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Deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal
ORPHA:2971CID-10 · E71.3CID-11 · 5C57.1OMIM 264470DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Visão / ocularInício neonatalHerança AR
Também conhecida comoNALD
Sinônimos clínicos: Pseudo-adrenoleucodistrofia

A deficiência peroxissomal de acil-CoA oxidase é uma doença neurodegenerativa rara que pertence ao grupo das doenças peroxissomais hereditárias e é caracterizada por hipotonia e convulsões no período neonatal e regressão neurológica na primeira infância.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal é uma doença genética muito rara que afeta o sistema nervoso desde os primeiros dias de vida. Os bebês afetados costumam apresentar flacidez muscular intensa (hipotonia), crises convulsivas e perda progressiva de habilidades na infância. No Brasil, a condição não possui um protocolo oficial (PCDT) no Ministério da Saúde nem remédios específicos listados no SUS, sendo o acompanhamento direcionado ao controle dos sintomas e ao suporte respiratório e neurológico. Existem pesquisas internacionais em andamento para entender a história natural da doença e avançar no cuidado aos pacientes.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

A deficiência peroxissomal de acil-CoA oxidase é uma doença neurodegenerativa rara que pertence ao grupo das doenças peroxissomais hereditárias e é caracterizada por hipotonia e convulsões no período neonatal e regressão neurológica na primeira infância.

Pesquisas ativas
1 ensaio
1 total registrados no ClinicalTrials.gov
Publicações científicas
12 artigos
Último publicado: 2021 Mar

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
40
pacientes catalogados
Início
Neonatal
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 20%
7 procedimentos SIGTAPCID-10: E71.3
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (7)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
+1 outros
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
9 sintomas
👁️
Olhos
8 sintomas
😀
Face
4 sintomas
🫃
Digestivo
4 sintomas
💪
Músculos
3 sintomas
👂
Ouvidos
3 sintomas

+ 19 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Início neonatal
Frequência: 2/2
100%prev.
Acúmulo de ácidos graxos de cadeia muito longa
Frequência: 2/2
100%prev.
Regressão do desenvolvimento
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Deficiência intelectual, grave
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Hipotonia
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Hipotonia neonatal
Frequência: 2/2
54sintomas
Muito frequente (18)
Frequente (15)
Ocasional (2)
Sem dados (19)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 54 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Início neonatalNeonatal onset
Frequência: 2/2100%
Acúmulo de ácidos graxos de cadeia muito longaVery long chain fatty acid accumulation
Frequência: 2/2100%
Regressão do desenvolvimentoDevelopmental regression
Muito frequente (99-80%)100%
Deficiência intelectual, graveIntellectual disability, severe
Muito frequente (99-80%)100%
HipotoniaHypotonia
Muito frequente (99-80%)100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa5desde 2021
Total histórico12PubMed
Últimos 10 anos2publicações
Pico20211 papers
Linha do tempo
2021Hoje · 2026🧪 2012Primeiro ensaio clínico
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
ACOX1
ACOX1
ACOX1Peroxisomal acyl-coenzyme A oxidase 1Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (2)
Peroxisomal protein importTYSND1 cleaves peroxisomal proteins
MECANISMO DE DOENÇA

Adrenoleukodystrophy, pseudoneonatal

A peroxisomal single-enzyme disorder of fatty acid beta-oxidation, resulting in clinical manifestations that remind neonatal adrenoleukodystrophy. Clinical features include intellectual disability, leukodystrophy, seizures, mild hepatomegaly, hearing deficit. Pseudo-NALD is characterized by increased plasma levels of very-long chain fatty acids, due to decreased or absent peroxisome acyl-CoA oxidase activity. Peroxisomes are intact and functioning.

OUTRAS DOENÇAS (2)
peroxisomal acyl-CoA oxidase deficiencyMitchell syndrome
HGNC:119UniProt:Q15067

Variantes genéticas (ClinVar)

125 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 ACOX1: NM_004035.7(ACOX1):c.422del (p.Met141fs) ()
🧬 ACOX1: NM_004035.7(ACOX1):c.340C>T (p.Gln114Ter) ()
🧬 ACOX1: GRCh37/hg19 17q24.3-25.3(chr17:70161447-81041938)x3 ()
🧬 ACOX1: NM_004035.7(ACOX1):c.1816T>G (p.Leu606Val) ()
🧬 ACOX1: NM_004035.7(ACOX1):c.1481T>G (p.Leu494Ter) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Pipeline de tratamentos
Pipeline regulatório — de medicamentos já aprovados a drogas em pesquisa exploratória.
·Pré-clínico1
Medicamentos catalogadosEnsaios clínicos· 0 medicamentos · 1 ensaio
Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Onde estão os ensaios

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Publicações mais relevantes

🥈Melhor nível de evidência: Observacional
Timeline de publicações
1 papers (10 anos)
#1

Development of a system adapted for the diagnosis and evaluation of peroxisomal disorders by measuring bile acid intermediates.

Brain &amp; development2023 Jan

Bile acid intermediates, 3α,7α,12α-trihydroxycholestanoic acid (THCA) and 3α,7α-dihydroxycholestanoic acid (DHCA), are metabolized in peroxisomes. Some peroxisomal disorders (PDs), such as Zellweger spectrum disorder (ZSD), show an accumulation of bile acid intermediates. In particular, ABCD3 deficiency and acyl-CoA-oxidase 2 deficiency are characterized by these metabolite abnormalities. In patients with ZSD, levels of bile acid intermediates can be lowered by a primary bile acid supplementation treatment; therefore, measuring their levels could help evaluate treatment effectiveness. Here, we established a method for the quantitative determination of bile acid intermediates (THCA/DHCA) for differentiating PDs and assessing bile acid treatment. Serum samples, obtained from patients with several forms of ZSD as well as peroxisomal β-oxidation enzyme deficiencies, were deproteinized and analyzed using liquid chromatography-mass spectrometry. Levels of the bile acid intermediates increased significantly in patients with Zellweger syndrome (ZS) and slightly in patients with neonatal adrenoleukodystrophy and infantile Refsum disease (IRD), reflecting the severity of these diseases. One patient with ZS treated with primary bile acids for 6 months showed slightly decreased serum DHCA levels but significantly increased serum THCA levels. One patient with IRD who underwent living-donor liver transplantation showed a rapid decrease in serum THCA and DHCA levels, which remained undetected for 6 years. In all controls, THCA and DHCA levels were below the detection limit. The analytical method developed in this study is useful for diagnosing various PD and validating bile acid treatment. Additionally, it can help predict the prognosis of patients with PD and support treatment strategies.

#2

Novel ACOX1 mutations in two siblings with peroxisomal acyl-CoA oxidase deficiency.

Brain &amp; development2021 Mar

Peroxisomal acyl-CoA oxidase (ACOX1) deficiency is a rare autosomal recessive single enzyme deficiency characterized by hypotonia, seizures, failure to thrive, developmental delay, and neurological regression starting from approximately 3 years of age. Here, we report two siblings with ACOX1 deficiency born to non-consanguineous Japanese parents. They showed mild global developmental delay from infancy and began to regress at 5 years 10 months and 5 years 6 months of age respectively. They gradually manifested with cerebellar ataxia, dysarthria, pyramidal signs, and dysphasia. Brain MRI revealed T2 high-intensity areas in the cerebellar white matter, bilateral middle cerebellar peduncle, and transverse tracts of the pons, followed by progressive atrophy of these areas. Intriguingly, the ratios of C24:0, C25:0, and C26:0 to C22:0 in plasma, which usually increase in ACOX1 deficiency were within normal ranges in both patients. On the other hand, whole exome sequencing revealed novel compound heterozygous variants in ACOX1: a frameshift variant (c.160delC:p.Leu54Serfs*18) and a missense variant (c.1259 T > C:p.Phe420Ser). The plasma concentration of individual very long chain fatty acids (C24:0, C25:0, and C26:0) was elevated, and we found that peroxisomes in fibroblasts of the patients were larger in size and fewer in number as previously reported in patients with ACOX1 deficiency. Furthermore, the C24:0 β-oxidation activity was dramatically reduced. Our findings suggest that the elevation of individual plasma very long chain fatty acids concentration, genetic analysis including whole exome analysis, and biochemical studies on the patient's fibroblasts should be considered for the correct diagnosis of ACOX1 deficiency.

Publicações recentes

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Doenças relacionadas

Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Sim, ela é uma doença de herança autossômica recessiva ligada a alterações no gene ACOX1. Isso significa que a criança herda uma cópia alterada do gene de cada um dos genitores.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

6 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. ORPHA:2971
    Orphanet
  2. GARD:4543
    GARD (NIH)
  3. Q18553481
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-acil-coa-oxidase-peroxissomal

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal
Compêndio · Raras BR

Deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal

ORPHA:2971 · MONDO:0009919
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
7 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
40 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E71.3 · Distúrbios do metabolismo de ácidos graxos
CID-11
Ensaios
1 ativos
Início
Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C0342871
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara