Uma doença genética que afeta a capacidade do corpo de quebrar com eficácia a gordura da nossa dieta. É tipicamente caracterizada por hipotonia (baixo tônus muscular) e convulsões no período neonatal. Outros sintomas incluem características faciais incomuns e aumento do fígado (hepatomegalia). A maioria dos bebês com essa condição nunca adquire nenhuma habilidade de desenvolvimento e não sobrevive após os 2 anos de idade. A deficiência de PAD é causada por mutações no gene HSD17B4 e é herdada de maneira autossômica recessiva. Alguns pesquisadores sugeriram classificar a deficiência de PAD em três subtipos, dependendo da gravidade da mutação no gene HSD17B4 que afeta a função do gene e da proteína que ele codifica. Quase todos os indivíduos com tipos I, II e III apresentam sinais e sintomas semelhantes. Um quarto subtipo também foi proposto para indivíduos com sintomas menos graves. Embora não haja cura para a deficiência de PAD, o tratamento concentra-se na melhoria da nutrição e do crescimento, no controle dos sintomas e na limitação da progressão da doença hepática.
Introdução
O que você precisa saber de cara
A deficiência de enzima bifuncional é uma condição genética rara em que o corpo do bebê tem dificuldade para decompor gorduras da alimentação. Desde os primeiros dias de vida, a família costuma observar fraqueza muscular acentuada, crises convulsivas e grande dificuldade para adquirir habilidades normais da infância. Ainda não existe cura ou remédio que neutralize o defeito genético, sendo o cuidado focado em apoiar a alimentação e aliviar as manifestações clínicas. No SUS, não há um protocolo ou remédio exclusivo dispensado para a enfermidade, mas o suporte é realizado por serviços de reabilitação e atenção especializada.
Uma doença genética que afeta a capacidade do corpo de quebrar com eficácia a gordura da nossa dieta. É tipicamente caracterizada por hipotonia (baixo tônus muscular) e convulsões no período neonatal. Outros sintomas incluem características faciais incomuns e aumento do fígado (hepatomegalia). A maioria dos bebês com essa condição nunca adquire nenhuma habilidade de desenvolvimento e não sobrevive após os 2 anos de idade. A deficiência de PAD é causada por mutações no gene HSD17B4 e é herdada de maneira autossômica recessiva. Alguns pesquisadores sugeriram classificar a deficiência de PAD em três subtipos, dependendo da gravidade da mutação no gene HSD17B4 que afeta a função do gene e da proteína que ele codifica. Quase todos os indivíduos com tipos I, II e III apresentam sinais e sintomas semelhantes. Um quarto subtipo também foi proposto para indivíduos com sintomas menos graves. Embora não haja cura para a deficiência de PAD, o tratamento concentra-se na melhoria da nutrição e do crescimento, no controle dos sintomas e na limitação da progressão da doença hepática.
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Entender a doença
Do básico ao detalhe, leia no seu ritmo
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 20 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 62 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
2 genes identificados com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisD-bifunctional protein deficiency
Disorder of peroxisomal fatty acid beta-oxidation.
Fanconi renotubular syndrome 3
A form of Fanconi renotubular syndrome, a disease due to a generalized dysfunction of the proximal kidney tubule resulting in decreased solute and water reabsorption. Patients have polydipsia and polyuria with phosphaturia, glycosuria and aminoaciduria. They may develop hypophosphatemic rickets or osteomalacia, acidosis and a tendency toward dehydration. Some eventually develop renal insufficiency. FRTS3 inheritance is autosomal dominant.
Variantes genéticas (ClinVar)
427 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
6 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência de enzima bifuncional
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Outros ensaios clínicos
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Publicações mais relevantes
Adrenal Insufficiency in Peroxisomal Disorders: A Single Institution Case Series.
There are two major categories of peroxisomal disorders (PDs): peroxisomal biogenesis disorders (PBDs) due to defects in peroxisomal (PEX) genes and deficiency of other peroxisomal enzymes (such as D-bifunctional enzyme deficiency due to HSD17B4). PDs are characterized by abnormal elevations of very-long-chain fatty acids (VLCFA). We aimed to evaluate the clinical phenotype of adrenal insufficiency in patients with PD and to assess any genotype-phenotype correlations with adrenal insufficiency. We performed a retrospective electronic medical record review at a single university medical center, of data over 12 years and identified 7 patients with PD. Of the 7 patients identified, 6 patients had a diagnosis of PBD and one had a single peroxisomal enzyme deficiency, HSD17B4. The average age of the patients at diagnosis were 0.61 ± 0.66 years. Four patients (66.7%) had primary adrenal insufficiency: 3, out of the 4, patients had elevated baseline ACTH. Three patients failed to have increased response after the Cortrosyn™ stimulation test. Three patients were on daily hydrocortisone replacement, and 1 patient was on stress-dose hydrocortisone only as needed. Specific genetic variant analysis revealed that all the 3 patients with PBD and adrenal insufficiency who were on steroid supplementation had the compound heterozygous pathogenic variant in exon 13 of PEX1 c.2097dupT (p.Ile700Tyrfs*42) and c.2528G>A (p.Gly843Asp), while the 1 patient with peroxisomal enzyme deficiency and adrenal insufficiency had compound heterozygous pathogenic variants in HSD17B4 c.1369A>T (p.Asn457Tyr) and c.1210 - 1G>A (splice acceptor). Two of these patients with PEX1 variants also required mineralocorticoid supplementation. The 3 PBD patients without adrenal insufficiency did not have a PEX1 variant. Primary adrenal insufficiency is common in patients with PD. Based on our data, patients with the compound heterozygous PEX1 pathogenic variants of exon 13 (c.2097dupT and c.2528G>A) tend to have adrenal insufficiency. Aldosterone deficiency, though rare, can occur in PD.
Peroxisomes can oxidize medium- and long-chain fatty acids through a pathway involving ABCD3 and HSD17B4.
Peroxisomes are essential organelles for the specialized oxidation of a wide variety of fatty acids, but they are also able to degrade fatty acids that are typically handled by mitochondria. Using a combination of pharmacological inhibition and clustered regularly interspaced short palindromic repeats (CRISPR)-CRISPR associated protein 9 genome editing technology to simultaneously manipulate peroxisomal and mitochondrial fatty acid β-oxidation (FAO) in HEK-293 cells, we identified essential players in the metabolic crosstalk between these organelles. Depletion of carnitine palmitoyltransferase (CPT)2 activity through pharmacological inhibition or knockout (KO) uncovered a significant residual peroxisomal oxidation of lauric and palmitic acid, leading to the production of peroxisomal acylcarnitine intermediates. Generation and analysis of additional single- and double-KO cell lines revealed that the D-bifunctional protein (HSD17B4) and the peroxisomal ABC transporter ABCD3 are essential in peroxisomal oxidation of lauric and palmitic acid. Our results indicate that peroxisomes not only accept acyl-CoAs but can also oxidize acylcarnitines in a similar biochemical pathway. By using an Hsd17b4 KO mouse model, we demonstrated that peroxisomes contribute to the plasma acylcarnitine profile after acute inhibition of CPT2, proving in vivo relevance of this pathway. We summarize that peroxisomal FAO is important when mitochondrial FAO is defective or overloaded.-Violante, S., Achetib, N., van Roermund, C. W. T., Hagen, J., Dodatko, T., Vaz, F. M., Waterham, H. R., Chen, H., Baes, M., Yu, C., Argmann, C. A., Houten, S. M. Peroxisomes can oxidize medium- and long-chain fatty acids through a pathway involving ABCD3 and HSD17B4.
Publicações recentes
Adrenal Insufficiency in Peroxisomal Disorders: A Single Institution Case Series.
[Peroxisomal D-bifunctional enzyme deficiency. A case report].
[Bifunctional enzyme deficiency].
Complementation analysis of fibroblasts from peroxisomal fatty acid oxidation deficient patients shows high frequency of bifunctional enzyme deficiency plus intragenic complementation: unequivocal evidence for differential defects in the same enzyme protein.
Peroxisomal bifunctional enzyme deficiency with associated retinal findings.
📚 EuropePMC10 artigos no totalmostrando 2
Adrenal Insufficiency in Peroxisomal Disorders: A Single Institution Case Series.
Hormone research in paediatricsPeroxisomes can oxidize medium- and long-chain fatty acids through a pathway involving ABCD3 and HSD17B4.
FASEB journal : official publication of the Federation of American Societies for Experimental BiologyAssociações
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Deficiência de enzima bifuncional e no aconselhamento genético da família.
Doenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
Não há cura disponível para a deficiência de enzima bifuncional. O manejo médico foca em assegurar nutrição adequada, diminuir a sobrecarga hepática e controlar os sintomas neurológicos.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (s.d.). Deficiência de enzima bifuncional. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-enzima-bifuncional
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Deficiência de enzima bifuncional
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov