Doença rara autossômica recessiva que causa icterícia neonatal por hiperbilirrubinemia não conjugada, associada a mutações no gene UGT1A1. Pode levar a kernicterus se não tratada.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar é uma condição genética rara que se manifesta logo após o nascimento. Ela é caracterizada por níveis elevados de bilirrubina não conjugada no sangue do recém-nascido, levando à icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos). A condição é temporária, mas requer atenção médica para evitar complicações graves, como o kernicterus (lesão cerebral causada pelo acúmulo de bilirrubina). A prevalência exata ainda não foi documentada.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sinais e sintomas incluem icterícia neonatal (pele e olhos amarelados) e hiperbilirrubinemia não conjugada (aumento da bilirrubina indireta no sangue). Em casos graves, pode ocorrer kernicterus, uma forma de dano cerebral que pode levar a problemas neurológicos permanentes. A condição tem início no período neonatal.[1][2]
Causas genéticas
A Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar é causada por alterações (mutações) no gene UGT1A1, que fornece instruções para a produção da enzima UDP-glucuronosiltransferase 1A1. Essa enzima é essencial para a conjugação e eliminação da bilirrubina do organismo. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a criança precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica do recém-nascido, com medição dos níveis de bilirrubina no sangue. Testes genéticos podem confirmar a presença de mutações no gene UGT1A1. Atualmente, existem 27 testes genéticos disponíveis e 155 variantes registradas no ClinVar (banco de dados de variantes genéticas). O código CID-10 associado é P59.8.[1][3][4][5]
Tratamento e manejo
O manejo da Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar foca no controle dos níveis de bilirrubina para prevenir o kernicterus. As opções de tratamento incluem fototerapia (exposição a luz especial que ajuda a quebrar a bilirrubina) e, em casos mais graves, exsanguineotransfusão (substituição do sangue do bebê). Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição. O acompanhamento médico é essencial para monitorar a evolução e evitar complicações.[1][3][5]
Tratamentos citados na literatura
Na literatura científica, a substância bilirrubina é mencionada em associação com esta doença (1 publicação, conforme dados do PubTator3). É importante destacar que essa é uma referência de pesquisa e não uma recomendação de tratamento. Consulte sempre um médico para orientações individualizadas.[5]
Prognóstico e qualidade de vida
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos recém-nascidos se recupera completamente sem sequelas. No entanto, se não tratada, a hiperbilirrubinemia grave pode levar ao kernicterus, causando danos neurológicos permanentes, como paralisia cerebral, perda auditiva ou problemas de desenvolvimento. O prognóstico é geralmente bom quando a condição é identificada e manejada a tempo.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar, ou Síndrome Lucey-Driscoll, é uma condição genética rara que se manifesta logo nos primeiros dias de vida do bebê. O principal sinal que a família e os médicos observam é a icterícia (pele e olhos amarelados), causada pelo acúmulo temporário de bilirrubina não conjugada no sangue. O quadro está associado a alterações no gene UGT1A1 e apresenta um padrão de herança autossômica recessiva. A doença não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde e não tem remédios específicos dispensados pelo SUS, recebendo suporte clínico na rede hospitalar neonatal.
Doença rara autossômica recessiva que causa icterícia neonatal por hiperbilirrubinemia não conjugada, associada a mutações no gene UGT1A1. Pode levar a kernicterus se não tratada.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 5 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Gilbert syndrome
Occurs as a consequence of reduced bilirubin transferase activity and is often detected in young adults with vague non-specific complaints.
Variantes genéticas (ClinVar)
155 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
5 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Doença com base genética
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A condição está associada a alterações genéticas no gene UGT1A1, responsável pela enzima UDP-glucuronosyltransferase 1A1. Ela apresenta um padrão de herança autossômica recessiva e se manifesta no recém-nascido.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
6 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hiperbilirrubinemia-transitoria-neonatal-familiar
Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.
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Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata