A deficiência peroxissomal de acil-CoA oxidase é uma doença neurodegenerativa rara que pertence ao grupo das doenças peroxissomais hereditárias e é caracterizada por hipotonia e convulsões no período neonatal e regressão neurológica na primeira infância.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal é uma doença genética muito rara que afeta o sistema nervoso desde os primeiros dias de vida. Os bebês afetados costumam apresentar flacidez muscular intensa (hipotonia), crises convulsivas e perda progressiva de habilidades na infância. No Brasil, a condição não possui um protocolo oficial (PCDT) no Ministério da Saúde nem remédios específicos listados no SUS, sendo o acompanhamento direcionado ao controle dos sintomas e ao suporte respiratório e neurológico. Existem pesquisas internacionais em andamento para entender a história natural da doença e avançar no cuidado aos pacientes.
A deficiência peroxissomal de acil-CoA oxidase é uma doença neurodegenerativa rara que pertence ao grupo das doenças peroxissomais hereditárias e é caracterizada por hipotonia e convulsões no período neonatal e regressão neurológica na primeira infância.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 19 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 54 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisAdrenoleukodystrophy, pseudoneonatal
A peroxisomal single-enzyme disorder of fatty acid beta-oxidation, resulting in clinical manifestations that remind neonatal adrenoleukodystrophy. Clinical features include intellectual disability, leukodystrophy, seizures, mild hepatomegaly, hearing deficit. Pseudo-NALD is characterized by increased plasma levels of very-long chain fatty acids, due to decreased or absent peroxisome acyl-CoA oxidase activity. Peroxisomes are intact and functioning.
Variantes genéticas (ClinVar)
125 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
5 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal
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Outros ensaios clínicos
Publicações mais relevantes
Development of a system adapted for the diagnosis and evaluation of peroxisomal disorders by measuring bile acid intermediates.
Bile acid intermediates, 3α,7α,12α-trihydroxycholestanoic acid (THCA) and 3α,7α-dihydroxycholestanoic acid (DHCA), are metabolized in peroxisomes. Some peroxisomal disorders (PDs), such as Zellweger spectrum disorder (ZSD), show an accumulation of bile acid intermediates. In particular, ABCD3 deficiency and acyl-CoA-oxidase 2 deficiency are characterized by these metabolite abnormalities. In patients with ZSD, levels of bile acid intermediates can be lowered by a primary bile acid supplementation treatment; therefore, measuring their levels could help evaluate treatment effectiveness. Here, we established a method for the quantitative determination of bile acid intermediates (THCA/DHCA) for differentiating PDs and assessing bile acid treatment. Serum samples, obtained from patients with several forms of ZSD as well as peroxisomal β-oxidation enzyme deficiencies, were deproteinized and analyzed using liquid chromatography-mass spectrometry. Levels of the bile acid intermediates increased significantly in patients with Zellweger syndrome (ZS) and slightly in patients with neonatal adrenoleukodystrophy and infantile Refsum disease (IRD), reflecting the severity of these diseases. One patient with ZS treated with primary bile acids for 6 months showed slightly decreased serum DHCA levels but significantly increased serum THCA levels. One patient with IRD who underwent living-donor liver transplantation showed a rapid decrease in serum THCA and DHCA levels, which remained undetected for 6 years. In all controls, THCA and DHCA levels were below the detection limit. The analytical method developed in this study is useful for diagnosing various PD and validating bile acid treatment. Additionally, it can help predict the prognosis of patients with PD and support treatment strategies.
Novel ACOX1 mutations in two siblings with peroxisomal acyl-CoA oxidase deficiency.
Peroxisomal acyl-CoA oxidase (ACOX1) deficiency is a rare autosomal recessive single enzyme deficiency characterized by hypotonia, seizures, failure to thrive, developmental delay, and neurological regression starting from approximately 3 years of age. Here, we report two siblings with ACOX1 deficiency born to non-consanguineous Japanese parents. They showed mild global developmental delay from infancy and began to regress at 5 years 10 months and 5 years 6 months of age respectively. They gradually manifested with cerebellar ataxia, dysarthria, pyramidal signs, and dysphasia. Brain MRI revealed T2 high-intensity areas in the cerebellar white matter, bilateral middle cerebellar peduncle, and transverse tracts of the pons, followed by progressive atrophy of these areas. Intriguingly, the ratios of C24:0, C25:0, and C26:0 to C22:0 in plasma, which usually increase in ACOX1 deficiency were within normal ranges in both patients. On the other hand, whole exome sequencing revealed novel compound heterozygous variants in ACOX1: a frameshift variant (c.160delC:p.Leu54Serfs*18) and a missense variant (c.1259 T > C:p.Phe420Ser). The plasma concentration of individual very long chain fatty acids (C24:0, C25:0, and C26:0) was elevated, and we found that peroxisomes in fibroblasts of the patients were larger in size and fewer in number as previously reported in patients with ACOX1 deficiency. Furthermore, the C24:0 β-oxidation activity was dramatically reduced. Our findings suggest that the elevation of individual plasma very long chain fatty acids concentration, genetic analysis including whole exome analysis, and biochemical studies on the patient's fibroblasts should be considered for the correct diagnosis of ACOX1 deficiency.
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Brain & developmentAssociações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Sim, ela é uma doença de herança autossômica recessiva ligada a alterações no gene ACOX1. Isso significa que a criança herda uma cópia alterada do gene de cada um dos genitores.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-acil-coa-oxidase-peroxissomal
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Deficiência de acil-CoA oxidase peroxissomal
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov