Encefalopatia epiléptica neonatal grave, autossômica recessiva, causada por deficiência do gene GLS. Caracteriza-se por convulsões refratárias, gliose, desmielinização, hipotonia e insuficiência respiratória.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase é uma doença genética raríssima, que afeta menos de 1 em cada 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta já nos primeiros dias de vida (período neonatal) e é caracterizada por convulsões de difícil controle, alterações no eletroencefalograma (EEG) e comprometimento grave do desenvolvimento neurológico. A doença é causada por alterações (mutações) no gene GLS, que fornece instruções para a produção de uma enzima chamada glutaminase, essencial para o funcionamento normal do cérebro.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas observados em bebês com esta condição incluem: convulsões (crises epilépticas), que podem ser muito frequentes e resistentes aos medicamentos; um padrão característico no eletroencefalograma chamado 'supressão de surtos' (burst-suppression); hipotonia (diminuição do tônus muscular, deixando o bebê 'molinho'); insuficiência respiratória (dificuldade para respirar); e um padrão respiratório anormal conhecido como respiração de Cheyne-Stokes (períodos de respiração profunda alternados com pausas). Além disso, podem ocorrer alterações na estrutura do cérebro, como gliose (proliferação de células de suporte) e desmielinização do sistema nervoso central (perda da camada que protege os neurônios), além de um padrão de desenvolvimento cerebral mais simples que o normal (padrão giratório simplificado).[1][4]
Causas genéticas
Esta doença é causada por mutações no gene GLS (Glutaminase kidney isoform, mitochondrial). Este gene contém as instruções para produzir a enzima glutaminase, que atua dentro das mitocôndrias (a 'usina de energia' das células) e é fundamental para o metabolismo do glutamato, um neurotransmissor essencial para o funcionamento do cérebro. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a criança precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. Os pais, que geralmente são portadores de apenas uma cópia alterada, não apresentam sintomas.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos (convulsões neonatais, hipotonia, padrão de EEG característico) e confirmado por meio de testes genéticos. Existem testes genéticos disponíveis que podem identificar mutações no gene GLS. Atualmente, há 68 variantes (mutações) descritas em bases de dados como o ClinVar, que auxiliam na confirmação do diagnóstico. O código CID-10 associado é E88.8 (Outros transtornos especificados do metabolismo).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado que cure a doença. O manejo é focado no controle dos sintomas e no suporte às complicações. Isso pode incluir o uso de medicamentos anticonvulsivantes para tentar controlar as crises epilépticas, suporte respiratório (como ventilação mecânica) em casos de insuficiência respiratória, e cuidados multidisciplinares para oferecer qualidade de vida ao bebê e suporte à família. Não há cobertura específica para esta doença no Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos ou medicamentos listados.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para bebês com encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase é geralmente reservado, devido à gravidade dos sintomas neurológicos e respiratórios que se manifestam precocemente. A qualidade de vida depende da intensidade dos sintomas e da resposta ao tratamento de suporte. O acompanhamento por uma equipe médica especializada (neurologistas, geneticistas, pediatras) é essencial para orientar a família e manejar as complicações ao longo do tempo.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Encefalopatia epiléptica neonatal grave, autossômica recessiva, causada por deficiência do gene GLS. Caracteriza-se por convulsões refratárias, gliose, desmielinização, hipotonia e insuficiência respiratória.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase é uma doença genética raríssima, que afeta menos de 1 em cada 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta já nos primeiros dias de vida (período neonatal) e é caracterizada por convulsões de difícil controle, alterações no eletroencefalograma (EEG) e comprometimento grave do desenvolvimento neurológico. A doença é causada por alterações (mutações) no gene GLS, que fornece instruções para a produção de uma enzima chamada glutaminase, essencial para o funcionamento normal do cérebro.[1][4]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas observados em bebês com esta condição incluem: convulsões (crises epilépticas), que podem ser muito frequentes e resistentes aos medicamentos; um padrão característico no eletroencefalograma chamado 'supressão de surtos' (burst-suppression); hipotonia (diminuição do tônus muscular, deixando o bebê 'molinho'); insuficiência respiratória (dificuldade para respirar); e um padrão respiratório anormal conhecido como respiração de Cheyne-Stokes (períodos de respiração profunda alternados com pausas). Além disso, podem ocorrer alterações na estrutura do cérebro, como gliose (proliferação de células de suporte) e desmielinização do sistema nervoso central (perda da camada que protege os neurônios), além de um padrão de desenvolvimento cerebral mais simples que o normal (padrão giratório simplificado).[1][4]
Causas genéticas
Esta doença é causada por mutações no gene GLS (Glutaminase kidney isoform, mitochondrial). Este gene contém as instruções para produzir a enzima glutaminase, que atua dentro das mitocôndrias (a 'usina de energia' das células) e é fundamental para o metabolismo do glutamato, um neurotransmissor essencial para o funcionamento do cérebro. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a criança precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. Os pais, que geralmente são portadores de apenas uma cópia alterada, não apresentam sintomas.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos (convulsões neonatais, hipotonia, padrão de EEG característico) e confirmado por meio de testes genéticos. Existem testes genéticos disponíveis que podem identificar mutações no gene GLS. Atualmente, há 68 variantes (mutações) descritas em bases de dados como o ClinVar, que auxiliam na confirmação do diagnóstico. O código CID-10 associado é E88.8 (Outros transtornos especificados do metabolismo).[1][2][5]
Tratamento e manejo
Até o momento, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado que cure a doença. O manejo é focado no controle dos sintomas e no suporte às complicações. Isso pode incluir o uso de medicamentos anticonvulsivantes para tentar controlar as crises epilépticas, suporte respiratório (como ventilação mecânica) em casos de insuficiência respiratória, e cuidados multidisciplinares para oferecer qualidade de vida ao bebê e suporte à família. Não há cobertura específica para esta doença no Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos ou medicamentos listados.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico para bebês com encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase é geralmente reservado, devido à gravidade dos sintomas neurológicos e respiratórios que se manifestam precocemente. A qualidade de vida depende da intensidade dos sintomas e da resposta ao tratamento de suporte. O acompanhamento por uma equipe médica especializada (neurologistas, geneticistas, pediatras) é essencial para orientar a família e manejar as complicações ao longo do tempo.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 6 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 12 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisCatalyzes the first reaction in the primary pathway for the renal catabolism of glutamine. Plays a role in maintaining acid-base homeostasis. Regulates the levels of the neurotransmitter glutamate, the main excitatory neurotransmitter in the brain (PubMed:30239721, PubMed:30575854, PubMed:30970188) Lacks catalytic activity
MitochondrionCytoplasm, cytosolMitochondrion matrix
Developmental and epileptic encephalopathy 71
A form of epileptic encephalopathy, a heterogeneous group of severe early-onset epilepsies characterized by refractory seizures, neurodevelopmental impairment, and poor prognosis. Development is normal prior to seizure onset, after which cognitive and motor delays become apparent. DEE71 is an autosomal recessive form with onset at birth. Death occurs in first weeks of life.
Variantes genéticas (ClinVar)
68 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase
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Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Glutaminase deficiency provides insight to the role of glutamine accumulation and neurotoxicity.
Glutaminase deficiency has recently been identified as a novel inherited metabolic disorder with a broad phenotypic spectrum ranging from early-onset global developmental delay to lethal early neonatal encephalopathy. We describe three infants from two unrelated families who presented clinically with neonatal onset refractory burst-suppression epileptic encephalopathy and respiratory failure, progressing to either a persistent vegetative state or early death. One patient remains alive at the age of six years. Metabolic investigations demonstrated elevated glutamine concentrations in cerebrospinal fluid and increased serum alanine and glutamine levels, biochemical features characteristic of urea cycle disorders, while ammonia levels remained within the normal range. Notably, brain magnetic resonance imaging revealed cystic lesions resembling the neuroimaging findings typically observed in patients with urea cycle defects. Exome sequencing identified a homozygous, unreported missense variant in GLS (NM_014905.5:c.1174G > A; p.Gly392Arg) in both siblings from family 1, and a novel homozygous missense variant (NM_014905.5:c.1031 T > C; p.Leu344Pro) in the proband from family 2. Functional studies of patient fibroblasts and recombinantly expressed mutant glutaminase protein, demonstrated a complete glutaminase deficiency. In addition, patient-derived fibroblasts exhibited pronounced ultrastructural abnormalities, including nuclear dysmorphisms, lysosomal dysfunction with glycogen accumulation, ER stress, Golgi disruption, and mitochondrial fragmentation, along with altered cellular bioenergetics characterized by impaired mitochondrial respiratory function. The biochemical and clinical findings in our patients support a key role for elevated glutamine in the neuropathogenesis of both glutaminase-deficient patients and individuals with hepatic encephalopathy and/or urea cycle defects.
Neonatal Encephalopathy due to Glutaminase Deficiency in a Neonate.
Identifying neurometabolic disorders that lead to neonatal encephalopathy is difficult, and access to exome sequencing is a significant advantage in developing countries. We present a case of neonatal encephalopathy characterized by refractory seizures and significant apnea resulting from glutaminase deficiency, along with elevated levels of glutamine and glycine in the cerebrospinal fluid. Although the condition was fatal, it was possible to offer genetic counseling and recommendations for future pregnancies following exome sequencing.
Identification of a Loss-of-Function Mutation in the Context of Glutaminase Deficiency and Neonatal Epileptic Encephalopathy.
The identification and understanding of the monogenic causes of neurodevelopmental disorders are of high importance for personalized treatment and genetic counseling. To identify and characterize novel genes for a specific neurodevelopmental disorder characterized by refractory seizures, respiratory failure, brain abnormalities, and death in the neonatal period; describe the outcome of glutaminase deficiency in humans; and understand the underlying pathological mechanisms. We performed exome sequencing of cases of neurodevelopmental disorders without a clear genetic diagnosis, followed by genetic and bioinformatic evaluation of candidate variants and genes. Establishing pathogenicity of the variants was achieved by measuring metabolites in dried blood spots by a hydrophilic interaction liquid chromatography method coupled with tandem mass spectrometry. The participants are 2 families with a total of 4 children who each had lethal, therapy-refractory early neonatal seizures with status epilepticus and suppression bursts, respiratory insufficiency, simplified gyral structures, diffuse volume loss of the brain, and cerebral edema. Data analysis occurred from October 2017 to June 2018. Early neonatal epileptic encephalopathy with glutaminase deficiency and lethal outcome. A total of 4 infants from 2 unrelated families, each of whom died less than 40 days after birth, were included. We identified a homozygous frameshift variant p.(Asp232Glufs*2) in GLS in the first family, as well as compound heterozygous variants p.(Gln81*) and p.(Arg272Lys) in GLS in the second family. The GLS gene encodes glutaminase (Enzyme Commission 3.5.1.2), which plays a major role in the conversion of glutamine into glutamate, the main excitatory neurotransmitter of the central nervous system. All 3 variants probably lead to a loss of function and thus glutaminase deficiency. Indeed, glutamine was increased in affected children (available z scores, 3.2 and 11.7). We theorize that the potential reduction of glutamate and the excess of glutamine were a probable cause of the described physiological and structural abnormalities of the central nervous system. We identified a novel autosomal recessive neurometabolic disorder of loss of function of glutaminase that leads to lethal early neonatal encephalopathy. This inborn error of metabolism underlines the importance of GLS for appropriate glutamine homeostasis and respiratory regulation, signal transduction, and survival.
Publicações recentes
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🥉 Relato de casoPlatelet gene signatures detecting pulmonary artery stenosis in patients with pulmonary hypertension.
The global impact of imiglucerase therapy in children with Gaucher disease types 1 and 3: a real-world analysis from the International Collaborative Gaucher Group Gaucher Registry.
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📚 EuropePMCmostrando 3
Glutaminase deficiency provides insight to the role of glutamine accumulation and neurotoxicity.
Molecular genetics and metabolismNeonatal Encephalopathy due to Glutaminase Deficiency in a Neonate.
Clinical case reportsIdentification of a Loss-of-Function Mutation in the Context of Glutaminase Deficiency and Neonatal Epileptic Encephalopathy.
JAMA neurologyAssociações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase.
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
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Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:557064(Orphanet)
- OMIM OMIM:618328(OMIM)
- MONDO:0032678(MONDO)
- GARD:17994(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)