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Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar
ORPHA:2312CID-10 · P59.8CID-11 · KA87.YOMIM 237900DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Início neonatal
Sinônimos clínicos: Síndrome Lucey-Driscoll

Doença rara autossômica recessiva que causa icterícia neonatal por hiperbilirrubinemia não conjugada, associada a mutações no gene UGT1A1. Pode levar a kernicterus se não tratada.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

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Visão geral

A Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar é uma condição genética rara que se manifesta logo após o nascimento. Ela é caracterizada por níveis elevados de bilirrubina não conjugada no sangue do recém-nascido, levando à icterícia (coloração amarelada da pele e dos olhos). A condição é temporária, mas requer atenção médica para evitar complicações graves, como o kernicterus (lesão cerebral causada pelo acúmulo de bilirrubina). A prevalência exata ainda não foi documentada.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sinais e sintomas incluem icterícia neonatal (pele e olhos amarelados) e hiperbilirrubinemia não conjugada (aumento da bilirrubina indireta no sangue). Em casos graves, pode ocorrer kernicterus, uma forma de dano cerebral que pode levar a problemas neurológicos permanentes. A condição tem início no período neonatal.[1][2]

Causas genéticas

A Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar é causada por alterações (mutações) no gene UGT1A1, que fornece instruções para a produção da enzima UDP-glucuronosiltransferase 1A1. Essa enzima é essencial para a conjugação e eliminação da bilirrubina do organismo. A herança é autossômica recessiva, ou seja, a criança precisa herdar uma cópia alterada do gene de cada um dos pais para desenvolver a condição.[1][3][4]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica do recém-nascido, com medição dos níveis de bilirrubina no sangue. Testes genéticos podem confirmar a presença de mutações no gene UGT1A1. Atualmente, existem 27 testes genéticos disponíveis e 155 variantes registradas no ClinVar (banco de dados de variantes genéticas). O código CID-10 associado é P59.8.[1][3][4][5]

Tratamento e manejo

O manejo da Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar foca no controle dos níveis de bilirrubina para prevenir o kernicterus. As opções de tratamento incluem fototerapia (exposição a luz especial que ajuda a quebrar a bilirrubina) e, em casos mais graves, exsanguineotransfusão (substituição do sangue do bebê). Não há medicamentos específicos aprovados para esta condição. O acompanhamento médico é essencial para monitorar a evolução e evitar complicações.[1][3][5]

Tratamentos citados na literatura

Na literatura científica, a substância bilirrubina é mencionada em associação com esta doença (1 publicação, conforme dados do PubTator3). É importante destacar que essa é uma referência de pesquisa e não uma recomendação de tratamento. Consulte sempre um médico para orientações individualizadas.[5]

Prognóstico e qualidade de vida

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos recém-nascidos se recupera completamente sem sequelas. No entanto, se não tratada, a hiperbilirrubinemia grave pode levar ao kernicterus, causando danos neurológicos permanentes, como paralisia cerebral, perda auditiva ou problemas de desenvolvimento. O prognóstico é geralmente bom quando a condição é identificada e manejada a tempo.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

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💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar, ou Síndrome Lucey-Driscoll, é uma condição genética rara que se manifesta logo nos primeiros dias de vida do bebê. O principal sinal que a família e os médicos observam é a icterícia (pele e olhos amarelados), causada pelo acúmulo temporário de bilirrubina não conjugada no sangue. O quadro está associado a alterações no gene UGT1A1 e apresenta um padrão de herança autossômica recessiva. A doença não consta na lista oficial de PCDT de doenças raras do Ministério da Saúde e não tem remédios específicos dispensados pelo SUS, recebendo suporte clínico na rede hospitalar neonatal.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara autossômica recessiva que causa icterícia neonatal por hiperbilirrubinemia não conjugada, associada a mutações no gene UGT1A1. Pode levar a kernicterus se não tratada.

Publicações científicas
1 artigos
Último publicado: 1965 Sep

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Not yet documented
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Neonatal
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: P59.8
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Características mais comuns

—
Herança autossômica recessiva
—
Início neonatal
—
Hiperbilirrubinemia não conjugada neonatal
—
Icterícia
—
Kernicterus
5sintomas
Sem dados (5)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 5 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Herança autossômica recessivaAutosomal recessive inheritance
Início neonatalNeonatal onset
Hiperbilirrubinemia não conjugada neonatalNeonatal unconjugated hyperbilirubinemia
IcteríciaJaundice

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa61desde 1965
Total histórico1PubMed
Últimos 10 anos1publicações
Pico19651 papers
Linha do tempo
1970198019902000201020201965Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição.

UGT1A1UDP-glucuronosyltransferase 1A1Candidate gene tested inTolerante
VIAS BIOLÓGICAS (4)
GlucuronidationHeme degradationAspirin ADMEParacetamol ADME
MECANISMO DE DOENÇA

Gilbert syndrome

Occurs as a consequence of reduced bilirubin transferase activity and is often detected in young adults with vague non-specific complaints.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Tecido-específico)
Fígado
22.6 TPM
Esôfago - Mucosa
4.2 TPM
Intestino delgado
2.3 TPM
Rim - Córtex
2.2 TPM
Cólon transverso
1.4 TPM
OUTRAS DOENÇAS (5)
Gilbert syndromeobsolete bilirubin, serum level of, quantitative trait locus 1Crigler-Najjar syndrome type 2transient familial neonatal hyperbilirubinemia
HGNC:12530UniProt:P22309

Variantes genéticas (ClinVar)

155 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 UGT1A1: NM_000463.3(UGT1A1):c.1007G>A (p.Arg336Gln) ()
🧬 UGT1A1: NM_000463.3(UGT1A1):c.1328T>C (p.Leu443Pro) ()
🧬 UGT1A1: GRCh37/hg19 2q33.3-37.3(chr2:206965837-242783384)x3 ()
🧬 UGT1A1: NM_000463.3(UGT1A1):c.1385T>A (p.Val462Glu) ()
🧬 UGT1A1: NM_000463.3(UGT1A1):c.686dup (p.Tyr230fs) ()
Ver todas no ClinVar

Vias biológicas (Reactome)

5 vias biológicas associadas aos genes desta condição.

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

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Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A condição está associada a alterações genéticas no gene UGT1A1, responsável pela enzima UDP-glucuronosyltransferase 1A1. Ela apresenta um padrão de herança autossômica recessiva e se manifesta no recém-nascido.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

6 fontes citadas no texto · 1 publicação do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:2791
    GARD (NIH)
  3. Q390908
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/hiperbilirrubinemia-transitoria-neonatal-familiar

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Hiperbilirrubinemia transitória neonatal familiar

ORPHA:2312 · MONDO:0009383
Prevalência
Not yet documented
CID-10
P59.8 · Icterícia neonatal devida a outras causas especificadas
CID-11
Início
Neonatal
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C0270210
EuropePMC
Wikidata
Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara