopmental disorders (NDD) or multiple congenital anomalies (MCA) of unknown origin. Its broad application led to the detection of numerous variants of uncertain clinical significance (VOUS). How to appropriately interpret aCGH results represents a challenge for the clinician. We present a retrospective study on 293 patients with age range 1 month - 29 years (median 7 years) with NDD and/or MCA and/or dysmorphisms, investigated through aCGH between 2005 and 2016. The aim of the study was to analyze clinical and molecular cytogenetic data in order to identify what elements could be useful to interpret unknown or poorly described aberrations. Comparison of phenotype and cytogenetic characteristics through univariate analysis and multivariate logistic regression was performed. Copy number variations (CNVs) with a frequency < 1% were detected in 225 patients of the total sample, while 68 patients presented only variants with higher frequency (heterozygous deletions or amplification) and were considered to have negative aCGH. Proved pathogenic CNVs were detected in 70 patients (20.6%). Delayed psychomotor development, intellectual disability, intrauterine growth retardation (IUGR), prematurity, congenital heart disease, cerebral malformations and dysmorphisms correlated to reported pathogenic CNVs. Prematurity, ventricular septal defect and dysmorphisms remained significant predictors of pathogenic CNVs in the multivariate logistic model whereas abnormal EEG and limb dysmorphisms were mainly detected in the group with likely pathogenic VOUS. A flow-chart regarding the care for patients with NDD and/or MCA and/or dysmorphisms and the interpretation of aCGH has been made on the basis of the data inferred from this study and literature. Our work contributes to make the investigative process of CNVs more informative and suggests possible directions in aCGH interpretation and phenotype correlation.

Publicações recentes

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É uma síndrome malformativa congênita rara com início no período pré-natal ou logo após o nascimento. Ela se manifesta por meio de múltiplas anomalias anatômicas em diferentes órgãos e estruturas do corpo.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

6 fontes citadas no texto · 6 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:5158
    GARD (NIH)
  3. Q55781884
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Síndrome Thakker-Donnai. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-thakker-donnai

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome Thakker-Donnai

ORPHA:1780 · MONDO:0009202
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
2 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
Q87.8 · Outras síndromes com malformações congênitas especificadas, não classificadas em outra parte
Início
Antenatal, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1856892
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara