Condição rara com rabdomiólise e alterações neurológicas graves após exercício, associada a mutações no gene RYR1. Pode cursar com coagulopatia, insuficiência renal e hepática, e distúrbios eletrolíticos.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A hipertermia maligna induzida pelo exercício é uma condição rara em que o corpo reage de forma exagerada ao esforço físico intenso, levando a um aumento rápido e perigoso da temperatura corporal, rigidez muscular e alterações metabólicas graves. A prevalência exata dessa condição é desconhecida, e ela pode se manifestar em qualquer idade, desde a infância até a vida adulta.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sintomas podem surgir durante ou logo após o exercício e incluem: fadiga intensa, fraqueza muscular, tontura (vertigem), dor de cabeça (cefaleia), vômitos, letargia e delírio. Em casos mais graves, podem ocorrer alterações cardíacas (taquicardia sinusal, depressão do segmento ST, onda T anormal, pressão de pulso anormal), respiratórias (taquipneia, crepitações pulmonares) e renais (oligúria). Exames laboratoriais frequentemente mostram acidose láctica, níveis elevados de creatina quinase (CK), hipocalcemia, hiperfosfatemia, trombocitopenia e disfunção hepática (insuficiência hepática, coagulação intravascular disseminada). A pele pode ficar seca e a pressão arterial, baixa (hipotensão).[1][3]
Causas genéticas
A hipertermia maligna induzida pelo exercício tem herança multigênica/multifatorial, ou seja, envolve a interação de múltiplos genes e fatores ambientais. O principal gene associado é o RYR1 (receptor de rianodina 1), que desempenha um papel crucial na liberação de cálcio no músculo esquelético durante a contração muscular. Mutações nesse gene podem predispor a crises desencadeadas pelo exercício.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na história clínica (sintomas desencadeados por exercício), exames laboratoriais (CK elevada, acidose láctica, alterações eletrolíticas) e na exclusão de outras causas. Testes genéticos estão disponíveis para identificar variantes no gene RYR1 e em outros genes relacionados. Atualmente, existem 336 testes genéticos registrados e 6.385 variantes catalogadas no ClinVar para essa condição.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo da crise aguda requer atendimento médico de emergência. O tratamento inclui interrupção imediata do exercício, resfriamento corporal ativo, hidratação intravenosa e correção dos distúrbios metabólicos (como acidose e alterações eletrolíticas). Não há medicamentos específicos aprovados para essa condição, e o suporte clínico é a base do cuidado. O acompanhamento com especialistas (cardiologista, neurologista, geneticista) é recomendado para avaliar riscos futuros.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e do tratamento. Crises graves podem levar a complicações como insuficiência renal, hepática ou cardíaca, e até óbito. Após a recuperação, muitos pacientes podem levar uma vida normal, desde que evitem exercícios extenuantes e mantenham acompanhamento médico regular. O aconselhamento genético é importante para familiares.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Condição rara com rabdomiólise e alterações neurológicas graves após exercício, associada a mutações no gene RYR1. Pode cursar com coagulopatia, insuficiência renal e hepática, e distúrbios eletrolíticos.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A hipertermia maligna induzida pelo exercício é uma condição rara em que o corpo reage de forma exagerada ao esforço físico intenso, levando a um aumento rápido e perigoso da temperatura corporal, rigidez muscular e alterações metabólicas graves. A prevalência exata dessa condição é desconhecida, e ela pode se manifestar em qualquer idade, desde a infância até a vida adulta.[1][3]
Sinais e sintomas
Os sintomas podem surgir durante ou logo após o exercício e incluem: fadiga intensa, fraqueza muscular, tontura (vertigem), dor de cabeça (cefaleia), vômitos, letargia e delírio. Em casos mais graves, podem ocorrer alterações cardíacas (taquicardia sinusal, depressão do segmento ST, onda T anormal, pressão de pulso anormal), respiratórias (taquipneia, crepitações pulmonares) e renais (oligúria). Exames laboratoriais frequentemente mostram acidose láctica, níveis elevados de creatina quinase (CK), hipocalcemia, hiperfosfatemia, trombocitopenia e disfunção hepática (insuficiência hepática, coagulação intravascular disseminada). A pele pode ficar seca e a pressão arterial, baixa (hipotensão).[1][3]
Causas genéticas
A hipertermia maligna induzida pelo exercício tem herança multigênica/multifatorial, ou seja, envolve a interação de múltiplos genes e fatores ambientais. O principal gene associado é o RYR1 (receptor de rianodina 1), que desempenha um papel crucial na liberação de cálcio no músculo esquelético durante a contração muscular. Mutações nesse gene podem predispor a crises desencadeadas pelo exercício.[1][4]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na história clínica (sintomas desencadeados por exercício), exames laboratoriais (CK elevada, acidose láctica, alterações eletrolíticas) e na exclusão de outras causas. Testes genéticos estão disponíveis para identificar variantes no gene RYR1 e em outros genes relacionados. Atualmente, existem 336 testes genéticos registrados e 6.385 variantes catalogadas no ClinVar para essa condição.[1][4]
Tratamento e manejo
O manejo da crise aguda requer atendimento médico de emergência. O tratamento inclui interrupção imediata do exercício, resfriamento corporal ativo, hidratação intravenosa e correção dos distúrbios metabólicos (como acidose e alterações eletrolíticas). Não há medicamentos específicos aprovados para essa condição, e o suporte clínico é a base do cuidado. O acompanhamento com especialistas (cardiologista, neurologista, geneticista) é recomendado para avaliar riscos futuros.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e do tratamento. Crises graves podem levar a complicações como insuficiência renal, hepática ou cardíaca, e até óbito. Após a recuperação, muitos pacientes podem levar uma vida normal, desde que evitem exercícios extenuantes e mantenham acompanhamento médico regular. O aconselhamento genético é importante para familiares.[1][3]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 23 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 41 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Multigenic/multifactorial.
Cytosolic calcium-activated calcium channel that mediates the release of Ca(2+) from the sarcoplasmic reticulum into the cytosol and thereby plays a key role in triggering muscle contraction following depolarization of T-tubules (PubMed:11741831, PubMed:16163667, PubMed:18268335, PubMed:18650434, PubMed:26115329). Repeated very high-level exercise increases the open probability of the channel and leads to Ca(2+) leaking into the cytoplasm (PubMed:18268335). Can also mediate the release of Ca(2+)
Sarcoplasmic reticulum membrane
Malignant hyperthermia 1
Autosomal dominant pharmacogenetic disorder of skeletal muscle and is one of the main causes of death due to anesthesia. In susceptible people, an MH episode can be triggered by all commonly used inhalational anesthetics such as halothane and by depolarizing muscle relaxants such as succinylcholine. The clinical features of the myopathy are hyperthermia, accelerated muscle metabolism, contractures, metabolic acidosis, tachycardia and death, if not treated with the postsynaptic muscle relaxant, dantrolene. Susceptibility to MH can be determined with the 'in vitro' contracture test (IVCT): observing the magnitude of contractures induced in strips of muscle tissue by caffeine alone and halothane alone. Patients with normal response are MH normal (MHN), those with abnormal response to caffeine alone or halothane alone are MH equivocal (MHE(C) and MHE(H) respectively).
Variantes genéticas (ClinVar)
6.385 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Classificação de variantes (ClinVar)
Distribuição de 2 variantes classificadas pelo ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
2 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hipertermia maligna induzida pelo exercício
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
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Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Publicações mais relevantes
Publicações recentes
High serum troponin I concentration as a marker of severe myocardial damage in a case of suspected exertional heatstroke in a dog.
[Initial hypophosphatemia, the only factor associated with acute hepatocellular failure in exercise-induced malignant hyperthermia].
A bovine stress syndrome associated with exercise-induced hyperthermia.
[Neurological aspects of malignant hyperthermia. Clinics, physiopathology, genetics].
Exercise-induced malignant hyperthermia in an English springer spaniel.
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Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Publicações científicas
Artigos indexados no PubMed ligados a esta doença no grafo RarasNet — título, periódico e PMID direto da fonte, sem intermediação de IA.
- High serum troponin I concentration as a marker of severe myocardial damage in a case of suspected exertional heatstroke in a dog.
- [Initial hypophosphatemia, the only factor associated with acute hepatocellular failure in exercise-induced malignant hyperthermia].
- A bovine stress syndrome associated with exercise-induced hyperthermia.
- [Neurological aspects of malignant hyperthermia. Clinics, physiopathology, genetics].
- Exercise-induced malignant hyperthermia in an English springer spaniel.
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:466650(Orphanet)
- MONDO:0018752(MONDO)
- GARD:21936(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
- Busca completa no PubMed(PubMed)
- Q55788309(Wikidata)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
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Hipertermia maligna induzida pelo exercício
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata