Imunodeficiência comum variável causada por deficiência no gene SEC61A1, levando a infecções recorrentes e autoimunidade. Afeta a função do retículo endoplasmático, impactando a produção de anticorpos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A deficiência de imunoglobulina comum variável (CVID) por deficiência de SEC61A1 é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas imunodeficiências primárias, nas quais o corpo tem dificuldade em produzir anticorpos suficientes para combater infecções. Isso leva a infecções recorrentes, principalmente nos pulmões, seios da face e ouvidos. A doença é causada por alterações (variantes) no gene SEC61A1.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas estão relacionados à baixa produção de anticorpos (imunoglobulinas). Os pacientes apresentam níveis diminuídos de IgA, IgG e IgM circulantes. Isso resulta em infecções recorrentes, como sinusite, bronquite, amigdalite, otite média e infecções do trato respiratório inferior. Infecções mais graves, como sepse, também podem ocorrer. Além disso, é comum haver infestações frequentes por Giardia lamblia, um parasita intestinal. Outros sintomas incluem anemia e fenômeno de Raynaud (mudança de cor dos dedos em resposta ao frio). Exames laboratoriais podem mostrar uma resposta de anticorpos diminuída a vacinas, como a vacina antitetânica e vacinas polissacarídicas, e níveis elevados de creatinina no sangue.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes (mutações) no gene SEC61A1. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada 'Protein transport protein Sec61 subunit alpha isoform 1', que é essencial para o transporte de proteínas dentro das células. Quando o gene SEC61A1 não funciona corretamente, a produção de anticorpos é prejudicada, levando ao quadro de imunodeficiência.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de sangue que mostram níveis baixos de imunoglobulinas (IgA, IgG, IgM) e resposta deficiente a vacinas. O diagnóstico genético é confirmado através de testes genéticos que identificam variantes patogênicas no gene SEC61A1. Atualmente, existem 24 variantes reportadas no ClinVar e 5 testes genéticos disponíveis para esta condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no manejo das infecções e na reposição de anticorpos. A principal terapia é a infusão regular de imunoglobulina (anticorpos) para ajudar a prevenir infecções. Infecções agudas são tratadas com antibióticos. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta condição listados nas fontes oficiais consultadas. No Brasil, esta condição não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade das infecções e a resposta ao tratamento com imunoglobulina. Com o manejo adequado, incluindo a reposição de anticorpos e o tratamento precoce de infecções, muitos pacientes podem levar uma vida relativamente normal, embora com necessidade de acompanhamento médico contínuo. Infecções graves e complicações como sepse podem impactar a qualidade de vida e o prognóstico.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Imunodeficiência comum variável causada por deficiência no gene SEC61A1, levando a infecções recorrentes e autoimunidade. Afeta a função do retículo endoplasmático, impactando a produção de anticorpos.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A deficiência de imunoglobulina comum variável (CVID) por deficiência de SEC61A1 é uma doença genética rara que afeta o sistema imunológico. Ela faz parte de um grupo de condições chamadas imunodeficiências primárias, nas quais o corpo tem dificuldade em produzir anticorpos suficientes para combater infecções. Isso leva a infecções recorrentes, principalmente nos pulmões, seios da face e ouvidos. A doença é causada por alterações (variantes) no gene SEC61A1.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas estão relacionados à baixa produção de anticorpos (imunoglobulinas). Os pacientes apresentam níveis diminuídos de IgA, IgG e IgM circulantes. Isso resulta em infecções recorrentes, como sinusite, bronquite, amigdalite, otite média e infecções do trato respiratório inferior. Infecções mais graves, como sepse, também podem ocorrer. Além disso, é comum haver infestações frequentes por Giardia lamblia, um parasita intestinal. Outros sintomas incluem anemia e fenômeno de Raynaud (mudança de cor dos dedos em resposta ao frio). Exames laboratoriais podem mostrar uma resposta de anticorpos diminuída a vacinas, como a vacina antitetânica e vacinas polissacarídicas, e níveis elevados de creatinina no sangue.[1][4]
Causas genéticas
A doença é causada por variantes (mutações) no gene SEC61A1. Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína chamada 'Protein transport protein Sec61 subunit alpha isoform 1', que é essencial para o transporte de proteínas dentro das células. Quando o gene SEC61A1 não funciona corretamente, a produção de anticorpos é prejudicada, levando ao quadro de imunodeficiência.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica, exames de sangue que mostram níveis baixos de imunoglobulinas (IgA, IgG, IgM) e resposta deficiente a vacinas. O diagnóstico genético é confirmado através de testes genéticos que identificam variantes patogênicas no gene SEC61A1. Atualmente, existem 24 variantes reportadas no ClinVar e 5 testes genéticos disponíveis para esta condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
O tratamento é focado no manejo das infecções e na reposição de anticorpos. A principal terapia é a infusão regular de imunoglobulina (anticorpos) para ajudar a prevenir infecções. Infecções agudas são tratadas com antibióticos. Não há medicamentos específicos aprovados exclusivamente para esta condição listados nas fontes oficiais consultadas. No Brasil, esta condição não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia de acordo com a gravidade das infecções e a resposta ao tratamento com imunoglobulina. Com o manejo adequado, incluindo a reposição de anticorpos e o tratamento precoce de infecções, muitos pacientes podem levar uma vida relativamente normal, embora com necessidade de acompanhamento médico contínuo. Infecções graves e complicações como sepse podem impactar a qualidade de vida e o prognóstico.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 10 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 17 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisComponent of SEC61 channel-forming translocon complex that mediates transport of signal peptide-containing precursor polypeptides across the endoplasmic reticulum (ER) (PubMed:12475939, PubMed:22375059, PubMed:28782633, PubMed:29719251, PubMed:32814900). Forms a ribosome receptor and a gated pore in the ER membrane, both functions required for cotranslational translocation of nascent polypeptides (PubMed:22375059, PubMed:28782633, PubMed:29719251). May cooperate with auxiliary protein SEC62, SEC
Endoplasmic reticulum membrane
Tubulointerstitial kidney disease, autosomal dominant 5
A form of autosomal dominant tubulointerstitial kidney disease, a genetically heterogeneous disorder characterized by slowly progressive loss of kidney function, bland urinary sediment, hyperuricemia, absent or mildly increased albuminuria, lack of severe hypertension during the early stages, and normal or small kidneys on ultrasound. Renal histology shows variable abnormalities including interstitial fibrosis with tubular atrophy, microcystic dilatation of the tubules, thickening of tubular basement membranes, medullary cysts, and secondary glomerulosclerotic or glomerulocystic changes with abnormal glomerular tufting. There is significant variability, as well as incomplete penetrance.
Medicamentos aprovados (FDA)
1 medicamento encontrado nos registros da FDA americana.
Variantes genéticas (ClinVar)
24 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Common variable immunodeficiency phenotype due to SEC61A1 deficiency
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
Mast cell mediators in hereditary angioedema.
Prenatal Molecular Diagnosis of COL2A1-Associated Stickler Syndrome: Genotype-Phenotype Correlation in a Resource-Limited Healthcare Setting.
Platelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
Monogenic lupus with SLC7A7 mutations: a retrospective study from a Chinese center.
Associações
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:697417(Orphanet)
- MONDO:0958013(MONDO)
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Common variable immunodeficiency phenotype due to SEC61A1 deficiency
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- Medicamentos aprovados FDA
- fonte: FDA OpenFDA