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Síndrome de camptodactilia-estatura elevada-escoliose-perda de audição
ORPHA:85164CID-10 · Q87.2CID-11 · LD2F.1YOMIM 610474DOENÇA RARA
Esta doença tem causa genética. Recomendamos procurar um médico geneticista para diagnóstico, exames genéticos e aconselhamento familiar.
Sistema ósseoInício infantilHerança AD/AR
Também conhecida comoCATSHL

A Síndrome de Camptodactilia, Alta Estatura, Escoliose e Perda Auditiva (CATSHL) é caracterizada por dedos permanentemente dobrados, altura acima da média, curvatura da coluna (escoliose) e dificuldade para ouvir. Ela foi observada em cerca de 30 pessoas de sete gerações da mesma família. A síndrome é causada por uma pequena alteração (mutação de ponto) no gene FGFR3, que faz com que a proteína produzida por esse gene perca parte de sua função. Essa proteína é responsável por controlar o crescimento dos ossos, agindo para diminuí-lo.

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Introdução

O que você precisa saber de cara

💬
EM LINGUAGEM SIMPLES

A Síndrome de camptodactilia-estatura elevada-escoliose-perda de audição, ou CATSHL, é uma condição genética rara que altera o crescimento dos ossos. Ela costuma causar dedos curvados de forma permanente, altura bem acima da média, desvios na coluna vertebral e perda na capacidade de ouvir. As alterações acontecem porque o gene FGFR3 perde parte de sua função habitual de controlar e limitar o crescimento ósseo. Não existem medicamentos curativos, e o cuidado no Brasil é voltado para fisioterapia, acompanhamento ortopédico e apoio fonoaudiológico. A doença não possui protocolo clínico próprio (PCDT) no Ministério da Saúde, sendo acompanhada pela rede de reabilitação do SUS.

📋
Informacoes curadas por IA — podem conter imprecisoes

A Síndrome de Camptodactilia, Alta Estatura, Escoliose e Perda Auditiva (CATSHL) é caracterizada por dedos permanentemente dobrados, altura acima da média, curvatura da coluna (escoliose) e dificuldade para ouvir. Ela foi observada em cerca de 30 pessoas de sete gerações da mesma família. A síndrome é causada por uma pequena alteração (mutação de ponto) no gene FGFR3, que faz com que a proteína produzida por esse gene perca parte de sua função. Essa proteína é responsável por controlar o crescimento dos ossos, agindo para diminuí-lo.

Escala de raridade

CLASSIFICAÇÃO ORPHANET · BRASIL 2024
<1 / 1 000 000
Ultra-rara
<1/50k
Muito rara
1/20k
Rara
1/10k
Pouco freq.
1/5k
Incomum
1/2k
Prevalência
0.0
Worldwide
Casos conhecidos
30
pacientes catalogados
Início
Childhood
🏥
SUS: Cobertura mínimaScore: 15%
5 procedimentos SIGTAPCID-10: Q87.2
🇧🇷Dados SUS / DATASUS
EXAMES E PROCEDIMENTOS RELACIONADOS (5)
•
Cariótipo — bandas G, Q ou R
•
Pesquisa de microdeleções/microduplicações por FISH
•
Sequenciamento completo do exoma (WES)
•
Dosagem de alfa-fetoproteína
•
Atendimento em reabilitação — doenças raras
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Entender a doença

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Sinais e sintomas

O que aparece no corpo e com que frequência cada sintoma acontece

Partes do corpo afetadas

🦴
Ossos e articulações
11 sintomas
🧠
Neurológico
3 sintomas
👂
Ouvidos
2 sintomas
😀
Face
1 sintomas

+ 2 sintomas em outras categorias

Características mais comuns

100%prev.
Palato ogival
Frequência: 2/2
100%prev.
Alta estatura
Frequência: 12/12
100%prev.
Aracnodactilia
Frequência: 2/2
100%prev.
Deficiência auditiva
Muito frequente (99-80%)
100%prev.
Escoliose
Muito frequente (99-80%)
92%prev.
Deficiência intelectual
Frequência: 11/12
19sintomas
Muito frequente (10)
Frequente (1)
Sem dados (8)

Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Abaixo estão as 19 características clínicas mais associadas, ordenadas por frequência.

Palato ogivalHigh palate
Frequência: 2/2100%
Alta estaturaTall stature
Frequência: 12/12100%
AracnodactiliaArachnodactyly
Frequência: 2/2100%
Deficiência auditivaHearing impairment
Muito frequente (99-80%)100%
EscolioseScoliosis
Muito frequente (99-80%)100%

Linha do tempo da pesquisa

Publicações por ano — veja quando o interesse científico cresceu
Anos de pesquisa2desde 2024
Últimos 10 anos2publicações
Pico20201 papers
Linha do tempo
2024Hoje · 2026
Publicações por ano (últimos 10 anos)

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Genética e causas

O que está alterado no DNA e como passa nas famílias

Genes associados

1 gene identificado com associação a esta condição. Padrão de herança: Autosomal dominant, Autosomal recessive.

Curadoria gene-doença

fontes oficiais
FGFR3
FGFR3Fibroblast growth factor receptor 3Disease-causing germline mutation(s) (loss of function) inAltamente restrito
VIAS BIOLÓGICAS (2)
Signaling by FGFR3 in diseaset(4;14) translocations of FGFR3
MECANISMO DE DOENÇA

Achondroplasia

A frequent form of short-limb dwarfism. It is characterized by a long, narrow trunk, short extremities, particularly in the proximal (rhizomelic) segments, a large head with frontal bossing, hypoplasia of the midface and a trident configuration of the hands. ACH is an autosomal dominant disease.

EXPRESSÃO TECIDUAL(Ubíquo)
Skin Not Sun Exposed Suprapubic
364.6 TPM
Skin Sun Exposed Lower leg
356.5 TPM
Esôfago - Mucosa
199.7 TPM
Brain Caudate basal ganglia
148.4 TPM
Brain Nucleus accumbens basal ganglia
135.4 TPM
OUTRAS DOENÇAS (19)
nevus, epidermalsevere achondroplasia-developmental delay-acanthosis nigricans syndromelacrimoauriculodentodigital syndrome 2testicular germ cell tumor
HGNC:3690UniProt:P22607

Variantes genéticas (ClinVar)

416 variantes patogênicas registradas no ClinVar.

🧬 FGFR3: GRCh38/hg38 4p16.3-15.33(chr4:68454-12774004)x1 ()
🧬 FGFR3: GRCh38/hg38 4p16.3(chr4:68454-4013853)x3 ()
🧬 FGFR3: NM_000142.5(FGFR3):c.2173A>G (p.Met725Val) ()
🧬 FGFR3: NM_000142.5(FGFR3):c.380-1G>A ()
🧬 FGFR3: GRCh38/hg38 4p16.3(chr4:49556-3910769)x1 ()
Ver todas no ClinVar

Classificação de variantes (ClinVar)

Distribuição de 44 variantes classificadas pelo ClinVar.

13
29
2
Patogênica (29.5%)
VUS (65.9%)
Benigna (4.5%)
VARIANTES MAIS SIGNIFICATIVAS
FGFR3: NM_000142.5(FGFR3):c.2362G>A (p.Val788Met) [Conflicting classifications of pathogenicity]
FGFR3: NM_000142.5(FGFR3):c.1861C>T (p.Arg621Cys) [Conflicting classifications of pathogenicity]
FGFR3: NM_000142.5(FGFR3):c.1827C>G (p.Ala609=) [Conflicting classifications of pathogenicity]
FGFR3: NM_000142.5(FGFR3):c.2287C>T (p.Leu763=) [Likely pathogenic]
FGFR3: NM_000142.5(FGFR3):c.2005C>G (p.Arg669Gly) [Conflicting classifications of pathogenicity]

Diagnóstico

Os sinais que médicos procuram e os exames que confirmam

Carregando...

Tratamento e manejo

Remédios, cuidados de apoio e o que precisa acompanhar

Carregando informações de tratamento...

Onde tratar no SUS

Hospitais de referência no Brasil e o protocolo oficial do SUS (PCDT)

🇧🇷 Atendimento SUS — Síndrome de camptodactilia-estatura elevada-escoliose-perda de audição

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Pesquisa e ensaios clínicos

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Publicações mais relevantes

Timeline de publicações
0 papers (10 anos)
#1

CATSHL syndrome, a new family and phenotypic expansion.

Clinical genetics2024 Mar

We report the case of a 12-year-old girl and her father who both had marked postnatal tall stature, camptodactyly and clinodactyly, scoliosis and juvenile-onset hearing loss. The CATSHL (CAmptodactyly - Tall stature - Scoliosis - Hearing Loss syndrome) syndrome was suspected, and molecular analysis revealed a hitherto unreported, monoallelic variant c.1861C>T (p.Arg621Cys) in FGFR3. This variant affects the same residue, but is different than, the variant p.Arg621His reported in the two families with dominant CATSHL described so far. Interestingly, peg-shaped incisors were observed in the proband, a feature never reported in CATSHL but typical of another FGFR3-related condition, LADD (Lacrimo - Auricolo - Dento - Digital) syndrome. The FGFR3 p.Arg621Cys variant seems to be a newly identified cause of CATSHL syndrome with some phenotypic overlap with the LADD syndrome.

#2

Fgfr3 mutation disrupts chondrogenesis and bone ossification in zebrafish model mimicking CATSHL syndrome partially via enhanced Wnt/β-catenin signaling.

Theranostics2020

CATSHL syndrome, characterized by camptodactyly, tall stature and hearing loss, is caused by loss-of-function mutations of fibroblast growth factor receptors 3 (FGFR3) gene. Most manifestations of patients with CATSHL syndrome start to develop in the embryonic stage, such as skeletal overgrowth, craniofacial abnormalities, however, the pathogenesis of these phenotypes especially the early maldevelopment remains incompletely understood. Furthermore, there are no effective therapeutic targets for this skeleton dysplasia. Methods: We generated fgfr3 knockout zebrafish by CRISPR/Cas9 technology to study the developmental mechanisms and therapeutic targets of CATSHL syndrome. Several zebrafish transgenic lines labeling osteoblasts and chondrocytes, and live Alizarin red staining were used to analyze the dynamical skeleton development in fgfr3 mutants. Western blotting, whole mount in situ hybridization, Edu labeling based cell proliferation assay and Wnt/β-catenin signaling antagonist were used to explore the potential mechanisms and therapeutic targets. Results: We found that fgfr3 mutant zebrafish, staring from early development stage, showed craniofacial bone malformation with microcephaly and delayed closure of cranial sutures, chondroma-like lesion and abnormal development of auditory sensory organs, partially resembling the clinical manifestations of patients with CATSHL syndrome. Further studies showed that fgfr3 regulates the patterning and shaping of pharyngeal arches and the timely ossification of craniofacial skeleton. The abnormal development of pharyngeal arch cartilage is related to the augmented hypertrophy and disordered arrangement of chondrocytes, while decreased proliferation, differentiation and mineralization of osteoblasts may be involved in the delayed maturation of skull bones. Furthermore, we revealed that deficiency of fgfr3 leads to enhanced IHH signaling and up-regulated canonical Wnt/β-catenin signaling, and pharmacological inhibition of Wnt/β-catenin could partially alleviate the phenotypes of fgfr3 mutants. Conclusions: Our study further reveals some novel phenotypes and underlying developmental mechanism of CATSHL syndrome, which deepens our understanding of the pathogenesis of CATSHL and the role of fgfr3 in skeleton development. Our findings provide evidence that modulation of Wnt/β-catenin activity could be a potential therapy for CATSHL syndrome and related skeleton diseases.

Publicações recentes

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Associações

Organizações que acompanham esta doença — pra ter apoio e orientação

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Perguntas frequentes

O que as famílias mais perguntam sobre esta doença — cada resposta com a fonte de onde saiu

Respostas geradas por IA a partir das fontes citadas

A síndrome é causada por mutações de ponto com perda de função no gene FGFR3. Esse gene é responsável por produzir uma proteína que atua desacelerando e regulando o crescimento ósseo.

Referências

Fontes citadas no texto, publicações do grafo e bases de dados usadas neste verbete

3 publicações do grafo RarasNet (PubMed) · 7 bases de dados. Títulos, periódicos e PMIDs vêm direto da fonte, sem intermediação de IA.

  1. ORPHA:85164
    Orphanet
  2. GARD:10012
    GARD (NIH)
  3. Q50349826
    Wikidata

Dados compilados pelo RarasNet a partir de fontes abertas (Orphanet, OMIM, MONDO, PubMed/EuropePMC, ClinicalTrials.gov, DATASUS, PCDT/MS). Este conteúdo é informativo e não substitui avaliação médica.

Citar este verbete

Raras. (s.d.). Síndrome de camptodactilia-estatura elevada-escoliose-perda de audição. Em Raras — Enciclopédia de Doenças Raras do Brasil. https://raras.org/doenca/sindrome-de-camptodactilia-estatura-elevada-escoliose-perda-de-audicao

Formato APA. Conteúdo sob CC BY 4.0 — reuso livre com atribuição.

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Síndrome de camptodactilia-estatura elevada-escoliose-perda de audição
Compêndio · Raras BR

Síndrome de camptodactilia-estatura elevada-escoliose-perda de audição

ORPHA:85164 · MONDO:0012504
🇧🇷 Brasil SUS
SIGTAP
5 procedimentos
Geral
Prevalência
<1 / 1 000 000
Casos
30 casos conhecidos
Herança
Autosomal dominant, Autosomal recessive
CID-10
Q87.2 · Síndromes com malformações congênitas afetando predominantemente os membros
CID-11
Início
Childhood
Prevalência
0.0 (Worldwide)
MedGen
UMLS
C1864852
Wikidata

📋 Origem dos dados

Esta página agrega dados de fontes públicas e oficiais. Dados sobre cobertura no SUS (PCDT, CEAF) são verificados ativamente por agente proativo (ver badge no infobox). Demais dados têm atribuição de fonte + data da última sincronização — clique para abrir o original.

Doença rara (ontologia)
fonte: Orphanet
Identificador unificado
fonte: MONDO
Genética mendeliana
fonte: OMIM
Indexação biomédica
fonte: MeSH (NLM)
Dado público estruturado
fonte: Wikidata
Rara