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Deficiência de sulfito-oxidase por deficiência do cofator de molibdênio tipo B
ORPHA:308393CID-10 · E72.1CID-11 · 5C50.BOMIM 252160DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
neuroHerança AR
Também conhecida comoMOCOD

Doença rara autossômica recessiva com início neonatal, caracterizada por morte precoce, atraso global do desenvolvimento, opistótono e crises tônico-clônicas. A deficiência de sulfito-oxidase, causada por mutações no gene MOCS2, impede a metabolização de aminoácidos sulfurados.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 12/06/2026Revisão médica pendente
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Visão geral

A deficiência de sulfito-oxidase por deficiência do cofator de molibdênio tipo B é uma doença genética rara que afeta o metabolismo. Ela faz parte de um grupo de condições causadas pela falta de uma substância chamada cofator de molibdênio, essencial para o funcionamento de algumas enzimas. A doença costuma se manifestar logo nos primeiros dias ou meses de vida, com sintomas neurológicos graves.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem convulsões, hipotonia (tônus muscular baixo), irritabilidade, dificuldades para se alimentar e atraso no crescimento. Podem ocorrer também alterações na estrutura do cérebro, como hipoplasia do corpo caloso, ventriculomegalia, atrofia cerebral, microcefalia ou macrocefalia. Outros achados incluem luxação do cristalino (ectopia lentis), hipertelorismo (aumento da distância entre os olhos), filtro longo (espaço entre nariz e lábio superior aumentado) e borda do vermelhão espessa (lábios grossos). Exames laboratoriais podem mostrar hipouricemia (ácido úrico baixo no sangue), xantinúria (excesso de xantina na urina), aumento da taurina urinária e aumento da hipoxantina urinária. Com o tempo, pode haver tetraplegia espástica (paralisia dos quatro membros com rigidez), perda axonal e desmielinização periférica (danos nos nervos).[1][2]

Causas genéticas

A doença é causada por alterações (mutações) no gene MOCS2, que fornece instruções para a produção de uma parte importante do cofator de molibdênio. Esse cofator é necessário para o funcionamento de enzimas que processam substâncias como o sulfito. Sem ele, ocorre acúmulo de compostos tóxicos e deficiência de outros, levando aos sintomas da doença.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos e em exames laboratoriais que mostram alterações típicas, como níveis baixos de ácido úrico no sangue (hipouricemia) e aumento de sulfito, xantina, hipoxantina e taurina na urina. Exames de imagem do cérebro podem revelar alterações estruturais. A confirmação é feita por meio de testes genéticos, como o sequenciamento completo do exoma (WES), que identifica mutações no gene MOCS2. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para procedimentos como dosagem de aminoácidos e ácidos orgânicos na urina, teste de triagem para erros inatos do metabolismo (incluindo o teste do pezinho), sequenciamento completo do exoma e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3][4]

Tratamento e manejo

Atualmente, não há cura para a deficiência de sulfito-oxidase por deficiência do cofator de molibdênio tipo B. O tratamento é de suporte e visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Isso pode incluir medicamentos anticonvulsivantes para as convulsões, fisioterapia e reabilitação para a hipotonia e a tetraplegia, e suporte nutricional para as dificuldades alimentares. O acompanhamento multidisciplinar é essencial. No Brasil, o SUS oferece procedimentos como fórmula metabólica para erros inatos do metabolismo e atendimento em reabilitação para doenças raras.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico é geralmente reservado, com comprometimento neurológico grave desde o início da vida. Muitas crianças apresentam convulsões de difícil controle, atraso no desenvolvimento e complicações que podem encurtar a expectativa de vida. O suporte multidisciplinar e o manejo dos sintomas podem ajudar a melhorar a qualidade de vida, mas a progressão da doença costuma ser severa.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A deficiência de sulfito-oxidase por deficiência do cofator de molibdênio tipo B é uma doença genética rara associada a alterações no gene MOCS2. Ela costuma causar sintomas neurológicos importantes, como hipotonia (fraqueza muscular), irritabilidade, convulsões e dificuldades na alimentação. Nos exames de urina, é comum encontrar níveis elevados de sulfito e urato diminuído. Esta condição não consta na lista oficial de PCDTs do Ministério da Saúde e não tem medicamento curativo aprovado, tendo seu cuidado focado no suporte clínico.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara autossômica recessiva com início neonatal, caracterizada por morte precoce, atraso global do desenvolvimento, opistótono e crises tônico-clônicas. A deficiência de sulfito-oxidase, causada por mutações no gene MOCS2, impede a metabolização de aminoácidos sulfurados.

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SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
7 procedimentos SIGTAPCID-10: E72.1
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (7)
•
Dosagem de aminoácidos (erros inatos)
•
Dosagem de ácidos orgânicos na urina
•
Teste de triagem para erros inatos do metabolismo
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Teste do pezinho (triagem neonatal)
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
10 sintomas
🫘
Rins
5 sintomas
📏
Crescimento
4 sintomas
😀
Face
4 sintomas
❤️
Coração
1 sintomas
👁️
Olhos
1 sintomas

+ 17 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Hipotonia
Obrigatório (100%)
100%prev.
Irritabilidade
Obrigatório (100%)
100%prev.
Dificuldades alimentares
Obrigatório (100%)
100%prev.
Urato urinário diminuído
Obrigatório (100%)
100%prev.
Hipouricemia
Obrigatório (100%)
100%prev.
Microcefalia
Obrigatório (100%)
43sintomas
Muito frequente (16)
Sem dados (27)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 43 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

HipotoniaHypotonia
Obrigatório (100%)100%
IrritabilidadeIrritability
Obrigatório (100%)100%
Dificuldades alimentaresFeeding difficulties
Obrigatório (100%)100%
Urato urinário diminuídoDecreased urinary urate
Obrigatório (100%)100%
HipouricemiaHypouricemia
Obrigatório (100%)100%

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

Autosomal recessive

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
MOCS2
MOCS2
MOCS2Molybdopterin synthase catalytic subunitDisease-causing germline mutation(s) (loss of function) inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (1)
Molybdenum cofactor biosynthesis
MECANISMO DE DOENÇA

Molybdenum cofactor deficiency B

An autosomal recessive metabolic disorder characterized by neonatal onset of intractable seizures, opisthotonus, and facial dysmorphism associated with hypouricemia and elevated urinary sulfite levels. Affected individuals show severe neurologic damage and often die in early childhood.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Brain Frontal Cortex BA9
39.9 TPM
Artéria tibial
31.9 TPM
Brain Anterior cingulate cortex BA24
31.9 TPM
Glândula adrenal
31.7 TPM
Esôfago - Muscular
31.6 TPM
OUTRAS DOENÇAS (1)
sulfite oxidase deficiency due to molybdenum cofactor deficiency type B
HGNC:7193UniProt:O96007

Variantes genéticas (ClinVar)

72 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 MOCS2: NM_176806.4(MOCS2):c.68C>G (p.Ser23Ter) ()
🧬 MOCS2: NC_000005.9:g.(?_52391508)_(52403052_52404351)del ()
🧬 MOCS2: NM_004531.5(MOCS2):c.493T>C (p.Trp165Arg) ()
🧬 MOCS2: NM_004531.5(MOCS2):c.471_477delinsG (p.Leu158_Lys159del) ()
🧬 MOCS2: NM_004531.5(MOCS2):c.515_516del (p.Glu172fs) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

1 via biológica associada aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

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Tratamento e manejo

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Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Deficiência de sulfito-oxidase por deficiência do cofator de molibdênio tipo B

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

Early postnatal hepatocyte transplantation in a child with molybdenum cofactor deficiency type B.

Molecular genetics and metabolism2025 May

Molybdenum cofactor deficiencies (MoCD) are a group of inborn errors of metabolism that result in impaired synthesis of molybdenum cofactor, crucial for the function of three oxidases (sulfite oxidase, xanthine oxidase and aldehyde oxidase). Most patients present with severe neonatal-onset epileptic encephalopathy, hypotonia, poor feeding and apnoea, with death typically occurring within the first three years of life. Whilst there is now an emerging therapy for MoCD Type A (cPMP/fosdenopterin), this treatment is not effective for MoCD Type B and there is no treatment for isolated sulfite oxidase deficiency (ISOD). Liver directed gene delivery is a potential alternative therapy for sulfite intoxication disorders. We report an attempt to use hepatocyte transplantation as a treatment option for MoCD Type B, in an infant with a strong family history of neonatal-onset disease and early mortality. Six transfusions of hepatocytes were given between Day 1 and Day 18 of life, totalling around 1 × 109 cells with immunosuppressive cover. Concomitantly dietary protein restriction was maintained at 2 g/kg, including 0.7 g/kg of methionine- and cyst(e)ine-free amino acid mixture. The aim was to utilize hepatocyte transplantation as a bridge to liver transplantation. Whilst there was evidence of biochemical stabilization with reduction in concentrations of sulfite and S-sulfocysteine and a moderate increase in urate levels compared to the sibling, the treatment was not able to prevent acute brain injury from sulfite toxicity which was evident in neuroimaging at 35 h of age. This correlated clinically with ongoing seizures as well as minimal developmental progress.

#2

Mechanistic complexities of sulfite oxidase: An enzyme with multiple domains, subunits, and cofactors.

Journal of inorganic biochemistry2023 Oct

Sulfite oxidase (SO) deficiency, an inherited disease that causes severe neonatal neurological problems and early death, arises from defects in the biosynthesis of the molybdenum cofactor (Moco) (general sulfite oxidase deficiency) or from inborn errors in the SUOX gene for SO (isolated sulfite oxidase deficiency, ISOD). The X-ray structure of the highly homologous homonuclear dimeric chicken sulfite oxidase (cSO) provides a template for locating ISOD mutation sites in human sulfite oxidase (hSO). Catalysis occurs within an individual subunit of hSO, but mutations that disrupt the hSO dimer are pathological. The catalytic cycle of SO involves five metal oxidation states (MoVI, MoV, MoIV, FeIII, FeII), two intramolecular electron transfer (IET) steps, and couples a two-electron oxygen atom transfer reaction at the Mo center with two one-electron transfers from the integral b-type heme to exogenous cytochrome c, the physiological oxidant. Several ISOD examples are analyzed using steady-state, stopped-flow, and laser flash photolysis kinetics and physical measurements of recombinant variants of hSO and native cSO. In the structure of cSO, Mo…Fe = 32 Å, much too long for efficient IET through the protein. Interdomain motion that brings the Mo and heme centers closer together to facilitate IET is supported indirectly by decreasing the length of the interdomain tether, by changes in the charges of surface residues of the Mo and heme domains, as well as by preliminary molecular dynamics calculations. However, direct dynamic measurements of interdomain motion are in their infancy.

#3

Molybdenum cofactor deficiency: A natural history.

Journal of inherited metabolic disease2022 May

Molybdenum cofactor deficiency (MoCD) includes three ultrarare autosomal recessive inborn errors of metabolism (MoCD type A [MoCD-A], MoCD-B, and MoCD-C) that cause sulfite intoxication disorders. This natural history study analyzed retrospective data for 58 living or deceased patients (MoCD-A, n = 41; MoCD-B, n = 17). MoCD genotype, survival, neuroimaging, and medical history were assessed retrospectively. Prospective biomarker data were collected for 21 living MoCD patients. The primary endpoint was survival to 1 year of age in MoCD-A patients. Of the 58 MoCD patients, 49 (MoCD-A, n = 36; MoCD-B, n = 13) had first presenting symptoms by Day 28 (neonatal onset; median: 2 and 4 days, respectively). One-year survival rates were 77.4% (overall), 71.8% (neonatal onset MoCD-A), and 76.9% (neonatal onset MoCD-B); median ages at death were 2.4, 2.4, and 2.2 years, respectively. The most common presenting symptoms in the overall population were seizures (60.3%) and feeding difficulties (53.4%). Sequelae included profound developmental delay, truncal hypotonia, limb hypertonia that evolved to spastic quadriplegia or diplegia, dysmorphic features, and acquired microcephaly. In MoCD-A and MoCD-B, plasma and urinary xanthine and S-sulfocysteine concentrations were high; urate remained below the normal reference range. MOCS1 mutation homozygosity was common. Six novel mutations were identified. MoCD is a severe neurodegenerative disorder that often manifests during the neonatal period with intractable seizures and feeding difficulties, with rapidly progressive significant neurologic disabilities and high 1-year mortality rates. Delineation of MoCD natural history supports evaluations of emerging replacement therapy with cPMP for MoCD-A, which may modify disease course for affected individuals.

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Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

É um subtipo etiológico raro que compromete o funcionamento da sulfito-oxidase e a síntese do cofator de molibdênio. Está registrada sob o código Orphanet 308393 e OMIM 252160.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 3 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. Molybdenum cofactor deficiency: A natural history.
    Journal of inherited metabolic disease2022PMID 35192225
  3. GARD:17387
    GARD (NIH)
  4. Q50349829
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Deficiência de sulfito-oxidase por deficiência do cofator de molibdênio tipo B. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/deficiencia-de-sulfito-oxidase-por-deficiencia-do-cofator-de-molibdenio-tipo-b

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar

Compêndio · Raras BR

Deficiência de sulfito-oxidase por deficiência do cofator de molibdênio tipo B

ORPHA:308393 · MONDO:0009644
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
7 procedimentos
Geral
CID-10
E72.1 · Distúrbios do metabolismo dos aminoácidos que contêm enxofre
CID-11
MedGen
UMLS
C1854989
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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara