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Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada
ORPHA:663CID-10 · H49.4CID-11 · 9C82.0DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
MuscularInício adolescenteHerança MT/Unknown
Também conhecida comoOftalmoplegia externa progressiva ADNmt-relacionadaOftalmoplegia externa progressiva crónica com hereditariedade maternaCPEO
Sinônimos clínicos: Oftalmoplegia externa progressiva ADNmt-relacionada · Oftalmoplegia externa progressiva crónica com hereditariedade materna · CPEO com hereditariedade materna

Doença rara caracterizada por fraqueza muscular progressiva, afetando principalmente os olhos (oftalmoplegia externa), com início geralmente na idade adulta. Apresenta-se com estrabismo, fraqueza muscular proximal e axial, e pode evoluir para insuficiência respiratória. A herança é mitocondrial, associada a mutações em genes do DNA mitocondrial.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

Mantido pelo Disease Twin100% com fonte · atualizado 09/06/2026Revisão médica pendente
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Visão geral

A Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada é uma doença genética rara que afeta principalmente os músculos dos olhos e, em alguns casos, outros músculos do corpo. Ela é causada por alterações (mutações) no DNA mitocondrial, o material genético presente nas mitocôndrias, que são as estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. A condição geralmente se manifesta na adolescência ou na idade adulta e sua prevalência exata é desconhecida.[1][2]

Sinais e sintomas

Os principais sintomas incluem a fraqueza progressiva dos músculos que movimentam os olhos (oftalmoplegia externa progressiva), que pode levar à queda das pálpebras (ptose) e visão dupla (diplopia). Outros sinais comuns são estrabismo, fraqueza muscular proximal (nos ombros e quadris) e axial (no tronco), além de reflexos exaltados. Exames laboratoriais podem mostrar aumento do lactato no sangue e da creatina quinase (CK) em níveis leves. A biópsia muscular frequentemente revela mitocôndrias anormais e fibras musculares vermelhas rasgadas. Em alguns casos, podem ocorrer insuficiência respiratória por fraqueza muscular, defeito ventilatório restritivo, hipotireoidismo, depressão e deficiência intelectual leve.[1][2]

Causas genéticas

A doença é causada por mutações em genes do DNA mitocondrial, especificamente nos genes MT-TL1, MT-TS1, MT-TN e MT-TL2. Esses genes são responsáveis pela produção de RNA de transferência (tRNA), moléculas essenciais para a síntese de proteínas dentro das mitocôndrias. A herança é mitocondrial, ou seja, é transmitida exclusivamente pela linhagem materna, embora em alguns casos a mutação possa ocorrer de forma espontânea (não aplicável).[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas oculares e musculares, exames laboratoriais (lactato, CK), eletromiografia (EMG) e, quando necessário, biópsia muscular. A confirmação genética é feita por meio de testes genéticos que identificam mutações no DNA mitocondrial. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 52 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][3]

Tratamento e manejo

Não há cura para a Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Para a ptose e diplopia, podem ser indicados óculos especiais (prismas) ou cirurgia corretiva. A fraqueza muscular pode ser abordada com fisioterapia e terapia ocupacional. Em casos de insuficiência respiratória, pode ser necessário suporte ventilatório. O hipotireoidismo, quando presente, deve ser tratado com reposição hormonal. O acompanhamento multidisciplinar com neurologista, oftalmologista, endocrinologista e fisioterapeuta é essencial. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença no Brasil, e ela não possui cobertura pelo SUS.[1]

Prognóstico e qualidade de vida

O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como insuficiência respiratória. A progressão da fraqueza muscular pode levar a limitações na mobilidade e na respiração, mas com acompanhamento adequado é possível manter uma boa qualidade de vida por muitos anos. O suporte psicológico é importante, especialmente para lidar com a depressão que pode estar associada à condição.[1][2]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A oftalmoplegia externa progressiva associada ao DNA mitocondrial é uma condição genética rara que costuma começar na adolescência ou na idade adulta. Ela se manifesta principalmente pela perda gradual do movimento dos olhos e pela queda das pálpebras, além de poder causar fraqueza nos músculos do corpo e cansaço. A alteração ocorre em genes das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela geração de energia nas células, com transmissão pela linhagem materna. No Brasil, a doença ainda não possui um protocolo clínico oficial (PCDT) no Ministério da Saúde, sendo o cuidado realizado por meio de acompanhamento sintomático na rede pública.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Doença rara caracterizada por fraqueza muscular progressiva, afetando principalmente os olhos (oftalmoplegia externa), com início geralmente na idade adulta. Apresenta-se com estrabismo, fraqueza muscular proximal e axial, e pode evoluir para insuficiência respiratória. A herança é mitocondrial, associada a mutações em genes do DNA mitocondrial.

Pesquisas ativas
3 ensaios
12 total registrados no ClinicalTrials.gov

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
Unknown
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Início
Adolescent
+ adult
🏥
SUS: Sem cobertura SUSScore: 0%
CID-10: H49.4
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

💪
Músculos
6 sintomas
👁️
Olhos
2 sintomas
🧠
Neurológico
2 sintomas
📏
Crescimento
1 sintomas

+ 7 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

90%prev.
Oftalmoplegia externa progressiva
Muito frequente (99-80%)
90%prev.
Anormalidade muscular relacionada à disfunção mitocondrial
Muito frequente (99-80%)
55%prev.
Hipotireoidismo
Frequente (79-30%)
55%prev.
Ptose
Frequente (79-30%)
55%prev.
Defeito ventilatório restritivo
Frequente (79-30%)
55%prev.
Fraqueza muscular axial
Frequente (79-30%)
18sintomas
Muito frequente (2)
Frequente (12)
Ocasional (2)
Muito raro (1)
Sem dados (1)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 18 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Oftalmoplegia externa progressivaProgressive external ophthalmoplegia
Muito frequente (99-80%)90%
Anormalidade muscular relacionada à disfunção mitocondrialMuscle abnormality related to mitochondrial dysfunction
Muito frequente (99-80%)90%
HipotireoidismoHypothyroidism
Frequente (79-30%)55%
PtosePtosis
Frequente (79-30%)55%
Defeito ventilatório restritivoRestrictive ventilatory defect
Frequente (79-30%)55%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2025
Últimos 10 anos1publicações
Pico20251 papers
Linha do tempo
2025Hoje · 2026🧪 2009Primeiro ensaio clínico
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

4 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Mitochondrial inheritance, Not applicable.

MT-TL2Disease-causing germline mutation(s) inDesconhecido
VIAS BIOLÓGICAS (3)
G alpha (i) signalling eventsFormyl peptide receptors bind formyl peptides and many other ligandsG alpha (q) signalling events
OUTRAS DOENÇAS (3)
mitochondrial diseasematernally-inherited progressive external ophthalmoplegiaalternating hemiplegia of childhood
HGNC:7491
MT-TNDisease-causing germline mutation(s) inDesconhecido
VIAS BIOLÓGICAS (3)
G alpha (i) signalling eventsFormyl peptide receptors bind formyl peptides and many other ligandsG alpha (q) signalling events
OUTRAS DOENÇAS (2)
mitochondrial diseasematernally-inherited progressive external ophthalmoplegia
HGNC:7493
MT-TS1Disease-causing germline mutation(s) inDesconhecido
VIAS BIOLÓGICAS (3)
G alpha (i) signalling eventsFormyl peptide receptors bind formyl peptides and many other ligandsG alpha (q) signalling events
OUTRAS DOENÇAS (6)
mitochondrial diseaseMERRF syndromepalmoplantar keratoderma-deafness syndromematernally-inherited progressive external ophthalmoplegia
HGNC:7497
MT-TL1Candidate gene tested inDesconhecido
VIAS BIOLÓGICAS (3)
G alpha (i) signalling eventsFormyl peptide receptors bind formyl peptides and many other ligandsG alpha (q) signalling events
OUTRAS DOENÇAS (7)
mitochondrial diseasematernally-inherited Leigh syndromeMELAS syndromeMERRF syndrome
HGNC:7490

Variantes genéticas (ClinVar)

52 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 MT-TL1: NC_012920.1(MT-TL1):m.3273del ()
🧬 MT-TL1: NC_012920.1(MT-TL1):m.3280A>G ()
🧬 MT-TL1: NC_012920.1(MT-TL1):m.3258T>C ()
🧬 MT-TL1: NC_012920.1(MT-TL1):m.3302A>G ()
🧬 MT-TL1: NC_012920.1(MT-TL1):m.3288A>G ()
Ver todas no ClinVar

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Pipeline de tratamentos
Pipeline regulatório — de medicamentos já aprovados a drogas em pesquisa exploratória.
3Fase 31
2Fase 23
1Fase 11
·Pré-clínico7
Medicamentos catalogadosEnsaios clínicos· 0 medicamentos · 12 ensaios
Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada

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Pesquisa ativa

Ensaios clínicos abertos e novidades científicas recentes

Onde estão os ensaios

Com ensaio aberto em 13 países. O ponto verde marca onde há vaga agora.

🟢 Recrutando agora

3 pesquisas recrutando participantes. Converse com seu médico sobre a possibilidade de participar.

Outros ensaios clínicos

12 ensaios clínicos encontrados, 3 ativos.

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

Model organisms in POLG-related disorders: insights from yeast to multicellular systems.

Cell death &amp; disease2025 Dec 26

Mitochondrial genetic diseases are complex disorders that impair cellular energy production, leading to diverse clinical manifestations across multiple organ systems. These diseases arise from mutations in either mitochondrial DNA or nuclear DNA. Among nuclear DNA-related cases, mutations in POLG and POLG2, which encode subunits of mitochondrial DNA polymerase γ, are particularly significant, causing conditions such as Alpers-Huttenlocher syndrome and progressive external ophthalmoplegia. Model organisms have been instrumental in elucidating POLG-related disease mechanisms and advancing therapeutic strategies. Saccharomyces cerevisiae (budding yeast) provided insights into fundamental mitochondrial functions, while Caenorhabditis elegans (roundworm) helped explore POLG's roles in multicellular organisms. Drosophila melanogaster (fruit fly) has been pivotal in studying neurological aspects, and Mus musculus (mouse) models contributed to understanding systemic effects in mammals. Recently, Danio rerio (zebrafish) has emerged as a promising vertebrate model for drug screening, due to its optical transparency and genetic tractability. Each model system offers unique advantages, collectively bridging the gap between basic research and clinical applications. This review will examine in vivo models used in POLG disorder research, highlighting their contributions to understanding disease mechanisms and therapeutic advancements.

Publicações recentes

Ver todas no PubMed

Associações

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Conselhos e sociedades

Doenças relacionadas

Doenças com sintomas parecidos — ajudam quem ainda está buscando diagnóstico

Ordenadas pelo número de sintomas em comum.

Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

Ela é provocada por mutações no DNA mitocondrial, com genes identificados como MT-TL1, MT-TL2, MT-TN e MT-TS1. Essas alterações genéticas seguem tipicamente um padrão de herança mitocondrial, transmitido pela mãe.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

4 fontes citadas no texto · 6 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 6 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. GARD:16479
    GARD (NIH)
  3. Q2026857
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/oftalmoplegia-externa-progressiva-adn-mitocondrial-relacionada

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada

ORPHA:663 · MONDO:0019016
Prevalência
Unknown
Herança
Mitochondrial inheritance, Not applicable
CID-10
H49.4 · Oftalmoplegia externa progressiva
CID-11
Ensaios
3 ativos
Início
Adolescent, Adult
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C0162674
Wikidata
Wikipedia

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara