Traços faciais grosseiros constituem um conjunto de características faciais presentes em muitos erros inatos do metabolismo.
Introdução
O que você precisa saber de cara
Visão geral
A Sialidose tipo 2, forma juvenil, é uma doença genética rara que afeta o metabolismo de açúcares complexos no organismo. Ela faz parte de um grupo de doenças chamadas doenças de depósito lisossômico, nas quais substâncias não são quebradas adequadamente e se acumulam nas células, causando danos progressivos. A forma juvenil da doença começa a se manifestar na adolescência e pode afetar diversos sistemas do corpo, incluindo os olhos, o sistema nervoso, os ossos e os órgãos internos.[1][2]
Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da Sialidose tipo 2, forma juvenil, são variados e podem incluir alterações oculares como nistagmo (movimentos involuntários dos olhos), estrabismo, perda visual, atrofia óptica, opacidade da córnea e a presença de uma mancha vermelho-cereja na mácula (parte central da retina). No sistema nervoso, podem ocorrer mioclonias (contrações musculares involuntárias), crises mioclônicas generalizadas, ataxia (falta de coordenação dos movimentos), dismetria (dificuldade em medir a distância e força dos movimentos), disfagia (dificuldade para engolir), disfonia (alteração na voz), espasticidade dos membros inferiores e deficiência intelectual grave. Outros achados comuns incluem atraso global do desenvolvimento, hipotonia na infância, perda auditiva, traços faciais grosseiros, orelhas de implantação baixa, hipertricose generalizada (excesso de pelos), hiperplasia gengival (aumento da gengiva), hérnia inguinal, visceromegalia (aumento de órgãos internos), anormalidades renais e disostose múltipla (alterações na formação dos ossos).[1][2]
Causas genéticas
A Sialidose tipo 2, forma juvenil, é causada por alterações (mutações) no gene NEU1. Este gene fornece as instruções para a produção de uma enzima chamada sialidase-1. A sialidase-1 é responsável por quebrar certas moléculas de açúcar chamadas ácido siálico. Quando o gene NEU1 não funciona corretamente, a enzima sialidase-1 fica deficiente ou ausente, levando ao acúmulo de ácido siálico e outras substâncias dentro das células, o que causa os sintomas da doença.[1][3]
Diagnóstico
O diagnóstico da Sialidose tipo 2, forma juvenil, é baseado na avaliação clínica dos sinais e sintomas e confirmado por exames laboratoriais e genéticos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece cobertura mínima para o diagnóstico, incluindo procedimentos como a dosagem de aminoácidos (para investigar erros inatos do metabolismo), a dosagem de ácidos orgânicos na urina, o teste de triagem para erros inatos do metabolismo, o sequenciamento completo do exoma (WES) e o teste do pezinho (triagem neonatal). Existem 34 testes genéticos disponíveis para a doença e 90 variantes genéticas associadas registradas no ClinVar. O diagnóstico genético é fundamental para confirmar a causa da doença e orientar o aconselhamento genético da família.[1][3]
Tratamento e manejo
Atualmente, não há cura para a Sialidose tipo 2, forma juvenil. O tratamento é focado no manejo dos sintomas e na melhora da qualidade de vida do paciente. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologistas, oftalmologistas, geneticistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e outros profissionais de saúde. O SUS oferece atendimento em reabilitação para doenças raras, que pode incluir fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia. O manejo dos sintomas pode incluir medicamentos para controlar as crises epilépticas e a espasticidade, além de suporte nutricional para a disfagia e acompanhamento oftalmológico para a perda visual. É importante que o tratamento seja individualizado e discutido com a equipe médica.[1]
Prognóstico e qualidade de vida
O prognóstico da Sialidose tipo 2, forma juvenil, é variável e depende da gravidade dos sintomas e da progressão da doença. O acompanhamento médico regular e o suporte multidisciplinar são essenciais para otimizar a qualidade de vida e o bem-estar do paciente e de sua família. O aconselhamento genético é recomendado para os familiares, pois a doença tem um padrão de herança genética.[1]
Conteúdo informativo gerado e mantido automaticamente a partir de fontes oficiais (Orphanet, HPO, OMIM, SUS). Não substitui avaliação médica.
A sialidose tipo 2, forma juvenil, é uma condição genética rara causada por alterações no gene NEU1 e que costuma manifestar seus primeiros sinais durante a adolescência. Os pacientes e suas famílias costumam notar dificuldades motoras, espasmos musculares conhecidos como mioclonias, alterações ósseas e perda de visão, muitas vezes associada a uma alteração típica no fundo do olho chamada mancha vermelho-cereja. Não há até o momento um tratamento específico que cure a doença ou um medicamento direcionado com protocolo no SUS, de forma que o acompanhamento foca no controle dos sintomas e na reabilitação. O diagnóstico preciso pode ser confirmado por meio de testes genéticos que detectam mutações no gene envolvido.
Traços faciais grosseiros constituem um conjunto de características faciais presentes em muitos erros inatos do metabolismo.
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Entender a doença
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Sinais e sintomas
O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece
Partes do corpo afetadas
+ 11 sintomas em outras categorias
Características mais comuns
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 38 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.
Linha do tempo da pesquisa
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Genética e causas
O que está alterado no DNA e como passa nas famílias
Genes associados
1 gene identificado com associação a esta condição.
Sialidosis
Lysosomal storage disease occurring as two types with various manifestations. Type 1 sialidosis (cherry red spot-myoclonus syndrome or normosomatic type) is late-onset and it is characterized by the formation of cherry red macular spots in childhood, progressive debilitating myoclonus, insiduous visual loss and rarely ataxia. The diagnosis can be confirmed by the screening of the urine for sialyloligosaccharides. Type 2 sialidosis (also known as dysmorphic type) occurs as several variants of increasing severity with earlier age of onset. It is characterized by the presence of abnormal somatic features including coarse facies and dysostosis multiplex, vertebral deformities, intellectual disability, cherry-red spot/myoclonus, sialuria, cytoplasmic vacuolation of peripheral lymphocytes, bone marrow cells and conjunctival epithelial cells.
Variantes genéticas (ClinVar)
90 variantes patogênicas registradas no ClinVar.
Vias biológicas (Reactome)
4 vias biológicas associadas aos genes desta condição.
Diagnóstico
Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam
Tratamento e manejo
Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar
Onde tratar no SUS
Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)
🇧🇷 Atendimento SUS — Sialidose tipo 2, forma juvenil
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Publicações mais relevantes
Lysosomal sialidase NEU1, its intracellular properties, deficiency, and use as a therapeutic agent.
Neuraminidase 1 (NEU1) is a lysosomal sialidase that cleaves terminal α-linked sialic acid residues from sialylglycans. NEU1 is biosynthesized in the rough endoplasmic reticulum (RER) lumen as an N-glycosylated protein to associate with its protective protein/cathepsin A (CTSA) and then form a lysosomal multienzyme complex (LMC) also containing β-galactosidase 1 (GLB1). Unlike other mammalian sialidases, including NEU2 to NEU4, NEU1 transport to lysosomes requires association of NEU1 with CTSA, binding of the CTSA carrying terminal mannose 6-phosphate (M6P)-type N-glycan with M6P receptor (M6PR), and intralysosomal NEU1 activation at acidic pH. In contrast, overexpression of the single NEU1 gene in mammalian cells causes intracellular NEU1 protein crystallization in the RER due to self-aggregation when intracellular CTSA is reduced to a relatively low level. Sialidosis (SiD) and galactosialidosis (GS) are autosomal recessive lysosomal storage diseases caused by the gene mutations of NEU1 and CTSA, respectively. These incurable diseases associate with the NEU1 deficiency, excessive accumulation of sialylglycans in neurovisceral organs, and systemic manifestations. We established a novel GS model mouse carrying homozygotic Ctsa IVS6 + 1 g/a mutation causing partial exon 6 skipping with simultaneous deficiency of Ctsa and Neu1. Symptoms developed in the GS mice like those in juvenile/adult GS patients, such as myoclonic seizures, suppressed behavior, gargoyle-like face, edema, proctoptosis due to Neu1 deficiency, and sialylglycan accumulation associated with neurovisceral inflammation. We developed a modified NEU1 (modNEU1), which does not form protein crystals but is transported to lysosomes by co-expressed CTSA. In vivo gene therapy for GS and SiD utilizing a single adeno-associated virus (AAV) carrying modNEU1 and CTSA genes under dual promoter control will be created.
Infantile sialidosis: natural history in a preterm infant with two new pathogenic mutations and new ocular findings.
Sialidosis is a rare lysosomal storage disease caused by an α-N-acetyl neuraminidase-1 deficiency due to mutations of the NEU1 gene (6p21). Disease severity varies among patients and is linked to the level of residual neuraminidase activity in vivo. At least 40 disease-causing mutations in the NEU1 gene have been reported. Sialidosis occurs in two main clinical variants: type I, the milder form of the disease, and type II, which is subdivided into congenital, infantile, and juvenile forms. We report the clinical, biochemical, and molecular characterization of a patient with infantile sialidosis type II. The abnormal urinary oligosaccharide profile is described for the first time. The genetic characterization of the patient showed two previously unreported missense mutations in the NEU1 gene: p.R78C (c.232C>T) and p.R290Q (c.869G>A).
Fundus autofluorescence and optical coherence tomography of a macular cherry-red spot in a case report of sialidosis.
Sialidosis is a rare lysosomal storage disorder characterized by deficiency of alpha-N-acetyl neuraminidase. The macular cherry-red spot, which could be important for diagnosis, is a distinctive feature of its ocular manifestation. We evaluated the fundus autofluorescence (FAF) and optical coherence tomography (OCT) images of a juvenile patient who presented with vision decrease and was later confirmed with genetic sialidosis. A 13-year-old Chinese male presented with bilateral decreased vision over the past 2 years before his initial visit. Funduscopic examination revealed a macular cherry-red bilateral spot. FAF showed hyperreflective areas surrounding a central hyporeflective fovea in both eyes. OCT revealed increased reflectivity in the ganglion cell layer in both maculae without a definite boundary between the hyperreflective and normal areas. These findings suggested that lipofuscin had accumulated in the retinal ganglion cells, which is a distinctive ocular feature in metabolic central nervous system (CNS) disorders. He was later confirmed with genetic sialidosis. FAF and OCT images are very sensitive and useful techniques for diagnosing lysosomal storage disease of the CNS, and are helpful in evaluating the extent of damage in retinal ganglion cells.
Publicações recentes
Exposure to manganese during juvenile development increases microglial activation in the hippocampus following systemic infection with A/California/04/2009 Influenza A H1N1 virus.
Loss of MITF activity leads to emergent cell states from the melanocyte stem cell lineage.
Thermodynamic rigidity of harmonic brain states relates to general mental ability in juvenile myoclonic epilepsy.
ATP13A2 Loss of Function-Driven Polyamine Dysregulation Induces SAM Depletion and Epigenetic Astrocyte Toxicity.
Association between IL1B rs16944 polymorphism and the risk of idiopathic inflammatory myopathies.
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Glycoconjugate journalInfantile sialidosis: natural history in a preterm infant with two new pathogenic mutations and new ocular findings.
Journal of AAPOS : the official publication of the American Association for Pediatric Ophthalmology and StrabismusFundus autofluorescence and optical coherence tomography of a macular cherry-red spot in a case report of sialidosis.
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Doença com base genética
Um médico geneticista pode ajudar no diagnóstico de Sialidose tipo 2, forma juvenil e no aconselhamento genético da família.
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Perguntas frequentes
O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu
A doença é causada por alterações patogênicas no gene NEU1. Esse gene fornece instruções para a produção da enzima Sialidase-1, cuja atividade fica deficiente.
Referências
Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete
4 fontes citadas no texto · 8 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 5 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.
Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.
Citar este verbete
Raras. (2026). Sialidose tipo 2, forma juvenil. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sialidose-tipo-2-forma-juvenil
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Sialidose tipo 2, forma juvenil
📋 Origem dos dados
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- Doença rara (ontologia)
- fonte: Orphanet
- Identificador unificado
- fonte: MONDO
- Codificação WHO/SUS
- fonte: WHO ICD-10 / DATASUS
- CID-11 (futuro)
- fonte: WHO ICD-11
- NIH/GARD
- fonte: GARD (NIH)
- Dado público estruturado
- fonte: Wikidata