Ataxia cerebelosa autossômica recessiva de início na infância, não progressiva. Caracteriza-se por ataxia da marcha, atraso motor, hipotonia e incoordenação, com reflexos normais ou hiperreflexia.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A ataxia cerebelosa não-progressiva autossômica recessiva de início na infância é uma doença neurológica rara, caracterizada por problemas de coordenação motora (ataxia) que surgem ainda na infância ou no período neonatal. A condição é chamada de “não-progressiva” porque, ao contrário de outras ataxias, os sintomas tendem a se estabilizar ao longo do tempo, sem piora contínua. Estima-se que afete menos de 1 pessoa em cada 1.000.000 de habitantes.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem ataxia (falta de coordenação), tremor intencional (tremor ao tentar alcançar algo), dismetria (dificuldade em controlar a distância e a força dos movimentos), disartria (fala arrastada ou difícil de entender) e marcha de base alargada (andar com as pernas mais afastadas). Muitas crianças apresentam atraso global do desenvolvimento, atraso motor e atraso no desenvolvimento da fala e da linguagem. Hipotonia (tônus muscular baixo) e espasticidade (rigidez muscular) podem estar presentes, assim como hiperreflexia (reflexos exagerados) e sinal de Babinski (resposta anormal ao estímulo da sola do pé). Alguns indivíduos têm baixa estatura e pé plano. Exames de imagem podem mostrar atrofia do cerebelo, especialmente do vermis cerebelar.[1][2]
Causas genéticas
A doença é herdada de forma autossômica recessiva, ou seja, é necessário que a pessoa receba uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a condição. Até o momento, o gene específico responsável por essa forma de ataxia ainda não foi identificado (símbolo do gene não disponível). A base genética está em investigação, e o diagnóstico é confirmado por critérios clínicos e exclusão de outras causas.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas neurológicos, na história familiar e em exames de imagem que mostram atrofia cerebelar. Testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), podem ser utilizados para excluir outras doenças hereditárias e auxiliar na confirmação diagnóstica. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para esses procedimentos, incluindo atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3][4][5]
Tratamento e manejo
Não há cura específica para a ataxia cerebelosa não-progressiva autossômica recessiva de início na infância. O manejo é multidisciplinar e foca no alívio dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia são frequentemente recomendadas para ajudar na coordenação motora, na fala e nas atividades diárias. O acompanhamento com neurologista e geneticista é importante para monitorar a evolução e orientar a família. Não há medicamentos aprovados especificamente para esta condição.[1][3][5]
Tratamentos citados na literatura
Na literatura científica, o fármaco ivermectina foi mencionado em associação com esta doença em 2 publicações (fonte: PubTator3). É importante destacar que essas são associações mineradas de artigos de pesquisa e não representam uma recomendação de tratamento. Não há evidências suficientes para indicar o uso de ivermectina no manejo clínico da condição.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
Por ser uma condição não-progressiva, os sintomas geralmente não pioram com o tempo, o que permite que muitas pessoas desenvolvam estratégias adaptativas e mantenham uma qualidade de vida razoável com o suporte adequado. O atraso no desenvolvimento motor e de fala pode persistir, mas intervenções precoces de reabilitação podem trazer benefícios significativos. O prognóstico a longo prazo depende da gravidade dos sintomas e do acesso a cuidados multidisciplinares.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A ataxia cerebelosa não-progressiva autossômica recessiva de início na infância é uma condição genética rara que afeta a coordenação motora desde os primeiros meses de vida. As famílias costumam notar hipotonia muscular, atraso para engatinhar ou andar, além de desequilíbrio e lentidão no desenvolvimento da fala. Não existem remédios curativos aprovados, mas o SUS oferece atendimento em reabilitação para auxiliar nas funções motoras e de comunicação. A doença não possui um PCDT oficial próprio, sendo o diagnóstico e o cuidado direcionados pelos centros e serviços de doenças raras da rede pública.
Ataxia cerebelosa autossômica recessiva de início na infância, não progressiva. Caracteriza-se por ataxia da marcha, atraso motor, hipotonia e incoordenação, com reflexos normais ou hiperreflexia.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 12 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 26 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Nenhum gene associado encontrado
Os dados genéticos desta condição ainda estão sendo catalogados.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Ataxia cerebelosa não-progressiva autossômica recessiva de início na infância e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
É uma doença genética rara caracterizada por alterações do equilíbrio e da coordenação motora com início no período neonatal ou na infância. Ela apresenta herança autossômica recessiva e acomete menos de 1 pessoa em cada 1.000.000.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Ataxia cerebelosa não-progressiva autossômica recessiva de início na infância. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/ataxia-cerebelosa-nao-progressiva-autossomica-recessiva-de-inicio-na-infancia
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Ataxia cerebelosa não-progressiva autossômica recessiva de início na infância
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata