Síndrome rara associada à deficiência do gene NALCN, caracterizada por hipotonia muscular, atraso grave no desenvolvimento cognitivo e dificuldades significativas na fala.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A síndrome de hipotonia, comprometimento da fala e atraso cognitivo grave por deficiência de NALCN é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento neurológico e físico. Ela é caracterizada por fraqueza muscular (hipotonia), ausência ou pobreza da fala, atraso global do desenvolvimento e deficiência intelectual grave. A condição é causada por alterações no gene NALCN, que fornece instruções para a produção de um canal de sódio essencial para a comunicação entre os neurônios.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais frequentes incluem: atraso global do desenvolvimento, hipotonia axial (fraqueza dos músculos do tronco), fala ausente ou muito pobre, contato visual reduzido, convulsões, microcefalia (cabeça pequena), braquicefalia (cabeça curta e larga), testa proeminente, nariz curto, boca larga, orelhas de implantação baixa e macrotia (orelhas grandes). Também podem ocorrer tetraplegia espástica (paralisia dos quatro membros com rigidez muscular), escoliose, pectus carinatum (peito de pombo), criptorquidia (testículos não descidos), estrabismo, constipação, dificuldades alimentares, retardo do crescimento intrauterino, regressão do desenvolvimento, atrofia do músculo esquelético, hiperreflexia (reflexos exagerados) e velocidade de condução nervosa motora diminuída.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes patogênicas (mutações) no gene NALCN (sodium leak channel, non-selective). Esse gene codifica um canal iônico que permite a passagem de sódio para dentro das células nervosas, sendo crucial para a atividade elétrica normal dos neurônios. As alterações genéticas no NALCN comprometem essa função, levando aos sintomas neurológicos e físicos observados.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. O sequenciamento do exoma é o método mais eficaz para identificar variantes no gene NALCN. Atualmente, há 530 variantes registradas no ClinVar associadas a essa condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é multidisciplinar, focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O SUS oferece cobertura mínima para atendimento em reabilitação voltado a doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte nutricional. O acompanhamento com neurologista, geneticista e outros especialistas é essencial para controlar convulsões, dificuldades alimentares, constipação e problemas ortopédicos, como escoliose.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como convulsões de difícil controle ou problemas respiratórios. O atraso cognitivo grave e a ausência de fala são permanentes, mas intervenções precoces de reabilitação podem ajudar a maximizar o potencial de desenvolvimento e a qualidade de vida da pessoa e de sua família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Síndrome rara associada à deficiência do gene NALCN, caracterizada por hipotonia muscular, atraso grave no desenvolvimento cognitivo e dificuldades significativas na fala.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Visão geral
A síndrome de hipotonia, comprometimento da fala e atraso cognitivo grave por deficiência de NALCN é uma doença genética rara que afeta o desenvolvimento neurológico e físico. Ela é caracterizada por fraqueza muscular (hipotonia), ausência ou pobreza da fala, atraso global do desenvolvimento e deficiência intelectual grave. A condição é causada por alterações no gene NALCN, que fornece instruções para a produção de um canal de sódio essencial para a comunicação entre os neurônios.[1][4]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas mais frequentes incluem: atraso global do desenvolvimento, hipotonia axial (fraqueza dos músculos do tronco), fala ausente ou muito pobre, contato visual reduzido, convulsões, microcefalia (cabeça pequena), braquicefalia (cabeça curta e larga), testa proeminente, nariz curto, boca larga, orelhas de implantação baixa e macrotia (orelhas grandes). Também podem ocorrer tetraplegia espástica (paralisia dos quatro membros com rigidez muscular), escoliose, pectus carinatum (peito de pombo), criptorquidia (testículos não descidos), estrabismo, constipação, dificuldades alimentares, retardo do crescimento intrauterino, regressão do desenvolvimento, atrofia do músculo esquelético, hiperreflexia (reflexos exagerados) e velocidade de condução nervosa motora diminuída.[1][4]
Causas genéticas
A síndrome é causada por variantes patogênicas (mutações) no gene NALCN (sodium leak channel, non-selective). Esse gene codifica um canal iônico que permite a passagem de sódio para dentro das células nervosas, sendo crucial para a atividade elétrica normal dos neurônios. As alterações genéticas no NALCN comprometem essa função, levando aos sintomas neurológicos e físicos observados.[1][2][5]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas característicos e confirmado por testes genéticos. Os exames disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) incluem: cariótipo com bandas G, Q ou R; pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH; sequenciamento completo do exoma (WES); e dosagem de alfa-fetoproteína. O sequenciamento do exoma é o método mais eficaz para identificar variantes no gene NALCN. Atualmente, há 530 variantes registradas no ClinVar associadas a essa condição.[1][2][5]
Tratamento e manejo
Não existe cura para a síndrome, e o tratamento é multidisciplinar, focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. O SUS oferece cobertura mínima para atendimento em reabilitação voltado a doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte nutricional. O acompanhamento com neurologista, geneticista e outros especialistas é essencial para controlar convulsões, dificuldades alimentares, constipação e problemas ortopédicos, como escoliose.[1][2]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como convulsões de difícil controle ou problemas respiratórios. O atraso cognitivo grave e a ausência de fala são permanentes, mas intervenções precoces de reabilitação podem ajudar a maximizar o potencial de desenvolvimento e a qualidade de vida da pessoa e de sua família.[1][4]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
Partes do corpo afetadas
+ 8 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 36 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Curadoria gene-doença
fontes oficiaisVoltage-gated ion channel responsible for the resting Na(+) permeability that controls neuronal excitability (PubMed:17448995, PubMed:31409833). NALCN channel functions as a multi-protein complex, which consists at least of NALCN, NALF1, UNC79 and UNC80 (PubMed:32494638, PubMed:33203861). NALCN is the voltage-sensing, pore-forming subunit of the NALCN channel complex (PubMed:17448995). NALCN channel complex is constitutively active and conducts monovalent cations but is blocked by physiological
Cell membrane
Hypotonia, infantile, with psychomotor retardation and characteristic facies 1
A neurodegenerative disease characterized by variable degrees of hypotonia, speech impairment, intellectual disability, pyramidal signs, subtle facial dysmorphism, and chronic constipation. Some patients manifest neuroaxonal dystrophy, optic atrophy, unmyelinated axons and spheroid bodies in tissue biopsies.
Variantes genéticas (ClinVar)
530 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
1 via biológica associada aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Hypotonia-speech impairment-severe cognitive delay syndrome due to NALCN deficiency
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Dados de DATASUS/CNES, SBGM, ABNeuro e Ministério da Saúde. Sempre confirme a disponibilidade diretamente com o estabelecimento.
Pesquisa ativa
Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes
Pesquisa e ensaios clínicos
Nenhum ensaio clínico registrado para esta condição.
Associações
Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação
Ainda não temos associações cadastradas para Hypotonia-speech impairment-severe cognitive delay syndrome due to NALCN deficiency.
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Comunidades
Grupos ativos de quem convive com esta doença aqui no Raras
Ainda não existe comunidade no Raras para Hypotonia-speech impairment-severe cognitive delay syndrome due to NALCN deficiency
Pacientes, familiares e cuidadores se organizam em comunidades pra compartilhar experiências, fazer perguntas e se apoiar. Você pode ser o primeiro.
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Fazer loginDoenças relacionadas
Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico
Referências e fontes
Bases de dados externas citadas neste artigo
Bases de dados e fontes oficiais
Identificadores e referências canônicas usadas para montar este verbete.
- ORPHA:700336(Orphanet)
- MONDO:0024567(MONDO)
- GARD:18457(GARD (NIH))
- Variantes catalogadas(ClinVar)
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Conteúdo mantido por Agente Raras · Médicos e pesquisadores podem colaborar
Hypotonia-speech impairment-severe cognitive delay syndrome due to NALCN deficiency
📋 Origem dos dados
Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.
- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Genética mendeliana
- fonte: OMIM
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)