Doença genética peroxissomal rara, caracterizada por ataxia lentamente progressiva de início na infância e neuropatia motora axonal devido à deficiência de PEX 10. Os sinais piramidais e atrofia cerebelosa acentuada são evidentes. Os pacientes podem apresentar perturbação do desenvolvimento intelectual ligeiro, tremor intencional, diminuição da sensibilidade vibratória e diabetes mellitus. Como características adicionais podem incluir nistagmo, midríase, hiperreflexia e movimento involuntário da cabeça.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A ataxia autossômica recessiva por deficiência PEX10 é uma doença genética rara que afeta principalmente o sistema nervoso, causando dificuldades progressivas de coordenação e equilíbrio. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A condição geralmente se manifesta na infância ou na adolescência.[1][3]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem ataxia (falta de coordenação) que afeta o tronco, os membros e a marcha, que piora com o tempo. Outros sinais frequentes são: disartria (dificuldade para falar), apraxia oculomotora (dificuldade em mover os olhos voluntariamente), movimentos anormais da cabeça, midríase (pupilas dilatadas) e prejuízo na perseguição visual suave. Podem ocorrer também hiperreflexia (reflexos exagerados), sinal piramidal anormal, neuropatia axonal motora (fraqueza muscular por dano nos nervos) e pé cavo (arco do pé elevado). Muitas pessoas apresentam atraso global do desenvolvimento, deficiência intelectual leve e diabetes mellitus tipo 2. Exames laboratoriais podem mostrar acúmulo de ácidos graxos de cadeia muito longa e concentração anormal de ácido fitânico circulante. A ressonância magnética do cérebro frequentemente revela atrofia cerebelar difusa (encolhimento do cerebelo).[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene PEX10 (do inglês Peroxisome biogenesis factor 10). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a formação e função dos peroxissomos — organelas celulares que ajudam a quebrar ácidos graxos de cadeia muito longa e outras substâncias. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos e na confirmação por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal exame disponível, capaz de identificar mutações no gene PEX10. Atualmente, há 281 variantes descritas no ClinVar e 85 testes genéticos disponíveis para a condição. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para o diagnóstico, incluindo o sequenciamento completo do exoma e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a ataxia autossômica recessiva por deficiência PEX10. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Isso pode incluir fisioterapia e terapia ocupacional para ajudar na coordenação e na marcha, fonoaudiologia para a disartria, e acompanhamento endocrinológico para o diabetes mellitus tipo 2. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS. Nenhum medicamento específico é aprovado para a doença até o momento.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a idade de início. A ataxia cerebelar é progressiva, o que pode levar a dificuldades crescentes de locomoção e coordenação ao longo do tempo. O acompanhamento multidisciplinar e o suporte de reabilitação são fundamentais para manter a funcionalidade e a qualidade de vida pelo maior tempo possível.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença genética peroxissomal rara, caracterizada por ataxia lentamente progressiva de início na infância e neuropatia motora axonal devido à deficiência de PEX 10. Os sinais piramidais e atrofia cerebelosa acentuada são evidentes. Os pacientes podem apresentar perturbação do desenvolvimento intelectual ligeiro, tremor intencional, diminuição da sensibilidade vibratória e diabetes mellitus. Como características adicionais podem incluir nistagmo, midríase, hiperreflexia e movimento involuntário da cabeça.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A ataxia autossômica recessiva por deficiência PEX10 é uma doença genética rara que afeta principalmente o sistema nervoso, causando dificuldades progressivas de coordenação e equilíbrio. Estima-se que sua prevalência seja inferior a 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A condição geralmente se manifesta na infância ou na adolescência.[1][3]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem ataxia (falta de coordenação) que afeta o tronco, os membros e a marcha, que piora com o tempo. Outros sinais frequentes são: disartria (dificuldade para falar), apraxia oculomotora (dificuldade em mover os olhos voluntariamente), movimentos anormais da cabeça, midríase (pupilas dilatadas) e prejuízo na perseguição visual suave. Podem ocorrer também hiperreflexia (reflexos exagerados), sinal piramidal anormal, neuropatia axonal motora (fraqueza muscular por dano nos nervos) e pé cavo (arco do pé elevado). Muitas pessoas apresentam atraso global do desenvolvimento, deficiência intelectual leve e diabetes mellitus tipo 2. Exames laboratoriais podem mostrar acúmulo de ácidos graxos de cadeia muito longa e concentração anormal de ácido fitânico circulante. A ressonância magnética do cérebro frequentemente revela atrofia cerebelar difusa (encolhimento do cerebelo).[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene PEX10 (do inglês Peroxisome biogenesis factor 10). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína essencial para a formação e função dos peroxissomos — organelas celulares que ajudam a quebrar ácidos graxos de cadeia muito longa e outras substâncias. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos e na confirmação por testes genéticos. O sequenciamento completo do exoma (WES) é o principal exame disponível, capaz de identificar mutações no gene PEX10. Atualmente, há 281 variantes descritas no ClinVar e 85 testes genéticos disponíveis para a condição. No Brasil, o SUS oferece cobertura mínima para o diagnóstico, incluindo o sequenciamento completo do exoma e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][4]
Tratamento e manejo
Não há cura para a ataxia autossômica recessiva por deficiência PEX10. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Isso pode incluir fisioterapia e terapia ocupacional para ajudar na coordenação e na marcha, fonoaudiologia para a disartria, e acompanhamento endocrinológico para o diabetes mellitus tipo 2. O atendimento em reabilitação para doenças raras está disponível no SUS. Nenhum medicamento específico é aprovado para a doença até o momento.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a idade de início. A ataxia cerebelar é progressiva, o que pode levar a dificuldades crescentes de locomoção e coordenação ao longo do tempo. O acompanhamento multidisciplinar e o suporte de reabilitação são fundamentais para manter a funcionalidade e a qualidade de vida pelo maior tempo possível.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 9 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 19 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
E3 ubiquitin-protein ligase component of a retrotranslocation channel required for peroxisome organization by mediating export of the PEX5 receptor from peroxisomes to the cytosol, thereby promoting PEX5 recycling (PubMed:24662292). The retrotranslocation channel is composed of PEX2, PEX10 and PEX12; each subunit contributing transmembrane segments that coassemble into an open channel that specifically allows the passage of PEX5 through the peroxisomal membrane (By similarity). PEX10 also regula
Peroxisome membrane
Peroxisome biogenesis disorder complementation group 7
A peroxisomal disorder arising from a failure of protein import into the peroxisomal membrane or matrix. The peroxisome biogenesis disorders (PBD group) are genetically heterogeneous with at least 14 distinct genetic groups as concluded from complementation studies. Include disorders are: Zellweger syndrome (ZWS), neonatal adrenoleukodystrophy (NALD), infantile Refsum disease (IRD), and classical rhizomelic chondrodysplasia punctata (RCDP). ZWS, NALD and IRD are distinct from RCDP and constitute a clinical continuum of overlapping phenotypes known as the Zellweger spectrum (PBD-ZSS).
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
281 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:247815(Orphanet)
- MONDO:0016614(MONDO)
- GARD:20666(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Q55345966(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Ataxia autossômica recessiva por deficiência PEX10
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov