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Encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase
ORPHA:557064CID-10 · E88.8OMIM 618328DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
lungInício neonatalHerança AR

Encefalopatia epiléptica neonatal grave, autossômica recessiva, causada por deficiência do gene GLS. Caracteriza-se por convulsões refratárias, gliose, desmielinização, hipotonia e insuficiência respiratória.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 15/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase é uma doença genética raríssima, que afeta menos de 1 em cada 1.000.000 de pessoas. Ela se manifesta já nos primeiros dias de vida (período neonatal) e é caracterizada por convulsões de difícil controle, alterações no eletroencefalograma (EEG) e comprometimento grave do desenvolvimento neurológico. A doença é causada por alterações (mutações) no gene GLS, que fornece instruções para a produção de uma enzima chamada glutaminase, essencial para o funcionamento normal do cérebro.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas observados em bebês com esta condição incluem: convulsões (crises epilépticas), que podem ser muito frequentes e resistentes aos medicamentos; um padrão característico no eletroencefalograma chamado 'supressão de surtos' (burst-suppression); hipotonia (diminuição do tônus muscular, deixando o bebê 'molinho'); insuficiência respiratória (dificuldade para respirar); e um padrão respiratório anormal conhecido como respiração de Cheyne-Stokes (períodos de respiração profunda alternados com pausas). Além disso, podem ocorrer alterações na estrutura do cérebro, como gliose (proliferação de células de suporte) e desmielinização do sistema nervoso central (perda da camada que protege os neurônios), além de um padrão de desenvolvimento cerebral mais simples que o normal (padrão giratório simplificado).[1][2]

Causas genéticas

Esta doença é causada por mutações no gene GLS (Glutaminase kidney isoform, mitochondrial). Este gene contém as instruções para produzir a enzima glutaminase, que atua dentro das mitocôndrias (a 'usina de energia' das células) e é fundamental para o metabolismo do glutamato, um neurotransmissor essencial para o funcionamento do cérebro. A herança é autossômica recessiva, o que significa que a criança precisa herdar uma cópia do gene alterado de cada um dos pais para desenvolver a doença. Os pais, que geralmente são portadores de apenas uma cópia alterada, não apresentam sintomas.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é suspeitado com base nos sintomas clínicos (convulsões neonatais, hipotonia, padrão de EEG característico) e confirmado por meio de testes genéticos. Existem testes genéticos disponíveis que podem identificar mutações no gene GLS. Atualmente, há 68 variantes (mutações) descritas em bases de dados como o ClinVar, que auxiliam na confirmação do diagnóstico. O código CID-10 associado é E88.8 (Outros transtornos especificados do metabolismo).[1][3][4]

Tratamento e manejo

Até o momento, não há um tratamento específico ou medicamento aprovado que cure a doença. O manejo é focado no controle dos sintomas e no suporte às complicações. Isso pode incluir o uso de medicamentos anticonvulsivantes para tentar controlar as crises epilépticas, suporte respiratório (como ventilação mecânica) em casos de insuficiência respiratória, e cuidados multidisciplinares para oferecer qualidade de vida ao bebê e suporte à família. Não há cobertura específica para esta doença no Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos ou medicamentos listados.[1][3]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico para bebês com encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase é geralmente reservado, devido à gravidade dos sintomas neurológicos e respiratórios que se manifestam precocemente. A qualidade de vida depende da intensidade dos sintomas e da resposta ao tratamento de suporte. O acompanhamento por uma equipe médica especializada (neurologistas, geneticistas, pediatras) é essencial para orientar a família e manejar as complicações ao longo do tempo.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase é uma condição genética rara que se manifesta logo nos primeiros dias de vida. Ela é causada por alterações no gene GLS e herdada de forma autossômica recessiva a partir dos pais. Os recém-nascidos apresentam principalmente crises convulsivas frequentes, hipotonia (fraqueza com aspecto 'molinho') e insuficiência respiratória grave. Não há remédio específico curativo e a doença não consta na lista oficial de PCDTs do SUS, sendo o cuidado focado no suporte clínico hospitalar intensivo.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Encefalopatia epiléptica neonatal grave, autossômica recessiva, causada por deficiência do gene GLS. Caracteriza-se por convulsões refratárias, gliose, desmielinização, hipotonia e insuficiência respiratória.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
4
pacientes catalogados
Início
Neonatal
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: E88.8
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🧠
Neurológico
3 sintomas
🫁
Pulmão
3 sintomas

+ 6 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
HP:0003577
Frequência: 4/4
100%prev.
Encefalopatia epiléptica
Frequência: 4/4
100%prev.
EEG com supressão de surtos
Frequência: 3/3
100%prev.
Insuficiência respiratória
Frequência: 4/4
100%prev.
Hipotonia
Frequência: 3/3
100%prev.
Convulsão
Frequência: 4/4
12sintomas
Muito frequente (6)
Frequente (4)
Ocasional (1)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 12 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Frequência: 4/4100%
Encefalopatia epilépticaEpileptic encephalopathy
Frequência: 4/4100%
EEG com supressão de surtosEEG with burst suppression
Frequência: 3/3100%
Insuficiência respiratóriaRespiratory insufficiency
Frequência: 4/4100%
HipotoniaHypotonia
Frequência: 3/3100%

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
GLS
GLSGlutaminase kidney isoform, mitochondrialDisease-causing germline mutation(s) (loss of function) inRestrito
VIAS BIOLÓGICAS (3)
Glutamate and glutamine metabolismGlutamate Neurotransmitter Release CycleTP53 Regulates Metabolic Genes
MECANISMO DE DOENÇA

Developmental and epileptic encephalopathy 71

A form of epileptic encephalopathy, a heterogeneous group of severe early-onset epilepsies characterized by refractory seizures, neurodevelopmental impairment, and poor prognosis. Development is normal prior to seizure onset, after which cognitive and motor delays become apparent. DEE71 is an autosomal recessive form with onset at birth. Death occurs in first weeks of life.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Aorta
108.5 TPM
Cérebro - Hemisfério cerebelar
92.8 TPM
Linfócitos
90.6 TPM
Artéria tibial
88.3 TPM
Brain Frontal Cortex BA9
76.9 TPM
OUTRAS DOENÇAS (4)
global developmental delay, progressive ataxia, and elevated glutaminedevelopmental and epileptic encephalopathy, 71infantile cataract, skin abnormalities, glutamate excess, and impaired intellectual developmentspastic ataxia-dysarthria due to glutaminase deficiency
HGNC:4331UniProt:O94925

Variantes genéticas (ClinVar)

68 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 GLS: NM_014905.5(GLS):c.386+2T>C ()
🧬 GLS: NM_014905.5(GLS):c.637C>T (p.Gln213Ter) ()
🧬 GLS: NM_014905.5(GLS):c.539A>G (p.Asp180Gly) ()
🧬 GLS: GRCh37/hg19 2q31.3-33.1(chr2:181362315-202911548)x1 ()
🧬 GLS: NM_014905.5(GLS):c.533G>A (p.Cys178Tyr) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

3 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

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Tratamento e manejo

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Publicações mais relevantes

🥉Melhor nível de evidência: Relato de caso
Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

Glutaminase deficiency provides insight to the role of glutamine accumulation and neurotoxicity.

Molecular genetics and metabolism2026 Mar 17

Glutaminase deficiency has recently been identified as a novel inherited metabolic disorder with a broad phenotypic spectrum ranging from early-onset global developmental delay to lethal early neonatal encephalopathy. We describe three infants from two unrelated families who presented clinically with neonatal onset refractory burst-suppression epileptic encephalopathy and respiratory failure, progressing to either a persistent vegetative state or early death. One patient remains alive at the age of six years. Metabolic investigations demonstrated elevated glutamine concentrations in cerebrospinal fluid and increased serum alanine and glutamine levels, biochemical features characteristic of urea cycle disorders, while ammonia levels remained within the normal range. Notably, brain magnetic resonance imaging revealed cystic lesions resembling the neuroimaging findings typically observed in patients with urea cycle defects. Exome sequencing identified a homozygous, unreported missense variant in GLS (NM_014905.5:c.1174G > A; p.Gly392Arg) in both siblings from family 1, and a novel homozygous missense variant (NM_014905.5:c.1031 T > C; p.Leu344Pro) in the proband from family 2. Functional studies of patient fibroblasts and recombinantly expressed mutant glutaminase protein, demonstrated a complete glutaminase deficiency. In addition, patient-derived fibroblasts exhibited pronounced ultrastructural abnormalities, including nuclear dysmorphisms, lysosomal dysfunction with glycogen accumulation, ER stress, Golgi disruption, and mitochondrial fragmentation, along with altered cellular bioenergetics characterized by impaired mitochondrial respiratory function. The biochemical and clinical findings in our patients support a key role for elevated glutamine in the neuropathogenesis of both glutaminase-deficient patients and individuals with hepatic encephalopathy and/or urea cycle defects.

#2

Neonatal Encephalopathy due to Glutaminase Deficiency in a Neonate.

Clinical case reports2024 Nov

Identifying neurometabolic disorders that lead to neonatal encephalopathy is difficult, and access to exome sequencing is a significant advantage in developing countries. We present a case of neonatal encephalopathy characterized by refractory seizures and significant apnea resulting from glutaminase deficiency, along with elevated levels of glutamine and glycine in the cerebrospinal fluid. Although the condition was fatal, it was possible to offer genetic counseling and recommendations for future pregnancies following exome sequencing.

#3

Identification of a Loss-of-Function Mutation in the Context of Glutaminase Deficiency and Neonatal Epileptic Encephalopathy.

JAMA neurology2019 Mar 01

The identification and understanding of the monogenic causes of neurodevelopmental disorders are of high importance for personalized treatment and genetic counseling. To identify and characterize novel genes for a specific neurodevelopmental disorder characterized by refractory seizures, respiratory failure, brain abnormalities, and death in the neonatal period; describe the outcome of glutaminase deficiency in humans; and understand the underlying pathological mechanisms. We performed exome sequencing of cases of neurodevelopmental disorders without a clear genetic diagnosis, followed by genetic and bioinformatic evaluation of candidate variants and genes. Establishing pathogenicity of the variants was achieved by measuring metabolites in dried blood spots by a hydrophilic interaction liquid chromatography method coupled with tandem mass spectrometry. The participants are 2 families with a total of 4 children who each had lethal, therapy-refractory early neonatal seizures with status epilepticus and suppression bursts, respiratory insufficiency, simplified gyral structures, diffuse volume loss of the brain, and cerebral edema. Data analysis occurred from October 2017 to June 2018. Early neonatal epileptic encephalopathy with glutaminase deficiency and lethal outcome. A total of 4 infants from 2 unrelated families, each of whom died less than 40 days after birth, were included. We identified a homozygous frameshift variant p.(Asp232Glufs*2) in GLS in the first family, as well as compound heterozygous variants p.(Gln81*) and p.(Arg272Lys) in GLS in the second family. The GLS gene encodes glutaminase (Enzyme Commission 3.5.1.2), which plays a major role in the conversion of glutamine into glutamate, the main excitatory neurotransmitter of the central nervous system. All 3 variants probably lead to a loss of function and thus glutaminase deficiency. Indeed, glutamine was increased in affected children (available z scores, 3.2 and 11.7). We theorize that the potential reduction of glutamate and the excess of glutamine were a probable cause of the described physiological and structural abnormalities of the central nervous system. We identified a novel autosomal recessive neurometabolic disorder of loss of function of glutaminase that leads to lethal early neonatal encephalopathy. This inborn error of metabolism underlines the importance of GLS for appropriate glutamine homeostasis and respiratory regulation, signal transduction, and survival.

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Perguntas frequentes

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Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Ela é causada por mutações genéticas com perda de função no gene GLS. Essas alterações levam à deficiência da enzima glutaminase mitocondrial e toxicidade cerebral.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 8 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:17994
    GARD (NIH)

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/encefalopatia-epileptica-neonatal-devido-a-deficiencia-de-glutaminase

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Encefalopatia epiléptica neonatal devido a deficiência de glutaminase

ORPHA:557064 · MONDO:0032678
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
4 casos conhecidos
Herança
Autosomal recessive
CID-10
E88.8 · Outros distúrbios especificados do metabolismo
Início
Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C5193030
Evidência
🥉 Relato de caso

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Rara