Síndrome de Zechi-Ceide é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por fenda labial/palatina, blefarofimose, achatamento malar e outras anomalias craniofaciais, como cefalocele e narinas subdesenvolvidas.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Síndrome de Zechi-Ceide é uma doença genética rara, caracterizada por múltiplas alterações congênitas que afetam principalmente o desenvolvimento da face, do crânio, dos pés e do sistema nervoso central. A condição recebe esse nome em homenagem aos pesquisadores que a descreveram pela primeira vez. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara. Os primeiros sinais costumam aparecer ainda no período neonatal ou durante a primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
A síndrome apresenta um conjunto variado de manifestações clínicas. As características faciais mais comuns incluem testa proeminente, ponte nasal ampla, filtro curto (espaço entre o nariz e o lábio superior), borda do vermelhão fina (lábio superior fino), cantos da boca voltados para baixo, prognatismo mandibular (queixo proeminente), fissuras palpebrais estreitas e curtas, e apêndice cutâneo pós-auricular (pequenas saliências de pele atrás das orelhas). Anormalidades na hélice (parte externa da orelha) também podem estar presentes.[1][4]
No crânio e sistema nervoso, podem ser observadas anormalidades da fossa craniana posterior, hipoplasia do vermis cerebelar (desenvolvimento incompleto de uma região do cerebelo), espaço subaracnóideo alargado e cefalocele occipital atrésica (um tipo de falha no fechamento do crânio na região posterior da cabeça). O atraso global do desenvolvimento e a deficiência intelectual são achados frequentes. Algumas crianças podem apresentar deficiência auditiva do tipo condutiva (dificuldade em ouvir sons devido a problemas no ouvido médio ou externo).[1][4]
As alterações nos membros incluem metatarso curto (ossos do pé mais curtos que o normal), pé longo, falange distal do dedo curta (a ponta dos dedos das mãos é mais curta) e hálux valgo (desvio do dedão do pé em direção aos outros dedos). O cabelo pode ser espesso. Em alguns casos, há fissura palatina (abertura no céu da boca), defeito do septo atrial (um tipo de comunicação entre as câmaras superiores do coração) e morfologia anormal do coração.[1][4]
Causas genéticas
A Síndrome de Zechi-Ceide é uma condição genética com padrão de herança autossômico recessivo. Isso significa que, para manifestar a doença, a pessoa precisa herdar duas cópias do gene alterado (uma do pai e outra da mãe). Os pais, geralmente, são portadores saudáveis de uma única cópia da alteração genética. Até o momento, o gene específico responsável pela síndrome ainda não foi identificado ou não está listado nas bases de dados científicas consultadas.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica detalhada, na identificação das características físicas típicas e na confirmação por meio de exames genéticos. Exames de imagem, como ressonância magnética do crânio, podem auxiliar na identificação das alterações cerebrais e cranianas. O ecocardiograma é útil para avaliar possíveis defeitos cardíacos.[1][2]
Os seguintes exames genéticos podem ser realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no diagnóstico: Cariótipo com bandas G, Q ou R; Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e Sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada. O acesso ao atendimento em reabilitação para doenças raras é um direito do paciente.[1][2]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico ou curativo para a Síndrome de Zechi-Ceide. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e no suporte ao desenvolvimento. O acompanhamento deve incluir avaliações regulares com neurologista, geneticista, otorrinolaringologista, oftalmologista, cardiologista e fonoaudiólogo. A fisioterapia e a terapia ocupacional são importantes para estimular o desenvolvimento motor e a independência.[1][2]
A deficiência auditiva condutiva pode ser tratada com aparelhos auditivos ou, em alguns casos, com cirurgia. A fissura palatina geralmente requer correção cirúrgica. Os defeitos cardíacos, como o defeito do septo atrial, podem necessitar de acompanhamento ou intervenção cirúrgica cardíaca. O suporte educacional especializado é fundamental para crianças com deficiência intelectual. O tratamento deve ser individualizado, de acordo com as necessidades de cada paciente.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia amplamente de acordo com a gravidade das malformações e o grau de comprometimento neurológico. Com um acompanhamento médico adequado e intervenções precoces, muitas crianças podem alcançar marcos importantes de desenvolvimento e qualidade de vida. O suporte familiar e o acesso a uma rede de reabilitação são fatores essenciais para o bem-estar do paciente.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome de Zechi-Ceide é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por fenda labial/palatina, blefarofimose, achatamento malar e outras anomalias craniofaciais, como cefalocele e narinas subdesenvolvidas.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A Síndrome de Zechi-Ceide é uma doença genética rara, caracterizada por múltiplas alterações congênitas que afetam principalmente o desenvolvimento da face, do crânio, dos pés e do sistema nervoso central. A condição recebe esse nome em homenagem aos pesquisadores que a descreveram pela primeira vez. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara. Os primeiros sinais costumam aparecer ainda no período neonatal ou durante a primeira infância.[1][4]
Sinais e sintomas
A síndrome apresenta um conjunto variado de manifestações clínicas. As características faciais mais comuns incluem testa proeminente, ponte nasal ampla, filtro curto (espaço entre o nariz e o lábio superior), borda do vermelhão fina (lábio superior fino), cantos da boca voltados para baixo, prognatismo mandibular (queixo proeminente), fissuras palpebrais estreitas e curtas, e apêndice cutâneo pós-auricular (pequenas saliências de pele atrás das orelhas). Anormalidades na hélice (parte externa da orelha) também podem estar presentes.[1][4]
No crânio e sistema nervoso, podem ser observadas anormalidades da fossa craniana posterior, hipoplasia do vermis cerebelar (desenvolvimento incompleto de uma região do cerebelo), espaço subaracnóideo alargado e cefalocele occipital atrésica (um tipo de falha no fechamento do crânio na região posterior da cabeça). O atraso global do desenvolvimento e a deficiência intelectual são achados frequentes. Algumas crianças podem apresentar deficiência auditiva do tipo condutiva (dificuldade em ouvir sons devido a problemas no ouvido médio ou externo).[1][4]
As alterações nos membros incluem metatarso curto (ossos do pé mais curtos que o normal), pé longo, falange distal do dedo curta (a ponta dos dedos das mãos é mais curta) e hálux valgo (desvio do dedão do pé em direção aos outros dedos). O cabelo pode ser espesso. Em alguns casos, há fissura palatina (abertura no céu da boca), defeito do septo atrial (um tipo de comunicação entre as câmaras superiores do coração) e morfologia anormal do coração.[1][4]
Causas genéticas
A Síndrome de Zechi-Ceide é uma condição genética com padrão de herança autossômico recessivo. Isso significa que, para manifestar a doença, a pessoa precisa herdar duas cópias do gene alterado (uma do pai e outra da mãe). Os pais, geralmente, são portadores saudáveis de uma única cópia da alteração genética. Até o momento, o gene específico responsável pela síndrome ainda não foi identificado ou não está listado nas bases de dados científicas consultadas.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica detalhada, na identificação das características físicas típicas e na confirmação por meio de exames genéticos. Exames de imagem, como ressonância magnética do crânio, podem auxiliar na identificação das alterações cerebrais e cranianas. O ecocardiograma é útil para avaliar possíveis defeitos cardíacos.[1][2]
Os seguintes exames genéticos podem ser realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no diagnóstico: Cariótipo com bandas G, Q ou R; Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e Sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada. O acesso ao atendimento em reabilitação para doenças raras é um direito do paciente.[1][2]
Tratamento e manejo
Não existe um tratamento específico ou curativo para a Síndrome de Zechi-Ceide. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e no suporte ao desenvolvimento. O acompanhamento deve incluir avaliações regulares com neurologista, geneticista, otorrinolaringologista, oftalmologista, cardiologista e fonoaudiólogo. A fisioterapia e a terapia ocupacional são importantes para estimular o desenvolvimento motor e a independência.[1][2]
A deficiência auditiva condutiva pode ser tratada com aparelhos auditivos ou, em alguns casos, com cirurgia. A fissura palatina geralmente requer correção cirúrgica. Os defeitos cardíacos, como o defeito do septo atrial, podem necessitar de acompanhamento ou intervenção cirúrgica cardíaca. O suporte educacional especializado é fundamental para crianças com deficiência intelectual. O tratamento deve ser individualizado, de acordo com as necessidades de cada paciente.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia amplamente de acordo com a gravidade das malformações e o grau de comprometimento neurológico. Com um acompanhamento médico adequado e intervenções precoces, muitas crianças podem alcançar marcos importantes de desenvolvimento e qualidade de vida. O suporte familiar e o acesso a uma rede de reabilitação são fatores essenciais para o bem-estar do paciente.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 13 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 41 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de Zechi-Ceide
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
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Ver todos os 1 no EuropePMCAssociações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:217017(Orphanet)
- OMIM OMIM:612916(OMIM)
- MONDO:0013036(MONDO)
- GARD:10582(GARD (NIH))
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q22978786(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Síndrome de Zechi-Ceide
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata