Distrofia retiniana progressiva autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por nictalopia, ausência de reflexo foveal e coloboma da íris. Associada a acne comedoniana, hiperceratose folicular e persistência do canal arterial, devido a defeito no transporte de retinol (gene RBP4).
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A distrofia retiniana progressiva por defeito no transporte de retinol é uma doença genética rara que afeta a retina, a camada sensível à luz no fundo do olho. A condição é causada por um problema no transporte de vitamina A (retinol) para a retina, essencial para a visão. A doença tem prevalência estimada em menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas, e seus sintomas geralmente começam na infância.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz (nictalopia), redução da acuidade visual e deficiência visual progressiva. Ao exame oftalmológico, podem ser observados distrofia retiniana, ausência de reflexo foveal, atrofia retiniana periférica, microcórnea (córnea menor que o normal) e tritanomalia (dificuldade para distinguir tons de azul e amarelo). Além dos olhos, podem ocorrer alterações na pele, como acne comedoniana e hiperceratose folicular (pele áspera com pequenos caroços). Outros achados possíveis são persistência do canal arterial (um vaso sanguíneo que não se fecha após o nascimento) e coloboma da íris (falha na formação da íris). Exames laboratoriais mostram níveis diminuídos da proteína de ligação ao retinol no sangue.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações no gene RBP4 (proteína de ligação ao retinol 4). Esse gene fornece instruções para a produção de uma proteína que transporta a vitamina A (retinol) no sangue. Quando o gene RBP4 não funciona corretamente, a vitamina A não chega adequadamente à retina, prejudicando a produção dos pigmentos visuais e levando à degeneração progressiva da retina. A herança é autossômica recessiva, ou seja, é necessário herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas oculares e sistêmicos, exames oftalmológicos (como fundoscopia e eletrorretinografia) e na dosagem dos níveis séricos da proteína de ligação ao retinol. A confirmação diagnóstica é feita por meio de teste genético molecular, que identifica mutações no gene RBP4. Atualmente, existem 16 testes genéticos disponíveis para essa condição, e 49 variantes patogênicas estão catalogadas no ClinVar.[1][3][4]
Tratamento e manejo
Não há tratamento curativo específico para a distrofia retiniana progressiva por defeito no transporte de retinol. O manejo é multidisciplinar e foca no suporte oftalmológico, como uso de óculos ou lentes para correção da acuidade visual reduzida, auxílios para baixa visão e acompanhamento regular com oftalmologista. Para as manifestações cutâneas (acne e hiperceratose), podem ser indicados hidratantes e cuidados com a pele. A persistência do canal arterial pode necessitar de avaliação e tratamento cardiológico. Não há medicamentos aprovados especificamente para essa doença. No Brasil, a condição não possui cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para tratamentos específicos.[1][3]
Prognóstico e qualidade de vida
A doença é progressiva, levando à piora gradual da visão ao longo do tempo. O prognóstico visual varia, mas muitos pacientes evoluem para deficiência visual significativa. O suporte oftalmológico precoce, o uso de recursos de baixa visão e o acompanhamento multidisciplinar podem ajudar a manter a qualidade de vida e a independência nas atividades diárias.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A distrofia retiniana progressiva por defeito no transporte de retinol é uma doença genética muito rara que tem início na infância e atinge a visão. As famílias costumam notar sintomas como dificuldade para enxergar no escuro (nictalopia), visão embaçada e alterações nas cores. Além das alterações na retina e nos olhos, podem surgir pequenas lesões na pele, como cravos e asperezas. A doença não conta com remédio curativo específico nem possui protocolo clínico (PCDT) próprio no SUS, sendo o cuidado focado no suporte oftalmológico.
Distrofia retiniana progressiva autossômica recessiva com início na infância, caracterizada por nictalopia, ausência de reflexo foveal e coloboma da íris. Associada a acne comedoniana, hiperceratose folicular e persistência do canal arterial, devido a defeito no transporte de retinol (gene RBP4).
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 8 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 15 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisRetinal dystrophy, iris coloboma, and comedogenic acne syndrome
A disease characterized by retinal degeneration, ocular colobomas involving both the anterior and posterior segment, impaired night vision and loss of visual acuity. Additional characteristic features include developmental abnormalities and severe acne.
Variantes genéticas (ClinVar)
49 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 9 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A causa da doença está associada a alterações genéticas no gene RBP4, que codifica a proteína de ligação ao retinol 4. Ela apresenta herança autossômica recessiva, sendo transmitida quando a criança herda uma cópia alterada de cada genitor.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
5 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Distrofia retiniana progressiva por defeito no transporte de retinol. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/distrofia-retiniana-progressiva-por-defeito-no-transporte-de-retinol
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Distrofia retiniana progressiva por defeito no transporte de retinol
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata