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Síndrome de Zechi-Ceide
ORPHA:217017CID-10 · Q87.8OMIM 612916DOENÇA RARA
AudiçãoInício neonatalHerança AR

Síndrome de Zechi-Ceide é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por fenda labial/palatina, blefarofimose, achatamento malar e outras anomalias craniofaciais, como cefalocele e narinas subdesenvolvidas.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 04/06/2026
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A Síndrome de Zechi-Ceide é uma doença genética rara, caracterizada por múltiplas alterações congênitas que afetam principalmente o desenvolvimento da face, do crânio, dos pés e do sistema nervoso central. A condição recebe esse nome em homenagem aos pesquisadores que a descreveram pela primeira vez. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara. Os primeiros sinais costumam aparecer ainda no período neonatal ou durante a primeira infância.[1][4]

Sinais e sintomas

A síndrome apresenta um conjunto variado de manifestações clínicas. As características faciais mais comuns incluem testa proeminente, ponte nasal ampla, filtro curto (espaço entre o nariz e o lábio superior), borda do vermelhão fina (lábio superior fino), cantos da boca voltados para baixo, prognatismo mandibular (queixo proeminente), fissuras palpebrais estreitas e curtas, e apêndice cutâneo pós-auricular (pequenas saliências de pele atrás das orelhas). Anormalidades na hélice (parte externa da orelha) também podem estar presentes.[1][4]

No crânio e sistema nervoso, podem ser observadas anormalidades da fossa craniana posterior, hipoplasia do vermis cerebelar (desenvolvimento incompleto de uma região do cerebelo), espaço subaracnóideo alargado e cefalocele occipital atrésica (um tipo de falha no fechamento do crânio na região posterior da cabeça). O atraso global do desenvolvimento e a deficiência intelectual são achados frequentes. Algumas crianças podem apresentar deficiência auditiva do tipo condutiva (dificuldade em ouvir sons devido a problemas no ouvido médio ou externo).[1][4]

As alterações nos membros incluem metatarso curto (ossos do pé mais curtos que o normal), pé longo, falange distal do dedo curta (a ponta dos dedos das mãos é mais curta) e hálux valgo (desvio do dedão do pé em direção aos outros dedos). O cabelo pode ser espesso. Em alguns casos, há fissura palatina (abertura no céu da boca), defeito do septo atrial (um tipo de comunicação entre as câmaras superiores do coração) e morfologia anormal do coração.[1][4]

Causas genéticas

A Síndrome de Zechi-Ceide é uma condição genética com padrão de herança autossômico recessivo. Isso significa que, para manifestar a doença, a pessoa precisa herdar duas cópias do gene alterado (uma do pai e outra da mãe). Os pais, geralmente, são portadores saudáveis de uma única cópia da alteração genética. Até o momento, o gene específico responsável pela síndrome ainda não foi identificado ou não está listado nas bases de dados científicas consultadas.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica detalhada, na identificação das características físicas típicas e na confirmação por meio de exames genéticos. Exames de imagem, como ressonância magnética do crânio, podem auxiliar na identificação das alterações cerebrais e cranianas. O ecocardiograma é útil para avaliar possíveis defeitos cardíacos.[1][2]

Os seguintes exames genéticos podem ser realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no diagnóstico: Cariótipo com bandas G, Q ou R; Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e Sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada. O acesso ao atendimento em reabilitação para doenças raras é um direito do paciente.[1][2]

Tratamento e manejo

Não existe um tratamento específico ou curativo para a Síndrome de Zechi-Ceide. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e no suporte ao desenvolvimento. O acompanhamento deve incluir avaliações regulares com neurologista, geneticista, otorrinolaringologista, oftalmologista, cardiologista e fonoaudiólogo. A fisioterapia e a terapia ocupacional são importantes para estimular o desenvolvimento motor e a independência.[1][2]

A deficiência auditiva condutiva pode ser tratada com aparelhos auditivos ou, em alguns casos, com cirurgia. A fissura palatina geralmente requer correção cirúrgica. Os defeitos cardíacos, como o defeito do septo atrial, podem necessitar de acompanhamento ou intervenção cirúrgica cardíaca. O suporte educacional especializado é fundamental para crianças com deficiência intelectual. O tratamento deve ser individualizado, de acordo com as necessidades de cada paciente.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia amplamente de acordo com a gravidade das malformações e o grau de comprometimento neurológico. Com um acompanhamento médico adequado e intervenções precoces, muitas crianças podem alcançar marcos importantes de desenvolvimento e qualidade de vida. O suporte familiar e o acesso a uma rede de reabilitação são fatores essenciais para o bem-estar do paciente.[1][2]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Síndrome de Zechi-Ceide é uma condição autossômica recessiva rara caracterizada por fenda labial/palatina, blefarofimose, achatamento malar e outras anomalias craniofaciais, como cefalocele e narinas subdesenvolvidas.

Publicações científicas
1 artigos
Último publicado: 2012 Jun

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
3
pacientes catalogados
Início
Infancy
+ neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
CID-10: Q87.8
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
PROCEDIMENTOS SIGTAP (5)
0202010503
Cariótipo — bandas G, Q ou Rgenetic_test
0202010600
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISHlab_test
0202010694
Sequenciamento completo do exoma (WES)rehabilitation
0202010260
Dosagem de alfa-fetoproteína
0301070040
Atendimento em reabilitação — doenças raras
Você se identifica com essa condição?
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Entender a doença

Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · revisão 04/06/2026
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Visão geral

A Síndrome de Zechi-Ceide é uma doença genética rara, caracterizada por múltiplas alterações congênitas que afetam principalmente o desenvolvimento da face, do crânio, dos pés e do sistema nervoso central. A condição recebe esse nome em homenagem aos pesquisadores que a descreveram pela primeira vez. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso a cada 1.000.000 de pessoas, sendo considerada uma doença ultrarrara. Os primeiros sinais costumam aparecer ainda no período neonatal ou durante a primeira infância.[1][4]

Sinais e sintomas

A síndrome apresenta um conjunto variado de manifestações clínicas. As características faciais mais comuns incluem testa proeminente, ponte nasal ampla, filtro curto (espaço entre o nariz e o lábio superior), borda do vermelhão fina (lábio superior fino), cantos da boca voltados para baixo, prognatismo mandibular (queixo proeminente), fissuras palpebrais estreitas e curtas, e apêndice cutâneo pós-auricular (pequenas saliências de pele atrás das orelhas). Anormalidades na hélice (parte externa da orelha) também podem estar presentes.[1][4]

No crânio e sistema nervoso, podem ser observadas anormalidades da fossa craniana posterior, hipoplasia do vermis cerebelar (desenvolvimento incompleto de uma região do cerebelo), espaço subaracnóideo alargado e cefalocele occipital atrésica (um tipo de falha no fechamento do crânio na região posterior da cabeça). O atraso global do desenvolvimento e a deficiência intelectual são achados frequentes. Algumas crianças podem apresentar deficiência auditiva do tipo condutiva (dificuldade em ouvir sons devido a problemas no ouvido médio ou externo).[1][4]

As alterações nos membros incluem metatarso curto (ossos do pé mais curtos que o normal), pé longo, falange distal do dedo curta (a ponta dos dedos das mãos é mais curta) e hálux valgo (desvio do dedão do pé em direção aos outros dedos). O cabelo pode ser espesso. Em alguns casos, há fissura palatina (abertura no céu da boca), defeito do septo atrial (um tipo de comunicação entre as câmaras superiores do coração) e morfologia anormal do coração.[1][4]

Causas genéticas

A Síndrome de Zechi-Ceide é uma condição genética com padrão de herança autossômico recessivo. Isso significa que, para manifestar a doença, a pessoa precisa herdar duas cópias do gene alterado (uma do pai e outra da mãe). Os pais, geralmente, são portadores saudáveis de uma única cópia da alteração genética. Até o momento, o gene específico responsável pela síndrome ainda não foi identificado ou não está listado nas bases de dados científicas consultadas.[1][2][5]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica detalhada, na identificação das características físicas típicas e na confirmação por meio de exames genéticos. Exames de imagem, como ressonância magnética do crânio, podem auxiliar na identificação das alterações cerebrais e cranianas. O ecocardiograma é útil para avaliar possíveis defeitos cardíacos.[1][2]

Os seguintes exames genéticos podem ser realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) para auxiliar no diagnóstico: Cariótipo com bandas G, Q ou R; Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; e Sequenciamento completo do exoma (WES). A dosagem de alfa-fetoproteína também pode ser solicitada. O acesso ao atendimento em reabilitação para doenças raras é um direito do paciente.[1][2]

Tratamento e manejo

Não existe um tratamento específico ou curativo para a Síndrome de Zechi-Ceide. O manejo é multidisciplinar e focado no alívio dos sintomas e no suporte ao desenvolvimento. O acompanhamento deve incluir avaliações regulares com neurologista, geneticista, otorrinolaringologista, oftalmologista, cardiologista e fonoaudiólogo. A fisioterapia e a terapia ocupacional são importantes para estimular o desenvolvimento motor e a independência.[1][2]

A deficiência auditiva condutiva pode ser tratada com aparelhos auditivos ou, em alguns casos, com cirurgia. A fissura palatina geralmente requer correção cirúrgica. Os defeitos cardíacos, como o defeito do septo atrial, podem necessitar de acompanhamento ou intervenção cirúrgica cardíaca. O suporte educacional especializado é fundamental para crianças com deficiência intelectual. O tratamento deve ser individualizado, de acordo com as necessidades de cada paciente.[1][2]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia amplamente de acordo com a gravidade das malformações e o grau de comprometimento neurológico. Com um acompanhamento médico adequado e intervenções precoces, muitas crianças podem alcançar marcos importantes de desenvolvimento e qualidade de vida. O suporte familiar e o acesso a uma rede de reabilitação são fatores essenciais para o bem-estar do paciente.[1][2]

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

Partes do corpo afetadas

😀
Face
12 sintomas
👂
Ouvidos
4 sintomas
🧠
Neurológico
3 sintomas
🧬
Pele e cabelo
3 sintomas
🦴
Ossos e articulações
2 sintomas
❤️
Coração
2 sintomas

+ 13 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

55%prev.
Metatarso curto
Frequente (79-30%)
55%prev.
Anormalidade da fossa craniana posterior
Frequente (79-30%)
55%prev.
Cefalocele occipital atrésica
Frequente (79-30%)
55%prev.
Deficiência auditiva condutiva
Frequente (79-30%)
55%prev.
Atraso global do desenvolvimento
Frequente (79-30%)
55%prev.
Prognatismo mandibular
Frequente (79-30%)
41sintomas
Frequente (26)
Ocasional (8)
Sem dados (7)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 41 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Metatarso curtoShort metatarsal
Frequente (79-30%)55%
Anormalidade da fossa craniana posteriorAbnormality of the posterior cranial fossa
Frequente (79-30%)55%
Cefalocele occipital atrésicaAtretic occipital cephalocele
Frequente (79-30%)55%
Deficiência auditiva condutivaConductive hearing impairment
Frequente (79-30%)55%
Atraso global do desenvolvimentoGlobal developmental delay
Frequente (79-30%)55%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa14desde 2012
Total histórico1PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico20121 papers
Linha do tempo
20202012Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

Encontrou um erro ou informação desatualizada? Sugira uma correção →

Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

Nenhum gene associado encontrado

Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de Zechi-Ceide

🗺️

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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.

Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.

🧪 Está conduzindo uma pesquisa?
Divulgue para pacientes e familiares que acompanham esta doença.
Divulgar pesquisa →

Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
1 papers (10 anos)

Publicações recentes

Ver todas no PubMed

📚 EuropePMC1 artigos no totalmostrando 0

Ver todos os 1 no EuropePMC

Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Comunidades

Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras

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Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Referências e fontes

Bases de dados externas citadas neste artigo

Publicações científicas

Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. Confirmation of the Zechi-Ceide syndrome.
    Am J Med Genet A· 2012· PMID 22585531recente

Bases de dados e fontes oficiais

Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.

  1. ORPHA:217017(Orphanet)
  2. OMIM OMIM:612916(OMIM)
  3. MONDO:0013036(MONDO)
  4. GARD:10582(GARD (NIH))
  5. Busca completa no PubMed(PubMed)
  6. Q22978786(Wikidata)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Síndrome de Zechi-Ceide

ORPHA:217017 · MONDO:0013036
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
3 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
Q87.8 · Outras síndromes com malformações congênitas especificadas, não classificadas em outra parte
Início
Infancy, Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C2752047
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a
DiscussaoAtiva

Nenhuma novidade ainda. O agente esta monitorando.

0membros
0novidades

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata