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Pneumonia eosinofílica
ORPHA:182101CID-10 · J82DOENÇA RARA
Digestivo

Pneumonia eosinofílica idiopática é uma condição rara caracterizada por inflamação pulmonar com acúmulo de eosinófilos. Pode apresentar sintomas como tosse, dispneia, febre, suores noturnos, perda de peso e astenia, associada a achados radiológicos como infiltrados e derrame pleural.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

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Visão geral

A pneumonia eosinofílica (também identificada em inglês como idiopathic eosinophilic pneumonia) é uma condição clínica pulmonar classificada sob o código CID-10 J82 e identificador MONDO:0015927. Não há dados consolidados sobre sua prevalência ou idade típica de início nos registros oficiais consultados.[1][2]

Sinais e sintomas

As manifestações respiratórias e torácicas descritas incluem tosse, dispneia, padrão anormal de respiração, dor torácica, crepitações, hipoxemia e insuficiência respiratória. Exames de imagem e funcionais pulmonares podem demonstrar achados anormais em imagem torácica pulmonar, consolidação parenquimatosa, infiltrados pulmonares, morfologia anormal da pleura e defeito ventilatório restritivo.[1][2]

No âmbito sistêmico e laboratorial, observam-se febre, dor abdominal, mialgia, artralgia e manifestações como asma, dermatite atópica e autoimunidade. Os achados laboratoriais incluem anormalidade dos eosinófilos, eosinofilia do escarro, leucocitose, elevação da taxa de sedimentação de eritrócitos, concentração elevada de proteína C-reativa circulante e aumento do nível circulante de IgE.[1][2]

Causas genéticas

Até o momento, não foram estabelecidos genes causais específicos associados à pneumonia eosinofílica nas bases genéticas consultadas, e o padrão de herança permanece não definido.[1][3]

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica e em métodos complementares de imagem torácica, provas funcionais respiratórias e análises laboratoriais para identificação de marcadores inflamatórios e contagem de eosinófilos. Embora não existam genes causais definidos ou variantes catalogadas no ClinVar, constam 336 registros de testes genéticos catalogados para investigação ampla relacionada.[1][3][4]

Tratamento e manejo

Não há medicamentos com indicação aprovada específica ou dispensados pelo SUS catalogados nos registros analisados para esta condição.[1][4]

Tratamentos citados na literatura

A literatura científica indexada no PubTator3 reúne associações de pesquisa e relatos de casos mencionando diversas substâncias. Os termos e fármacos mais citados incluem Steroids (41 publicações), Prednisolone (18 publicações), benralizumab (14 publicações), mepolizumab (11 publicações), Prednisone (10 publicações), Methylprednisolone (4 publicações), Omalizumab (4 publicações), dupilumab (4 publicações), Amiodarone (3 publicações) e Lipids (3 publicações). Essas citações representam apenas achados de mineração bibliográfica e não constituem recomendação de uso ou prescrição clínica.[4]

Fontes numeradas em Referências.

Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.

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EM LINGUAGEM SIMPLES

A **pneumonia eosinofílica** é uma condição respiratória rara caracterizada pelo acúmulo excessivo de eosinófilos, um tipo de célula de defesa, nos pulmões. Os pacientes costumam sentir tosse, falta de ar, dor no peito, chiado e febre, acompanhados de alterações inflamatórias identificadas em exames laboratoriais e radiológicos. O Ministério da Saúde não dispõe de um protocolo clínico específico (PCDT) ou medicamentos dispensados com exclusividade para o tratamento desta condição no SUS. Embora a literatura médica cite o emprego de corticoides e medicamentos biológicos em pesquisas, o manejo depende da avaliação individual de cada caso pela equipe médica assistente.

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Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

Pneumonia eosinofílica idiopática é uma condição rara caracterizada por inflamação pulmonar com acúmulo de eosinófilos. Pode apresentar sintomas como tosse, dispneia, febre, suores noturnos, perda de peso e astenia, associada a achados radiológicos como infiltrados e derrame pleural.

Publicações científicas
29 artigos
Último publicado: 2025 Dec
Medicamentos
5 com registro
CEFACLOR, CEFDINIR, TERZA

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CEFACLORCEFDINIRTERZATERCENCLORIDRATO DE CEFEPIME
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 0%
CID-10: J82
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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🫁
Pulmão
9 sintomas
🩸
Sangue
4 sintomas
🫃
Digestivo
2 sintomas
🧬
Pele e cabelo
2 sintomas
💪
Músculos
1 sintomas
🛡️
Imunológico
1 sintomas

+ 16 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

—
Mialgia
—
Morfologia anormal da pleura
—
Insuficiência respiratória
—
Dor torácica
—
Padrão anormal de respiração
—
Tosse
36sintomas
Sem dados (36)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 36 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

MialgiaMyalgia
Morfologia anormal da pleuraAbnormality of the pleura
Insuficiência respiratóriaRespiratory insufficiency
Dor torácicaChest pain
Padrão anormal de respiraçãoAbnormal pattern of respiration

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa1desde 2025
Total histórico29PubMed
Últimos 10 anos7publicações
Pico20252 papers
Linha do tempo
2025Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

🧬

Nenhum gene associado encontrado

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Diagnóstico

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
7 papers (10 anos)
#1

Eosinophilic Lung Diseases.

Clinics in chest medicine2025 Dec

The diagnosis of eosinophilic lung disease usually relies on characteristic clinical-imaging features and the demonstration of alveolar eosinophilia, while lung biopsy is generally not necessary. The etiology has practical implications, including interruption of a medicinal or illicit drugs, treatment of infections with parasites or fungi, or smoking cessation. The diagnosis of idiopathic eosinophilic pneumonia is considered only once all known causes of eosinophilia have been excluded, especially medications and infections. Treatment of eosinophilic lung diseases involves oral glucocorticoids in most cases and withdrawal of the offending agent when appropriate. Therapies that specifically target the interleukin-5 axis are increasing used.

#2

Healing chronic idiopathic eosinophilic pneumonia using mepolizumab alone without corticosteroids.

Wiener klinische Wochenschrift2025 Jul

While glucocorticoids remain the standard first-line treatment for chronic idiopathic eosinophilic pneumonia (CIEP), the long-term use is marred by significant side effects. This case study explores the effectiveness of mepolizumab, an anti-interleukin‑5 (IL-5) monoclonal antibody, as a novel corticosteroid-free alternative in treating CIEP. A 50-year-old woman presented with a 3-week history of progressive shortness of breath, dry cough and night sweats. The blood tests showed eosinophilia, and chest radiography identified lung consolidations. The CIEP was confirmed, ruling out other conditions through a detailed clinical and bronchoscopic work-up. The patient declined to be treated with systemic glucocorticoids. Treatment with mepolizumab was remarkable for effectively resolving symptoms and improving radiological findings without any prior or concurrent glucocorticoid therapy. Notably, the patient remained relapse-free over a 2-year follow-up, underscoring mepolizumab's efficacy as a corticosteroid-free treatment for CIEP. This case study calls for further research into anti-IL‑5 treatment of rare respiratory conditions.

#3

The Puzzling Coexistence of Eosinophilic Pneumonia With Sjogren's Syndrome: A Diagnostic Dilemma.

Cureus2024 Jul

We present a case where a patient with no significant pulmonary nor autoimmune medical history presents with acute hypoxic respiratory failure and a dry cough that's made worse when conversing. She gets diagnosed with eosinophilic pneumonia after bronchoalveolar lavage (BAL) showed 70% eosinophils while also having labs highly suggestive of primary Sjogren's syndrome (pSS) with an anti-SSA titer of 111.3 U/mL and anti-SSA 52 kD Ab, immunoglobulin (Ig)G >200 U. The initial treatment plan was to start rituximab to target primary Sjogren's syndrome associated interstitial lung disease (pSS-ILD), however after close discussion with pulmonology, it was changed to mepolizumab to target eosinophilic pneumonia. From a diagnostic standpoint, it may be tricky to determine which disease process is driving the symptoms especially when the patient has labs that are convincing for both.

#4

Cryptogenic Organizing Pneumonia and Idiopathic Eosinophilic Pneumonia: A Case Report of Clinically Identical Entities.

Cureus2023 Jun

Cryptogenic organizing pneumonia (COP) and idiopathic eosinophilic pneumonia (IEP) are two forms of diffuse interstitial lung diseases (ILD) that lead to a rapid respiratory decline in young patients. Both conditions presented with similar clinical and radiological findings, making a clinical diagnosis challenging. They are both considered diagnoses of exclusion, and the treatment for both conditions is high-dose corticosteroids, leading to a quick recovery. Pathological specimens are often required prior to initiating appropriate treatment, leading to significant delays in appropriate therapy and a poorer prognosis. In this case report, we suggest that clinical pearls can be used to establish either diagnosis earlier, which leads to earlier treatment and better outcomes. Our patient presented with an acute respiratory distress syndrome (ARDS) picture, bilateral interstitial infiltrates with peripheral predominance, eosinophilia, and a negative initial infectious and cardiac workup. Based on these findings, we had a high initial suspicion that either COP or IEP was present. Our patient had a bronchoscopy done and was promptly started on steroid therapy soon after, which led to rapid clinical improvement. Pathological specimens were inconclusive, but the patient continued to improve, thereby confirming the presence of either form of ILD. The patient was subsequently discharged home with oxygen and recommended to follow up with a pulmonologist for further outpatient testing and management.

#5

The causes of a peripheral blood eosinophilia in a secondary care setting.

Clinical and experimental allergy : journal of the British Society for Allergy and Clinical Immunology2021 Jul

A peripheral blood eosinophilia of greater than 1.0 × 109 /L is relatively unusual and offers a clue to the underlying diagnosis. In 2003, we established a specialist service to diagnose unexplained eosinophilia. To describe the causes of an eosinophilia in our service and the diagnostic algorithm we developed. Subjects were referred by physician colleagues across a range of specialties and undertook standard investigations following a semi-structured protocol. Data were extracted from a bespoke database. Three hundred and eighty two subjects were referred over a 17-year period. Average age was 54 years and 183 (48%) of subjects were female, with 21 of 25 (84%) females in the idiopathic eosinophilic pneumonia group (p < 0001), 22 of 30 (73%) females in the gastrointestinal disease group (p < .008), but 11 of 37 (30%) females in the eosinophilic granulomatosis with polyangiitis group (p < .04). A diagnosis was assigned after systematic evaluation using a pre-defined algorithm in 361 (94.5%) of cases. Fungal allergy (82 subjects: 21%), parasitic infection (61 subjects: 16%) and severe eosinophilic asthma (50 subjects: 13%) were the three commonest individual diagnoses. Hypereosinophilic syndrome (HES) disease including eosinophilic granulomatosis with polyangiitis (EGPA) accounted for 85 subjects (20%) of which seven subjects (2%) had myeloproliferative disease (M-HES). A high IgE was common, and 79 (91%) of subjects with complete data who had an IgE of ≥1000 IU/L had fungal allergy or parasite infection. The serum tryptase was raised in 44 of 302 (14.5%) of individuals across all diagnostic groups, though none had mastocytosis. A diagnosis of an unexplained eosinophilia can usually be determined using as semi-structured algorithm. Parasitic infection and fungal allergy often with severe eosinophilic asthma were common causes, whereas HES, particularly myeloproliferative, disease was relatively rare.

Publicações recentes

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É uma doença respiratória registrada sob o código ORPHA:182101 e CID-10 J82, caracterizada por acometimento pulmonar com inflamação eosinofílica. Ela é classificada na Orphanet como um grupo de fenótipos que envolvem alterações pulmonares e alérgicas.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

5 fontes citadas no texto · 5 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 4 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. MONDO
    purl.obolibrary.org
  2. Eosinophilic Lung Diseases.
    Clinics in chest medicine2025PMID 41110928
  3. The causes of a peripheral blood eosinophilia in a secondary care setting.
    Clinical and experimental allergy : journal of the British Society for Allergy and Clinical Immunology2021PMID 34080735
  4. GARD:20246
    GARD (NIH)
  5. Q55785819
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (2026). Pneumonia eosinofílica. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/pneumonia-eosinofilica

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Compêndio · Raras BR

Pneumonia eosinofílica

ORPHA:182101 · MONDO:0015927
CID-10
J82 · Eosinofilia pulmonar, não classificada em outra parte
MedGen
UMLS
C3872845
Repurposing
47 candidatos
atovaquone — mitochondrial electron transport inhibitor
azithromycin — bacterial 50S ribosomal subunit inhibitor
benzylpenicillin — penicillin binding protein inhibitor
+17 outros
EuropePMC
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Papers 10a

📋 Origem dos dados

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Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara