Doença rara que afeta a beta-oxidação peroxissomal, levando a sintomas neurológicos como episódios semelhantes a AVC, enxaquecas e alterações craniofaciais. Caracteriza-se por alterações metabólicas específicas e pode estar associada a hipogonadismo.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A doença da beta-oxidação peroxissomal é uma condição genética rara que afeta o funcionamento de estruturas celulares chamadas peroxissomos. Essas estruturas são responsáveis por quebrar (oxidar) certos tipos de gorduras, como os ácidos graxos de cadeia muito longa e os ácidos biliares. Quando esse processo é interrompido, substâncias gordurosas se acumulam no organismo, podendo causar danos ao sistema nervoso, ao fígado e a outros órgãos. A doença pode se manifestar de diferentes formas, dependendo do gene envolvido e da gravidade da alteração.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da doença da beta-oxidação peroxissomal são variados e podem incluir: episódios semelhantes a acidente vascular cerebral (AVC), enxaqueca, tremores (inclusive tremor intencional), alterações na condução dos nervos (velocidade de condução nervosa motora diminuída), aumento da razão entre os ácidos fitânico e pristânico no sangue, concentração elevada de ácido pristânico circulante, baixos níveis de vitamina E, tempo de protrombina prolongado (indicando alteração na coagulação), esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), hepatomegalia (aumento do fígado), diminuição da concentração sérica de ácidos biliares, hipogonadismo hipergonadotrófico (falha dos testículos ou ovários), polidrâmnio (excesso de líquido amniótico na gestação), alterações craniofaciais como ponte nasal deprimida ou ampla, escafocefalia, dolicocefalia, orelhas de implantação baixa, dedo em martelo, hipoplasia cerebral (desenvolvimento reduzido do cérebro), lesões focais hiperintensas em T2 no tálamo (vistas em exames de imagem) e eletrorretinograma indetectável (indicando comprometimento da retina).[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) em genes que fornecem instruções para enzimas envolvidas na beta-oxidação peroxissomal. Os genes já associados a essa condição são: AMACR (que codifica a enzima alfa-metilacil-CoA racemase), ACOX1 (acil-CoA oxidase peroxissomal 1), EHHADH (enzima bifuncional peroxissomal), SCP2 (proteína 2 do complexo sinaptonêmico) e HSD17B4 (enzima multifuncional peroxissomal tipo 2). Mutações nesses genes levam à redução ou ausência da atividade das respectivas enzimas, comprometendo a quebra de gorduras nos peroxissomos.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da doença da beta-oxidação peroxissomal é baseado na combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e testes genéticos. Exames de sangue podem mostrar aumento da razão ácido fitânico:ácido pristânico, concentração elevada de ácido pristânico, baixos níveis de vitamina E e tempo de protrombina prolongado. A atividade reduzida da acil-CoA oxidase pode ser detectada no sangue, e a atividade reduzida da alfa-metilacil-CoA racemase pode ser observada em fibroblastos cultivados (células da pele cultivadas em laboratório). Existem 336 testes genéticos disponíveis para confirmar o diagnóstico, e 206 variantes patogênicas estão registradas no banco ClinVar. O diagnóstico genético é essencial para identificar o gene específico envolvido.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da doença da beta-oxidação peroxissomal é focado no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações. Não há cura conhecida. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologista, hepatologista, geneticista, nutricionista e outros especialistas conforme necessário. A suplementação de vitamina E pode ser considerada para corrigir os baixos níveis observados. O monitoramento da função hepática e da coagulação é importante. A fisioterapia e a terapia ocupacional podem ajudar em casos de tremores e alterações na condução nervosa. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima para essa condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da doença da beta-oxidação peroxissomal varia amplamente de acordo com o gene afetado, a gravidade da mutação e a idade de início dos sintomas. Alguns pacientes podem apresentar sintomas leves, como enxaqueca e tremores, enquanto outros podem desenvolver complicações graves, como episódios semelhantes a AVC, esteatose hepática e hipoplasia cerebral. O acompanhamento médico regular e o manejo adequado dos sintomas podem melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Doença rara que afeta a beta-oxidação peroxissomal, levando a sintomas neurológicos como episódios semelhantes a AVC, enxaquecas e alterações craniofaciais. Caracteriza-se por alterações metabólicas específicas e pode estar associada a hipogonadismo.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A doença da beta-oxidação peroxissomal é uma condição genética rara que afeta o funcionamento de estruturas celulares chamadas peroxissomos. Essas estruturas são responsáveis por quebrar (oxidar) certos tipos de gorduras, como os ácidos graxos de cadeia muito longa e os ácidos biliares. Quando esse processo é interrompido, substâncias gordurosas se acumulam no organismo, podendo causar danos ao sistema nervoso, ao fígado e a outros órgãos. A doença pode se manifestar de diferentes formas, dependendo do gene envolvido e da gravidade da alteração.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da doença da beta-oxidação peroxissomal são variados e podem incluir: episódios semelhantes a acidente vascular cerebral (AVC), enxaqueca, tremores (inclusive tremor intencional), alterações na condução dos nervos (velocidade de condução nervosa motora diminuída), aumento da razão entre os ácidos fitânico e pristânico no sangue, concentração elevada de ácido pristânico circulante, baixos níveis de vitamina E, tempo de protrombina prolongado (indicando alteração na coagulação), esteatose hepática (acúmulo de gordura no fígado), hepatomegalia (aumento do fígado), diminuição da concentração sérica de ácidos biliares, hipogonadismo hipergonadotrófico (falha dos testículos ou ovários), polidrâmnio (excesso de líquido amniótico na gestação), alterações craniofaciais como ponte nasal deprimida ou ampla, escafocefalia, dolicocefalia, orelhas de implantação baixa, dedo em martelo, hipoplasia cerebral (desenvolvimento reduzido do cérebro), lesões focais hiperintensas em T2 no tálamo (vistas em exames de imagem) e eletrorretinograma indetectável (indicando comprometimento da retina).[1][3]
Causas genéticas
A doença é causada por alterações (mutações) em genes que fornecem instruções para enzimas envolvidas na beta-oxidação peroxissomal. Os genes já associados a essa condição são: AMACR (que codifica a enzima alfa-metilacil-CoA racemase), ACOX1 (acil-CoA oxidase peroxissomal 1), EHHADH (enzima bifuncional peroxissomal), SCP2 (proteína 2 do complexo sinaptonêmico) e HSD17B4 (enzima multifuncional peroxissomal tipo 2). Mutações nesses genes levam à redução ou ausência da atividade das respectivas enzimas, comprometendo a quebra de gorduras nos peroxissomos.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico da doença da beta-oxidação peroxissomal é baseado na combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e testes genéticos. Exames de sangue podem mostrar aumento da razão ácido fitânico:ácido pristânico, concentração elevada de ácido pristânico, baixos níveis de vitamina E e tempo de protrombina prolongado. A atividade reduzida da acil-CoA oxidase pode ser detectada no sangue, e a atividade reduzida da alfa-metilacil-CoA racemase pode ser observada em fibroblastos cultivados (células da pele cultivadas em laboratório). Existem 336 testes genéticos disponíveis para confirmar o diagnóstico, e 206 variantes patogênicas estão registradas no banco ClinVar. O diagnóstico genético é essencial para identificar o gene específico envolvido.[1][3][4]
Tratamento e manejo
O tratamento da doença da beta-oxidação peroxissomal é focado no manejo dos sintomas e na prevenção de complicações. Não há cura conhecida. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologista, hepatologista, geneticista, nutricionista e outros especialistas conforme necessário. A suplementação de vitamina E pode ser considerada para corrigir os baixos níveis observados. O monitoramento da função hepática e da coagulação é importante. A fisioterapia e a terapia ocupacional podem ajudar em casos de tremores e alterações na condução nervosa. O aconselhamento genético é recomendado para as famílias. No Brasil, a cobertura pelo SUS é considerada mínima para essa condição.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da doença da beta-oxidação peroxissomal varia amplamente de acordo com o gene afetado, a gravidade da mutação e a idade de início dos sintomas. Alguns pacientes podem apresentar sintomas leves, como enxaqueca e tremores, enquanto outros podem desenvolver complicações graves, como episódios semelhantes a AVC, esteatose hepática e hipoplasia cerebral. O acompanhamento médico regular e o manejo adequado dos sintomas podem melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 59 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 154 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
Triagem neonatal (Teste do Pezinho)
A triagem neonatal permite diagnóstico precoce e início imediato do tratamento.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
5 genes identificados com associação a esta condição.
Catalyzes the interconversion of (R)- and (S)-stereoisomers of alpha-methyl-branched-chain fatty acyl-CoA esters (PubMed:10655068, PubMed:11060359, PubMed:7649182). Acts only on coenzyme A thioesters, not on free fatty acids, and accepts as substrates a wide range of alpha-methylacyl-CoAs, including pristanoyl-CoA, trihydroxycoprostanoyl-CoA (an intermediate in bile acid synthesis), and arylpropionic acids like the anti-inflammatory drug ibuprofen (2-(4-isobutylphenyl)propionic acid) but neither
PeroxisomeMitochondrion
Alpha-methylacyl-CoA racemase deficiency
A rare autosomal recessive peroxisomal disorder characterized by elevated plasma concentrations of pristanic acid C27-bile-acid intermediates, and adult onset of variable neurodegenerative symptoms affecting the central and peripheral nervous systems. Features may include seizures, visual failure, sensorimotor neuropathy, spasticity, migraine, and white matter hyperintensities on brain imaging.
Involved in the initial and rate-limiting step of peroxisomal beta-oxidation of straight-chain saturated and unsaturated very-long-chain fatty acids (PubMed:15060085, PubMed:17458872, PubMed:17603022, PubMed:32169171, PubMed:33234382, PubMed:7876265). Catalyzes the desaturation of fatty acyl-CoAs that have a saturated bond between C2 and C3 (2,3-saturated acyl-CoA) to 2-trans-enoyl-CoAs ((2E)-enoyl-CoAs), and donates electrons directly to molecular oxygen (O(2)), thereby producing hydrogen perox
Peroxisome
Adrenoleukodystrophy, pseudoneonatal
A peroxisomal single-enzyme disorder of fatty acid beta-oxidation, resulting in clinical manifestations that remind neonatal adrenoleukodystrophy. Clinical features include intellectual disability, leukodystrophy, seizures, mild hepatomegaly, hearing deficit. Pseudo-NALD is characterized by increased plasma levels of very-long chain fatty acids, due to decreased or absent peroxisome acyl-CoA oxidase activity. Peroxisomes are intact and functioning.
Peroxisomal trifunctional enzyme possessing 2-enoyl-CoA hydratase, 3-hydroxyacyl-CoA dehydrogenase, and delta 3, delta 2-enoyl-CoA isomerase activities. Catalyzes two of the four reactions of the long chain fatty acids peroxisomal beta-oxidation pathway (By similarity). Can also use branched-chain fatty acids such as 2-methyl-2E-butenoyl-CoA as a substrate, which is hydrated into (2S,3S)-3-hydroxy-2-methylbutanoyl-CoA (By similarity). Optimal isomerase for 2,5 double bonds into 3,5 form isomeriz
Peroxisome
Fanconi renotubular syndrome 3
A form of Fanconi renotubular syndrome, a disease due to a generalized dysfunction of the proximal kidney tubule resulting in decreased solute and water reabsorption. Patients have polydipsia and polyuria with phosphaturia, glycosuria and aminoaciduria. They may develop hypophosphatemic rickets or osteomalacia, acidosis and a tendency toward dehydration. Some eventually develop renal insufficiency. FRTS3 inheritance is autosomal dominant.
Major component of the axial/lateral elements of synaptonemal complexes (SCS) during meiotic prophase. Plays a role in the assembly of synaptonemal complexes. Required for normal meiotic chromosome synapsis during oocyte and spermatocyte development and for normal male and female fertility. Required for insertion of SYCP3 into synaptonemal complexes. May be involved in the organization of chromatin by temporarily binding to DNA scaffold attachment regions. Requires SYCP3, but not SYCP1, in order
NucleusChromosome
Spermatogenic failure 1
An infertility disorder characterized by azoospermia due to spermatogenic arrest during meiosis. Meiotic arrest is characterized by germ cells that enter meiosis and undergo the first chromosomal reduction from 4n to 2n, but that are then unable to proceed further. This results in tubules containing spermatocytes as the latest developmental stage of germ cells. Meiotically arrested spermatocytes accumulate in the tubules and degenerate. Both autosomal recessive and autosomal dominant inheritance have been reported.
Bifunctional enzyme acting on the peroxisomal fatty acid beta-oxidation pathway. Catalyzes two of the four reactions in fatty acid degradation: hydration of 2-enoyl-CoA (trans-2-enoyl-CoA) to produce (3R)-3-hydroxyacyl-CoA, and dehydrogenation of (3R)-3-hydroxyacyl-CoA to produce 3-ketoacyl-CoA (3-oxoacyl-CoA), which is further metabolized by SCPx. Can use straight-chain and branched-chain fatty acids, as well as bile acid intermediates as substrates
Peroxisome
D-bifunctional protein deficiency
Disorder of peroxisomal fatty acid beta-oxidation.
Variantes genéticas (ClinVar)
206 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
9 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Publicações recentes
Assessment of essential fatty acid and omega3-fatty acid status by measurement of erythrocyte 20:3omega9 (Mead acid), 22:5omega6/20:4omega6 and 22:5omega6/22:6omega3.
A new peroxisomal beta-oxidation disorder in twin neonates: defective oxidation of both cerotic and pristanic acids.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:79188(Orphanet)
- MONDO:0019233(MONDO)
- GARD:12470(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55788555(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Doença da beta-oxidação peroxissomal
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata