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Dissecção da aorta familiar
ORPHA:229CID-10 · I71.0CID-11 · BD50.ZOMIM 607086DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
heartInício todas idades
Sinônimos clínicos: Ectasia anulo-aórtica · Necrose quística medial da aorta

Doença genética rara associada a mutações no gene MYH11, predispondo à dissecção da aorta e outras anomalias vasculares. Caracteriza-se por alto risco de dissecção em múltiplos segmentos da aorta, necrose cística da média e outras manifestações cardiovasculares.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 01/10/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A dissecção da aorta familiar (conhecida em inglês como familial aortic dissection) é uma condição vascular com código CID-10 I71.0, catalogada sob os registros MONDO:0024559 e OMIM:607086. A prevalência exata na população geral é desconhecida e as manifestações clínicas podem ter início em todas as idades.[1][2]

Sinais e sintomas

O quadro clínico envolve primordialmente alterações cardiovasculares e aórticas graves. Entre as manifestações observadas estão dissecção da aorta, dissecção da aorta ascendente, dissecção da aorta descendente, aneurisma da raiz da aorta e aneurisma da aorta torácica descendente. Podem ocorrer sintomas como dor torácica, dispneia de esforço e dispneia paroxística.[1][2]

Outras manifestações descritas compreendem regurgitação aórtica, necrose cística da média da aorta, persistência do canal arterial, cardiomegalia, função ventricular esquerda anormal e aterosclerose da artéria coronária. Também são relatadas alterações vasculares sistêmicas e cerebrais, como estenose arterial periférica, dilatação da artéria carótida, dilatação da artéria cerebral, acidente vascular cerebral e cutis marmorata.[1][2]

Causas genéticas

A condição apresenta base genética associada a alterações no gene MYH11, responsável pela codificação da proteína miosina-11 (Myosin-11).[1][3][4]

Diagnóstico

A investigação diagnóstica conta com 1 teste genético disponível no contexto clínico e a base de dados ClinVar reúne 849 variantes associadas a essa condição clínica.[1][3][4][5]

Tratamento e manejo

Atualmente, a condição está classificada com o nível 'Sem cobertura SUS'. Não constam procedimentos SUS específicos cadastrados, medicamentos aprovados formalmente, terapias de reposicionamento ou medicamentos dispensados pelo SUS para esta patologia, tampouco relatórios ou decisões avaliadas pela CONITEC até o momento. Há 1 ensaio clínico ativo registrado.[1][3][5]

Tratamentos citados na literatura

Fármacos identificados em estudos científicos via mineração de dados biomédicos compreendem: Steroids (3 publicações), Midazolam (2 publicações), Sevoflurane (2 publicações), Warfarin (2 publicações), Fluorodeoxyglucose F18 (1 publicação), Iodine 125 (1 publicação), Atorvastatin (1 publicação), Fentanyl (1 publicação), Glutaral (1 publicação) e Heparin (1 publicação). Ressalta-se que estas menções representam exclusivamente associações em artigos científicos e não constituem recomendação, prescrição ou indicação de tratamento clínico.[5]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A dissecção da aorta familiar é uma alteração genética rara que fragiliza a principal artéria do corpo humano. Essa fragilidade pode gerar dilatações, conhecidas como aneurismas, ou rupturas nas paredes da aorta que causam dor no peito e falta de ar. Mutações no gene MYH11 estão entre as causas identificadas da doença em diferentes famílias. No Brasil, a enfermidade não consta na lista oficial de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de doenças raras do Ministério da Saúde. O cuidado e o rastreamento dos membros da família devem ser conduzidos por serviços de referência em cardiologia do SUS.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença genética rara associada a mutações no gene MYH11, predispondo à dissecção da aorta e outras anomalias vasculares. Caracteriza-se por alto risco de dissecção em múltiplos segmentos da aorta, necrose cística da média e outras manifestações cardiovasculares.

Pesquisas ativas
1 ensaio
3 total registrados no ClinicalTrials.gov
Publicações científicas
17 artigos
Último publicado: 2025 Feb

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
All ages
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: I71.0
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

❤️
Coração
9 sintomas
🫁
Pulmão
2 sintomas
🧠
Neurológico
1 sintomas

+ 7 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Necrose cística da média da aorta
Muito frequente (99-80%)
55%prev.
Dispneia paroxística
Frequente (79-30%)
55%prev.
Regurgitação aórtica
Frequente (79-30%)
55%prev.
Dispneia de esforço
Frequente (79-30%)
55%prev.
Aneurisma da raiz da aorta
Frequente (79-30%)
55%prev.
Dor torácica
Frequente (79-30%)
19sintomas
Muito frequente (1)
Frequente (12)
Ocasional (6)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 19 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Necrose cística da média da aortaCystic medial necrosis of the aorta
Muito frequente (99-80%)90%
Dispneia paroxísticaParoxysmal dyspnea
Frequente (79-30%)55%
Regurgitação aórticaAortic regurgitation
Frequente (79-30%)55%
Dispneia de esforçoExertional dyspnea
Frequente (79-30%)55%
Aneurisma da raiz da aortaAortic root aneurysm
Frequente (79-30%)55%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2025
Total histórico17PubMed
Últimos 10 anos6publicações
Pico20192 papers
Linha do tempo
2025Hoje · 2026🧪 2007Primeiro ensaio clínico
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

MYH11Myosin-11Candidate gene tested inAltamente restrito
VIAS BIOLÓGICAS (8)
RHO GTPases activate PAKsRHO GTPases Activate ROCKsRHO GTPases activate PKNsRHO GTPases activate CITSema4D induced cell migration and growth-cone collapse
EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Esôfago - Muscular
8417.6 TPM
Cólon sigmoide
7101.3 TPM
Esôfago - Junção
6634.6 TPM
Artéria tibial
5189.9 TPM
Bladder
3106.5 TPM
OUTRAS DOENÇAS (7)
megacystis-microcolon-intestinal hypoperistalsis syndrome 2visceral myopathy 2aortic aneurysm, familial thoracic 4acute myeloid leukemia with abnormal bone marrow eosinophils inv(16)(p13q22) or t(16;16)(p13;q22)
HGNC:7569UniProt:P35749

Variantes genéticas (ClinVar)

849 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 MYH11: NM_002474.3(MYH11):c.4955C>T (p.Ala1652Val) ()
🧬 MYH11: NM_002474.3(MYH11):c.3071del (p.Asn1024fs) ()
🧬 MYH11: NM_001040113.2(MYH11):c.654+1G>T ()
🧬 MYH11: NM_002474.3(MYH11):c.499C>T (p.Gln167Ter) ()
🧬 MYH11: NM_002474.3(MYH11):c.4658A>G (p.Asp1553Gly) ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Pipeline de tratamentos
Pipeline regulatório — de medicamentos já aprovados a drogas em pesquisa exploratória.
·Pré-clínico3
Medicamentos catalogadosEnsaios clínicos· 0 medicamentos · 3 ensaios
Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Onde estão os ensaios

Com ensaio aberto em 1 país. O ponto verde marca onde há vaga agora.

Pesquisa e ensaios clínicos

3 ensaios clínicos encontrados, 1 ativos.

Distribuição por fase
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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
6 papers (10 anos)
#1

Fibrillin-1 G234D mutation in the hybrid1 domain causes tight skin associated with dysregulated elastogenesis and increased collagen cross-linking in mice.

Matrix biology : journal of the International Society for Matrix Biology2025 Feb

Fibrillin-1, an extracellular matrix (ECM) protein encoded by the FBN1 gene, serves as a microfibril scaffold crucial for elastic fiber formation and homeostasis in pliable tissue such as the skin. Aside from causing Marfan syndrome, some mutations in FBN1 result in scleroderma, marked by hardened and thicker skin which limits joint mobility. Here, we describe a tight skin phenotype in the Fbn1G234D/G234D mice carrying a corresponding variant of FBN1 in the hybrid1 domain that was identified in a patient with familial aortic dissection. Unlike scleroderma, skin thickness and collagen fiber abundance do not change in the Fbn1G234D/G234D mutant skin. Instead, increased collagen cross-links were observed. In addition, short elastic fibers were sparsely located underneath the panniculus muscle layer, and an abundance of thin, aberrant elastic fibers was increased within the subcutaneous fascia, which may have tightened skin attachment to the underlying skeletal muscle. Structurally, Fbn1G234D/G234D microfibrils have a disrupted shoulder region that shares similarities with hybrid1 deletion mutant microfibrils. We then demonstrate the consequence of fibrillin-1 G234D mutation on dermal fibroblast functions. Mutant primary fibroblasts produce fewer elastic fibers, exhibit slower migration and increased cell stiffness. Moreover, secretome from mutant fibroblasts are marked by enhanced secretion of ECM, ECM-modifying enzymes, proteoglycans and cytokines, which are pro-tissue repair/fibrogenic. The transcriptome of mutant fibroblasts displays an increased expression of myogenic developmental and immune-related genes. Our study proposes that imbalanced ECM homeostasis due to a fibrillin-1 G234D mutation impacts fibroblast properties with potential ramifications on skin function.

#2

Symptomatic familial primary iris cysts at the pupillary margin in three consecutive generations: A case series.

American journal of ophthalmology case reports2023 Jun

Iris cysts are uncommon lesions, most of them are iris pigment epithelial (IPE) cysts which typically manifest in adults as unilateral single cysts, are typically asymptomatic and rarely require treatment. The most frequent location of IPE cysts is the iris periphery and the iridociliary sulcus, whereas pupillary cysts are rare. This observational case series aims to describe a unique occurrence of bilateral pupillary IPE cysts in three consecutive generations of a single family. The series describes eight patients of a single family with no consanguineous marriage. All patients have IPE cysts with remarkable abnormally-shaped pupils. The patients were examined at the slit-lamp and imaged with anterior segment optical coherence tomography. Three brothers (14, 19 and 28 years old) were symptomatic and suffered from hemeralopia and reduced visual acuity. ND-YAG laser was successful in relieving the symptoms in the two younger brothers. No recurrence or refill of the cysts occurred after laser application and no intra- or ppostoperative complications were observed during a 9-month follow-up. The older family members showed spontaneously shrunken IPE cysts. IPE cysts are considered idiopathic with an unclear origin. The rare familial incidence of the cysts suggests an autosomal dominant heredity pattern. Many theories were proposed to explain the origin of cysts and none is conclusive. Their principal clinical significance is their similarity to pigmented iris tumors, but they might also cause visual symptoms. Treatment modalities vary from less invasive chemical compounds and ND: YAG laser application to more invasive surgical procedures with disparate efficacy and safety. In the case of multiple cysts, examination of other family members is worthy even when asymptomatic and cardiac consultation of affected patients is warranted as IPE cysts may proclaim a coexisting cardiovascular abnormality, such as familial aortic dissection.

#3

Familial Thoracic Aortic Dissection.

Radiologic technology2021 May

This case report details familial aortic dissection in 2 second-degree blood relatives who experienced sudden aortic dissections. One patient underwent emergency computed tomography angiography (CTA) and the other underwent magnetic resonance angiography (MRA). These imaging examinations were instrumental in revealing each patient's condition. One patient died of dissection rupture while being prepped for surgery. The other patient underwent surgery, recovered, and undergoes continual monitoring for the condition. A positive family history of aortic dissection should be considered in patients presenting with aortic emergencies. Many genes can contribute to this condition, with most genes relating to smooth muscle and connective tissue disorders. Imaging studies for evaluating and monitoring aortic dissection include transesophageal echocardiography, CTA, and MRA. Surgical treatment is possible for aortic dissection, with the goals being to stabilize the dissection and reduce the possibility of rupture. The mortality rate for aortic dissection is high, with the main cause of death being dissection rupture. Lifelong monitoring of survivors and first-degree relatives is recommended.

#4

Descending threshold for ascending aortic aneurysmectomy: Is it time for a "left-shift" in guidelines?

The Journal of thoracic and cardiovascular surgery2019 Jan

Current guidelines on the management of thoracic aortic disease recommend that the ascending aorta be replaced when it reaches the size of 5.5 cm. Recently emerging data suggest that this criterion may need to be shifted to the left, signifying a recommendation to operate on patients with smaller aortic sizes. The data that support the need for a leftward shift in the guidelines include (1) novel and more granular data on the natural history of ascending aortic aneurysm between 5 and 6 cm showing that 2 hinge risk points exist-one at 5.25 cm, and the other at 5.75 cm; (2) aortic diameter before the moment of aortic dissection is at least 7 mm smaller than postdissection aortic size; (3) the advent of a semiautomated centerline method of imaging assessment seems to underestimate true ascending aortic size; (4) aortic surgery in the present era is very safe and its benefits outweigh the associated risks; (5) genetic testing via high-throughput next-generation sequencing identifies genetic defects responsible for aortic catastrophes at smaller aortic sizes; and (6) familial aortic dissection occurrence suggests that family members of an aortic dissection victim who harbor a sizable aneurysm should be operated on regardless of aortic size.

#5

Familial Aortic Dissection in a Young Adult Caused by MYH11 Gene Mutation.

The Annals of thoracic surgery2019 Jul

Publicações recentes

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição decorre de alterações genéticas, com destaque para mutações no gene MYH11. Esse gene produz a proteína Myosin-11, fundamental para manter a força e a elasticidade das paredes aórticas.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

6 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:15408
    GARD (NIH)
  3. Q5432930
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Dissecção da aorta familiar. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/disseccao-da-aorta-familiar

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Dissecção da aorta familiar
Compêndio · Raras BR

Dissecção da aorta familiar

ORPHA:229 · MONDO:0024559
Prevalência
Unknown
CID-10
I71.0 · Aneurisma dissecante da aorta [qualquer porção]
CID-11
Ensaios
1 ativos
Início
All ages
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C0345050
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara