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Síndrome de distrofia de cones e bastonetes-baixa estatura
ORPHA:653709CID-10 · H35.5CID-11 · 9B70OMIM 617547DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Visão / ocularInício infantilHerança AR

Doença rara autossômica recessiva com início juvenil, caracterizada por distrofia retiniana (cones e bastonetes), baixa estatura, catarata nuclear e fotofobia. A acuidade visual é reduzida, com estafiloma posterior e atenuação dos vasos retinianos.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 22/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Síndrome de distrofia de cones e bastonetes-baixa estatura é uma doença genética rara que afeta a visão e o crescimento. A condição é caracterizada por uma degeneração progressiva das células da retina (os cones e os bastonetes), levando a perda visual, e por baixa estatura. A prevalência estimada é de menos de 1 caso por 1.000.000 de pessoas. A doença geralmente se manifesta na infância.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas oculares incluem dificuldade para enxergar em ambientes com pouca luz (nictalopia), sensibilidade excessiva à luz (fotofobia), redução da acuidade visual e presença de um ponto cego central (escotoma central). Ao exame do fundo de olho, podem ser observados pigmentação em espícula óssea da retina, pigmentação mosqueada do epitélio pigmentar da retina, atenuação dos vasos sanguíneos da retina, catarata subcapsular posterior, catarata nuclear e estafiloma posterior. Além dos sintomas visuais, a condição também se manifesta com baixa estatura e obesidade troncular. O início dos sintomas ocorre na infância ou na juventude.[1][2]

Causas genéticas

A síndrome é causada por alterações (mutações) no gene CFAP410 (também conhecido como Cilia- and flagella-associated protein 410). Este gene fornece instruções para a produção de uma proteína envolvida na estrutura e função dos cílios, que são projeções celulares importantes para a retina e outros tecidos. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a pessoa precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas oculares e da baixa estatura, e pode ser confirmado por meio de teste genético que identifique mutações no gene CFAP410. Atualmente, existem 38 testes genéticos disponíveis para esta condição, e 158 variantes associadas foram registradas no ClinVar, um banco de dados público de variantes genéticas.[1][3][4]

Tratamento e manejo

Até o momento, não há medicamentos ou procedimentos específicos aprovados para o tratamento da Síndrome de distrofia de cones e bastonetes-baixa estatura. O manejo é focado no suporte aos sintomas, como o uso de auxílios para baixa visão, proteção contra a luz (óculos escuros) e acompanhamento oftalmológico regular. O tratamento da baixa estatura e da obesidade troncular deve ser individualizado, com orientação de um endocrinologista e nutricionista. No Brasil, a condição não possui cobertura específica pelo Sistema Único de Saúde (SUS).[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico visual é de piora progressiva ao longo do tempo, com perda gradual da visão central e periférica. A baixa estatura e a obesidade troncular podem impactar a qualidade de vida, mas o suporte multidisciplinar (oftalmologia, endocrinologia, nutrição e apoio psicológico) pode ajudar a pessoa a se adaptar às limitações e manter uma vida ativa e participativa.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A síndrome de distrofia de cones e bastonetes-baixa estatura é uma doença genética muito rara que atinge os olhos e o crescimento corporal a partir da infância. Ela provoca alterações na retina que causam perda de visão progressiva e grande dificuldade para enxergar no escuro, podendo também vir acompanhada de baixa estatura. A causa está em alterações no gene CFAP410, transmitidas por herança autossômica recessiva de ambos os pais. No Brasil, a condição não conta com medicamentos específicos dispensados na farmácia do SUS nem protocolo clínico oficial publicado, sendo o cuidado baseado no acompanhamento oftalmológico e suporte visual.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara autossômica recessiva com início juvenil, caracterizada por distrofia retiniana (cones e bastonetes), baixa estatura, catarata nuclear e fotofobia. A acuidade visual é reduzida, com estafiloma posterior e atenuação dos vasos retinianos.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
6
pacientes catalogados
Início
Childhood
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: H35.5
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

👁️
Olhos
8 sintomas
📏
Crescimento
1 sintomas
🦴
Ossos e articulações
1 sintomas

+ 6 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Nictalopia
Frequência: 3/3
100%prev.
Pigmentação mosqueada do epitélio pigmentar da retina
Frequência: 3/3
100%prev.
Atenuação dos vasos sanguíneos da retina
Frequência: 3/3
100%prev.
Distrofia retiniana
Frequência: 3/3
100%prev.
Estafiloma posterior
Frequência: 3/3
67%prev.
Pigmentação em espícula óssea da retina
Frequência: 2/3
16sintomas
Muito frequente (5)
Frequente (7)
Sem dados (4)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 16 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

NictalopiaNyctalopia
Frequência: 3/3100%
Frequência: 3/3100%
Atenuação dos vasos sanguíneos da retinaAttenuation of retinal blood vessels
Frequência: 3/3100%
Distrofia retinianaRetinal dystrophy
Frequência: 3/3100%
Estafiloma posteriorPosterior staphyloma
Frequência: 3/3100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa23
Últimos 10 anos3publicações
Pico20031 papers
Linha do tempo
201020202003Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

CFAP410Cilia- and flagella-associated protein 410Disease-causing germline mutation(s) inTolerante
MECANISMO DE DOENÇA

Retinal dystrophy with or without macular staphyloma

An ocular disorder characterized by decreased vision which worsen over time, and dystrophic changes in the retina, such as retinal pigment epithelium mottling and vessel narrowing. Macular staphyloma, without high myopia, is present in some patients.

INTERAÇÕES PROTEICAS (4)
OUTRAS DOENÇAS (4)
axial spondylometaphyseal dysplasiaretinal dystrophy with or without macular staphylomaamyotrophic lateral sclerosiscone-rod dystrophy
HGNC:1260UniProt:O43822

Variantes genéticas (ClinVar)

158 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 CFAP410: GRCh38/hg38 21q11.2-22.3(chr21:13644166-44968483)x3 ()
🧬 CFAP410: NM_004928.3(CFAP410):c.171_178del (p.Ser59fs) ()
🧬 CFAP410: NM_004928.3(CFAP410):c.278G>A (p.Trp93Ter) ()
🧬 CFAP410: GRCh37/hg19 21q22.3(chr21:44762021-48097372)x1 ()
🧬 CFAP410: GRCh37/hg19 21q22.13-22.3(chr21:39652840-45862615)x3 ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de distrofia de cones e bastonetes-baixa estatura

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Pesquisa e ensaios clínicos

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Associações

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Doença com base genética

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Conselhos e sociedades

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A síndrome é causada por mutações no gene CFAP410, que produz uma proteína associada a estruturas de cílios e flagelos celulares. Possui padrão de herança autossômica recessiva, no qual a criança precisa herdar a alteração genética tanto do pai quanto da mãe.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 3 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 3 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Síndrome de distrofia de cones e bastonetes-baixa estatura. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-distrofia-de-cones-e-bastonetes-baixa-estatura

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Síndrome de distrofia de cones e bastonetes-baixa estatura

ORPHA:653709 · MONDO:0060507
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
6 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
H35.5 · Distrofias hereditárias da retina
CID-11
Início
Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5925115

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Rara