Doença rara caracterizada por fraqueza muscular progressiva, afetando principalmente os olhos (oftalmoplegia externa), com início geralmente na idade adulta. Apresenta-se com estrabismo, fraqueza muscular proximal e axial, e pode evoluir para insuficiência respiratória. A herança é mitocondrial, associada a mutações em genes do DNA mitocondrial.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada é uma doença genética rara que afeta principalmente os músculos dos olhos e, em alguns casos, outros músculos do corpo. Ela é causada por alterações (mutações) no DNA mitocondrial, o material genético presente nas mitocôndrias, que são as estruturas responsáveis pela produção de energia nas células. A condição geralmente se manifesta na adolescência ou na idade adulta e sua prevalência exata é desconhecida.[1][2]
Sinais e sintomas
Os principais sintomas incluem a fraqueza progressiva dos músculos que movimentam os olhos (oftalmoplegia externa progressiva), que pode levar à queda das pálpebras (ptose) e visão dupla (diplopia). Outros sinais comuns são estrabismo, fraqueza muscular proximal (nos ombros e quadris) e axial (no tronco), além de reflexos exaltados. Exames laboratoriais podem mostrar aumento do lactato no sangue e da creatina quinase (CK) em níveis leves. A biópsia muscular frequentemente revela mitocôndrias anormais e fibras musculares vermelhas rasgadas. Em alguns casos, podem ocorrer insuficiência respiratória por fraqueza muscular, defeito ventilatório restritivo, hipotireoidismo, depressão e deficiência intelectual leve.[1][2]
Causas genéticas
A doença é causada por mutações em genes do DNA mitocondrial, especificamente nos genes MT-TL1, MT-TS1, MT-TN e MT-TL2. Esses genes são responsáveis pela produção de RNA de transferência (tRNA), moléculas essenciais para a síntese de proteínas dentro das mitocôndrias. A herança é mitocondrial, ou seja, é transmitida exclusivamente pela linhagem materna, embora em alguns casos a mutação possa ocorrer de forma espontânea (não aplicável).[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica dos sintomas oculares e musculares, exames laboratoriais (lactato, CK), eletromiografia (EMG) e, quando necessário, biópsia muscular. A confirmação genética é feita por meio de testes genéticos que identificam mutações no DNA mitocondrial. Atualmente, existem 336 testes genéticos disponíveis e 52 variantes registradas no ClinVar para essa condição.[1][3]
Tratamento e manejo
Não há cura para a Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida. Para a ptose e diplopia, podem ser indicados óculos especiais (prismas) ou cirurgia corretiva. A fraqueza muscular pode ser abordada com fisioterapia e terapia ocupacional. Em casos de insuficiência respiratória, pode ser necessário suporte ventilatório. O hipotireoidismo, quando presente, deve ser tratado com reposição hormonal. O acompanhamento multidisciplinar com neurologista, oftalmologista, endocrinologista e fisioterapeuta é essencial. Não há medicamentos específicos aprovados para a doença no Brasil, e ela não possui cobertura pelo SUS.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico varia conforme a gravidade dos sintomas e a presença de complicações como insuficiência respiratória. A progressão da fraqueza muscular pode levar a limitações na mobilidade e na respiração, mas com acompanhamento adequado é possível manter uma boa qualidade de vida por muitos anos. O suporte psicológico é importante, especialmente para lidar com a depressão que pode estar associada à condição.[1][2]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A oftalmoplegia externa progressiva associada ao DNA mitocondrial é uma condição genética rara que costuma começar na adolescência ou na idade adulta. Ela se manifesta principalmente pela perda gradual do movimento dos olhos e pela queda das pálpebras, além de poder causar fraqueza nos músculos do corpo e cansaço. A alteração ocorre em genes das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela geração de energia nas células, com transmissão pela linhagem materna. No Brasil, a doença ainda não possui um protocolo clínico oficial (PCDT) no Ministério da Saúde, sendo o cuidado realizado por meio de acompanhamento sintomático na rede pública.
Doença rara caracterizada por fraqueza muscular progressiva, afetando principalmente os olhos (oftalmoplegia externa), com início geralmente na idade adulta. Apresenta-se com estrabismo, fraqueza muscular proximal e axial, e pode evoluir para insuficiência respiratória. A herança é mitocondrial, associada a mutações em genes do DNA mitocondrial.
Escala de raridade
<1/50kMuito rara
1/20kRara
1/10kPouco freq.
1/5kIncomum
1/2k
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
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Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 18 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
4 genes identificados com associação a esta condição. Padrão de herança: Mitochondrial inheritance, Not applicable.
Variantes genéticas (ClinVar)
52 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
20 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
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Ela é provocada por mutações no DNA mitocondrial, com genes identificados como MT-TL1, MT-TL2, MT-TN e MT-TS1. Essas alterações genéticas seguem tipicamente um padrão de herança mitocondrial, transmitido pela mãe.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 6 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 6 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/oftalmoplegia-externa-progressiva-adn-mitocondrial-relacionada
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Oftalmoplegia externa progressiva ADN mitocondrial-relacionada
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Indexação biomédica
- fonte: MeSH (NLM)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata
- Ensaios clínicos
- fonte: ClinicalTrials.gov