A cardiomiopatia hipertrófica infantil causada pela deficiência de MRPL44 é uma doença mitocondrial rara. Ela afeta a forma como as células produzem energia (fosforilação oxidativa) e envolve problemas com as proteínas dos complexos I e IV. A doença é caracterizada por: um engrossamento do músculo do coração (cardiomiopatia hipertrófica); acúmulo de gordura no fígado com enzimas hepáticas elevadas (transaminases); intolerância ao exercício (cansaço fácil durante atividades físicas); e fraqueza muscular. Sintomas neurológicos e oftalmológicos (que afetam o cérebro e os olhos) foram relatados em fases mais avançadas da vida. Incluem: enxaqueca com paralisia temporária de um lado do corpo (enxaqueca hemiplégica); lesões no cérebro visíveis em ressonância magnética que lembram a Síndrome de Leigh; e degeneração da retina (retinopatia pigmentar).
Introdução
O que você precisa saber de cara
A cardiomiopatia hipertrófica da infância por déficit de MRPL44 é uma doença genética mitocondrial muito rara que prejudica a produção de energia nas células. Ela se manifesta tipicamente logo nos primeiros meses de vida, provocando espessamento no músculo do coração, aumento de gordura no fígado e fraqueza muscular com cansaço excessivo. O diagnóstico pode ser estabelecido por exames clínicos detalhados e confirmado pelo teste genético que busca variantes no gene MRPL44. Embora a doença não conte com um PCDT ou remédio específico dispensado pelo SUS, o suporte aos sintomas deve ser realizado pela rede especializada de atenção à saúde.
A cardiomiopatia hipertrófica infantil causada pela deficiência de MRPL44 é uma doença mitocondrial rara. Ela afeta a forma como as células produzem energia (fosforilação oxidativa) e envolve problemas com as proteínas dos complexos I e IV. A doença é caracterizada por: um engrossamento do músculo do coração (cardiomiopatia hipertrófica); acúmulo de gordura no fígado com enzimas hepáticas elevadas (transaminases); intolerância ao exercício (cansaço fácil durante atividades físicas); e fraqueza muscular. Sintomas neurológicos e oftalmológicos (que afetam o cérebro e os olhos) foram relatados em fases mais avançadas da vida. Incluem: enxaqueca com paralisia temporária de um lado do corpo (enxaqueca hemiplégica); lesões no cérebro visíveis em ressonância magnética que lembram a Síndrome de Leigh; e degeneração da retina (retinopatia pigmentar).
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 6 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 9 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisCombined oxidative phosphorylation deficiency 16
An autosomal recessive, mitochondrial disorder characterized by hypertrophic cardiomyopathy, liver steatosis, and decreased levels of mitochondrial complexes I and IV in heart and skeletal muscle.
Variantes genéticas (ClinVar)
48 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 7 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Cardiomiopatia hipertrófica da infância por déficit de MRPL44
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Associações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Cardiomiopatia hipertrófica da infância por déficit de MRPL44 e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Ela é causada por mutações genéticas com herança autossômica recessiva no gene MRPL44. Essas alterações genéticas impedem a síntese correta da proteína mL44, gerando falhas na tradução mitocondrial e na respiração celular.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Cardiomiopatia hipertrófica da infância por déficit de MRPL44. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/cardiomiopatia-hipertrofica-da-infancia-por-deficit-de-mrpl44
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Cardiomiopatia hipertrófica da infância por déficit de MRPL44
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Reposicionamento
- fonte: Drug Repurposing Hub